Questões de Concurso Para aroeira

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Q3740315 Matemática
No lançamento de dois dados e uma moeda, qual a probabilidade de sair um número divisível por 2 em um dado, um número primo no segundo dado e cara, ao mesmo tempo?  
Alternativas
Q3740314 Matemática
Para testar a dormência de uma semente, um biólogo testa três temperaturas e obtém uma parábola como modelo que passa pelos pontos (0,0), (6,0) e (5, 20), onde a abscissa de cada ponto representa a temperatura e a ordenada de cada ponto representa a quantidade se sementes germinadas, em uma determinada escala. Qual o ponto que representa a temperatura e ao máximo de sementes germinadas? 
Alternativas
Q3740313 Matemática
A área de uma região mede 210 km2 . Na época da chuva, sabe-se que 2/3 fica inundada e que 1/7 da área não inundada é reservada como estacionamento. Qual a fração que corresponde a área livre?
Alternativas
Q3740312 Matemática
Uma empresa de tratamento de água destinou 6 m3 de um reservatório para análise em um laboratório especializado. Para tanto, distribuiu a água igualmente em 6000 embalagens de mesma capacidade. Qual o volume de água, em centilitro (cl), contido em cada embalagem? 
Alternativas
Q3740311 Matemática
Dada a sequência numérica (1, 2, 4, 8, ...). Considerando os vinte primeiros termos dessa sequência, qual o valor da mediana?
Alternativas
Q3740310 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Analise o verso : “A força de estar sempre – segura – insegura”
Marque a alternativa que apresenta a classe gramatical dos vocábulos que constituem esse verso respectivamente:
Alternativas
Q3740309 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Identifique o segundo fonema da palavra “exatas” e marque a alternativa cujas palavras apresentam esse mesmo fonema:
Alternativas
Q3740308 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Leia o poema de Cecília Meireles e analise as afirmações seguintes sobre ele:

I – O verso inicial do poema: “Até quando terás esta doçura ”questiona sobre a duração de uma sensibilidade especial, que permite sentir intensamente a vida.
II – O poema mistura amor, sofrimento e uma força de estar segura e insegura ao mesmo tempo. É uma força que paradoxalmente convive com a insegurança.
III – Pode-se afirmar que o poema apresenta uma reflexão sobre a complexidade da alma humana e a natureza transitória dos sentimentos.

Sobre as afirmativas, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3740307 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Analise o vocábulo “bem-aventuradamente” e marque a alternativa que apresenta o processo pelo qual ele é formado:
Alternativas
Q3740306 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Marque a alternativa cujos vocábulos são acentuados pela mesma regra de acentuação gráfica:
Alternativas
Q3740305 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Analise o emprego da crase no trecho: “Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo...” Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3740304 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Considere as expressões em destaque no fragmento:
“É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta,...” O termos “para” e “como” estabelecem, respectivamente entre as orações, relações de:
Alternativas
Q3740303 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Analise o seguinte fragmento do texto:

“Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.”
Esse fragmento apresenta:
Alternativas
Q3740302 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Considere a leitura integral do texto e marque a alternativa que apresenta as funções de linguagem predominantes nele:
Alternativas
Q3740301 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Quanto ao gênero textual , o texto acima pode ser considerado:
Alternativas
Q3459458 Noções de Informática

Sobre a utilização da Internet na prática médica, no serviço público, leia as afirmações a seguir:


1. A internet pode ser usada para acessar informações técnicas atualizadas, artigos científicos e diretrizes de prática clínica.

2. os fisioterapêutas devem tomar algumas precauções ao pesquisar informações na internet, como verificar a credibilidade das fontes e confirmar as informações em várias fontes confiáveis.

3. É vedado o uso da internet para informar pacientes sobre tratamentos.

4. É importante proteger as informações confidenciais ao utilizar a internet.


São corretas:

Alternativas
Q3441359 Saúde Pública

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. A principal medida de controle da febre amarela é: 

Alternativas
Q3441358 Saúde Pública

O Agente de Combate às Endemias (ACE), é o profissional que trabalha vinculado a uma equipe de vigilância em saúde, mas que deve atuar de forma conjunta com a equipe de saúde da família, sempre que possível. Ao Agente de Endemias compete: 

Alternativas
Q3441357 Biologia
Em relação ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da Dengue, chikungunya, Zika e a febre amarela urbana, doenças chamadas de arboviroses, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3441354 Saúde Pública

A Reforma Sanitária Brasileira foi o principal movimento na construção do Sistema Único de Saúde, gravada na Constituição de 1988. Foi, de fato, uma ruptura com todos os princípios que ordenavam a política de saúde. Uma das principais conquistas da Reforma Sanitária com a criação do SUS foi:

Alternativas
Respostas
2121: A
2122: D
2123: C
2124: B
2125: A
2126: D
2127: A
2128: D
2129: C
2130: D
2131: B
2132: B
2133: A
2134: C
2135: B
2136: C
2137: A
2138: D
2139: B
2140: B