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Q2001563 Português
Leia o texto para responder à questão.

Para que servem os direitos humanos?
Flávio Pierobon

    Se a resposta a esta pergunta foi “para defender bandidos”, talvez, o leitor sofra de um sério problema de senso comum teórico, ou talvez jamais tenha efetivamente refletido sobre a questão. Vão aqui alguns pontos de reflexão. A Lei Maria da Penha e o Estatuto da Pessoa com Deficiência são exemplos de que os direitos humanos não são para proteger bandidos, mas para proteger seres humanos.
     Foi com base em um tratado de direitos humanos que o STF afastou a possibilidade de prisão do depositário infiel – aquele indivíduo que, não conseguindo pagar suas dívidas, era convertido em depositário do bem que comprou financiado e, caso não o apresentasse ao juiz para que este tomasse o seu bem, era considerado “infiel depositário” - e, por isso, conduzido à prisão.
    Foi com base também em um tratado de direitos humanos que se introduziu no Brasil o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Em que pese poder haver deficientes que praticam crimes, não parece ser esta a realidade do país, ou os deficientes são todos bandidos?
      A Lei Maria da Penha, conhecida por praticamente todos os brasileiros, foi elaborada no país após uma condenação internacional sofrida pelo Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Parece que a senhora Maria da Penha, que se tornou paraplégica por ato do marido, não se adéqua bem ao conceito de bandida. Alguém conscientemente se opõe a esta sentença: “Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas”? Ou a esta: “Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade”? Creio que poucos são contra tais assertivas, ambas previstas na Declaração Universal de Direitos Humanos. 
   Esses exemplos parecem evidenciar que direitos humanos não são para proteger bandidos, mas para proteger seres humanos. Os dias atuais vêm demonstrando um discurso de verdadeiro desdém aos direitos humanos; expressões como “direitos humanos apenas para humanos direitos” são ouvidas sem enrubescer o autor. Boa parte da população liga tais direitos à proteção de pessoas que cometem crime, quase sempre reclamando que não há a mesma proteção à vítima. O discurso é vazio, sem sentido e irreflexivo. Se um particular fere seus direitos, você pode recorrer ao Estado. Mas, quando quem fere seus direitos – especialmente os direitos fundamentais – é o Estado, a quem nós podemos recorrer? O exemplo simples dá a dimensão da importância de um direito que exista independentemente da estrutura política ou jurídica de cada Estado.
     A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada em 10 de dezembro de 1948, em Paris. Dos 56 países que participavam da sessão, 48 votaram a favor da Declaração e oito se abstiveram; ninguém votou contra o texto na assembleia da ONU. A declaração pactua aquilo que, logo após as barbaridades da Segunda Guerra Mundial, se acreditou ser a base mínima de direitos a que qualquer ser humano, em qualquer parte do mundo, tem direito. São convicções éticas transformadas em direitos.
     Em 1948, imaginou-se que, independentemente do rumo que o mundo tomasse, politicamente falando, jamais nos afastaríamos de tais direitos, por serem supostamente globais (já que nenhum país se opôs à sua formulação) e eticamente lógicos. Passados 70 anos, quase todas as constituições do mundo reconhecem tais direitos, inclusive e principalmente a brasileira, recheada de direitos fundamentais, comprovando que as escolhas feitas naquela época estavam certas.
     Mesmo assim, é necessário que a cada crise sejamos lembrados de que pessoas inocentes morreram para que esta geração pudesse comemorar 70 anos de uma declaração de direitos que pertence a todos os seres humanos, mas que ainda não está ao alcance de muitas pessoas ao redor do mundo e na nossa própria vizinhança. Portanto, longa vida à Declaração Universal dos Direitos Humanos e à proteção desses direitos humanos!

*Flávio Pierobon é advogado e professor de Direito Constitucional.
Disponível em:<https://www.gazetadopovo.com.br/para-que-servem-os-direitos-humanos-9bhuk60ysf5pnyptyihaxk9nw/
>. Acesso em: 03 jul. 2019.
De acordo com o texto, a Declaração Universal dos Direitos Humanos
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Q1671416 Medicina
Na insuficiência aórtica, existem vários sinais clínicos. Dentre eles, o sinal de duroziez representa
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Q1671415 Medicina
Paciente, feminina, 35 anos , portadora de HIV, apresenta anemia, sendo que, no exame de sangue, há presença de reticulocitose. Esse achado sugere:
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Q1671414 Medicina
Doença dermatológica caracterizada por manchas brancas de contorno variáveis na pele, que acomete até 2% da população e tem incidência praticamente igual em homens e mulheres. O vitiligo tem clara associação com uma série de distúrbios autoimunes, sendo mais frequente com doença de
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Q1671413 Medicina
São infecções causadas, eventualmente, por estafilococos e, principalmente, por estreptococus:
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Q1671412 Medicina
Homem, 50 anos, portador de insuficiência cardíaca isquêmica, após 6 dias de internação hospitalar, começa a apresentar sinais e sintomas de infecção urinária. No sumário de urina, o teste de nitrito foi positivo e há a presença de leucócito de esterase. Os agentes etiológicos mais prováveis são:
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Q1671411 Medicina
-Homem , 60 anos, foi diagnosticado na colonoscopia com pólipo no reto. O tipo de pólipo que apresenta maior risco de malignizacão é
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Q1671410 Medicina
Paciente, masculino, 67 anos, foi admitido na enfermaria com icterícia. Não refere dor abdominal, apresenta urina escura e fezes acólicas. No exame fisico, apresenta sinal de Courvosier. A causa mais provável é:
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Q1671409 Medicina
Paciente , masculino, com diarreia e dor abdominal há cerca de 12 meses, emagrecido e astênico, foi ao ambulatório apresentando resultado de exame laboratorial com presença de pesquisa de anticorpo antiglutaminase tecidual positivo. O diagnóstico mais provável é
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Q1671408 Medicina
O prógnostico e o diagnóstico dos pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico melhorou muito ao longo dos últimos 50 anos. O exame laboratorial mais frequentemente encontrado nos portadores dessa patologia é
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Q1671407 Medicina
O linfoma plasmocitário tem uma associação etiológica com o
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Q1671406 Medicina
Homem, 80 anos, internado por broncopneumonia, evolui com episódio de dellirium. No exame psíquico desse paciente, foram encontrados a consciência, o pensamento e a atenção espontânea, respectivamente,
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Q1671405 Medicina
O swchannoma vestibular, normalmente, causa sintomas relacionados a alguns pares de nervosos cranianos. Esses pares cranianos são:
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Q1671404 Medicina
Paciente , 18 anos, é atendido no pronto socorro com quadro de coriza e tosse há 24 horas, evoluindo nas últimas 7 horas com dispneia. Relata que é portador de asma brônquica controlada, não usa corticoesteroides e nunca necessitou de internação . No exame fisico, está dispneico, FR: 30irpm; FC: 120bpm e está falando pausadamente. Essa crise é classificada como
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Q1671403 Medicina
Paciente com quadro de infarto com supra do segmento ST com dor torácica persistente. Sendo assim, não se deve administrar nitrato caso o paciente
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Q1671402 Medicina
Paciente, 38 anos, apresenta taquicardia ventricular sem pulso. Foram administrados dois choques e uma dose de 1mg de epinefrina. A próxima dose a ser administrada é:
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Q1671400 Raciocínio Lógico
Henrique tem uma coleção de miniaturas de veículos. Ele possui 2 caminhões diferentes, 4 motos diferentes e 4 carros diferentes. Ele deseja organizá-los lado a lado, de modo que veículos do mesmo tipo fiquem sempre juntos, e as motos, na mesma ordem. Então, o número de maneiras distintas que ele pode organizar suas miniaturas é
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Q1671396 Português
Futuro a distância

    A aura de sacralidade que envolve o corpo humano e, por extensão, a prática médica enfrenta seguidos desafios postos por inovações técnicas, como a telemedicina, hoje, ou a reprodução assistida, no passado. A inquietação daí surgida justifica prolongar o debate, mas não afastar indefinidamente futuros aperfeiçoamentos.
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) baixara resolução, para entrar em vigor em maio, regulamentando o atendimento a distância. Foram tantas as reações contrárias e de questionamento que a norma foi revogada, pois não haveria tempo hábil para processar todas as objeções e sugestões.
    Mas muito do que se regulamentava ali já existe como praxe de mercado, caso de consultas remotas.
     Embora exame físico e anamnese presencial constituam os fundamentos básicos da relação entre médico e paciente, existem casos em que são dispensáveis (como na entrega de resultados de testes laboratoriais) ou ficam impossibilitadas pela distância.
    A resolução do CFM estipulava regras para esse tipo de encontro, como ser necessariamente precedido por um contato pessoal, contar com autorização do paciente e ficar gravado em meio digital. Fixava, ainda, normas para outros procedimentos, como telecirurgias.
    Algumas questões levantadas fazem sentido, como a obrigatoriedade de gravação da teleconsulta. Se não se exige tal coisa em encontros presenciais, por que fazê-lo quando se recorre a meios tecnológicos? Abre-se flanco considerável para deslizes de privacidade e se reforça o preconceito retrógrado contra a modalidade inovadora.
    Por detrás da aparente preocupação com a qualidade do atendimento, está a suspeita, oculta-se o zelo corporativo que tantas vezes resiste ao aumento de produtividade. Não há mal algum em banalizar (no bom sentido da palavra) a telemedicina, se isso não acarretar prejuízo ao doente.
    Não são raras as consultas, hoje em dia, em que o médico dispensa uma conversa atenta e a interação física com pacientes em favor da realização de exames laboratoriais ou de imagem. Identifica-se algo de tecnocrático e desumanizador nesse tipo de relacionamento, com alguma dose de razão.
    Admitindo que seja necessário combater tal tendência, a melhor maneira de fazê-lo seria rever o tipo de formação oferecida nas faculdades de medicina, como já se faz em alguns estabelecimentos. Não será com obstáculos à tecnologia, quando ela se provar mais útil e barata, que se reduzirá o distanciamento entre médicos e pacientes.

Disponível em: <www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 08 mar. 2019.
Exerce função substantiva o trecho destacado em:
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Q1671386 Medicina
O medicamento e a dose recomendados como estratégia inicial para o tratamento de um paciente com fibrilação ventricular refratária é
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Q1671385 Medicina
O betabloqueador que deve ser evitado para o tratamento da hipertensão arterial no idoso, devido a sua menor eficácia e associação com maior mortalidade, é
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Respostas
9741: A
9742: C
9743: B
9744: D
9745: D
9746: B
9747: A
9748: D
9749: D
9750: B
9751: C
9752: D
9753: A
9754: A
9755: C
9756: D
9757: B
9758: C
9759: A
9760: C