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O Ser-Um chamou-se de Maa Ngala. Então ele criou a ‘Fan”, um ovo maravilhoso com nove divisões no qual introduziu os nove estados fundamentais da existência. Quando o ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível. Mas, aí!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si. Assim, ele tomou de uma parcela de cada uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem, deu uma parte de seu próprio nome: Maa.
HAMPATÉ-BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (ed.) História Geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2011. p. 170-171 (adaptado).
Considerando-se que um professor de História da 2ª série do Ensino Médio tenha selecionado o mito de criação apresentado acima para abordar o papel da oralidade entre diversos povos africanos, é correto afirmar que, a partir desse texto, o docente poderá explicar que a tradição oral relaciona-se com
O que é K-Pop: a história do gênero que mudou a indústria da música. Disponível em: https://revistaquem.globo.com/entretenimento/k-pop/noticia/2022/11/o-que-e-k-pop-ahistoria-do-genero-que-mudou-a-industria-da-musica.ghtml. Acesso em: 15 maio 2024 (adaptado).
Em uma aula destinada a uma turma do Ensino Médio, para expandir e diversificar a compreensão dos estudantes sobre fenômenos relacionados à internacionalização da cultura de massa, a partir da experiência coreana mencionada no texto, é recomendável que a professora
Considerando a perspectiva de construção de uma abordagem de História Ambiental, que dialogue com outras disciplinas das humanidades, assinale a opção que apresenta corretamente a relação entre as categorias trabalhadas pelo professor e os objetivos e desenvolvimento de habilidades da área de História.
No século XIX, intelectuais se reuniram no Rio de Janeiro formando um grupo que, entre as décadas de 1830 e 1860, especializou-se na criação e disseminação de falsificações documentais. Seus principais alvos eram políticos e figuras públicas da época. As notícias falsas criadas por eles muitas vezes eram republicadas em outros jornais e revistas, sendo aceitas como verdadeiras pelo público.
VEIGA, E. A “fábrica de fake news” que funcionou no Rio no século 19. DW, 14 de out. de 2020. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/. Acesso em:15 abr. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Atualmente, a manipulação de informações ganhou novas ferramentas, que afetam diretamente a escola, com o advento da tecnologia de inteligência artificial (IA). Nos Estados Unidos, foi reportado o uso de aplicativos de IA por estudantes para criar imagens pornográficas falsas de suas colegas, fenômeno conhecido como “deepnudes”. No Brasil, casos semelhantes já foram registrados e preocupam autoridades. Especialistas alertam para os severos impactos dessas ações na saúde mental, reputação e segurança das vítimas.
SINGER, N. Deepnudes: uso de imagens pornográficas criadas por IA vira epidemia nas escolas dos EUA. O Globo. 10 de abr. de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/. Acesso em: 15 abr. 2024 (adaptado).
Nesse contexto, em uma aula de História que explore a manipulação da informação desde o século XIX até a era digital, para desenvolver nos estudantes uma postura crítica e investigativa sobre essas informações, é recomendável ao professor
Para ampliar o entendimento de estudantes do Ensino Médio sobre as modificações da realidade social no Ocidente e no Brasil, decorrentes dos impactos do crescimento econômico chinês, o professor de História deve destacar
Nesse caso, a avaliação formativa é significativa, pois permite ao professor
O Presidente do Benin, Patrice Talon, inaugurou em 2022 a exposição “Arte do Benin ontem e hoje”, com 26 obras devolvidas pela França em 2021, quase 130 anos depois de terem sido roubadas pelas forças coloniais. A devolução de artefatos pela França surge à medida que crescem os apelos na África para que os países ocidentais devolvam os despojos coloniais dos seus museus e coleções privadas.
Disponível em: https://www.dw.com/pt-002/Benin-exibe-obras-de-arte-devolvidaspela-frança/a-60849202 . Acesso em: 28 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Com a Revolução Francesa se construirá o conceito de patrimônio histórico nacional e após se darão os primeiros acordos de devolução de bens culturais. A França revolucionária terá a perspectiva progressista de socializar ao povo o acesso aos bens culturais antes restritos, mas o expansionismo napoleônico se apropriará dos bens culturais alheios. Davam uma aparência de legalidade através de tratados de paz, ilegítimos, pois conseguidos com o uso da força e em condições de desigualdade, caso similar da relação entre ex-metrópoles e ex-colônias.
FERREIRA, C. S. Restituição dos bens culturais retirados no contexto do colonialismo: instrumento de desenvolvimento e de diálogo intercultural. Cadernos de Sociomuseologia, v. 47, n. 3, p. 109 - 129, 2014 (adaptado).
A partir das ideias apresentadas nos Textos 1 e 2, um professor de História propôs aos alunos do Ensino Médio uma pesquisa em acervos virtuais museológicos europeus sobre bens culturais provenientes de ex-colônias africanas, nas condições descritas nos textos, a fim de que os estudantes identifiquem objetos e se posicionem criticamente diante do colonialismo.
Assim, a proposta pedagógica utilizada pelo professor permitirá aos alunos a compreensão de que as reivindicações de países africanos, como Benin, são justificadas pelo argumento da
Considerando a composição plural da turma como um parâmetro de pesquisa, já que nela encontram-se alunos brancos, negros, indígenas e também de ascendência asiática, a professora apresentou a seguinte questão norteadora: “Somente os negros foram escravizados?”
Nessa situação, a proposta de intervenção da professora permitirá que os estudantes reconheçam as seguintes características da escravidão:
“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”
STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).
Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
SONTAG, S. apud SARLO, B. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das letras de Belo Horizonte/UFMG, 2007, p. 22.
Muita gente já ouviu seus pais e avós comentarem sobre como era viver em uma ditadura. Na intenção de problematizar essas memórias, uma professora de História decidiu organizar com seus alunos a realização de entrevistas com pessoas da comunidade que tenham vivido o período entre as décadas de 1960 e 1970. A dificuldade da tarefa consiste em selecionar os entrevistados, visto que os sujeitos escolhidos para participar da atividade passaram por experiências muito diferentes e têm opiniões divergentes sobre como era a vida nessa época.
Nessa situação, para enfrentar esse desafio, a professora deve orientar seus alunos a verificar
Com esse depoimento, uma professora do primeiro segmento do Ensino Fundamental de uma escola pública do Rio de Janeiro descreveu de que maneira a temática indígena era abordada na escola onde trabalhava.
RUSSO, K.; PALADINO, M. A lei n. 11.645 e a visão dos professores do Rio de Janeiro sobre a temática indígena na escola. Rev. Bras. Educ. v. 21, n. 67, out.-dez. 2016 (adaptado).
Ao se comparar a prática descrita no depoimento com as disposições da Lei n. 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura dos Povos Indígenas na Educação Básica, verifica-se que a caracterização dos povos originários feita pela professora se confronta com um fundamento teórico-metodológico que deve pautar o ensino da temática indígena.
Nesse caso, a caracterização dos povos originários e o fundamento teórico-metodológico mencionados acima, quando confrontados, expressam, respectivamente,
Omama deu-nos a vida muito antes de criar os brancos, e era também ele que, antes deles, possuía o metal. As primeiras peças de ferro utilizadas por nossos ancestrais foram as que Omama deixou para trás na floresta, quando fugiu para longe. Eles não tinham machados e facões de verdade, como hoje. Amarravam pedaços de ferro usados num cabo para fazer machadinhas. Essas ferramentas eram muito poucas nas casas dos antigos. Só alguns homens mais velhos as possuíam e as deixavam bem guardadas. Trabalhavam com esses pedaços de ferro que chamavam de ferramentas de Omama, porque eram muito resistentes. Naquele tempo era assim. Os objetos dos brancos ainda não estavam por toda parte como agora! Por isso penso hoje na dificuldade do trabalho de nossos maiores e isso me leva a não querer ter muitas mercadorias.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: a palavra de um xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 222 (adaptado).
TEXTO 2
Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão alienados do mínimo exercício de ser? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade. Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucos neste mundo maluco que compartilhamos.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Nesse contexto, para levar os estudantes a refletir sobre as produções e confrontações de saberes em diferentes sociedades, a partir da discussão dos Textos 1 e 2 em sala de aula, um professor do Ensino Médio pode destacar que
Nesse sentido, a fim de atender às demandas do presente por um ensino de História mais inclusivo, plural e decolonial, o uso de mapas em sala de aula é indicado, pois, por meio deles, é possível observar
Com base nessa situação, assinale a opção que apresenta o objetivo pedagógico da atividade realizada.
Nesse caso, assinale a opção que apresenta o critério a ser utilizado pela professora para avaliar os projetos elaborados pelos estudantes.
Para construir a relação desse problema com a questão indígena no Brasil, propôs a elaboração conjunta de um mapa mental com o tema “a luta dos indígenas por direito à terra”. A professora dividiu a turma em grupos, ficando cada um responsável por reunir e apresentar informações sobre a relação dos povos indígenas com a terra em diferentes temporalidades. Deveriam buscar informações em obras historiográficas, no livro didático e em sites confiáveis da Internet, esclarecendo os interesses dos grupos econômicos e as consequências socioambientais da eventual aprovação do Marco Temporal e trazê-las para montar o mapa mental com palavras-chaves e esquema explicativo. A culminância dessa atividade foi a construção de um mural no pátio da escola com uma exposição intitulada “O direito dos indígenas à terra é originário e atemporal”.
Nesse caso, a atividade desenvolvida, com base na articulação entre o passado e o presente, insere-se
BANIWA, G. Educação e povos indígenas no limiar do século XXI: debates e práticas interculturais. Antropologia & Sociedade: Revista do Laboratório de Antropologia, Arqueologia e Bem Viver da UFPE, v. 1, n. 1, 2023 (adaptado).
Nesse sentido, ao elaborar um plano de aula sobre a temática indígena a partir do texto de Gersem Baniwa, apresentado acima, o professor deverá considerar que
De acordo com o texto, o planejamento e trabalho pedagógico com fontes imagéticas disponíveis no livro didático pode contribuir com o desenvolvimento das competências e das habilidades relevantes para a compreensão histórica, desde que
Nessa situação, o professor poderá responder adequadamente ao questionamento por meio de uma intervenção pedagógica que
Dentro desse contexto integrado, os alunos têm a oportunidade de aprender a mitologia dos orixás, o que enriquece seu entendimento sobre as diferentes tradições religiosas e promove a valorização da diversidade cultural.
Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/01/21/brasil-tem-aumento-de-denuncias-de-intoleranciareligiosa-veja-avancos-e-desafios-no-combate-ao-crime.ghtml. Acesso em: 09 maio 2024 (adaptado).
Considerando a situação mencionada no texto acima, assinale a opção que apresenta os fundamentos teórico-metodológicos que baseiam a abordagem adotada pela escola para combater a intolerância contra as religiões de matriz africana.