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Q4053172 Português
As formas de inserção da fala de personagens no texto narrativo interferem na organização da enunciação e na construção do ponto de vista. A tradição gramatical reconhece modalidades distintas de representação do discurso, cuja escolha produz efeitos específicos na relação entre narrador e personagem (CUNHA; CINTRA, 2021).
Considerando as modalidades de discurso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053171 Linguística
Os estudos pragmáticos investigam como sentidos são construídos nas interações, considerando contexto, intenções e inferências compartilhadas entre interlocutores. A interpretação de um enunciado ultrapassa o significado literal das palavras e envolve efeitos produzidos pela situação comunicativa (KOCH, 2015).
Considerando a perspectiva pragmática e os efeitos de sentido no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
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Q4053170 Português
 A reflexão sociolinguística evidencia que diferentes formas de uso coexistem em uma mesma comunidade, sendo condicionadas por fatores sociais, históricos e situacionais. A norma-padrão corresponde a variedade institucionalizada, associada a contextos formais e práticas escolares específicas (BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando a relação entre variação linguística e norma-padrão, assinale a alternativa CORRETA.  
Alternativas
Q4053169 Português
Os estudos sobre textualidade reconhecem que os usos da linguagem se organizam em formas relativamente estáveis, vinculadas a práticas sociais específicas. Essas formas apresentam características estruturais recorrentes e cumprem finalidades comunicativas historicamente situadas nas interações humanas (BAKHTIN, 2011).
Considerando os conceitos de gêneros textuais, estrutura, função social e tipologia, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4053168 Português
A reflexão linguística distingue dimensões do fenômeno comunicativo, considerando tanto o sistema compartilhado socialmente quanto suas realizações concretas. Essa distinção fundamenta a compreensão das variações que atravessam os usos da linguagem nas práticas sociais (SAUSSURE, 2012).
Considerando os conceitos de linguagem, língua e fala, bem como a noção de variação linguística, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4053167 Português
A ortografia oficial da língua portuguesa organiza-se por princípios convencionais que procuram conciliar tradição, sistematização gráfica e critérios fonológicos compartilhados entre países lusófonos. Alterações normativas visam ajustar a escrita sem modificar o funcionamento estrutural da língua (BRASIL, 2009).
Considerando as disposições do Acordo Ortográfico em vigor, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4053166 Português
 A análise da textualidade contemporânea considera que a produção e a interpretação de textos envolvem fatores cognitivos, sociais e interacionais, ultrapassando a simples organização formal das estruturas linguísticas. Esses critérios articulam-se às condições de uso e às expectativas construídas entre produtores e leitores no processo comunicativo (KOCH; ELIAS, 2012).
Considerando os elementos da textualidade — intencionalidade, aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e intertextualidade — assinale a alternativa CORRETA.
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Q4053165 Português
A produção escrita envolve operações cognitivas e linguísticas que ultrapassam a mera combinação de frases gramaticalmente corretas. Estudos sobre textualidade destacam que a construção de sentido depende de fatores macroestruturais e microestruturais, relacionados tanto à organização global quanto às relações internas entre segmentos do texto (KOCH; ELIAS, 2012).
Considerando os princípios de planejamento, coesão, coerência e reescrita, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4053164 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino.
Quanto ao emprego do acento indicativo de crase no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053163 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Os diferentes tipos textuais organizam-se conforme a finalidade comunicativa predominante. Enquanto a narração estrutura acontecimentos em sequência temporal, a descrição privilegia caracterização de elementos, a injunção orienta comportamentos por meio de instruções e a dissertação desenvolve análise argumentativa fundamentada em dados e reflexões.
Considerando os diferentes tipos textuais, assinale a alternativa CORRETA quanto à tipologia textual predominante no texto-base.
Alternativas
Q4053162 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
As diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e "variam" conforme o contexto cultural.
Quanto à regência verbal da forma destacada, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053161 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão.
Quanto à análise sintática dos termos essenciais da oração, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053160 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se "supunha" ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder "pertencessem" essencialmente ao universo masculino.
Quanto aos tempos e modos verbais das formas destacadas, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4053159 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais.
Quanto à análise sintática do período composto por subordinação, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4053158 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Níveis mais elevados de certos hormônios no período "pré-natal" foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões.
Quanto ao processo de formação da palavra destacada, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053157 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder "a eles" de modo adequado.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à reescrita do trecho destacado com a devida colocação pronominal.
Alternativas
Q4053156 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.

O texto discute a relação entre empatia e gênero mediante apresentação articulada de dados históricos e resultados científicos, organizando argumentos que exigem avaliação crítica das evidências e das conclusões construídas ao longo da exposição.


Com base no texto apresentado, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4053155 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais.
Quanto à pontuação, assinale a alternativa CORRETA sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q4053154 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais.
Transformando a frase na voz passiva analítica, tem-se como alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4053153 Português
Diversas cidades brasileiras preservam construções que representam períodos importantes de sua história. Igrejas, casarões e prédios públicos antigos revelam características arquitetônicas que ajudam a compreender transformações sociais, econômicas e culturais ocorridas ao longo do tempo. Em municípios sertanejos como Pão de Açúcar, edificações religiosas e estruturas urbanas tradicionais compõem o conjunto do patrimônio cultural material local. Nesse contexto, indique a alternativa que cita CORRETAMENTE a principal relevância das edificações históricas para o patrimônio cultural? 
Alternativas
Respostas
341: B
342: B
343: D
344: C
345: B
346: A
347: B
348: A
349: B
350: A
351: E
352: E
353: D
354: B
355: B
356: D
357: D
358: B
359: C
360: E