Questões de Concurso Comentadas para ufcg

Foram encontradas 2.083 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3186868 Ética na Administração Pública
O serviço público federal é regido por princípios estabelecidos pela Constituição Federal, cabendo ao servidor público civil do Poder Executivo Federal a adoção de postura ética compatível com a dignidade do cargo. Nesse sentido, o Presidente da República editou o Código de Ética Profissional, consubstanciado no Decreto nº 1.171, de 22/06/1994, o qual estabelece:
Alternativas
Q3186867 Redação Oficial
Imagine que você é um servidor público responsável por redigir um ofício a ser encaminhado a uma secretaria de Estado, solicitando informações sobre o andamento de um projeto. Considerando as diretrizes do “Manual de Redação da Presidência da República”, avalie as afirmações abaixo sobre a estrutura e organização do ofício:

I - O ofício deve conter a identificação do remetente e do destinatário, seguido de um vocativo como “Prezado Senhor” para dirigir-se ao destinatário.
II - A exposição do assunto deve ser clara e objetiva, podendo incluir expressões de caráter pessoal, como “Gostaria de saber” ou “Estou interessado em”.
III - No fecho do ofício, deve-se usar a expressão “Atenciosamente” ou “Respeitosamente” seguida da assinatura do remetente, que deve incluir o nome completo, o cargo e a identificação do órgão ao qual pertence.
IV - O ofício deve ser redigido em linguagem formal, evitando o uso de pronomes de tratamento como “Vossa Excelência” ou “Vossa Senhoria”, que são considerados inadequados nesse tipo de correspondência.
V - A numeração do ofício é obrigatória, assim como a data e o local, os quais devem ser posicionados no início do documento, antes da identificação do destinatário.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3186866 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

No texto “Caso de secretária”, de Carlos Drummond de Andrade, observe a frase: “Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente.” Assinale a alternativa que apresenta a análise correta em termos de concordância nominal e verbal, regência e colocação pronominal:
Alternativas
Q3186865 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

No excerto “[...] começou a fazê-los pelo avesso, remoçando [...]”, do texto “Caso de secretária”, de Carlos Drummond de Andrade, a expressão “fazê-los pelo avesso” está sendo utilizada em qual sentido?
Alternativas
Q3186864 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Sobre os recursos que estabelecem a coesão no texto (referência, recorrência ou conexão), considere o fragmento a seguir:

“Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.”

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um recurso de coesão presente no fragmento do texto:
Alternativas
Q3186863 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Sobre a colocação pronominal exposta no excerto: “[...] nunca mais que se fechava o escritório [...]”, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3186862 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Assinale a alternativa que contenha a regra de acentuação das seguintes palavras retiradas do texto: “aniversário”, “família” e “secretária”.
Alternativas
Q3186861 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Em “Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data [...]”, a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q3186860 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Na frase: “Mas, no escritório, havia flores à sua espera [...]”, o conectivo “mas” não terá o sentido alterado se for substituído por:
Alternativas
Q3186859 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Considerando o enredo da narrativa, que história o leitor imagina que será contada: 
Alternativas
Q3186858 Português

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



    Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


    Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


    Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


    – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


    – Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


    – Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


    Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe? 


    – Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

No conto “Caso de Secretária”, de Carlos Drummond de Andrade, o protagonista, sentindo-se desprezado pela família no dia de seu aniversário, encontra consolo na atenção que recebe de sua secretária. A narrativa sugere um possível envolvimento romântico, mas termina com uma surpresa organizada pela própria secretária, em conjunto com a família do protagonista.

Asserção I: O protagonista considera a secretária uma pessoa mais atenciosa e carinhosa do que sua própria família no dia de seu aniversário

PORQUE

Asserção II: A secretária, ao contrário da esposa e dos filhos, é a única a lembrar e a demonstrar cuidado com ele, o que cria no protagonista a expectativa de um relacionamento mais íntimo.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186817 Pedagogia

A organização de uma instituição escolar, além de prever uma estrutura mínima formada por setores, funções e infraestrutura a fim de atender seu objetivo primordial de desenvolvimento humano, precisa ajustar suas concepções à legislação educacional. Pensando na lei maior da educação brasileira, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/1996, em seu artigo 12, apresenta as incumbências dos estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu respectivo sistema de ensino. Uma destas incumbências refere-se à criação do Conselho Escolar associado à gestão democrática do ensino público na educação básica.


Considerando que o Conselho Escolar é um órgão deliberativo, como deve ser sua composição segundo a legislação? 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186815 Pedagogia

A escola, ao se organizar internamente enquanto uma instituição educativa, definirá, em seu Regimento Escolar ou outro documento similar, a estrutura que ordenará e disporá os setores e as funções que assegurarão o seu bom funcionamento. A forma como cada escola se estrutura reflete sua concepção de organização e gestão (Adaptado de Libâneo, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. Revista e ampliada. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.).


Considerando as informações apresentadas no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:



I - O corpo docente da escola tem por objetivo principal conduzir o processo de ensino e de aprendizagem. Além da docência, também tem a responsabilidade de participar da elaboração do projeto pedagógico da escola e na realização de outras atividades, como formações pedagógicas, reuniões com pais e dos conselhos de classe.


PORQUE


II - Conforme preconiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9.394/1996, está entre as incumbências do estabelecimento de ensino, “promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas”.



A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186814 Pedagogia

Ao contextualizar os fundamentos da organização curricular do Ensino Fundamental, o artigo 5º das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (Resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010) assim estabelece: “O direito à educação, entendido como um direito inalienável do ser humano, constitui o fundamento maior destas Diretrizes. A educação, ao proporcionar o desenvolvimento do potencial humano, permite o exercício dos direitos civis, políticos, sociais e do direito à diferença, sendo ela mesma também um direito social, e possibilita a formação cidadã e o usufruto dos bens sociais e culturais”. Considerando as informações apresentadas no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:


I - O Ensino Fundamental tem a duração de 9 (nove) anos, com a matrícula obrigatória das crianças com 6 (seis) anos completos ou a completar até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula no primeiro ano.


PORQUE


II - A carga horária mínima anual do Ensino Fundamental regular será de 800 (oitocentas) horas relógio, distribuídas em, pelo menos, 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.



A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186813 Pedagogia

O trabalho intencional realizado na Educação Infantil que oferece à criança contato com o contexto cultural no qual está inserida e contribui para ampliação da sua visão de mundo, através do planejamento de um local agradável e instigante à curiosidade infantil (Adaptado de Barbosa, 2009. Práticas cotidianas na educação infantil – bases para a reflexão sobre as orientações curriculares), está em diálogo com as orientações previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil - DCNEI (Resolução CNE/CEB nº 5, de 17 de dezembro de 2009).

Considerando as informações apresentadas no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:



I - Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil - DCNEI, as propostas pedagógicas da Educação Infantil devem respeitar os princípios éticos, políticos e estéticos desde o planejamento até a sua aplicação.


PORQUE


II - Atividades que incluem momentos de conversa, de contação de histórias, de brincadeiras diversificadas, de exploração das diferentes linguagens, de alimentação, de horário de descanso, de prevenção de acidentes, dentre outras, podem ser consideradas como exemplo de atendimento aos princípios éticos, políticos e estéticos previstos nas DCNEI.



A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186812 Pedagogia

No contexto das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – DCNEI (Resolução CNE/CEB nº 5, de 17 de dezembro de 2009), cada escola de Educação Infantil cria seus procedimentos próprios para acompanhar o trabalho pedagógico realizado e avaliar o desenvolvimento das crianças. A escola, para cumprir a concepção de avaliação sem objetivo de seleção, promoção ou classificação das crianças, precisa garantir alguns procedimentos para esse fim. Considerando o texto, avalie as proposições a seguir:


I - Utilização de um único registro semanal, sob a forma de um desenho espontâneo, realizado pelas crianças.


II - Elaboração de documentação específica compartilhada com as famílias para que possam acompanhar o trabalho da instituição e as aprendizagens das crianças.


III - Observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186811 Pedagogia

A Lei nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, define, para a Educação Infantil, a sua organização de acordo com algumas regras que devem ser observadas para a sua oferta nos diferentes sistemas de ensino. Considerando as informações apresentadas no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:


I - A instituição escolar deve controlar a frequência da criança, exigindo a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas.


PORQUE


II - A avaliação da criança será feita mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.



A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186810 Pedagogia

A Lei nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, define que a educação escolar brasileira é composta por dois níveis. Um destes níveis inclui a Educação Infantil. Considerando o texto, avalie as proposições a seguir em relação à Educação Infantil:



I - É a primeira etapa da educação básica.


II - Atende crianças de até 5 (cinco) anos de idade.


III - Prevê o desenvolvimento da criança em seus aspectos cognitivos e psicomotores.


IV - Complementa a ação da família e da comunidade.


V - Atende crianças de 4 (quatro) e de 5 (cinco) anos de idade em situação de vulnerabilidade.



É CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186809 Pedagogia

Tomaz Tadeu da Silva (2007) define o currículo da seguinte maneira:

“O currículo é lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetória, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae: no currículo se forja a nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade.” (Silva, T. T. da, 2007, p. 150).


Com base na definição de Tomaz Tadeu da Silva, o currículo pode ser entendido como: 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2025 - UFCG - Assistente de Aluno |
Q3186808 Pedagogia

Analise o texto a seguir: Joan Scott, historiadora norte-americana, tem como um ponto importante, em seus estudos sobre gênero, a ideia de que é preciso desconstruir o caráter permanente da oposição binária “masculino-feminino”. Esta perspectiva abre, para a autora, uma possibilidade para que se compreendam e incluam as diferentes formas de masculinidade e feminilidade constituídas socialmente em diferentes espaços sociais, inclusive na escola (Louro, 1997). Considerando o texto, avalie as proposições a seguir:



I - Para a desconstrução dessa oposição binária “homem-mulher” seria pertinente compreender como as diferentes formas de masculinidade e feminilidade se constituem socialmente. E, para isso, pensar que todos os sujeitos sociais se "enquadram" em uma dessas formas.


II - Os sujeitos que constituem a dicotomia “homem-mulher” não são, de fato, apenas homens e mulheres, mas homens e mulheres de várias classes, raças, religiões, idades etc., e essa interseccionalidade pode provocar os arranjos mais diversos, perturbando a noção simplista e reduzida da oposição binária “homem-mulher”.


III - Romper a relação binária “homem-mulher” poderá abalar o enraizado caráter heterossexual que ainda está presente no conceito de “gênero”, sendo, portanto, relevante que estes questionamentos sejam feitos. Tal aspecto permitiria que mulheres e homens, que vivem feminilidades e masculinidades de formas diversas das hegemônicas, tivessem a possiblidade de ser representados(as) ou reconhecidos(as) como “verdadeiros(as)” mulheres e homens.



A partir do excerto do texto, é CORRETO concluir o que se afirma em: 

Alternativas
Respostas
821: C
822: E
823: A
824: A
825: C
826: D
827: C
828: D
829: E
830: B
831: D
832: C
833: A
834: C
835: D
836: D
837: A
838: E
839: C
840: B