Questões Discursivas

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150147 História
A ascensão da China como potência industrial contribuiu para o deslocamento de empresas e empregos, promovendo um significativo processo de desindustrialização no Ocidente. Simultaneamente, impulsionou a demanda por bens de consumo e transformou a dinâmica econômica global, com a Ásia emergindo como uma força motriz impossível de ser ignorada. Com um expressivo contingente populacional de engenheiros, a China evoluiu de emuladora de tecnologias para rivalizar com multinacionais ocidentais em termos de inovação e lucratividade. Em março de 2024, o déficit da balança comercial dos Estados Unidos em relação à China atingiu aproximadamente 70 bilhões de dólares. Já o Brasil tem a China como seu principal parceiro comercial, porém, ao contrário do país norte-americano, a balança comercial brasileira é superavitária em relação à do país asiático.

Para ampliar o entendimento de estudantes do Ensino Médio sobre as modificações da realidade social no Ocidente e no Brasil, decorrentes dos impactos do crescimento econômico chinês, o professor de História deve destacar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150146 Pedagogia
Um professor de História solicitou aos estudantes uma atividade de campo sobre a vida e o trabalho de venezuelanos na cidade, com o objetivo de problematizar formas de desigualdade, preconceito e xenofobia. A atividade deveria propor ações que promovessem os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito aos estrangeiros no Brasil. Os alunos apresentaram resultados que exploraram estilos de vida, valores, formas de trabalho, memórias, entre outros aspectos. Para avaliá-los, o professor fez uso da avaliação formativa.

Nesse caso, a avaliação formativa é significativa, pois permite ao professor 
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150145 História
TEXTO 1

O Presidente do Benin, Patrice Talon, inaugurou em 2022 a exposição “Arte do Benin ontem e hoje”, com 26 obras devolvidas pela França em 2021, quase 130 anos depois de terem sido roubadas pelas forças coloniais. A devolução de artefatos pela França surge à medida que crescem os apelos na África para que os países ocidentais devolvam os despojos coloniais dos seus museus e coleções privadas.

Disponível em: https://www.dw.com/pt-002/Benin-exibe-obras-de-arte-devolvidaspela-frança/a-60849202 . Acesso em: 28 maio 2024 (adaptado).

TEXTO 2

Com a Revolução Francesa se construirá o conceito de patrimônio histórico nacional e após se darão os primeiros acordos de devolução de bens culturais. A França revolucionária terá a perspectiva progressista de socializar ao povo o acesso aos bens culturais antes restritos, mas o expansionismo napoleônico se apropriará dos bens culturais alheios. Davam uma aparência de legalidade através de tratados de paz, ilegítimos, pois conseguidos com o uso da força e em condições de desigualdade, caso similar da relação entre ex-metrópoles e ex-colônias.

FERREIRA, C. S. Restituição dos bens culturais retirados no contexto do colonialismo: instrumento de desenvolvimento e de diálogo intercultural. Cadernos de Sociomuseologia, v. 47, n. 3, p. 109 - 129, 2014 (adaptado).

A partir das ideias apresentadas nos Textos 1 e 2, um professor de História propôs aos alunos do Ensino Médio uma pesquisa em acervos virtuais museológicos europeus sobre bens culturais provenientes de ex-colônias africanas, nas condições descritas nos textos, a fim de que os estudantes identifiquem objetos e se posicionem criticamente diante do colonialismo.
Assim, a proposta pedagógica utilizada pelo professor permitirá aos alunos a compreensão de que as reivindicações de países africanos, como Benin, são justificadas pelo argumento da
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150144 Pedagogia
Em uma aula no Ensino Fundamental, a professora constatou que a turma associava a prática da escravidão apenas a pessoas negras, tendo a América Portuguesa e o Brasil Imperial como únicas referências. Diante disso, ela solicitou aos alunos que efetuassem pesquisas sobre a existência da escravidão em diferentes contextos, a partir dos registros das sociedades da Antiguidade.
Considerando a composição plural da turma como um parâmetro de pesquisa, já que nela encontram-se alunos brancos, negros, indígenas e também de ascendência asiática, a professora apresentou a seguinte questão norteadora: “Somente os negros foram escravizados?”
Nessa situação, a proposta de intervenção da professora permitirá que os estudantes reconheçam as seguintes características da escravidão: 
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150143 História
Ao ser questionada a respeito de discursos revisionistas sobre a ditadura e a violação de direitos humanos que circulam em diferentes plataformas digitais, a historiadora Heloisa Starling fez o seguinte alerta:

“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”

STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).

Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150142 Pedagogia
É mais importante entender do que lembrar, embora para entender também seja preciso lembrar.

SONTAG, S. apud SARLO, B. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das letras de Belo Horizonte/UFMG, 2007, p. 22.

Muita gente já ouviu seus pais e avós comentarem sobre como era viver em uma ditadura. Na intenção de problematizar essas memórias, uma professora de História decidiu organizar com seus alunos a realização de entrevistas com pessoas da comunidade que tenham vivido o período entre as décadas de 1960 e 1970. A dificuldade da tarefa consiste em selecionar os entrevistados, visto que os sujeitos escolhidos para participar da atividade passaram por experiências muito diferentes e têm opiniões divergentes sobre como era a vida nessa época.
Nessa situação, para enfrentar esse desafio, a professora deve orientar seus alunos a verificar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150141 Antropologia
“Todo Dia do Índio é a mesma coisa: fazemos com as crianças um cocar de penas coloridas, elas pintam o rosto, fazem ‘uh-uh-uh’ pela escola, e também damos exercícios com o tema do índio, como, por exemplo, ‘ligue o indiozinho à sua oca’, ou ‘conte quantos indiozinhos estão na canoa’, coisas assim [risos]. Sei que essa temática deveria ser muito melhor abordada, mas a gente não tem muito tempo, né? Fica difícil, e terminamos repetindo essa fórmula falha ano após ano...”
Com esse depoimento, uma professora do primeiro segmento do Ensino Fundamental de uma escola pública do Rio de Janeiro descreveu de que maneira a temática indígena era abordada na escola onde trabalhava.

RUSSO, K.; PALADINO, M. A lei n. 11.645 e a visão dos professores do Rio de Janeiro sobre a temática indígena na escola. Rev. Bras. Educ. v. 21, n. 67, out.-dez. 2016 (adaptado).

Ao se comparar a prática descrita no depoimento com as disposições da Lei n. 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura dos Povos Indígenas na Educação Básica, verifica-se que a caracterização dos povos originários feita pela professora se confronta com um fundamento teórico-metodológico que deve pautar o ensino da temática indígena.
Nesse caso, a caracterização dos povos originários e o fundamento teórico-metodológico mencionados acima, quando confrontados, expressam, respectivamente,
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150140 Sociologia
TEXTO 1

Omama deu-nos a vida muito antes de criar os brancos, e era também ele que, antes deles, possuía o metal. As primeiras peças de ferro utilizadas por nossos ancestrais foram as que Omama deixou para trás na floresta, quando fugiu para longe. Eles não tinham machados e facões de verdade, como hoje. Amarravam pedaços de ferro usados num cabo para fazer machadinhas. Essas ferramentas eram muito poucas nas casas dos antigos. Só alguns homens mais velhos as possuíam e as deixavam bem guardadas. Trabalhavam com esses pedaços de ferro que chamavam de ferramentas de Omama, porque eram muito resistentes. Naquele tempo era assim. Os objetos dos brancos ainda não estavam por toda parte como agora! Por isso penso hoje na dificuldade do trabalho de nossos maiores e isso me leva a não querer ter muitas mercadorias.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: a palavra de um xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 222 (adaptado).

TEXTO 2

Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão alienados do mínimo exercício de ser? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade. Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucos neste mundo maluco que compartilhamos.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Nesse contexto, para levar os estudantes a refletir sobre as produções e confrontações de saberes em diferentes sociedades, a partir da discussão dos Textos 1 e 2 em sala de aula, um professor do Ensino Médio pode destacar que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150139 Geografia
Banksy voltou a se manifestar diante dos refugiados que procuram asilo na Europa e nos Estados Unidos. Ele inaugurou um grafite no campo que recebe essa população em Calais, na França, com a imagem de Steve Jobs. Na imagem, o fundador da Apple segura um computador em uma das mãos e um saco preto na outra. A escolha faz referência à origem de Jobs, filho de um sírio que imigrou para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. O grafite veio acompanhado de uma declaração de Banksy: “Nós somos levados a acreditar que a imigração drena os recursos dos nossos países, mas Steve Jobs era filho de um imigrante sírio. A Apple é a companhia mais rentável do mundo, paga mais de US$ 7 bilhões ao ano em impostos e só existe porque deixaram um jovem de Homs [cidade síria] entrar.”

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/12/1718831-banksy-critica-tratamentode-refugiados-em-grafite-de-steve-jobs.shtml?mobile. Acesso em: 11 jun. 2024.

TEXTO 2

Em meados da década de 10 do século XXI, a União Europeia (UE) atravessou uma grave crise relacionada aos aumentos dos pedidos de refúgio, conforme se observa no gráfico a seguir. Naquele contexto, como forma de provocar reflexão diante do tema, Banksy, o célebre artista de rua, fez o famoso grafite de Jobs em Calais.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/refugiados-na-europa-crise-em-mapas-e-graficos.html.

A partir das informações apresentadas no Texto 1 e dos dados mostrados no Texto 2, assinale a opção que indica, respectivamente, o contexto nacional que levou ao maior fluxo de pedidos de asilo na União Europeia e a reflexão que o grafite promove sobre o debate da crise diante dos refugiados.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150138 Geografia
Os temas de História Antiga são importantes para fundamentação da relação entre a sociedade contemporânea e a Antiguidade e, a partir dessa ótica, desenvolvem-se os questionamentos/problemáticas do presente revisitando o passado e inovando nos temas e abordagens, com ampliação documental e no uso de novas linguagens. O uso dos mapas tem sido uma importante ferramenta no tratamento da categoria tempo-espaço relacionada aos estudos do mundo antigo. Eles evidenciam as dinâmicas, as ocupações territoriais, deslocamentos, o espaço natural e a formação dos impérios.

Nesse sentido, a fim de atender às demandas do presente por um ensino de História mais inclusivo, plural e decolonial, o uso de mapas em sala de aula é indicado, pois, por meio deles, é possível observar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150137 História
Ao desenvolver uma avaliação diagnóstica, o professor de História identificou que os estudantes da 1ª série do Ensino Médio desconheciam a história local. Aproveitando que o conteúdo do componente curricular propunha a construção do conhecimento histórico e o uso de fontes documentais, o professor criou uma atividade de campo guiada com os estudantes pelos espaços urbanos da cidade. Com o uso dos celulares, os estudantes realizaram registros de imagens e com o auxílio do professor e, em grupos, produziram textos na forma de painéis para contar a história da cidade sob o olhar deles. Os resultados foram apresentados à comunidade escolar e amplamente divulgado nas redes sociais.

Com base nessa situação, assinale a opção que apresenta o objetivo pedagógico da atividade realizada.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150136 Português
TEXTO 1

A comemoração pelo Dia do Trabalho em 1940 não foi como qualquer outra. Naquele 1° de maio, Getúlio Vargas instituía o salário mínimo brasileiro, que entrava em vigor já naquela data, com prazo de vigência de três anos. Segundo a lei, o trabalhador deveria ganhar, então, pelo menos cerca de 240 mil réis. O salário mínimo já vinha se anunciando na década de 1930, regulamentado em uma lei, em 1936, e em um decreto-lei, em 1938.

BRASIL, B. Há 80 anos, Getúlio Vargas criava o salário mínimo. Biblioteca Nacional. 01 de maio de 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/ha-80-anos-getuliovargas-criava-salario-minimo. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).

TEXTO 2

A relação do motorista de aplicativo com a plataforma é um vínculo de emprego? Ou ele é um trabalhador independente que contrata a tecnologia dessas empresas? Para enxergar de outro ângulo essa questão — motivo de disputas no mundo todo —, o procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser motorista de Uber nas ruas de Salvador. Antes de ser procurador, ele já havia sido advogado e auditor fiscal do trabalho. Mas sentiu que faltava uma peça para se aprofundar na discussão sobre os trabalhadores de aplicativo: viver o cotidiano de um motorista de aplicativo. Queria experimentar, entre outros pontos, como é a comunicação das plataformas com os motoristas e quanto poder de decisão eles realmente têm. Ele reconhece que fez o trabalho de motorista sem depender disso para pagar as contas — e que, “na qualidade de homem branco, enfrentou menos dificuldades do que enfrentaria se fosse mulher ou negro”. Procurada pela reportagem, a Uber criticou a pesquisa de Fonseca e respondeu que “os motoristas parceiros não são empregados e nem prestam serviço à Uber”.

ALEGRETTI, L. O procurador que foi Uber por 4 meses em Salvador: ‘Não tive sensação de ser meu próprio chefe’. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/. Acesso em: 20 maio 2024 (adaptado).

No mês de abril de 2024, em uma turma de Educação de Jovens e Adultos dos anos finais do Ensino Fundamental, a professora de História promoveu uma discussão acerca da proposta apresentada pelo Governo Federal para regulamentar o trabalho dos motoristas de aplicativos no Brasil, questionando se tal fato geraria resultados práticos para a vida desses atores. Uns concordavam e outros discordavam da proposta. A professora, então, propôs a leitura dos Textos 1 e 2, para comparar diferentes temporalidades em relação às questões trabalhistas.
Nessa situação, a discussão encaminhada pela professora privilegiou, como tema, as transformações na sociedade brasileira que resultaram
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150135 Pedagogia
Uma professora de História, disposta a tematizar o notável aumento da presença e passagem de migrantes latino-americanos por sua cidade, um pequeno município no interior do Brasil, resolveu abordar essa discussão em sala de aula, com a turma da 3ª série do Ensino Médio, no estudo do eixo “Desafios contemporâneos relacionados aos Direitos Humanos e à cidadania global”. Ela pediu que os estudantes se dividissem em grupos e elaborassem projetos de investigação com uso da história oral sobre as origens, trajetórias e condições de vida dessas pessoas. Os projetos serão debatidos e avaliados em sala de aula pelos próprios alunos, com a mediação da professora, considerando-se princípios éticos e inclusivos para a valorização de direitos humanos.

Nesse caso, assinale a opção que apresenta o critério a ser utilizado pela professora para avaliar os projetos elaborados pelos estudantes.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150134 Pedagogia
A professora de História abordou o movimento em torno da votação do Marco Temporal (Projetos de Lei n. 490/2007 na Câmara dos Deputados e n. 2903/2023 no Senado Federal) explicando que, segundo a proposta, os povos originários só teriam direito a demarcação de terras que estivessem sob sua posse no dia da promulgação da Constituição Federal, 5 de outubro de 1988.
Para construir a relação desse problema com a questão indígena no Brasil, propôs a elaboração conjunta de um mapa mental com o tema “a luta dos indígenas por direito à terra”. A professora dividiu a turma em grupos, ficando cada um responsável por reunir e apresentar informações sobre a relação dos povos indígenas com a terra em diferentes temporalidades. Deveriam buscar informações em obras historiográficas, no livro didático e em sites confiáveis da Internet, esclarecendo os interesses dos grupos econômicos e as consequências socioambientais da eventual aprovação do Marco Temporal e trazê-las para montar o mapa mental com palavras-chaves e esquema explicativo. A culminância dessa atividade foi a construção de um mural no pátio da escola com uma exposição intitulada “O direito dos indígenas à terra é originário e atemporal”.
Nesse caso, a atividade desenvolvida, com base na articulação entre o passado e o presente, insere-se
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150133 Pedagogia
A escola indígena atual projetada estratégica e intencionalmente como escola indígena própria – específica, diferenciada, autônoma – assume como missão institucional, no campo político-pedagógico, a transformação da sociedade em que está contextualmente e historicamente situada, começando pela sua própria transformação. Os sujeitos da escola indígena vivem, atualmente, em um contexto bastante hostil e ameaçador, em seus direitos de viver em seus territórios tradicionais e de acordo com suas culturas e tradições. Um contexto construído ao longo de meio milênio de violenta colonização.

BANIWA, G. Educação e povos indígenas no limiar do século XXI: debates e práticas interculturais. Antropologia & Sociedade: Revista do Laboratório de Antropologia, Arqueologia e Bem Viver da UFPE, v. 1, n. 1, 2023 (adaptado).

Nesse sentido, ao elaborar um plano de aula sobre a temática indígena a partir do texto de Gersem Baniwa, apresentado acima, o professor deverá considerar que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150132 Pedagogia
Na atuação docente em salas de aula da Educação Básica, a utilização de livros didáticos é uma das práticas mais recorrentes. Com relação ao ensino de História, as obras aprovadas pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) disponibilizam imagens capazes de potencializar a leitura de distintas linguagens e/ou representações. Contudo, as fontes imagéticas nem sempre são associadas a textos escritos ou a outras produções culturais de forma adequada, deixando-as na condição de mera ilustração.

De acordo com o texto, o planejamento e trabalho pedagógico com fontes imagéticas disponíveis no livro didático pode contribuir com o desenvolvimento das competências e das habilidades relevantes para a compreensão histórica, desde que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150131 História
No período do Imperialismo europeu sobre os continentes africano e asiático, a Palestina estava sob mandato britânico. Após a Segunda Guerra Mundial, dadas as repercussões do Holocausto, a ONU recomendou a criação de um estado judeu no Oriente Médio, baseando-se em argumentos bíblicos e históricos. Em 29 de novembro de 1947, aprovou a divisão da Palestina, que ainda estava sob mandato britânico, em três áreas: um Estado árabe, um Estado judeu e um regime especial para Jerusalém como cidade internacional. Israel aceitou a divisão, mas os árabes a rejeitaram. Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do mandato britânico, Israel declarou independência. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram a região, iniciando a primeira guerra árabe-israelense, que durou até 7 de janeiro de 1949, quando um armistício foi assinado. Após a guerra, o território árabe foi reduzido pela metade, o que deu início à Nakba, ou “catástrofe”: cerca de 750 mil palestinos fugiram ou foram expulsos, marcando uma tragédia nacional para a Palestina.

Imagem associada para resolução da questão

8 mapas que ajudam a entender conflito entre Israel e palestinos. BBC News Brasil. 8 out. 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv24n2d7dv3o. Acesso em: 03 jun. 2024 (adaptado).

A seleção e a utilização do mapa apresentado como recurso didático para o ensino de História acerca do conflito entre Israel e Palestina favorecem a compreensão de
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150130 Sociologia
O professor de História do 7º ano do Ensino Fundamental desenvolveu uma atividade em sala de aula com a intenção de discutir as diversas formas como a escravidão foi utilizada ao longo do tempo, com destaque para o mundo greco-romano e as Américas. Nesse momento, ele afirmou enfaticamente que a escravidão, na Antiguidade Clássica, era constantemente relacionada às guerras e às dívidas. Em contraposição, no período Moderno, o docente destacou o caráter iminentemente comercial e atlântico. Após a exposição do conteúdo, um aluno interpelou: “professor, eu acho que entendi as diferenças, mas por que então quando eu penso em um escravizado, eu penso em um negro?”.

Nessa situação, o professor poderá responder adequadamente ao questionamento por meio de uma intervenção pedagógica que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150129 Pedagogia
Para combater a intolerância religiosa, uma escola em Salvador adotou uma abordagem inclusiva, abrindo suas portas para a convivência entre diferentes crenças. Levando em consideração o alerta de Bárbara Carine, escritora e professora da Universidade Federal da Bahia, para a qual a falta de conhecimento muitas vezes está associada ao desrespeito e à intolerância, a escola decidiu enfrentar essa questão dentro da dimensão dos estudos das culturas religiosas, reconhecendo que, assim como existe a mitologia grega, também existe a mitologia africana.
Dentro desse contexto integrado, os alunos têm a oportunidade de aprender a mitologia dos orixás, o que enriquece seu entendimento sobre as diferentes tradições religiosas e promove a valorização da diversidade cultural.

Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/01/21/brasil-tem-aumento-de-denuncias-de-intoleranciareligiosa-veja-avancos-e-desafios-no-combate-ao-crime.ghtml. Acesso em: 09 maio 2024 (adaptado).

Considerando a situação mencionada no texto acima, assinale a opção que apresenta os fundamentos teórico-metodológicos que baseiam a abordagem adotada pela escola para combater a intolerância contra as religiões de matriz africana.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Educação Física |
Q4149878 Educação Física
Uma professora propôs à turma de 9º ano do Ensino Fundamental a experimentação de novas práticas corporais, estruturando uma unidade didática relativa à prática de esportes de aventura, considerando o ambiente urbano, em geral, e adaptando-os ao espaço escolar. No entanto, constatou alguns empecilhos na compreensão desse tema, na medida em que os estudantes não conseguiam perceber as diferenças entre as características desses esportes quando praticados nos espaços urbanos e as suas características quando inseridos na natureza. Verificou também uma dificuldade quanto à própria realização das atividades pela turma, que não havia tido nenhum contato com esse conteúdo nos anos anteriores.

Tendo em vista essa situação, assinale a opção que apresenta a estratégia adequada para a condução do trabalho pedagógico da docente, a fim de desenvolver a unidade temática das práticas corporais de aventura.
Alternativas
Respostas
2101: B
2102: B
2103: C
2104: A
2105: C
2106: D
2107: D
2108: C
2109: A
2110: D
2111: C
2112: A
2113: B
2114: D
2115: A
2116: C
2117: B
2118: D
2119: B
2120: B