Questões de Concurso
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São características da obra de Clarice Lispector:
1- a descrição psicológica das personagens;
2- a discussão de temas subjetivos, abstratos;
3- o retrato de vidas cotidianas sob uma ótica pessoal;
4- a presença de narradores em primeira pessoa;
5- a existência da epifania.
São verdadeiras
Leia o poema abaixo de João Cabral de Melo Neto para responder a questão.
A educação pela pedra
Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, frequentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria a
o que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições da pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse, não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
uma pedra de nascença, entranha a alma.
João Cabral de Melo Neto
Analise as proposições abaixo colocando ( V ) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso.
( ) João Cabral de Melo Neto faz parte da chamada geração de 45 do modernismo brasileiro.
( ) João Cabral de Melo Neto rejeitava a forma modernista de escrever, sendo contra as estrofes e versos livres, parodia, poema-piada, entre outros aspectos. Os poemas de João Cabral são milimetricamente pensados.
( ) O poema que dá nome ao livro “A educação pela pedra”, logo na primeira estrofe relaciona a escrita com a pedra que é a ausência da condensação, ênfase e concretude da pedra.
( ) Na segunda estrofe a pedra é movida para o sertão, para a alma do sertanejo, e se mantém pétrea, mostrando que seus versos não irão expor seus sentimentos mais íntimos, apenas a objetividade.
( ) A pedra nos remete à aridez humana e geográfica do Nordeste e é símbolo constante na obra do autor, fazendo confluir a temática social (linguagem-objeto) com a reflexão sobre o fazer poético no próprio texto artístico (metalinguagem).
A sequência correta de cima para baixo é:
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Como Dois Animais
Alceu Valença
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Mas uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Meu olhar vagabundo de cachorro vadio
Olhava a pintada, e ela estava no cio
E era um cão vagabundo e uma onça-pintada
Se amando na praça como os animais
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Meu olhar vagabundo de cachorro vadio
Olhava a pintada, e ela estava no cio
E era um cão vagabundo e uma onça-pintada
Se amando na praça como os animais
Se amando na praça como os animais
Uh, no carnaval
No carnaval
Comparando a canção “ Como dois animais” com o livro “ O Cortiço “ de Aluísio de Azevedo, é possível afirmar:
I- Há semelhanças entre os pares: Jerônimo e Rita baiana, o cão vagabundo e a onça pintada. Rita e a onça personificam a fêmea, que não se deixa prender, que seduz e usa enquanto há interesse. Jerônimo e o cão vagabundo são enfeitiçados pelo sensualismo e a força de suas fêmeas, são fortes, mas sucumbem aos seus encantos.
II- Jerônimo chega a ficar doente de desejo de possuir Rita, o cão vagabundo fica com os nervos de aço no chão. Jerônimo olha cheio de desejo para Rita dançando, enquanto o cão vagabundo olha a pintada no cio.
III- O romance retrata claramente o romance de Jerônimo e Rita como algo ilegal, adúltero, já o amor do cachorro vadio e da onça pintada, pode ser justificado pelo carnaval, uma festa profana em que excessos são permitidos.
É ou são verdadeira(s) a(s) proposição(ões):
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Como Dois Animais
Alceu Valença
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Mas uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Meu olhar vagabundo de cachorro vadio
Olhava a pintada, e ela estava no cio
E era um cão vagabundo e uma onça-pintada
Se amando na praça como os animais
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Meu olhar vagabundo de cachorro vadio
Olhava a pintada, e ela estava no cio
E era um cão vagabundo e uma onça-pintada
Se amando na praça como os animais
Se amando na praça como os animais
Uh, no carnaval
No carnaval
Analise as proposições a seguir:
I – A canção de Alceu Valença, “Como dois animais”, apesar de ser contemporânea, apresenta características do movimento literário chamado de Realismo.
II – Na análise do título da canção há traços do Determinismo em que, arrastado pela necessidade do sexo, embriagado pela altivez da fêmea, o homem se transforma em animal, caracterizando assim a zoomorfização.
III- No primeiro verso da música o autor compara o olhar da moça com o olhar agateado de um felino, dessa metáfora abstrai-se o comportamento noturno dos gatos.
IV - Ao comparar a moça à onça, o autor quer mostrar a força da sedução, a beleza deslumbrante do felino que pode ser fatal, pois deixa os seus nervos de aço no chão.
V- A palavra cio reflete o universo naturalista que não se deixa intimidar nas descrições da vida real.
Analisando as proposições acima é possível afirmar:
Em 2022 comemorou-se o centenário da Semana de Arte Moderna. A Semana de Arte Moderna foi o evento que deu visibilidade para uma das escolas literárias mais inovadoras e importantes da história da literatura brasileira, O Modernismo. Sobre a Semana de Arte Moderna analise as proposições abaixo:
1- Realizada no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna contou com a participação de vários artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
2- O evento provocou grandes e profundas transformações nas artes de nosso país – que, a partir daquele momento, romperiam definitivamente com a cultura europeizante ao propor o abrasileiramento nas artes plásticas, na música e na literatura.
3- Entre os organizadores da Semana, estavam Mário e Oswald de Andrade, que, posteriormente, ao lado de Manuel Bandeira (que não participou do evento), formaram a célebre tríade modernista.
4- Os artistas da Semana de Arte Moderna eram, em sua maioria, descendentes de famílias cafeeiras de São Paulo, em uma época que predominava a política do “Café com Leite” e por isso tinham grande influência nos assuntos sociais da sociedade.
São verdadeiras:
Menegassi assevera que as estratégias de leitura não amadurecem sozinhas. Tampouco se desenvolvem, emergem, ou aparecem no aluno porque o professor deseja. O autor postula que o processo de leitura passa por quatro estratégias fundamentais, considerando o exposto associe cada estratégia de leitura a sua característica, descrição e significado:
( 1 ) Seleção
( 2 ) Antecipação
( 3 ) Inferência
( 4 ) Verificação
( ) São ações que unem o conhecimento que não está explícito no texto, porém possível de ser captado com o conhecimento que o leitor tem sobre o assunto.
( ) São predições que o leitor constrói sobre o texto que está lendo, possibilitando-lhe a antecipação do conteúdo, mantendo a atenção no objetivo determinado inicialmente.
( ) São ações que possibilitam ao leitor ater-se somente ao que lhe é útil, desprezando itens considerados irrelevantes.
( ) A confirmação ou não das antecipações e das inferências realizadas, que se constrói no processamento da leitura do texto.
A sequência correta é:
A partir das concepções de linguagem, língua, fala e escrita analise as proposições a seguir, colocando
( V ) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso:
( ) As pessoas falam para serem “ouvidas”, às vezes para serem respeitadas e também para exercerem uma influência no ambiente em que realizam os atos linguísticos.
( ) As regras que governam a produção apropriada dos atos de linguagem levam em conta as relações sociais entre o falante e o ouvinte.
( ) A língua padrão é um sistema comunicativo ao alcance de uma parte reduzida dos integrantes de uma comunidade; é um sistema associado a um patrimônio cultural apresentado como um “corpus” definido de valores, fixados na tradição escrita.
( ) Escrever nunca foi e nunca vai ser a mesma coisa que falar: é uma operação que influi necessariamente nas formas escolhidas e nos conteúdos referenciais.
( ) A separação entre variedade “culta” ou “padrão” e as outras é tão profunda devido à vários motivos: a variedade culta é associada à escrita e é associada à tradição gramatical; é inventariada nos dicionários e é a portadora legitima de uma tradição cultural e de uma identidade nacional.
( ) As relações entre linguagem e classe social são particularmente importantes para o ensino da língua materna, sobretudo nas escolas que servem às camadas populares.
A sequência correta de cima para baixo é:
Analise as situações abaixo considerando o processo de aquisição da linguagem e uso da língua:
Situação 01
Uma criança de 2 anos, oriunda de família de classe média, com pais de nível universitário cuja linguagem obedece, via de regra, aos padrões cultos de concordância, produz frases do tipo:
-“Tem um monte de corações cor-de-rosa”
-“Ela tem os olhos azuis”.
Ao lado de:
_”As crianças mi batis”.
_ “Elas brigas comigo”.
_Eles correram
Situação 02
Imagine que uma criança, com a mesma idade da anterior, cujos pais não são escolarizados, possa produzir frases que não obedeçam ao padrão acima:
_”Tem um monte de coração cor-de-rosa”
_ “Ela tem os olho azul”.
ozóio azú” ozóio azur”.
Ao lado de:
_”As criança mi bati”.
_”As criança bati ni mim”.
_”Elas briga cumigo”.
cum eu”.
_”Eles correro”.
correu”.
Analisando as situações acima explicitadas é possível afirmar:
I - A primeira criança procura incorporar uma regra de formação do plural dos nomes e da estrutura dos verbos. O fato de usar “batis”, “brigas”, por analogia com o plural das expressões nominais, revela que há uma hipótese que a criança testa a partir de uma generalização: plural= “s”.
II- Observamos que a primeira criança já incorporou o plural de outros verbos: “correram”, e as duas formas convivem no momento. É provável que essa criança chegue a concluir, muito antes de entrar na escola, que deve dizer: batem, brigam, em função da contínua interação com seus pais, que são usuários destas formas.
III- A segunda criança fala de acordo com as “regras” das pessoas com quem convive e, por isso, para ela o plural é marcado num só elemento da frase, numa determinada posição.
IV - A segunda criança em relação ao plural das expressões nominativas: “os olho azul”, “ozóio azú”, “ozóio azur”, mantém a marca de pluralidade num só elemento (“os”), inclusive em “ozóio”. Se não entrar em contato com outras manifestações linguísticas que não a da sua comunidade, esta criança chegará à escola com essa “regra” bastante enraizada.
São verdadeiras:
Considerando as concepções de fala e escrita, analise as proposições abaixo:
1- Historicamente a fala nos é dada, pois, onde quer que haja seres humanos, há linguagem verbal oral, ao passo que a escrita precede a leitura e é uma convenção que necessita ser intensiva e ‘sistematicamente aprendida’.
2- Na escrita o estatuto do erro tem natureza diferente do estatuto da fala.
3- Na oralidade o que a sociedade chama de ‘erro’ é concebido pela sociolinguística como variantes linguísticas, maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, a exemplo de vontad[e] / fala[r], as variantes não - padrão vontad[i] / fal[á] são utilizadas na maior parte das regiões do país, com a escrita não ocorre o mesmo, já que o código convencionado e prescrito pela ortografia não prevê variação.
4- Segundo Fávero, Andrade e Aquino a escrita tem sido vista como de estrutura complexa, formal e abstrata, enquanto a fala, de estrutura simples ou desestruturada, informal, concreta e dependente do contexto.
5- A língua é homogênea e monolítica.
6- A elaboração do texto escrito – assim como do oral – envolve um objetivo ou intenção do locutor. Contudo, o entendimento desse texto não diz respeito apenas ao conteúdo semântico, mas à percepção das marcas de seu processo de produção.
São verdadeiras:
Considerando o ensino de língua materna no Brasil contemporâneo analise as proposições abaixo como ( V ) verdadeiras ou ( F ) falsas.
( ) Segundo os PCNLP , a linguagem ganha definitivamente uma nova visão de ensino, a qual muitos especialistas denominam concepção sociointeracionista. Sob essa ótica, o ensino da língua materna desloca seu eixo para os aspectos gramaticais e normativos apenas.
( ) Travaglia ressalta que o objetivo fundamental do ensino de língua materna deve, prioritariamente, pôr em prática a competência comunicativa dos usuários da língua - falante, escritor/ouvinte, leitor.
( ) Nos PCNLP, os gêneros textuais são entendidos como práticas sociais inseridas nas inúmeras situações linguisticamente significativas; eles auxiliam o educando a expandir sua capacidade de uso da linguagem.
( ) De acordo com os PCNLP, a análise dos gêneros textuais não está limitada ao campo das características estruturais de determinados textos, ela alcança outros aspectos, principalmente os que estão relacionados às condições sociais de produção e recepção.
( ) Através da polifonia, do dialogismo e dos gêneros textuais torna-se possível a observação da língua como um fenômeno heterogêneo e interativo.
A sequência correta de cima para baixo é:
Analise as proposições abaixo considerando a concepção de língua, linguagem e fala:
I- Para Mikhail Bakhtin a observação da língua sempre ocorre sob a ótica da relação dialética indivíduo/sociedade, em um universo em que se interpenetram o individual e o social.
II- Para Mikhail Bakhtin a língua não pode ser entendida como se fosse um sistema abstrato de normas.
III- Bakhtin considera que a palavra, por ser o território comum do locutor e do interlocutor, comporta duas faces: é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém.
IV- Para Bakhtin, as relações existentes entre linguagem e sociedade são indissociáveis.
São verdadeiras as proposições:
As Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino, na organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de suas propostas pedagógicas. No que diz respeito as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, analise as proposições abaixo:
I- As escolas deverão estabelecer, como norteadores de suas ações pedagógicas: a) os Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum; b) os Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do exercício da Criticidade e do respeito à Ordem Democrática; c) os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais.
II- Ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar o reconhecimento da identidade pessoal de alunos, professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade escolar e deixando de lado seus respectivos sistemas de ensino.
III- As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas na segregação entre os processos de conhecimento, linguagem e afetivos, como consequência das relações entre as distintas identidades dos vários participantes do contexto escolarizado, através de ações inter e intra-subjetivas.
IV- As escolas deverão explicitar, em suas propostas curriculares, processos de ensino voltados para as relações com sua comunidade local, regional e planetária, visando à interação entre a Educação Fundamental e a Vida Cidadã; os alunos, ao aprender os conhecimentos e valores da Base Nacional Comum e da Parte Diversificada, estarão também constituindo suas identidades como cidadãos em processo, capazes de ser protagonistas de ações responsáveis, solidárias e autônomas em relação a si próprios, às suas famílias e às comunidades.
V- As Escolas devem, através de suas propostas pedagógicas e de seus regimentos, em clima de cooperação, proporcionar condições de funcionamento das estratégias educacionais, do espaço físico, do horário e do calendário escolar, que possibilitem a adoção, a execução, a avaliação e o aperfeiçoamento das Diretrizes.
É correto o que se afirma em:
Referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escolares, a BNCC integra a política nacional da Educação Básica e vai contribuir para o alinhamento de outras políticas e ações, em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacionais e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação. Sobre a BNCC, analise as proposições colocando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
( ) É uma das Competências da BNCC , valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
( ) Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção desintencionada de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea.
( ) A BNCC e os currículos se identificam na comunhão de princípios e valores que, orientam a LDB e as DCN.
( ) BNCC e currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica, uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação.
A alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo é:
É um documento que garante a autonomia para as instituições de ensino em relação à proposta de orientação de suas práticas educacionais, estabelecendo os objetivos do ambiente educacional, podendo incluir desde a proposta curricular até a gestão administrativa no mesmo.
Essa definição refere-se:
A compressão de que o percurso de escolarização de um aluno acontece por etapas já é familiar para boa parte das pessoas. Para além das séries – ou anos escolares – o sistema educacional brasileiro é constituído por níveis e modalidades de ensino. No que concerne aos níveis e modalidades do sistema educacional brasileiro analise as assertivas abaixo:
I- Englobando a Educação Infantil, o Ensino Fundamental, o Ensino Médio e o Ensino Superior , a Educação Básica tem caráter obrigatório e regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
II- No que se refere à organização em níveis, a LDB dividiu a educação em duas competências de ensino: o Básico e o Superior.
III- A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, o início e o fundamento do processo educacional. Atendendo crianças na faixa etária de 0 a 5 anos e 11 meses, essa etapa escolar é obrigatória no país para crianças de quatro e cinco anos, sendo facultativo o ingresso nos anos anteriores.
IV- A etapa do Ensino Fundamental é a mais longa da Educação Básica. Com nove anos de duração, essa fase de escolarização atende a estudantes entre 6 e 15 anos.
V- A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é a modalidade da educação que atende a indivíduos que por qualquer motivo não tiveram acesso à educação na escola convencional na idade apropriada.
Da análise das assertivas é correto o que se afirma em:
Analise os trechos de música abaixo:
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.
Trocando em miúdos – Chico Buarque
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Os quereres – Caetano VELOSO
Nos trechos grifados nos dois fragmentos predominam a seguinte figura de linguagem:
Texto para questão.
Falar, calar
Lya Luft
Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente _____________ de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me leem neste instante.
Ausente presente ___________ tantas vezes tantas pessoas.
Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para o outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.
A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.
A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. ____________ o real está no escondido. ___________ escrevo: para esconjurar o avesso das coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a esperança.
Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso mínimo _________ os olhares se desencontram e a palavra que podia ser pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.
O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, _______________ se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não foram feitos quando o outro precisava.
E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.
[...]
Revista Veja, 7/9/2005.
Analise as proposições abaixo, considerando o texto:
1- No período “ Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente.”, a oração destacada é subordinada adjetiva explicativa e serve para caracterizar a autora.
2- A oração “ que amo as palavras” se opõe à ideia de silencia, e a oração “ Eu hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas ....” se refere ao silêncio.
3- A oração “ ... embora de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo [...]” é subordinada adverbial concessiva e expressa um fato oposto apresentado na oração principal.
4- Nos períodos “Porque o real está no escondido.” e “... para esconjurar o avesso das coisas e da vida...”, os conectivos destacados expressam ideia semântica de causa e finalidade, respectivamente.
5- No trecho, “O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, quando se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia.”, o período é composto por coordenação e subordinação e a oração destacada é subordinada adverbial temporal.
São verdadeiras:
Texto para questão.
Falar, calar
Lya Luft
Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente _____________ de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me leem neste instante.
Ausente presente ___________ tantas vezes tantas pessoas.
Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para o outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.
A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.
A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. ____________ o real está no escondido. ___________ escrevo: para esconjurar o avesso das coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a esperança.
Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso mínimo _________ os olhares se desencontram e a palavra que podia ser pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.
O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, _______________ se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não foram feitos quando o outro precisava.
E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.
[...]
Revista Veja, 7/9/2005.