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De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Humano – OCDH (BBC, 2014), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram serem vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos, pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.
Outra pesquisa, realizada pelo instituto Data Popular em parceria com a Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (SÃO PAULO, 2013), após ouvir 1400 professores, no primeiro semestre de 2013, aponta que dois em cada dez alunos da rede pública paulista admitem já terem cometido algum tipo de violência nas escolas. Apesar disso, a pesquisa revelou que 40% dos docentes afirmaram que suas escolas não realizam atualmente nenhuma campanha contra a violência. Além disso, as que apresentam o maior índice de violência são as que menos realizam atividades voltadas para o problema.
Fonte: DE NADAI, S. C. T.; VICENTIN, V. F.; BOZZA, T. L. Desenvolvimento moral de uma criança considerada "difícil": foco na relação escola-família. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 10, n. 2, p. 524–542, 2015. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/7749. Acesso em: 6 nov. 2025.
Ao examinar o fenômeno da violência escolar pela ótica de uma teoria psicogenética, as autoras chegam à conclusão que:
Dentro de um ambiente sociomoral cooperativo, as relações são pautadas no respeito mútuo, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia moral, ou seja, o sujeito autônomo respeita regras por princípios internos e não porque são determinadas por uma autoridade. Já em escolas autocráticas, que fazem uso de coerções, ameaças e castigos, reforçando, assim, a moral heterônoma, a regulação é externa e está associada à autoridade.
A análise empreendida pelas autoras apresenta maior consonância com as teorias de
Em reunião para discutir dificuldades de aprendizagem e sugerir medidas didáticopedagógicas a serem adotadas, um professor emitiu a seguinte opinião sobre o baixo desempenho da sua turma.
Eu me recuso a dar aula para a turma de administração ano que vem. Me coloca na mecânica, na elétrica, até na informática, mas no curso de administração, não. Já era um curso que atraía um público mais simples. Mas antes, pelo menos, tinha uma seleçãozinha que fazia o nível melhorar. Agora, depois desse negócio de cotas, as notas foram só ladeira abaixo. Esses alunos que vêm de escola pública não têm base nenhuma. Têm muito menos aptidão para a aprendizagem que nossos outros alunos. Nunca ouviram falar de Machado de Assis, não sabem nem fazer uma conta de multiplicar. Eles não têm o costume de ler em casa, chegam sem a capacidade de organizar um raciocínio simples e colocar no papel. Na hora dos debates, só abrem a boca pra falar coisas vazias. Não têm repertório de vida nenhum. Tudo que eles sabem, estão ouvindo falar aqui, pela primeira vez. Mas também eu não culpo só eles. Olha a condição do bairro de onde eles vêm, sem estrutura nenhuma. A família, então, nem se fala. Nem sabe o que é o instituto. Muitas vezes, os pais são agressivos e não têm interesse nenhum pela vida acadêmica dos filhos, não dão valor a isso aqui. Isso quando têm pais, porque muitos deles moram só com mãe ou com um tio ou avó. Totalmente desestruturado. Pra pessoa estar motivada a aprender, precisa de uma atmosfera familiar afetuosa e positiva, e isso a maioria não tem. Quando não tem um ambiente hostil, tem que trabalhar no período da tarde ou da noite pra ajudar nas despesas da casa. É um contexto que desencoraja o desenvolvimento intelectual. Como um estudante que vem de um ambiente que não tem apoio nenhum vai ter sucesso nessa escola? Estranho seria se ele passasse em tudo.
No livro “A produção do fracasso escolar” (2000), a autora Maria Helena Souza Patto apresenta as raízes históricas das concepções sobre o fracasso escolar. A interpretação equivocada elaborada pelo professor acerca do baixo rendimento da turma revela uma aderência mais pronunciada à(s)
I. As redes de ensino e as escolas deverão elaborar estratégias para tratar do tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos estudantes da educação básica, informando-lhes sobre os riscos, os sinais e a prevenção do sofrimento psíquico de crianças e adolescentes, incluídos o uso imoderado dos aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive telefones celulares, e o acesso a conteúdos impróprios.
II. As redes de ensino e as escolas deverão oferecer treinamentos periódicos para a detecção, a prevenção e a abordagem de sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental e de efeitos danosos do uso imoderado das telas e dos dispositivos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive aparelhos celulares.
III. Os estabelecimentos de ensino disponibilizarão espaços de escuta e de acolhimento para receberem estudantes ou funcionários que estejam em sofrimento psíquico e mental decorrentes principalmente do uso imoderado de telas e de nomofobia.
Está(ão) CORRETA(S):
De acordo com o referido documento, assinale a alternativa que NÃO se refere ao que é descrito como princípios para uma atuação na Educação Básica.
Lucas, estudante do segundo ano do curso integrado em Segurança do Trabalho, procurou a(o) psicóloga(o) da escola para relatar que estava sendo vítima de bullying por parte de alguns rapazes da sua turma. Segundo Lucas, ele sempre foi um menino diferente dos demais. Gostava de fazer teatro, de cantar nas apresentações da escola e preferia conversar com as meninas no recreio. Sua voz suave e seus gestos delicados chamavam atenção e logo se tornaram motivo de zombaria. Os colegas o chamavam de “viadinho”, “mocinha”, “baitôla” e outros apelidos que ele fingia não ouvir, mas que o machucavam profundamente. No primeiro ano, ele fez um esforço para tentar se adaptar à dinâmica da nova escola: mudou o corte de cabelo, as roupas e adereços que usava, o jeito de andar, de falar, até de rir, na esperança de que o deixassem em paz. Mas quanto mais tentava se esconder, mais pareciam percebê-lo. Com o agravamento da situação, passou a vivenciar a escola como um espaço de sofrimento. A vaga ideia de ter que voltar para o espaço escolar todos os dias era um enorme tormento. O recreio, segundo descreveu, transformou-se em um momento de tensão e as aulas de Educação Física, em experiências marcadas por constrangimento e ansiedade. Começou a usar a ponta de uma tesoura para cortar a pele do seu braço, em busca de alívio da culpa e da tensão. Pensava muitas coisas, entre elas, a interrupção do próprio sofrimento de maneira definitiva. Durante o atendimento, expressou de forma explícita o desejo de cessar as agressões sofridas, relacionando-as à sua orientação sexual. Solicitou auxílio profissional afirmando: “Eu vim aqui pedir sua ajuda. Eu quero que eles me deixem em paz. Acho que só vou conseguir se eu deixar de ser gay. Sozinho eu não consegui. Você me ajuda?”
A Lei nº 15.231, de 6 de outubro de 2025, alterou a LDB (Lei 9394/96) a fim de incumbir aos sistemas de ensino notificar ao Conselho Tutelar do município as ocorrências e os dados relativos a casos de violência que envolvam seus alunos, especialmente automutilações, tentativas de suicídio e suicídios consumados.
Sobre a atuação da(o) psicóloga(o) nesse contexto e com base no material bibliográfico sugerido, analise as asserções a seguir e assinale V para VERDADEIRO e F para FALSO.
( ) A partir dos anos 1980, a homossexualidade e a bissexualidade passaram a ser consideradas transtornos mentais por documentos como o DSM e o CID porque pessoas com tais orientações tendem a apresentar mais sofrimento mental (mais sintomas ansiosos, depressivos, ideias e atos suicidas, etc.).
( ) A homofobia internalizada se refere a processos nos quais valores, mensagens e ideologias socioculturais e políticas negativas (de rejeição e ódio aos homossexuais e suas identidades, sentimentos e práticas) são internalizados (muitas vezes inconscientemente) pelos próprios homossexuais, que, com isso, constroem uma autoimagem negativa, o que resulta em sentimentos de culpa, vergonha, baixa autoestima e outras vivências negativas voltadas para si mesmos.
( ) É dever da(o) psicóloga(o) respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade de pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional. Portanto, em hipótese alguma, o profissional poderá decidir pela quebra de sigilo.
( ) Ainda hoje, membros da população LGBTTQIAP+ estão expostos a maiores taxas de ideações e tentativas suicidas. Não é o fato de serem LGBTTQIAP+ que aumenta a probabilidade de suicídios, mas sim a LGBTTQIAP+fobia a que são expostos cotidianamente.
( ) A(O) psicóloga(o) deve acolher o sofrimento e as angústias experienciadas por esses sujeitos, compreendendo que o sentimento de “inadequação” e/ou “desconforto” por experienciar uma orientação sexual não heterossexual decorre dos efeitos das lógicas cisheteronormativas que produzem preconceitos, discriminações e valorações negativas sobre as homossexualidades e bissexualidades.
A sequência CORRETA é:
Considerando o eixo intitulado “Dimensão histórica, ideológico-política e conceitual da temática racial no Brasil”, assinale a alternativa INCORRETA:
1. Dandara é acompanhada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis de uma universidade federal, ela geralmente é atendida pela assistente social e pela pedagoga, além dos atendimentos pontuais com a psicóloga. Dandara solicita à equipe, por meio da psicóloga, um documento que comprove que ela está sendo acompanhada e como esse acompanhamento tem sido realizado.
2. Ana está em psicoterapia, possui diagnóstico de Transtorno do Pânico devidamente avaliado no contexto clínico e solicita um documento que comprove esse diagnóstico. O setor em que ela trabalha solicitou o documento para justificar as faltas que ela teve na última semana em função das crises experimentadas.
3. Guilherme é estudante universitário, sofreu desligamento por baixa frequência no último semestre. Ele está em acompanhamento psicológico há bastante tempo, e suas atuais demandas psicológicas estão impactando sua vida acadêmica. Segundo Guilherme, o coordenador do curso pediu que ele enviasse um documento que descrevesse seu acompanhamento psicológico para ser anexado ao processo de religamento.
4. Pedro precisou faltar a reunião de orientação do projeto de pesquisa que participa para estar em um atendimento com a psicóloga do Setor de Orientação ao Estudante. Segundo ele, precisa de um documento para justificar sua ausência na reunião.
5. O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão de uma universidade federal recebeu uma solicitação judicial que questionava, sob a perspectiva psicológica, as condições que impediriam uma pessoa transexual autista de cursar medicina.
( ) Declaração
( ) Atestado Psicológico
( ) Relatório Psicológico
( ) Parecer Psicológico
( ) Relatório Multiprofissional
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa que se refere adequadamente às abordagens emergentes de liderança apresentadas pelos autores.
I. A liderança autêntica é proposta nos domínios do comportamento organizacional positivo e da teoria do desenvolvimento de liderança baseada no ciclo de vida, líderes autênticos estimulam o desenvolvimento da autoconsciência e comportamentos positivos autorregulados da parte de seus liderados ou seguidores.
II. A liderança autêntica é uma abordagem multinível que reconhece a combinação do líder, do seguidor e do contexto comum. A ideia é a de que comportamentos autênticos aumentam a probabilidade de os liderados se identificarem com o líder e o coletivo.
III. A liderança servidora é similar às teorias de liderança centradas no líder, na medida em que enfatiza o ponto de vista do líder e de seus comportamentos: capacidade de ouvir, empatia, cura, consciência, persuasão, dentre outras características.
IV. A liderança transformacional é descrita como capaz de transformar o liderado por meio da elevação do seu nível de consciência sobre a importância tanto dos resultados quanto da forma de alcançá-los.
V. Na liderança situacional, a efetividade do comportamento do líder depende da condição situacional denominada nível de maturidade (prontidão ou desenvolvimento) dos seus membros de equipe.
A partir das afirmativas apresentadas, é CORRETO dizer que
I. O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é quase sempre baseado preponderantemente nos dados clínicos, e a semiotécnica armada não substitui o essencial do diagnóstico psicopatológico: uma história clínica bem colhida e um exame do estado mental minucioso, ambos interpretados com habilidade.
II. O diagnóstico psicopatológico, com exceção dos quadros psico-orgânicos, de modo geral, baseia-se principalmente no perfil de sinais e sintomas apresentados pelo paciente na história do transtorno, desde que surgiu até o momento atual da avaliação.
III. De modo geral, não existem sinais ou sintomas psicopatológicos específicos de determinado transtorno mental. Isso quer dizer que, de fato, não há sintomas patognomônicos em psicopatologia.
IV. O diagnóstico psicopatológico repousa sobre a totalidade dos dados clínicos, momentâneos e evolutivos. É essa totalidade clínica que, detectada, avaliada e interpretada com conhecimento (teórico e científico) e habilidade (clínica e intuitiva), conduz ao diagnóstico psicopatológico, de modo geral, baseado em mecanismos etiológicos.
V. O diagnóstico psicopatológico é, em inúmeros casos, apenas possível com a observação do curso do transtorno. Uma das funções do diagnóstico em medicina é prever e prognosticar a evolução e o desfecho da doença. Porém, às vezes, isso se inverte no contexto da psicopatologia. Não é incomum que o prognóstico obrigue o clínico a reformular seu diagnóstico inicial.
A partir das afirmativas apresentadas, é CORRETO dizer que
Considerando a definição de psicopatologia e a ordenação de seus fenômenos, assinale a afirmativa INCORRETA: