Questões de Concurso
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O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.
Quais os pensadores e filósofos utilizados em sala de aula fora do modelo universalista, moderno, europeu de conhecimento? A história do pensamento social e filosófico como é ensinado hoje permite traçar uma genealogia direta entre a Grécia Clássica e os pensadores modernos – como se houvesse apenas um percurso possível ao pensamento, e o racionalismo moderno ocidental fosse a única maneira viável e legítima de se construir o saber. Assim, há um continuum entre o mundo Helenístico, o Império Romano, o Renascimento e a Europa Moderna, como se fosse um percurso retilíneo, uniforme e o mundo eurocêntrico contemporâneo fosse a finalidade última de todos os povos (resultante da retórica da Modernidade); e/ou não fosse possível um pensamento fora dessa noção de paradigma.
FERNANDES, Estevão Rafael. Ruptura epistêmica, descolonidade e povos indígenas: reflexões sobre saberes-outros. In: DANNER, Leno Francisco; DANNER, Fernando. Ensino de Filosofia, gênero e diversidade: pensando o ensino de Filosofia na escola. Porto Alegre: Fi, 2014. P.68
Assinale a alternativa cuja conclusão deixa a afirmativa equivocada:
Em geral, as disciplinas se definem por seus objetos de estudo. Com a Filosofia, porém é diferente, pois ela estuda de tudo: o ser, a humanidade, o pensamento, o universo, a morte e muito mais... Não existe nada no mundo – ou fora dele – que não possa ser objeto de indagação filosófica. A Filosofia assim, se caracteriza não pelo que estuda, mas como estuda. Trata-se de uma atividade em que a reflexão ocupa o primeiro plano. Esse caráter aberto da especulação filosófica aliado ao fato de que a Filosofia lida com as questões mais profundas da vida humana, questões para as quais não há respostas simples, permite-se pensar essa disciplina de muitas formas diferentes.
(Adaptado do Manual do Professor de: Vasconcelos, José Antônio. Reflexões: Filosofia e cotidiano – Ensino Médio, Volume único. São Paulo: Edições SM, 2016)
Pensando sobre o Ensino de Filosofia no Ensino Médio, julgue as afirmativas que se seguem em verdadeiras ou falsas, e assinale a alternativa correta:
I. A Filosofia aprendida na escola deve ser mais que um conjunto de informações necessárias para a aprovação no vestibular ou para um bom desempenho no ENEM, ela precisa contribuir de modo efetivo e duradouro para a formação geral dos estudantes.
II. No passado, geralmente a Filosofia era apresentada como um saber enciclopédico, uma disciplina na qual os estudantes tinham que aprender vários nomes – alguns bem difíceis – e relacioná-los a expressões enigmáticas e conceitos excessivamente abstratos, de pouca relevância para a vida cotidiana.
III. Não é possível combinar uma abordagem histórica e uma abordagem temática no ensino de Filosofia, pois é pelo estudo da tradição filosófica que os estudantes podem superar o senso comum em Filosofia.
IV. Adotar uma abordagem problematizadora no ensino de Filosofia é propiciar que o saber filosófico se construa a partir de vivências e conhecimentos cotidianos, não deixando que a reflexão perca de vista seus principais objetivos: formação ética, autonomia intelectual e pensamento crítico.
V. A Filosofia se expressa não só por meio de escritos filosóficos, mas também por textos literários, jurídicos, jornalísticos e outros. É importante desenvolver a capacidade de filosofar com base na leitura de documentos de natureza diversa.
Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein desenvolve uma nova forma de compreender a linguagem, não como determinada pela relação entre linguagem e mundo, mas como uma atividade contextualizada em práticas estabelecidas. Quando considera o ensino ostensivo de uma palavra, o austríaco sugere que o treino é uma parte fundamental desse ensino.
Segundo ele,
Na práxis do uso da linguagem (2), um parceiro enuncia as palavras, o outro age de acordo com elas; na lição de linguagem, porém, encontrar-se-á este processo: o que aprende denomina os objetos (Investigações 7).
In: WITTGENSTEIN, L. Investigações Filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
Podemos inferir, a partir das Investigações de Wittgenstein que:
Na primeira metade do Século XX, no Círculo de Viena, este movimento pretendeu esclarecer a contribuição da Filosofia para a compreensão do que seja uma atividade científica.
Nenhum dentre eles é o que se denomina um filósofo ‘puro’; todos trabalham em um domínio científico particular, e na verdade provêm de diferentes ramos da ciência e originariamente de diferentes atitudes filosóficas [...] Se há diferenças de opinião, um acordo é afinal possível e, portanto, também requerido. Mostrou-se cada vez mais nitidamente que o objetivo comum a todos era não apenas uma atitude livre de metafísica, mas antimetafísica.
In: HAHN, H; NEURATH, O; CARNAP, R. A concepção científica do mundo: o círculo de Viena. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, n. 10, 1992, p. 9.
Como o Círculo de Viena pensa a contribuição da Filosofia para uma atitude científica?
Marx diz que
Mesmo em seus mais recentes esforços, a crítica alemã não deixou o terreno da filosofia. Longe de examinar suas bases filosóficas, todas as questões, sem exceção, que ela formulou, brotaram do solo de um sistema filosófico determinado, o sistema hegeliano.
In: MARX, K. & ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 7.
Como observa criticamente a filosofia hegeliana?
O idealismo transcendental, indica a superação do antagonismo entre racionalistas e empiristas, pois segundo Kant, B 75,
Sem a sensibilidade, nenhum objeto nos seria dado; sem o entendimento, nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas.
In: KANT, I. Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001.
Dessa forma, podemos concluir que:
Na Suma Teológica (I, Questão 13, Artigo 1) Tomás de Aquino diz que,
(...)segundo o Filósofo, as palavras são sinais dos conceitos, e os conceitos são semelhanças das coisas. Isto mostra que as palavras se referem às coisas às quais se dará significado por intermédio da concepção do intelecto. Segue-se que podemos nomear alguma coisa conforme nosso intelecto a pode conhecer.
In: AQUINO, T. Suma Teológica I (questões 1-43). São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 285.
Como podemos pensar, na perspectiva de Tomás de Aquino a correspondência entre pensamento e realidade?
No Tratado do não-ente, Górgias diz que
(...)um e primeiro, que nada existe, segundo, que se existe, é inapreensível pelo homem, terceiro, que mesmo se for apreendido, é incomunicável e indescritível ao outro.
In: GÓRGIAS, Tratado do Não-Ente. Elogio de Helena. Cadernos de Tradução, nº 4. São Paulo: USP, 1999, 11.
Qual a conclusão a que chegamos, se pensarmos a verdade como uma relação entre pensamento e realidade, de acordo com Górgias?
Immanuel Kant é um filósofo moderno que funda uma ética deontológica, enquanto Stuart Mill, também moderno, funda uma ética utilitarista.
Segundo Kant,
o verdadeiro valor moral encontra-se nas ações realizadas por dever e não pela inclinação
[...]
(KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, 1964, p.58)
[...] Uma ação cumprida por dever tira seu valor moral não do fim que por ela deve ser alcançado, mas da máxima que a determina[...]
(KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes,1964, p.60)
Desse modo,
[...] o dever é a necessidade de cumprir uma ação pelo respeito à lei [...]
(KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, 1964, p.60)
Segundo Mill,
A utilidade ou o princípio da maior felicidade como a fundação da moral sustenta que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade e erradas conforme tendam a produzir o contrário da felicidade. Por felicidade se entende prazer e ausência de dor; por infelicidade, dor e privação de prazer [...] o prazer e a imunidade à dor são as únicas coisas desejáveis como fins, e que todas as coisas desejáveis [...] são desejáveis quer pelo prazer inerente a elas mesmas, quer como meios para alcançar o prazer e evitar a dor.
(MILL J. Stuart, A Lógica das Ciências Morais, 2000, p. 187)
Ambos os filósofos, evidentemente se opõem quanto às suas definições de princípios éticos. Desse modo, é correto afirmar que:
Paulo Freire denuncia que há modelos de educação em que
(...) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente; o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados.
Esse tipo de educação é considerada por ele como opressora pois domina mentes e corpos de alunos e alunas, para que estes sejam sujeitados às suas regras. Perpetua e reforça, assim, sua relação vertical e autoritária.
De acordo com Paulo Freire, trata-se da educação:
Os textos citados abaixo foram escritos por um filósofo pré-socrático e um pós-socrático. A partir da leitura desses textos, responda às questões que se seguem, assinalando a alternativa correta.
(...) é impossível o mesmo existir e também não existir simultaneamente no mesmo conforme o mesmo (modo).
Constitui-se em um princípio filosófico que guarda similaridade com o trecho do seguinte poema, redigido por um pré-socrático:
Pois bem, agora vou eu falar, e tu, presta atenção ouvindo a palavra acerca das únicas vias de questionamento que são a pensar: uma, para o que é e, como tal, não é para não ser, é o caminho de persuasão - pois segue pela Verdade, outra, para o que não é e, como tal, é preciso não ser, esta via, afirmo-te que é uma trilha inteiramente insondável; pois nem ao menos se conheceria o não ente, pois não é realizável, nem tampouco se diria.
De que princípio se está falando? Elaborado por qual filósofo? E a qual pré-socrático pertence o poema?
De acordo com o excerto da obra Vigiar e Punir, do filósofo Michel Foucault, abaixo referenciado,
O momento histórico das disciplinas é o momento em que nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente o aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente.
Foucault, Vigiar e Punir: História da Violência nas Prisões, Vozes PP 164 -165
a disciplina é:
Marque a alternativa correta sobre os aforismos baconianos citados abaixo:
O aforismo XVIII do Novum organum resume o pensamento de Bacon em relação à situação do saber em sua época: os descobrimentos até agora feitos de tal modo são que quase só se apoiam nas noções vulgares. Para que se penetre nos estratos mais profundos e distantes da natureza, é necessário que tanto as noções quanto os axiomas sejam abstraídos das coisas por um método mais adequado e seguro, e que o trabalho do intelecto se torne melhor e mais correto.
(Bacon, 1997, p. 36)
O aforismo XIX do Novum organum descreve o perfil desse raciocínio: Só há e só pode haver duas vias para a investigação e para a descoberta da verdade. Uma, que consiste no saltar-se das sensações e das coisas particulares aos axiomas mais gerais e, a seguir, descobrirem-se os axiomas intermediários a partir desses princípios e de sua inamovível verdade. Esta é a que ora se segue. A outra, que recolhe os axiomas dos dados dos sentidos e particulares, ascendendo contínua e gradualmente até alcançar, em último lugar, os princípios de máxima generalidade. Este é o verdadeiro caminho, porém ainda não instaurado.
(Bacon, 1997, p. 36).
Pode-se afirmar que os aforismos escritos pelo filósofo Francis Bacon estão se referindo
Marque a alternativa correta de acordo com a leitura dos excertos abaixo:
O equívoco de Hegel, bem como de grande parte dos teóricos da sociedade burguesa, é o de estender o plano jurídico para o social, imaginando que a esfera do direito seja a expressão da realidade inteira e que a igualdade entre as partes do contrato de trabalho corresponda à igualdade econômica entre empregados e empregadores. Para Marx, ao contrário dessa correspondência, a dialética que constitui a sociedade capitalista estabelece-se entre o plano jurídico-formal e o plano econômico-social. Os conflitos nesse último plano não podem ser resolvidos de modo definitivo recorrendo-se às leis e ao direito, como idealizavam os hegelianos, pois expressam a dialética irreconciliável da sociedade burguesa. Marx, porém, não atribuiu esse equívoco de Hegel e de seus discípulos a uma simples cegueira subjetiva. Ele decorre da própria sociabilidade sob o modo de vida capitalista. Seja como for, a perda da propriedade dos meios de produção pelo trabalhador estabelece as bases de um processo generalizado de perda de controle sobre as demais condições sociais.
GRESPAN, Jorge Luis. Marx: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2021. PP, 24-25
Nas palavras de Marx e Engels:
Confronta-se com essas forças produtivas a maioria dos indivíduos, dos quais essas forças se separaram e que, por isso, privados de todo conteúdo real de vida, se tornaram indivíduos abstratos, mas que somente assim são colocados em condições de estabelecer relações uns com os outros na qualidade de indivíduos.
(KARL MARX e FRIEDRICH ENGELS, 2007, p. 72).
De acordo com os trechos supracitados, a perda da propriedade faz com que os indivíduos
Leia atentamente os excertos abaixo e marque a alternativa correta sobre o que se pede:
[...] O que Nietzsche assinala e analisa é uma luta, uma correlação de forças; um combate entre o trágico e o racional, entre uma civilização socrática e uma civilização artística, dionisíaca. A crítica à universalidade do conhecimento só pode vir do exterior do próprio conhecimento; não é uma autocrítica. É uma perspectiva inerente ao caráter afirmativo da arte trágica com relação à vida.
E como uma civilização socrática se funda em uma repressão do trágico, a crítica, o controle do instinto ilimitado de conhecimento, do instinto desenfreado de saber, se faz pela edificação de um novo tipo de vida em que os direitos da arte, que foram confiscados pela racionalidade científica, sejam restituídos, reconquistados[...]
MACHADO, Roberto. Nietzsche e a Verdade, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1984, pp.50-51.
De acordo com Machado (1984), isto não quer dizer, no entanto, que a perspectiva nietzscheana pretenda uma negação do conhecimento ou uma redução da totalidade do campo do saber à arte. Porém, significa que
Vasconcellos (2015, p. 302), conceitua a inflação como “um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços. Ou seja, os movimentos inflacionários são dinâmicos e não podem ser confundidos com altas esporádicas de preços. Devem também ser generalizados, porque a maioria dos preços deve ser sincronizada numa escala altista”. A inflação provoca efeitos sobre: a distribuição de renda, o balanço de pagamentos, os investimentos empresariais, o mercado de capitais.
Analise as afirmativas e assinale (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas com base em Vasconcellos (2015). Em seguida, marque a alternativa que representa a sequência CORRETA.
( ) Tendo em vista o fato de que, num processo inflacionário moderado, o valor da moeda deteriora-se rapidamente, ocorre estímulo à aplicação de recursos no mercado de capitais financeiros.
( ) A inflação estimula a aplicação de recursos em bens de raiz, como terras e imóveis, que costumam valorizar-se durante o processo inflacionário.
( ) O setor empresarial é pouco sensível a esse tipo de situação, dadas a estabilidade e a previsibilidade de seus lucros.
( ) A própria capacidade de produção futura e, consequentemente, o nível de emprego são afetados negativamente pelo processo inflacionário.
( ) Elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais, barateiam o produto nacional relativamente ao produzido no exterior.
( ) Os proprietários de bens de raiz praticamente nada sofrem, já que suas propriedades normalmente são valorizadas no mesmo ritmo em que deteriora o valor do dinheiro.
( ) Quanto mais alta a taxa de inflação em um determinado país, mais desigual é sua distribuição de renda.
De acordo com Vasconcellos (2015), existem três motivos para a demanda (transação, precaução, especulação ou portfólio) que fazem com que as pessoas retenham moeda, guardem moeda pela moeda, em vez de aplicá-la, por exemplo, em títulos ou imóveis, que proporcionam rendimentos.
Julgue as afirmativas abaixo e marque a correta:
“Os bens públicos são caracterizados pelo fato de seu consumo ser não excludente e não rival, isto é, o consumo de uma pessoa não reduz a disponibilidade do bem, e não impede (não exclui) o consumo de outra. A mesma quantidade do bem estará disponível independentemente de quantos o consomem. Nessa situação, os indivíduos não revelam quanto estariam dispostos a pagar por esses bens. Exemplos disso são os casos da segurança nacional, da justiça, iluminação pública etc. Assim, a oferta desses bens e serviços precisa ser feita pelo setor público, e seus custos devem ser repartidos de forma compulsória entre toda a sociedade”. (VASCONCELLOS, 2015, p. 102).
Com relação às considerações sobre Bens Públicos, apontadas por Vasconcelos (2015), considere as afirmativas abaixo:
I - Podem ser considerados um caso extremo de externalidade positiva, pois beneficiam toda a coletividade, independentemente das pessoas desejarem comprá-los.
II - É economicamente inviável excluir qualquer pessoa de desfrutar do consumo desses bens.
III - Ninguém estaria disposto a declarar sua real disposição a pagar pelo benefício, pois outros indivíduos se beneficiariam, ainda que não pague por isso.
IV - O estado tem como tarefa exclusiva a provisão de bens públicos.
Assinale a alternativa que representa a sequência CORRETA.
No que tange a “questão da escassez de recursos e as alternativas que as sociedades dispõem para resolver seus problemas econômicos fundamentais (o que, quanto, como e para quem produzir), a teoria econômica apresenta dois importantes conceitos: curva de possibilidades de produção e custos de oportunidade”. (VASCONCELLOS, 2015, p. 25).
Analise as afirmativas e assinale (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas com base em Vasconcellos (2015), quanto a descrição dos conceitos de curva de possibilidades de produção e custos de oportunidade. Em seguida, marque a alternativa que representa a sequência CORRETA.
( ) O Custo de Oportunidade trata-se de um conceito eminentemente teórico, que permite ilustrar como a limitação de recursos leva à necessidade de a sociedade fazer opções ou escolhas entre as alternativas de produção.
( ) A Fronteira ou Curva de Possiblidades de Produção (CPP) é a fronteira máxima que a economia pode produzir, dados os recursos produtivos limitados e a tecnologia.
( ) Custo de Oportunidade é o valor econômico da melhor alternativa sacrificada ao se optar pela produção de um determinado bem ou serviço.
( ) Na Curva de Possibilidade de Produção (CPP) procura-se mostrar que, dada, a escassez de recursos, tudo tem um custo em economia, mesmo não envolvendo dispêndio financeiro.
( ) A famosa frase “não existe almoço grátis”, dita pelo economista americano Milton Friedman, da Universidade de Chicago, está relacionada ao Custo de Oportunidade.