Questões de Concurso
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Homem, 32 anos, com diagnóstico de transtorno esquizoafetivo e ansiedade significativa vinha estável com clozapina 300 mg/dia, fluoxetina 40 mg/dia e diazepam 10 mg/dia. Após iniciar em um emprego novo, começou a tomar 200 mg de cafeína, pois era acostumado a cochilar durante o dia. Porém, após alguns dias, começou a se sentir sedado, com marcha cambaleante e visão borrada.
Qual é a causa mais provável desses sintomas?
Idosa de 76 anos foi levada à Unidade de Emergência por alteração do comportamento, com início há cinco dias. O marido relata que a paciente tem estado inquieta, não dorme e fala sozinha, com discurso desconexo. O acompanhante afirma que, em alguns momentos, ela parece mais “calma e lúcida”, alternando-se com outros de comportamento desorganizado e discurso incoerente, principalmente à noite. A família está assustada, com medo de que ela saia de casa sozinha. Durante a madrugada, a paciente fala que “vai ao mercado” ou relembra elementos de seu passado, associando as ideias de maneira desconexa. Antes da instalação do quadro, a paciente não tinha comprometimento grave da memória. Apresenta hipertensão arterial e diabetes tipo 2. Na avaliação, a paciente não colabora com o exame físico, embora não se mostre agitada, mas até lentificada, conseguindo permanecer deitada sem necessidade de contenções. Está obnubilada, confusa, perplexa e se assusta com sons do ambiente. Distrai-se com facilidade, não foca a atenção nas perguntas e, quando as responde, revela-se desorientada no tempo e no espaço, com ideias desconexas.
A respeito desse caso, é correto afirmar que
Uma analista de sistemas de 33 anos, casada e mãe de duas crianças, foi levada ao pronto-socorro depois de 10 dias do que o marido descreveu como “outro ciclo de depressão”, caracterizado por irritabilidade, choro, pensamentos negativos e praticamente nenhum sono. Ele observou que esses “períodos negros” ocorriam desde que ele a conheceu, mas ela passara por pelo menos meia dúzia desses episódios no ano anterior. Ele afirmou que, normalmente, eles melhoravam algumas semanas depois de retomar a administração de fluoxetina. O marido dessa senhora disse que ela vinha trabalhando freneticamente mesmo fora do horário do serviço, negligenciando suas próprias refeições e também suas responsabilidades em casa com as crianças. Durante o exame, a paciente caminhava irritada de um lado para outro na sala. Seus olhos pareciam vidrados e sem foco. Na consulta, disse que tudo era um mal-entendido, que ela estava bem e precisava voltar para casa imediatamente para cuidar de seus negócios.
A respeito do caso descrito, é correto afirmar que
Homem de 45 anos faz acompanhamento com clínico geral em posto de saúde por dislipidemia e diabetes, estando em uso de sinvastatina e metformina, respectivamente, com bom controle. É paciente com precária situação financeira; tem dieta saudável, mas é sedentário; não fuma e toma bebida alcoólica moderadamente uma vez na semana. O paciente diz estar um pouco mais triste que o habitual há um mês, por sentir falta de seu único filho que passou no vestibular e se mudou de cidade. Ao mesmo tempo, demora uma a duas horas para dormir, pensando se o filho está bem, e acaba acordando mais tarde que o habitual, além de cochilar uma hora após almoço. Nega outras preocupações excessivas. Tem trabalhado normalmente, mas às vezes se distrai pensando no filho. Notou que tem comido mais que o habitual, mas não sabe se ganhou peso. Ficou um pouco mais desanimado nesse período de um mês. Ao chegar em casa do trabalho e não ver o filho, fica com "preguiça" e só quer ficar no sofá vendo TV. Por outro lado, ainda sai de casa e consegue desfrutar de eventos sociais e atividades de lazer. Nega pensamentos de morte, de culpa ou de menos valia.
Qual a postura e orientação terapêutica mais adequadas do médico para esse paciente?
Um homem de 31 anos foi inicialmente tratado por quadro de TOC e depressão com fluvoxamina 200 mg/dia. Evoluiu com emergência de sintomas maníacos, sendo associada olanzapina 10 mg/dia e, com isso, o estado de eutimia foi restaurado. Porém, após 3 meses, voltaram a ocorrer sintomas hipomaníacos, o que fez o psiquiatra optar por suspender a fluvoxamina. Porém o paciente em seguida piorou, falando que seus pensamentos estavam ainda mais acelerados, mais irritado e agitado.
Qual é a interpretação mais correta a respeito do que ocorreu com esse paciente?
Um paciente de 45 anos apresenta-se em consulta relatando que faz tratamento psiquiátrico há anos por um quadro depressivo sem ter resolução sintomática. Disse ter passado por diferentes médicos e utilizado diferentes antidepressivos, com os quais obteve alívio parcial e temporário dos sintomas, mas com efeitos colaterais ou piora concomitante de outros sintomas. Atualmente está em uso de vortioxetina 20 mg/dia e brexpiprazol 2 mg/dia, e, embora reconheça algum benefício, ainda relata vários sintomas como irritabilidade, inquietação, esquecimentos, falta de atenção e inapetência. Traz consigo um laudo de avaliação farmacogenética, pedido por clínico geral, relata ter visto que o laudo aponta que teria resposta satisfatória à bupropiona, medicação que só se lembra de ter usado por pouco tempo em 150 mg/dia, associada a outros antidepressivos, mas sem se recordar ao certo da resposta.
A melhor conduta a ser tomada a respeito desse caso é
Analise os dois casos clínicos a seguir:
CASO 1 - Mulher de 35 anos com queixa de “problemas com vômitos” há 5 anos, quando começou a fazer dietas, apesar de um IMC normal. Aos 26 anos, após terminar a faculdade, começou a comer demais no contexto de exigências ocupacionais e sociais. Um ganho de 6,5 kg em um ano fez com que começasse a pular refeições, muitas vezes comendo exageradamente no final da tarde e à noite. Os episódios de ingestão demasiada de alimentos se intensificaram com o passar dos anos, tanto em frequência quanto em volume de alimentos, e a paciente se sentia cada vez mais sem controle. Preocupada em ter ganho de peso, começou a induzir vômito, uma prática que aprendera na internet. O padrão se enraizou: restrição alimentar pela manhã, seguida por compulsão alimentar e, então, vômitos autoinduzidos. Por muito tempo, escondeu esses comportamentos, até do terapeuta com quem se consultava há alguns meses. Apresentava-se bem nutrida, com afeto triste, mas cooperativa e com insight preservado.
CASO 2 – Mulher, 32 anos, consultou com clínico geral com queixa de cefaleias frequentes e fadiga crônica. O exame físico não revelou nada de interesse, exceto IMC de 14,5 kg/m². Preocupado com seu peso, o médico encaminhou-a a um psiquiatra. Durante a consulta para avaliação psiquiátrica, a paciente estava cooperativa e calma. Manifestou preocupação em relação ao baixo peso e negou medo de ganho de peso ou perturbação da imagem corporal: “Sei que preciso ganhar peso. Estou magra demais”, afirmou. Apesar da aparente motivação para corrigir sua desnutrição, o diário alimentar revelou que ela consumia apenas 600 calorias por dia, o que justificava por falta de apetite, inchaço e sintomas gastrointestinais vagos. Diz que caminhava todo dia, além de alternar dias de subir escadas e correr por cerca de uma hora e nega que fosse para perder calorias, mas para manter-se saudável já que o avô havia infartado aos 65 anos. A família já vinha alertando sobre seu baixo peso, chegou a fazer uma consulta com endocrinologista há alguns meses, mas não seguiu acompanhamento. Parecia eutímica, mas com afeto ligeiramente aplainado.
Considerando esses dois casos clínicos, assinale a alternativa correta.