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Q3594836 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
A expressão "o intelecto humano acaba dopado" (3º parágrafo) indica, no texto, que
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Q3594835 Português
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“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
O texto apresenta a tecnologia como um elemento ambíguo porque ela
Alternativas
Q3594834 Português
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“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Segundo o texto, a pandemia da Covid-19 trouxe, como principal revelação, o(a)
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Q3594833 Português
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“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
O principal objetivo do texto é
Alternativas
Q3594567 Meio Ambiente
Qual prática demonstra comprometimento efetivo com sustentabilidade ambiental no contexto institucional? 
Alternativas
Q3594566 Gestão de Pessoas
Considerando os aspectos que favorecem relações humanas eficazes no ambiente profissional, assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta adequada ao lidar com divergências entre colegas.
Alternativas
Q3594565 Gestão de Pessoas
Para assegurar excelência contínua na prestação dos serviços institucionais, é recomendável,
Alternativas
Q3594564 Segurança e Saúde no Trabalho
Qual procedimento demonstra maior eficiência nas práticas de higiene pessoal e coletiva?
Alternativas
Q3594563 Ética na Administração Pública
Qual conduta demonstra rigorosa observância da ética profissional em atividades organizacionais?
Alternativas
Q3594562 Meio Ambiente
Qual procedimento assegura melhor integração com práticas sustentáveis no ambiente de trabalho? 
Alternativas
Q3594561 Nutrição
Qual prática organizacional minimiza efetivamente o risco de contaminação cruzada no armazenamento de alimentos?
Alternativas
Q3594560 Nutrição
Qual estratégia contribui diretamente para a garantia da qualidade sanitária na prestação dos serviços de alimentação?
Alternativas
Q3594559 Segurança e Saúde no Trabalho
Sobre manutenção e segurança operacional dos equipamentos profissionais de cozinha, qual alternativa é CORRETA?
Alternativas
Q3594558 Nutrição
Qual prática promove maior retenção do valor nutricional dos alimentos preparados?
Alternativas
Q3594557 Segurança e Transporte
No exercício da função de vigia, o uso adequado dos equipamentos é fundamental para a eficiência e segurança nas atividades. Qual das alternativas descreve, corretamente, uma prática adequada no uso dos equipamentos durante o trabalho de vigilância?
Alternativas
Q3594556 Gestão de Pessoas
Qual prática regular melhora o relacionamento interpessoal dentro da equipe?
Alternativas
Q3594555 Ética na Administração Pública
Durante sua atividade profissional, um vigia presencia uma situação em que um colega de trabalho está retirando materiais da instituição sem autorização oficial. Considerando os princípios da ética profissional, qual deve ser a conduta CORRETA do vigia nessa situação? 
Alternativas
Q3594554 Gestão de Pessoas
Durante atividades coletivas de vigilância, qual prática contribui corretamente para o trabalho eficaz da equipe?
Alternativas
Q3594553 Atendimento ao Público
Durante o atendimento ao público em uma portaria ou recepção, um vigia precisa demonstrar eficiência e cordialidade. Considerando práticas corretas de comunicação interpessoal, qual alternativa descreve adequadamente uma postura CORRETA nesse atendimento?
Alternativas
Q3594552 Administração Pública
Durante o monitoramento por câmeras, qual prática contribui corretamente para segurança eficaz das instalações?
Alternativas
Respostas
1561: E
1562: C
1563: B
1564: D
1565: E
1566: C
1567: A
1568: D
1569: C
1570: D
1571: C
1572: E
1573: A
1574: B
1575: B
1576: E
1577: B
1578: A
1579: C
1580: E