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Sobre modelos de Estado e da política na Idade Moderna, considere as afirmativas a seguir.
I → A obra de Nicolau Maquiavel aponta para um Estado definido tanto pela defesa da própria existência quanto pelo atendimento das expectativas dos cidadãos, apresentando diálogo com modelo romano antigo.
II → Jean Bodin contribuiu à Política ao enunciar as ideias de soberania e de razão de Estado, promovendo a separação entre a esfera da política e a esfera da religião.
III → As propostas de Thomas Hobbes em “O Leviatã” partem de uma interpretação pessimista sobre o ser humano, marcadamente egoísta, mas demonstram um pensamento inovador ao alicerçar a origem do poder do Estado no consenso da população em ser governada.
IV → O iluminista Jean-Jacques Rousseau aprimourou a ideia de contrato social ao propor um governo republicano parlamentar composto por pessoas com alto grau de estudo e de especialização, o que representava o triunfo das luzes sobre a ignorância no campo da política.
Estão corretas
Fonte: ARRUDA, J. J. de A.; PILETTI, N. Toda a História. História Geral e História do Brasil. 12ª ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 300.
A respeito do imperialismo, processo histórico a que se refere o trecho, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) Vladimir Ilitch Ulianov, também conhecido como Lênin, definiu o imperialismo como fase superior do capitalismo, uma forma de dominação política que visou garantir controle de áreas para servirem de mercados consumidores e fornecedores de matérias-primas nos séculos XIX e XX.
( ) O crescimento produtivo nos padrões industriais atingiu níveis inéditos e criou oportunidade para que os industriais controlassem o sistema financeiro e o sistema de crédito, que foi abalado durante a crise sistêmica de 1873.
( ) Da mesma forma que a China foi explorada pelo Reino Unido, o Japão não resistiu à pressão dos Estados Unidos e tornou-se uma semicolônia.
A sequência correta é
Fonte: HOBSBAWM, E. A era das revoluções. 24ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009. p. 50. (Adaptado)
Sobre a revolução industrial, assinale a afirmativa correta.
Fonte: ARAÚJO, A. de M. et al. (Orgs). A Época Moderna. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024. p. 356.
Sobre o desenvolvimento histórico do humanismo, assinale a alternativa correta.
Fonte: MOREIRA, V. M. L. Reinventando a autonomia: liberdade, propriedade, autogoverno e novas identidades indígenas na capitania do Espírito Santo, 1535-1822. São Paulo: Humanitas, 2019. p. 26.
O trecho considera as explicações predominantes sobre as relações entre nações indígenas e as populações portuguesas, enfatizando a diminuição demográfica dos indígenas desde o século XVI até o início do XIX.
Sobre as formas de convivência entre os portugueses e os diferentes grupos indígenas, considere as afirmativas a seguir.
I → A interpretação que enfatiza a destruição dos grupos indígenas e seu desaparecimento da sociedade portuguesa que se encontrava na América e, mais tarde, da brasileira justifica o silencionamento sistemático da atuação histórica dos grupos indígenas.
II → A despeito da proibição legal da escravidão de indígenas no ano de 1570, essa forma de trabalho continuou a ser utilizada até o século XIX, mediante a justificativa da guerra justa, que autorizava a escravização de grupos rotulados como hostis aos portugueses.
III → A palavra indígena homogeneíza as diferentes populações e seus traços culturais distintos, o que dificulta reconhecermos a existência histórica e a continuidade de grupos específicos.
IV → Processos como a conversão ao catolicismo desfiguraram culturalmente muitas das populações nativas e, por consequência, impedem que essas populações possam ser classificadas como indígenas.
Está(ão) correta(s)
Fonte: SANTOS, M. Técnica, Espaço e Tempo. 5ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013. p. 17 e 35. (Adaptado)
Segundo o autor, uma geografia do espaço do homem inspira-se nas realidades do presente que dão a base territorial da vida do homem. Para isso, o autor definiu a quinta dimensão do espaço, que se refere à dimensão
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
Com o dia em que a Terra parou
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém
O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
[...]
No dia em que a Terra parou
E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
No dia em que a Terra parou
[...]
Fonte: SEIXAS, R. O dia em que a Terra parou. Composição de Raul Seixas e Cláudio Roberto. LP O dia em que a Terra parou, Warner Chappell, 1978, faixa 3.
Qual conceito geográfico pode ser corretamente abordado a partir da canção para explicar as mudanças no espaço geográfico decorrentes do sonho mencionado?
Fonte: COELHO, M. de A; TERRA, L. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2003. p. 190.
Dependendo das combinações dos diversos elementos naturais, individualizam-se no espaço geográfico porções denominadas de
Fonte: MOREIRA, J. C.; SENE, E. Geografia para o ensino médio: Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002. p. 249.
Conforme o excerto, na era da globalização, qual regionalização do espaço é possível?
Fonte: TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2003. p. 141.
Sobre o intemperismo, assinale a alternativa correta.
Fonte: AKOTIRENE, C. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro/Pólen, 2019. p. 27-28. (Adaptado)
A partir do excerto, considere as afirmações a seguir.
I → A interseccionalidade no feminismo negro visa superar uma abordagem universalista do feminismo, reconhecendo que experiências de opressão variam de acordo com os marcadores sociais de cada indivíduo.
II → O conceito de interseccionalidade assume que as categorias de opressão (raça, gênero e classe) operam de forma independente, podendo ser avaliadas separadamente.
III → O racismo estrutural está diretamente relacionado com a noção de interseccionalidade, pois a estrutura social reflete múltiplas hierarquias interligadas que marginalizam mulheres negras de forma específica.
IV → O feminismo negro nega a possibilidade de solidariedade entre mulheres negras e brancas, dado o foco exclusivo nas diferentes experiências de opressão.
Estão corretas
“Belo é o que apraz universalmente sem conceito”.
Fonte: KANT, I. Crítica da Faculdade do Juízo. Tradução de Valério Rohden e Antônio Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993. p. 64.
Com base na concepção kantiana do belo e do juízo estético, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O juízo estético tem como base sentimentos subjetivos, mas busca uma validade universal.
( ) A experiência do belo está fundamentada em conceitos objetivos, o que assegura a universalidade da experiência.
( ) A apreciação do belo depende de uma harmonia entre a imaginação e o entendimento, sem que um conceito definido determine o juízo.
A sequência correta é
“Disse essa pessoa que conhecimento é opinião verdadeira acompanhada de explicação racional, e que sem esta deixava de ser conhecimento”.
Fonte: PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1968. p. 201c.
Com base na passagem citada, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O conhecimento exige que a crença seja verdadeira, mas a justificativa é dispensável, desde que haja convicção.
( ) O conceito de opinião verdadeira, sem justificativa, não é suficiente para caracterizar o conhecimento da realidade empírica na perspectiva de Platão.
( ) A explicação racional desempenha um papel fundamental na distinção entre conhecimento e opinião no pensamento platônico.
A sequência correta é
“Aceito (scilicet) esta mulher como minha legítima esposa” (no decurso de uma cerimônia de casamento).
“Batizo este navio com o nome de Rainha Elizabeth” (ao quebrar-se a garrafa contra o casco do navio).
De acordo com a teoria de John Austin, essas expressões são exemplos de atos de fala
Fonte: TENÓRIO, J. O avesso da pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 32-33.
A leitura literária pode atuar como fator de humanização e democratização, contribuindo para a emancipação dos sujeitos e, consequentemente, para a consolidação de uma cultura mais humanista e democrática, o que pode ser visto, por exemplo, no romance “O avesso da pele”.
Sobre essa capacidade da literatura, considere as afirmativas a seguir.
I → As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana devem orientar para o desencadeamento de processo de afirmação de identidades, de historicidade negada ou distorcida.
II → Romances como “O avesso da pele” mostram que, mesmo após mais de um século do fim da escravidão no Brasil, o povo negro ainda é reprimido e perseguido na e pela sociedade brasileira.
III → A inclusão da Literatura Afro-brasileira nas escolas, sua leitura e seu debate, funciona como estratégia para o estabelecimento de um diálogo cultural que pode promover um deslocamento de perspectiva frequentemente necessário para a discussão de temas como alteridade, diversidade cultural, exploração, opressão e racismo.
IV → A Lei Nº 10639/03 garante que se discutam, nas aulas de História, Literatura e Artes, questões de luta do povo negro no Brasil.
Está(ão) correta(s)
Mario de Andrade, no “Prefácio interessantíssimo” de “Pauliceia Desvairada”, por exemplo, escreveu:
“Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio interessantíssimo. (...) Um pouco de teoria? Acredito que o lirismo, nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada” (ANDRADE apud BOSI, 2013, p. 371).
Fonte: BOSI, A. História concisa da Literatura Brasileira. 49ª ed. São Paulo: Cultrix, 2013.
Sobre a primeira fase do Modernismo brasileiro, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) A Semana de Arte Moderna foi o ponto de encontro das várias tendências artísticas que, desde a I Guerra, vinham se firmando de Norte a Sul no Brasil.
( ) Apesar de a Semana ter ocorrido somente em 1922, entre os anos 1920 e 1921 Mário de Andrade já havia escrito “Pauliceia Desvairada”, primeiro livro de poesia integralmente nova.
( ) O verso livre foi a última conquista do Simbolismo e o primeiro passo do Modernismo. Sendo ele uma unidade rítmico-melódica, o verso livre virá a produzir também um novo modo de dispor o texto.
A sequência correta é