Foram encontradas 8.950 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4054432 Direito Constitucional
Durante uma atividade de orientação cidadã em serviço de convivência, o Educador Social utiliza exemplos sobre a atuação dos agentes políticos municipais para explicar limites éticos no exercício de funções públicas. Ao abordar a situação de um Vereador recém-diplomado, conforme a Lei Orgânica do Município de Mariópolis, deve-se esclarecer que ele: 
Alternativas
Q4054431 Serviço Social
Durante uma reunião da rede de proteção, o profissional precisa diferenciar ações relacionadas à seguridade social, especialmente ao orientar uma família sobre acesso a serviços e benefícios públicos. Nesse caso, a seguridade social deve ser compreendida como:
Alternativas
Q4054430 Português
Em uma unidade de acolhimento, o Educador Social acompanha adolescentes que apresentam dificuldades de permanência na escola, acesso limitado a serviços de saúde e fragilidade no convívio familiar. Ao orientar os encaminhamentos da equipe, a compreensão adequada sobre direitos sociais indica que eles: 
Alternativas
Q4054428 Direito Financeiro
Um servidor que atua no apoio administrativo da Câmara Municipal precisa conferir quais matérias dependem de deliberação própria do Legislativo, sem submissão prévia ao Poder Executivo. À luz da Lei Orgânica do Município de Mariópolis, constitui competência privativa da Câmara Municipal: 
Alternativas
Q4054427 Atualidades
Em 2026, a Anvisa autorizou o início de estudo clínico para avaliar a segurança de uma substância experimental pesquisada pela Dra. Tatiana Sampaio, voltada a lesões na medula espinhal. Essa substância é chamada de:
Alternativas
Q4054426 Biologia
Em temas atuais de Ciências, a dengue costuma ser relacionada às mudanças climáticas porque o aumento de temperaturas e alterações no regime de chuvas podem favorecer a proliferação de qual mosquito transmissor? 
Alternativas
Q4054425 Geografia
A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel colocou em evidência uma passagem marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo. A rota, situada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é conhecida como: 
Alternativas
Q4054424 História e Geografia de Estados e Municípios
A trajetória político-administrativa de Mariópolis apresenta momentos distintos de elevação, extinção e recriação municipal. Sobre essa sequência histórica, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4054423 História e Geografia de Estados e Municípios
A formação inicial de Mariópolis esteve ligada ao processo de ocupação de uma grande área rural, marcada pela chegada de colonizadores e pela abertura de caminhos. Esse processo teve como referência territorial inicial a: 
Alternativas
Q4054422 Matemática
Um depósito tem a forma de um prisma reto de base retangular. Sabe-se que, no piso desse depósito, a diagonal mede 10 m e um dos lados da base mede 6 m. Se a altura interna do depósito é de 3 m, então o volume total desse sólido corresponde a: 
Alternativas
Q4054421 Estatística
Em uma pequena loja virtual, o número de pedidos concluídos em sete dias consecutivos foi registrado da seguinte forma: 18, 22, 22, 25, 27, 30 e 31. Com base nesses dados, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a média aritmética simples, a moda e a mediana da quantidade de pedidos no período observado. 
Alternativas
Q4054420 Matemática
Uma microempresa monitora o custo diário C(x), em reais, para manter um gerador em funcionamento durante x horas. Em dois dias de teste, observou-se que o custo foi de R$ 188,00 quando o equipamento operou por 4 horas e de R$ 272,00 quando operou por 7 horas. Admitindo que a relação entre custo e tempo de funcionamento seja dada por uma função do 1º grau, em quantas horas o custo atingirá R$ 356,00?
Alternativas
Q4054419 Matemática
Em uma gráfica, uma impressora industrial produz 1.260 panfletos em 9 minutos, mantendo sempre o mesmo ritmo de funcionamento. Nessas condições, se permanecer ligada por 15 minutos, essa impressora produzirá: 
Alternativas
Q4054418 Matemática
Em uma pequena indústria, um reservatório com formato de paralelepípedo retângulo possui 1,2 m de comprimento, 0,8 m de largura e 0,5 m de altura. Em determinado momento, ele estava preenchido com líquido até 75% de sua capacidade total. Nessas condições, a quantidade de líquido armazenada no reservatório correspondia a:
Alternativas
Q4054417 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

A acentuação gráfica, em língua portuguesa, depende da posição da sílaba tônica e das regras aplicáveis a cada grupo de palavras. No trecho “dizem possuir a fórmula correta para salvar o Planeta”, a palavra destacada recebe acento gráfico porque é uma: 
Alternativas
Q4054416 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

A análise das flexões nominais e verbais contribui para compreender como as palavras se relacionam dentro do período. No texto, esse mecanismo aparece em diferentes construções, especialmente na concordância entre substantivos, adjetivos e outros termos ligados a eles. Com base nesse aspecto gramatical, analise as assertivas.

I. Em “discursos vazios”, o adjetivo “vazios” flexiona-se no masculino plural, concordando com o substantivo “discursos”.

II. Em “pessoas altamente superficiais”, o termo “altamente” flexiona-se em número para concordar com “pessoas”.

III. Em “novas rotas de escape”, o adjetivo “novas” apresenta flexão de gênero e número, concordando com o substantivo “rotas”.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4054415 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

Foneticamente, as palavras da língua portuguesa podem ou não apresentar dígrafos em sua composição, sendo que estes classificam-se em dígrafos consonantais ou vocálicos. Assim, pode-se afirmar que são palavras com dígrafos vocálicos, EXCETO:  
Alternativas
Q4054414 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

Ao mencionar a “torre de babel sem fim” e a “era dos vazios”, os autores constroem uma crítica direcionada principalmente: 
Alternativas
Q4054413 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

No texto, a ideia de “cegueira quase geral no mundo” relaciona-se, sobretudo, à incapacidade coletiva de perceber que: 
Alternativas
Q4054372 Segurança e Saúde no Trabalho
Na rotina de uma instituição, o Servente auxilia no recolhimento, no encaminhamento e na organização de roupas, lençóis, toalhas e outros itens de uso coletivo. Para que esses materiais retornem ao uso em condições adequadas de higiene, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
521: B
522: C
523: A
524: A
525: D
526: B
527: C
528: D
529: A
530: C
531: B
532: D
533: C
534: B
535: A
536: C
537: D
538: A
539: C
540: D