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COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de Educação Física. 2. ed. rev. São Paulo: Cortez, 2009. Adaptado.
Na perspectiva crítico-superadora, a organização pedagógica descrita concretiza-se porque
No âmbito das abordagens críticas da Educação Física, a coerência dessa prática pedagógica decorre de o professor
Nesse contexto, a organização do ensino orienta-se por uma abordagem que
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. Adaptado.
A experiência de Angicos, ocorrida em 1963 no sertão do Rio Grande do Norte, consolidou-se como um dos episódios mais emblemáticos da história da educação brasileira. Sob a coordenação do educador Paulo Freire, o projeto de alfabetização de 300 trabalhadores rurais evidenciou a viabilidade de uma metodologia fundamentada na dialogicidade e na conscientização. O diferencial não estava na repetição de sílabas vazias, mas no uso de palavras geradoras extraídas do próprio cotidiano dos alunos, como "tijolo" e "enxada". A experiência conduzida por Paulo Freire em Angicos demonstrou que a alfabetização de adultos pode ultrapassar a mera decodificação da linguagem escrita ao se constituir como prática de leitura crítica da realidade, permitindo que trabalhadores se reconheçam como sujeitos históricos.
GERMANO, José Willington. As quarenta horas de Angicos. Educação & Sociedade, Campinas, v. 18, n. 59, p. 391–395, ago. 1997. Adaptado.
Considere que um professor de História decide reorganizar sua prática pedagógica com base nos princípios da educação problematizadora de Paulo Freire, substituindo uma abordagem centrada na exposição sistemática de conteúdos.
Nessa perspectiva, a prática pedagógica coerente com essa mudança caracteriza-se, na atuação do professor, por
PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1973. Adaptado.
Considere que durante uma aula sobre o processo de colonização do Brasil, um professor de História propõe aos estudantes a análise de diferentes fontes históricas (cartas de colonizadores, relatos indígenas e registros administrativos). Em vez de apresentar uma narrativa pronta, ele solicita que os alunos formulem interpretações, identifiquem contradições entre os documentos e reconstruam, coletivamente, explicações sobre o processo histórico da formação do Brasil.
A prática pedagógica descrita está coerente com a perspectiva construtivista, pois
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado.
No contexto das disputas contemporâneas pela terra envolvendo os povos originários no Brasil, as ações estatais entram em conflito com as formas indígenas de organização da vida, na medida em que
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.
A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Adaptado.
A partir do texto e dos conhecimentos sobre os Atos Institucionais durante o período militar no Brasil, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F, para as falsas.
( ) O Ato Institucional nº 1 instituiu mecanismos de cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos, ao mesmo tempo em que preservou formalmente o funcionamento do Congresso Nacional.
( ) O Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para governadores e vice-governadores, reforçando a centralização política e reduzindo a autonomia dos estados no interior do regime.
( ) O Ato Institucional nº 3 extinguiu os partidos políticos existentes, instituiu o bipartidarismo e ampliou o controle do Executivo sobre o sistema político, mantendo formas restritas de competição institucional.
( ) O Ato Institucional nº 4, ao reorganizar a ordem constitucional por meio da Constituição de 1967, extinguiu formalmente a função legislativa do Parlamento, concentrando a produção normativa no Poder Executivo.
( ) O Ato Institucional nº 5 ampliou os poderes do Executivo, permitindo a suspensão de garantias individuais e a intervenção nos demais poderes, sem implicar a revogação formal da Constituição vigente.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
CALIXTO, Benedito. Proclamação da República, 1893. Óleo sobre tela.
A crise do Império brasileiro, nas décadas finais do século XIX, esteve profundamente associada às transformações estruturais do sistema escravista e às tensões políticas decorrentes de sua desagregação. A abolição da escravidão, em 1888, ao mesmo tempo em que representou a ruptura formal com a base do trabalho cativo, produziu reconfigurações nas alianças políticas que sustentavam o regime monárquico.
CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. Adaptado.
A partir das informações contidas no texto, na imagem que retrata o golpe militar de 1889 e nos conhecimentos sobre a crise do Império, a abolição da escravidão e a Proclamação da República são eventos estruturalmente conectados, porque
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.
A Independência do Brasil não configurou uma ruptura radical, sendo uma transição marcada pela conciliação entre uma nova burguesia e as antigas elites agrárias.
Considerando essa especificidade, as implicações socioeconômicas desse processo
Guerrilha, Johann Moritz Rugendas. 1835
As formas de resistência protagonizadas por populações indígenas e africanas no contexto da colonização não se limitaram a rebeliões abertas, mas assumiram múltiplas expressões, que variavam desde confrontos armados até estratégias cotidianas de enfrentamento à dominação.
MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Anita Garibaldi, 1981. Adaptado.
A interpretação de representações visuais da violência colonial exige considerar que tais imagens não apenas retratam conflitos, mas também expressam modos de compreensão das relações sociais em seu tempo.
Tomando como referência o texto de Clóvis Moura e a obra Guerrilha (1835), as resistências indígenas e africanas representadas
FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes: o legado da "raça branca". v. 1. 5. ed. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado.
Compreender a abolição da escravidão no Brasil exige ultrapassar a leitura simplista que a define exclusivamente como um ato jurídico da Lei Áurea, e considerar suas implicações históricas na reorganização das relações sociais.
Nessa perspectiva, a reorganização social do Brasil pós-abolição foi caracterizada pela
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.
A compreensão da economia colonial exige distinguir, com precisão, o papel das determinações externas e das mediações internas na configuração de sua estrutura histórica. A formulação conceitualmente consistente dessa relação pressupõe reconhecer que o Brasil colonial
BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp, 2004. Adaptado.
A caracterização das sociedades pré-colombianas como formas sociais simples e homogêneas implica um erro de interpretação histórica ao desconsiderar a complexidade de suas estruturas de organização social, política e econômica, uma vez que essas sociedades
MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência. In: TRASPADINI, Roberta; STEDILE, João Pedro (orgs.) Ruy Mauro Marini: vida e obra. São Paulo: Expressão Popular, 2005. Adaptado.
A interpretação da globalização como processo de intensificação da integração econômica internacional frequentemente sustenta que a reorganização das cadeias globais de valor e a ampliação dos fluxos de capital configuram uma nova etapa do capitalismo, marcada pela redefinição das relações entre economias centrais e periféricas.
A partir desse quadro teórico, o fenômeno da globalização
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.
A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.
A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.
Considerada um momento decisivo da constituição da ordem burguesa, a Revolução Francesa articula-se ao surgimento do capitalismo por ter
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. Adaptado.
As diferenças entre as formações coloniais europeias na América não se limitam à organização econômica, mas implicam padrões distintos de estrutura social e desenvolvimento histórico.
A característica estrutural que diferenciou parte das colônias inglesas de povoamento da América do Norte, especialmente as estabelecidas na Nova Inglaterra, em relação às colonizações ibéricas teve origem na
Frontispício da edição original do Leviatã (1651). Thomas Hobbes.
A imagem apresentada corresponde ao frontispício da obra Leviatã (1651), na qual o filósofo inglês Thomas Hobbes formula uma das mais influentes justificações teóricas do poder político na modernidade.
A compreensão conceitualmente adequada da relação entre a obra e o absolutismo demonstra a