Foram encontradas 1.593 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A fome segundo uma mulher privilegiada
Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina
Giovana Madalosso
Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.
Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.
Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.
Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.
Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.
Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.
Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.
Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.
Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.
Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.
Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.
I. Madalosso emprega um recurso intertextual ao citar o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, para endossar a materialidade da fome – amarela – que também sentia.
II. É possível afirmar que a mulher que segurava um cartaz próxima a um farol em uma das tantas vias de São Paulo apresenta a mesma fome amarela de Carolina Maria de Jesus.
III. Em “[...] a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo [...]”, o advérbio “dificilmente” modifica o substantivo “saciedade”.
IV. Na expressão “Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, [...]”, o pronome “eles” refere-se aos cidadãos que possuem compulsões alimentares e são influenciados pela cobrança estética.
V. As perguntas que fecham o texto de Giovana Madalosso são retóricas e instigam uma reflexão no leitor para o individualismo exacerbado que marca a sociedade contemporânea.
Estão corretas as afirmativas
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A fome segundo uma mulher privilegiada
Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina
Giovana Madalosso
Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.
Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.
Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.
Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.
Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.
Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.
Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.
Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.
Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.
Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.
Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.
O termo destacado acima apresenta sentido sintático equivalente à sua ocorrência no trecho
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A fome segundo uma mulher privilegiada
Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina
Giovana Madalosso
Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.
Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.
Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.
Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.
Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.
Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.
Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.
Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.
Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.
Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.
Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.
Disponível em: http://sitehistorico.ibict.br/pesquisa-desenvolvimento-tecnologico-e-inovacao/sistema-eletronico-de-editoracao-derevistas-seer/apresentacao . Acesso em 8 dez. 2024.
Enumere o fluxo do processo editorial no SEER.
( ) Editor atribui itens editados a um exemplar e organiza as suas seções.
( ) Equipe editorial promove a leitura preliminar, a avaliação por pares e a avaliação do editor.
( ) Autores respondem as perguntas sobre a revisão do texto e galés de impressão.
( ) Autores submetem itens juntamente com metadados.
( ) Equipe editorial trabalha com texto, layout e galés, avaliação, revisão de provas.
A sequência correta é
( ) Publicação corresponde ao conhecimento público de obra literária, artística ou científica, com o consentimento do autor ou de qualquer outro titular de direito de autor.
( ) Obra anônima não apresenta o nome do autor, que se oculta sob nome suposto, por sua vontade ou por ser conhecido.
( ) Editor diz respeito à pessoa física a quem se atribui o direito de criação da obra literária, artística ou científica e o dever de divulgá-la conforme contrato de edição.
( ) Titular de direitos de autor é quem adapta, traduz, arranja ou orquestra obra cada no domnio pblico, no podendo opor-se a outra adaptação, arranjo, orquestração ou tradução, salvo se for cópia da sua.
( ) Direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados do primeiro dia subsequente ao dia do seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.
A sequência correta é
Disponível em: https://letras.biblioteca.ufrj.br/servicos/issn-isbn-e-doi/ . Acesso em: 8 dez. 2024. Adaptado.
Considerando os processos de editoração científica, atribuem-se os identificadores
CALDEWEEL, Cath; ZAPPATERRA, Yolanda. Design editorial. Trad. Edson Furmankiewicz. São Paulo: Gustavo Gilli, 2014. p. 30.
Diferentemente do zine, NÃO se trata de uma publicação artesanal independente o
HEDEL, Richard. O design do livro. Trad. Geraldo Gerson de Souza e Lúcio Manfredi. São Paulo: Ateliê Editorial, 2022. p. 5.
Em um projeto editorial, os seguintes elementos do miolo que devem ser considerados pelo designer como matérias pré-textual, textual e pós-textual de um livro, respectivamente, são:
NÃO é uma extensão comum de arquivo para formato e-book:
BANN, David. Novo Manual de Produção Gráfica. ed. rev. e atual. trad. Aline Grodt. Porto Alegre: Bookman, 2012. p. 84. Adaptado.
O processo de impressão mais indicado para trabalhos de pequena tiragem em preto e branco é a(o)
As cores primárias na síntese aditiva são
Com base nesses padrões, o formato que apresenta as dimensões de 105 x 148 mm é o
Estilos
1- Serif 2- Sans Serif 3- Script 4- Display
Fontes
( ) Lobster ( ) Helvetica ( ) Comic Sans MS ( ) Times New Roman
A sequência correta é
Disponível em: https://helpx.adobe.com/br/indesign/using/data-merge.htm Acesso em: 04 dez. 2024. Adaptado.
Sobre a Mesclagem de dados no Adobe InDesign, analise as afirmativas:
I- O painel Mesclagem de dados pode ser acessado através do menu superior por Janela > Interativo > Mesclagem de dados.
II- Um arquivo de origem de dados pode ser um arquivo delimitado por vírgula (.csv), ponto e vírgula ou tabulação (.txt), no qual os dados são separados por uma vírgula ou uma tabulação respectivamente.
III- A inserção de quebra de linha em um campo do arquivo de origem de dados não pode ser feita.
VI- A adição de campos de imagem ao arquivo de origem de dados, permite que cada registro mesclado tenha uma imagem diferente.
Estão corretas apenas as afirmativas
Aplicativo
1. Adobe Photoshop 2. Adobe Illustrator 3. Adobe Indesign
Ferramenta
( ) Corte Demarcado: para aparar imagens. ( ) Página: para criar vários tamanhos de página em um documento. ( ) Vincar: para adicionar estruturas vincadas no contorno de um objeto. ( ) Malha: para mesclar cores e criar contornos na superfície de objetos. ( ) Borrar: para espalhar os dados de cores em uma imagem.
A associação correta é
PERUYERA, Matias Sebastião. Processos de diagramação e editoração. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. p.262. Adaptado.
Sobre a arte-final e o fechamento de arquivo para impressão, analise se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) As marcas de corte não devem fazer parte da arte, elas direcionam o refile (corte) e devem ter uma distância, de no mínimo, 3mm, entre si.
( ) A resolução de um arquivo de imagem para uma impressão de qualidade é de, no máximo, 150 dpi.
( ) As fontes de texto de uma arte-final, para que saiam exatamente como enviadas, devem ser convertidas em curvas antes do fechamento do arquivo.
( ) A configuração de cor do documento deve ser ajustada conforme o sistema de impressão utilizado, caso as cores do documento estejam em RGB, essa alteração não será necessária.
( ) O arquivo final de livros impressos devem conter um número total de páginas que seja múltiplo de três.
A sequência correta é
Disponível em: https://helpx.adobe.com/br/illustrator/using/tools-in-illustrator.html. Acesso em: 04 dez. 2024. Adaptado.
A ferramenta que permite mover, dimensionar e girar caracteres individuais de uma palavra é a