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As manifestações embólicas da endocardite infecciosa são raras, ocorrendo em menos de 10% dos casos, não tendo assim importância clínica no contexto das sequelas dessa doença.
O Diabetes Melito tipo I idiopático corresponde à minoria dos casos.
A classificação etiológica dessa subcategoria do Diabetes é feita exclusivamente através da anamnese, sendo possível de ser realizada em todos os centros.
Os indivíduos com essa forma de Diabetes Melito apresentam graus variáveis de deficiência de insulina.
Os indivíduos com essa forma de Diabetes Melito não desenvolvem cetoacidose.
A ausência de marcadores de autoimunidade contra as células beta e não associação com haplótipos do sistema HLA caracteriza essa enfermidade.
A medida do gradiente Albumina soro-ascite (GASA) caracteriza melhor a ascite, de maneira que o GASA > 1,1g/dL sugere outras causas que não a decorrente de hipertensão portal, enquanto um GASA < 1,1g/dL é tipicamente encontrado em pacientes com hipertensão portal.
A retirada de até 5 litros de líquido ascítico através de paracentese é possível em pacientes com ascite tensa, resistente a diuréticos, sem necessidade de reposição volêmica com coloide.
A terapêutica de escolha para PBE é uma cefalosporina de 3ª geração, seja cefotaxima ou ceftriaxona. Quinolonas orais podem ser tão efetivas como a cefotaxima, desde que o paciente não tenha sinais de maior gravidade clínica como choque, encefalopatia hepática, creatinina sérica maior que 3,0mg/dL ou esteja com vômitos.
O tratamento com antibióticos, em pacientes portadores de ascite, com sinais de infecção e dor abdominal, deve ser instituído, mesmo que a citologia do líquido ascítico seja negativa para PBE, até que sejam obtidos os resultados das culturas do líquido.
O diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea (PBE) é definido pela presença de mais de 10 leucócitos polimorfonucleares por mm3 no líquido ascítico.
Apresenta-se mais frequente nas formas agudas e subagudas, que representam 70% dos pacientes acometidos por essa micose profunda.
Ocorre, na metade dos casos em adultos, em indivíduos com atividade profissional ligada ao manuseio do solo, sendo o alcoolismo e a desnutrição fatores frequentemente associados.
A maior incidência no sexo feminino deve-se a receptores para estrógeno presentes nas formas infectantes do parasita, favorecendo o seu crescimento nas mulheres infectadas.
Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, seja em zona rural ou urbana, sendo o contágio inter-humanos a segunda forma mais importante de transmissão.
É adquirida por via digestiva, através da ingesta de alimentos contaminados com esporos do fungo, e já foram descritas microepidemias em zonas rurais e urbanas.
A intradermorreação de Montenegro é importante no diagnóstico na fase clássica e ativa da doença, com valores de medição acima de 20mm correlacionando-se com a gravidade da imunossupressão dessa patologia.
A fase clássica manifesta-se por hepatoesplenomegalia clássica, com febre, queda do estado geral, anemia, leucopenia, plaquetopenia, e hipergamaglobulinemia.
Na fase oligossintomática, ocorrem sorologia positiva para Leishmania, e alguns sintomas da doença com febre e discreta hepatoesplenomegalia.
A fase assintomática é caracterizada por sorologia positiva para Leshmania, sem nenhuma manifestação clínica da doença.