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Q2499136 Português

Texto I


Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre


    É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.

    É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.

    Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.

    Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar, e o homem que ali está banhando não está fixado com um único pensamento durante esse único banho.

    A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.

    Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).

    A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.

   As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.


 Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/

 

 

Analise os itens a seguir, ponderando sobre sua veracidade, e assinale a única opção cuja sequência está CORRETA.


I - Em “e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos” (5º parágrafo), pode-se notar a aplicação da figura de linguagem Antítese, que reforça a relação de oposição entre os conceitos de “acender” e “apagar”.


II - O trecho “De Heráclito temos apenas fragmentos” (3º parágrafo) apresenta um exemplo de Metonímia, pois substitui a ideia de fragmentos da obra de Heráclito por “fragmento de Heráclito” apenas, isto é, o autor pela obra.


III - Em “Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho” (6º parágrafo), nota-se a funcionalidade da figura de linguagem Hipérbato, a qual mantém a ordem padrão da construção da oração da Língua Portuguesa.


IV - No trecho “somos seres que fluímos” (8º parágrafo), encontramos um caso de silepse de pessoa, já que o autor busca, com tal aplicação da figura de linguagem, incluir-se entre os “seres” aos quais se refere. 

Alternativas
Q2499135 Português

Texto I


Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre


    É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.

    É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.

    Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.

    Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar, e o homem que ali está banhando não está fixado com um único pensamento durante esse único banho.

    A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.

    Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).

    A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.

   As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.


 Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/

 

 

Com base nos estudos de regência verbal, o trecho “É compreensível que [...] precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos” (2º parágrafo), poderia ser reescrito, com a finalidade de adequação à norma-padrão, da seguinte maneira:
Alternativas
Q2499134 Português

Texto I


Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre


    É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.

    É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.

    Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.

    Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar, e o homem que ali está banhando não está fixado com um único pensamento durante esse único banho.

    A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.

    Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).

    A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.

   As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.


 Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/

 

 

No trecho “vemos também no Evangelho: ‘Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto’ (Jo 12:24)”, o autor faz uso:
Alternativas
Q2499133 Português

Texto I


Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre


    É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.

    É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.

    Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.

    Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar, e o homem que ali está banhando não está fixado com um único pensamento durante esse único banho.

    A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.

    Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).

    A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.

   As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.


 Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/

 

 

Na Língua Portuguesa, as palavras podem passar por processos de formação distintos, entre eles a derivação. No trecho “Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem”, a palavra destacada passa pelo mesmo processo de formação por derivação dos termos sublinhados a seguir, EXCETO de:
Alternativas
Q2499132 Português

Texto I


Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre


    É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.

    É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.

    Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.

    Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar, e o homem que ali está banhando não está fixado com um único pensamento durante esse único banho.

    A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.

    Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).

    A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.

   As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.


 Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/

 

 

Leia atentamente a oração sublinhada no período a seguir: 

“Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta.” (2º parágrafo)

Assinale a opção cuja oração em destaque se classifica sintaticamente da mesma maneira que a oração acima grifada.
Alternativas
Q2499131 Português

Texto I


Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre


    É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.

    É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.

    Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.

    Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar, e o homem que ali está banhando não está fixado com um único pensamento durante esse único banho.

    A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.

    Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).

    A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.

   As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.


 Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/

 

 

Acerca do Texto I NÃO se pode afirmar:
Alternativas
Q2499090 Pedagogia
Considerando a diversidade de habilidades dos alunos, as Inteligências Múltiplas podem ser integradas de forma eficaz na prática educacional quando os educadores:

I - classificam rigidamente as categorias específicas de inteligência, limitando suas possibilidades de desenvolvimento;
II - incluem atividades artísticas para estimular a inteligência visual-espacial e jogos lógicos para a inteligência lógico-matemática;
III - consideram apenas aspectos intelectuais, omitindo completamente as habilidades emocionais e sociais dos alunos;
IV - criam um ambiente de aprendizagem flexível que permite aos alunos explorar diferentes formas de expressão;
V - oferecem diferentes formas de avaliação, como apresentações orais, projetos visuais, portfólios, avaliações práticas, entre outras.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499089 Pedagogia
A Neurociência e a Educação buscam integrar os conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro humano com as práticas pedagógicas destacando a importância de:

I - abordagens pedagógicas que considerem a individualidade de cada aluno;
II - equilíbrio emocional na formação integral dos estudantes;
III - práticas que promovam um ambiente acolhedor, respeitoso e emocionalmente seguro;
IV - abordagens uniformes para todos os alunos, descartando a necessidade de personalização;
V - atividades puramente cognitivas e não físicas para o desenvolvimento cerebral.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499088 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069/1990, assegura a crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade medidas:

I - que contemplam o apoio e o acompanhamento da assistência social;
II - do tipo administrativas documentais que consideram as características étnicas;
III - de proteção que priorizam o bem-estar e o desenvolvimento integral da criança;
IV - de apoio sócio familiar, acolhimento institucional e colocação em família substituta;
V - como a retirada de crianças de seus ambientes familiares sem a devida justificativa.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499087 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9394/96, atualizada, estabelece uma base normativa para a organização e condução do Ensino Fundamental assegurando a essa etapa:

I - suporte adicional aos alunos com a oferta de recuperação paralela;
II - diretrizes e conteúdos mínimos que todas as escolas devem abordar;
III - atendimento prioritário aos adolescentes com idade entre 15 e 17 anos;
IV - currículo padronizado para promover o pleno desenvolvimento.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499086 Pedagogia
Na Educação Infantil, a vida cotidiana é o fio condutor na organização das práticas pedagógicas. Nessa etapa educativa, a avaliação deve contemplar:

I – a padronização rígida de critérios, ignorando as particularidades individuais;
II – a observação contínua e as diferentes dimensões da relação educativa;
III – a centralidade dos resultados finais favoráveis ao pleno desenvolvimento;
IV – a organização de múltiplos registros e a elaboração do parecer descritivo;
V – a observação atenta das interações, comportamentos e conquistas das crianças.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499085 Pedagogia
Vygotsky desempenhou um papel significativo no desenvolvimento da psicologia educacional destacando a importância:

I - do conceito de condicionamento à relação entre comportamento, estímulo e consequência;
II - da interação social, do suporte ao desenvolvimento e da promoção de aprendizagem significativa;
III - de identificar a Zona de Desenvolvimento Proximal dos alunos, o que se pode fazer com assistência;
IV - da estruturação do conceito de modelagem na compreensão da influência do ambiente social;
V - da aprendizagem social e colaborativa, a interação entre pares para o desenvolvimento cognitivo.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499084 Pedagogia
A avaliação nos anos iniciais é uma ferramenta de apoio ao aprendizado, quando:

I - ocorre de forma contínua ao longo do processo de ensino, fornecendo feedback.
II - regula o resultado final, representado geralmente por uma nota ou conceito.
III - emprega uma variedade de instrumentos como observações, projetos e trabalhos práticos.
IV - realizada no final do ano letivo com o objetivo de selecionar os alunos aptos e os não aptos.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499083 Pedagogia
As concepções político-filosóficas influenciam diretamente a prática pedagógica, ditando como o ensino deve ser conduzido. De acordo com as concepções político-filosóficas de educação abaixo, relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª coluna.

1ª coluna:

1. Escola Nova.
2. Escola Tecnicista.

2ªcoluna:

( ) Destaca a interdisciplinaridade e a flexibilidade curricular.
( ) Enfatiza a eficiência e a produtividade como objetivos centrais da educação.
( ) O papel do professor é central na condução do ensino.
( ) Preocupa-se com a formação moral e cívica dos alunos.
( ) Valoriza métodos ativos, experimentação e aprendizagem prática.

A sequência CORRETA de cima para baixo é:
Alternativas
Q2499082 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao fornecer diretrizes para a elaboração dos currículos escolares em todas as etapas da Educação Básica, propõe para a Educação Infantil: 
Alternativas
Q2499081 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular, elaborada com o intuito de promover uma educação alinhada aos desafios contemporâneos, destaca a importância de:

I - promover a valorização da diversidade
II - seguir modelos educacionais mais tradicionais
III - proporcionar o desenvolvimento integral
IV - adotar avaliações padronizadas e metas de desempenho
V - desenvolver habilidades e competências

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2499080 Conhecimentos Gerais
No dia 3 de novembro deste ano, os norte-americanos vão às urnas para escolher o presidente dos Estados Unidos pelos próximos quatro anos. Provavelmente, o vencedor das eleições sairá de um dos dois partidos políticos mais fortes do país, que são:
Alternativas
Q2499079 Conhecimentos Gerais
A região de Essequibo, localizada no norte do continente sul-americano, rica em recursos minerais, florestais e agrícolas, vem sendo reivindicada por um país do nosso continente, porém em desacordo com outro país da América do Sul, possuidor desse território. Essa crise política coloca em lados opostos:
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Q2499078 Conhecimentos Gerais
Vencido o período mais crítico da pandemia em nosso país e no mundo, o Ministério da Saúde do Brasil registrou, em janeiro deste ano, mais de 240 mil casos prováveis e 24 mortes confirmadas de uma doença muito comum no verão e que ameaça se tornar uma epidemia. Trata-se:
Alternativas
Q2499077 História e Geografia de Estados e Municípios
Entre as águas que compõem a paisagem natural de Rio Bonito, estão as belas cachoeiras. Qual das cachoeiras abaixo NÃO pertence a Rio Bonito?
Alternativas
Respostas
621: D
622: B
623: A
624: A
625: B
626: C
627: C
628: C
629: B
630: A
631: B
632: B
633: A
634: D
635: C
636: B
637: B
638: B
639: B
640: D