Questões de Concurso Para instituto aocp e ebserh

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Q693350 Português

As imagens e o nosso bem-estar Por que devemos selecionar o que vemos e evitar muitos conteúdos - mesmo que sejam recordes de audiência no Youtube

FLÁVIA YURI OSHIMA

Sabe como é embaçar a própria visão fazendo um movimento leve de estrabismo? É isso o que faço quando me aproximo dos jornais pela manhã. Meu receio é me deparar com alguma imagem forte, triste e espetacularmente desumana na primeira página. Tomo o mesmo cuidado para abrir o caderno de notícias internacionais e o de cidades, e para navegar na internet ou zapear os canais de TV. Não quero ser surpreendida com provas visuais dos crimes locais e globais ou com cenas de séries que mostram como dissecar cadáveres. Se ocorrer, será um caminho sem volta. A visão ficará gravada em minha mente por mais tempo do que sou capaz de precisar. Talvez por toda a minha sanidade.

O cuidado para evitar conteúdos violentos não é um tipo de negação da realidade. Eventualmente, temos de nos defrontar com certas cenas para nos mobilizar. Um dos propósitos de museus como o de Hiroshima e os do Holocausto, que tentam reproduzir a atmosfera de episódios extremos, é justamente esse: nos tirar da zona de conforto. Mais do que documentar e prestar homenagem aos que sofreram, eles tentam gerar sensações que passem algum tipo de ideia do horror vivido pelas vítimas desses eventos. É uma forma de acionar nossa memória sinestésica [...].

Uma das ideias por trás desses memoriais é não deixar que nos esqueçamos do tamanho do horror para não deixar que ele se repita. Uma diferença fundamental em relação ao que vemos numa visita a um museu desses e à avalanche de conteúdos alucinados de todos os dias é que, no primeiro caso, escolhemos estar lá – e nos preparamos para o que vamos sentir. O mesmo não ocorre com a maioria das imagens que assaltam-nos em programas sensacionalistas, filmes e internet.

[...]

Vários estudos analisaram o efeito das imagens em nosso bem-estar e até em nossa saúde física. Uma longa pesquisa, feita por estudiosos da Universidade da Califórnia, acompanhou 1322 pessoas por vários anos, usando imagens de alguns eventos extraordinários dos últimos 12 anos: o 11 de setembro, o tsunami da Tailândia, a guerra do Iraque, a morte de Osama Bin Laden e o tsunami do Japão. Diariamente, os voluntários acompanharam notícias com imagens, na TV ou na internet, por pelo menos uma hora, durante seis meses. Uma hora é o período de tempo regular que alguém que acompanha noticiários, pelo meio que for, fica em contato com conteúdos extremos no primeiro mês após um evento da magnitude dos analisados. Mais de 30% dos voluntários sofreram crises de dor de cabeça diárias. Do total de participantes, 13% chegaram ao nível de estresse agudo, com alterações nos batimentos cardíacos e na atividade cerebral, medidos por exames de imagem, a partir de seis semanas de exposição contínua a esses conteúdos. Os casos de estresse agudo exigiram tratamento com medicamento e terapia.

Os pesquisadores acompanharam o grupo que desenvolveu sintomas mais acentuados ao longo de três anos. Nesse período, qualquer imagem que remetesse aos eventos voltava a causar dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade. Mesmo entre os participantes que não tiveram problemas de saúde, as imagens produziram ansiedade e desconforto no momento e por cerca de 3 horas depois de apresentadas, também durante os três anos de acompanhamento depois do experimento principal.

Algumas religiões e filosofias orientais pregam que devemos evitar falar, ler e olhar imagens de violência e catástrofes. Ao proteger nossos sentidos contra conteúdos como esses, protegemos nosso espírito, nossa mente e nosso bem-estar, afirmam. Para quem não é monge, não dá para seguir esses preceitos sem se tornar um desconectado com a realidade. Mas é saudável e recomendável fazer uma dieta de imagens, protegendo-se de atrocidades e aberrações desnecessárias. Fotos e vídeos agressivos têm um efeito real sobre a nossa qualidade de vida.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/Flavia-Yuri-Oshima/noticia/2014/11/imagens-e-o-nosso-bbem-estarb.html

Em “Os pesquisadores acompanharam o grupo que desenvolveu sintomas mais acentuados ao longo de três anos.”, o termo destacado, sintaticamente, exerce função de
Alternativas
Q693349 Português

As imagens e o nosso bem-estar Por que devemos selecionar o que vemos e evitar muitos conteúdos - mesmo que sejam recordes de audiência no Youtube

FLÁVIA YURI OSHIMA

Sabe como é embaçar a própria visão fazendo um movimento leve de estrabismo? É isso o que faço quando me aproximo dos jornais pela manhã. Meu receio é me deparar com alguma imagem forte, triste e espetacularmente desumana na primeira página. Tomo o mesmo cuidado para abrir o caderno de notícias internacionais e o de cidades, e para navegar na internet ou zapear os canais de TV. Não quero ser surpreendida com provas visuais dos crimes locais e globais ou com cenas de séries que mostram como dissecar cadáveres. Se ocorrer, será um caminho sem volta. A visão ficará gravada em minha mente por mais tempo do que sou capaz de precisar. Talvez por toda a minha sanidade.

O cuidado para evitar conteúdos violentos não é um tipo de negação da realidade. Eventualmente, temos de nos defrontar com certas cenas para nos mobilizar. Um dos propósitos de museus como o de Hiroshima e os do Holocausto, que tentam reproduzir a atmosfera de episódios extremos, é justamente esse: nos tirar da zona de conforto. Mais do que documentar e prestar homenagem aos que sofreram, eles tentam gerar sensações que passem algum tipo de ideia do horror vivido pelas vítimas desses eventos. É uma forma de acionar nossa memória sinestésica [...].

Uma das ideias por trás desses memoriais é não deixar que nos esqueçamos do tamanho do horror para não deixar que ele se repita. Uma diferença fundamental em relação ao que vemos numa visita a um museu desses e à avalanche de conteúdos alucinados de todos os dias é que, no primeiro caso, escolhemos estar lá – e nos preparamos para o que vamos sentir. O mesmo não ocorre com a maioria das imagens que assaltam-nos em programas sensacionalistas, filmes e internet.

[...]

Vários estudos analisaram o efeito das imagens em nosso bem-estar e até em nossa saúde física. Uma longa pesquisa, feita por estudiosos da Universidade da Califórnia, acompanhou 1322 pessoas por vários anos, usando imagens de alguns eventos extraordinários dos últimos 12 anos: o 11 de setembro, o tsunami da Tailândia, a guerra do Iraque, a morte de Osama Bin Laden e o tsunami do Japão. Diariamente, os voluntários acompanharam notícias com imagens, na TV ou na internet, por pelo menos uma hora, durante seis meses. Uma hora é o período de tempo regular que alguém que acompanha noticiários, pelo meio que for, fica em contato com conteúdos extremos no primeiro mês após um evento da magnitude dos analisados. Mais de 30% dos voluntários sofreram crises de dor de cabeça diárias. Do total de participantes, 13% chegaram ao nível de estresse agudo, com alterações nos batimentos cardíacos e na atividade cerebral, medidos por exames de imagem, a partir de seis semanas de exposição contínua a esses conteúdos. Os casos de estresse agudo exigiram tratamento com medicamento e terapia.

Os pesquisadores acompanharam o grupo que desenvolveu sintomas mais acentuados ao longo de três anos. Nesse período, qualquer imagem que remetesse aos eventos voltava a causar dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade. Mesmo entre os participantes que não tiveram problemas de saúde, as imagens produziram ansiedade e desconforto no momento e por cerca de 3 horas depois de apresentadas, também durante os três anos de acompanhamento depois do experimento principal.

Algumas religiões e filosofias orientais pregam que devemos evitar falar, ler e olhar imagens de violência e catástrofes. Ao proteger nossos sentidos contra conteúdos como esses, protegemos nosso espírito, nossa mente e nosso bem-estar, afirmam. Para quem não é monge, não dá para seguir esses preceitos sem se tornar um desconectado com a realidade. Mas é saudável e recomendável fazer uma dieta de imagens, protegendo-se de atrocidades e aberrações desnecessárias. Fotos e vídeos agressivos têm um efeito real sobre a nossa qualidade de vida.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/Flavia-Yuri-Oshima/noticia/2014/11/imagens-e-o-nosso-bbem-estarb.html

Assinale a alternativa correta em relação ao que ser afirma dentro dos parênteses quanto à colocação pronominal.
Alternativas
Q693314 Segurança e Saúde no Trabalho
Com base no texto da NR-17, em relação à análise ergonômica do trabalho, é correto afirmar que
Alternativas
Q693313 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação à CNEN e ao PPR mencionados na NR-32, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q693312 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação ao chuveiro de emergência, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q693311 Segurança e Saúde no Trabalho
Compete aos profissionais integrantes do SESMT, a análise e registro de acidente de trabalho em documento(s) específico(s). Segundo a NR-4, as seguintes informações fazem parte deste(s) documento(s), EXCETO
Alternativas
Q693310 Segurança e Saúde no Trabalho
Na avaliação da sobrecarga térmica de um trabalhador, foi constatado que o fator de maior influência foi o calor radiante. Com base nos conhecimentos de Higiene Ocupacional, assinale a alternativa que representa a medida de controle mais eficaz para alterar o fator de calor radiante.
Alternativas
Q693309 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a norma ABNT NBR 14276:2006, qual das alternativas a seguir NÃO é um critério básico para seleção de candidatos a brigadista?
Alternativas
Q693308 Segurança e Saúde no Trabalho
Com base no disposto no decreto nº 3.048/1999 modificado pelo decreto nº 4.882/2003 e na instrução normativa INSS/ DC nº 99/2003, podemos afirmar que a aposentadoria especial devido à exposição ao agente físico calor será concedida quando
Alternativas
Q693307 Segurança e Saúde no Trabalho
A exposição ocupacional ao laser ocorre em hospitais e clínicas que o utilizam em diagnóstico e tratamentos médicos. Ele pode ser utilizado em unidades cirúrgicas de corte. Em relação ao laser, podemos afirmar que
Alternativas
Q693306 Segurança e Saúde no Trabalho
Sobre a sinalização de segurança em máquinas e equipamentos, conforme a NR- 12, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q693305 Segurança e Saúde no Trabalho
A evolução de um incêndio pode ser representada por um ciclo com 3 fases características: Imagem associada para resolução da questão
Quando o incêndio evolui e ocorre a oxigenação do ambiente, através de portas e janelas, o incêndio ganha ímpeto. Os materiais passam a ser aquecidos por convecção e radiação. O aquecimento vai ocorrendo de forma generalizada até todos os materiais combustíveis atingirem seu ponto de ignição e queimarem de forma instantânea e simultânea, aumentando a pressão interna do local. Como é conhecida esta queima de todos os combustíveis simultaneamente?
Alternativas
Q693304 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR-5, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q693303 Segurança e Saúde no Trabalho
Um trabalhador apresenta debilidade muscular, distúrbio emocional e deficiência visual. Estes fatores são exemplos de fator
Alternativas
Q693302 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR-12, os manuais de máquinas e equipamentos devem, EXCETO
Alternativas
Q693301 Segurança e Saúde no Trabalho
Devido a mudanças no cenário econômico, uma empresa está reduzindo o número de funcionários de seu quadro efetivo. Em relação à situação da CIPA, conforme a NR-5, é correto afirmar que
Alternativas
Q693300 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a instrução normativa INSS/PRES nº 45 de agosto de 2010, em quantas vias deve ser preenchida a CAT e a quem devem ser destinadas essas vias?
Alternativas
Q693299 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR-32, o trabalhador que realize atividades em áreas onde existam fontes de radiações ionizantes deve:
Alternativas
Q693298 Segurança e Saúde no Trabalho
Observe o quadro a seguir que mostra a distribuição de empregados de um hospital que possui 110 empregados: Imagem associada para resolução da questão
Com base nessas informações e no disposto na NR-4, podemos afirmar que
Alternativas
Q693297 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR-4, o impedimento do exercício profissional dos componentes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho constitui infração classificada no grau
Alternativas
Respostas
8721: C
8722: E
8723: D
8724: B
8725: E
8726: E
8727: D
8728: D
8729: X
8730: D
8731: D
8732: B
8733: A
8734: D
8735: C
8736: C
8737: C
8738: B
8739: B
8740: D