Questões de Concurso Comentadas para cetrede

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Q1005254 Conhecimentos Gerais

Leia as estrofes do Hino do Município de Quixeré e responda a questão.


Ante as matas e a serra altaneira,

De que vemos, ao longe, o perfil,

A cidade se estende e enfileira

Seus brasões em louvor do Brasil!


(Refrão)

Nossa gente que luta e que avança

Nas conquistas da paz e da fé

Tem no peito imortal confiança:

O bom Deus guiará Quixeré

O(a) autor(a) da letra do Hino é
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Q1005252 Conhecimentos Gerais
Em um ambiente de trabalho é necessário o relacionamento interpessoal. Quando não ocorre sintonia de uma ou mais pessoas, há stress, desmotivação pelo trabalho, dificultando o bom andamento do trabalho/grupo. Assinale a opção INCORRETA dentre as habilidades importantes no comportamento, na postura profissional e nas atitudes no serviço. É importante a habilidade de
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Q1005251 Atualidades
A respeito das questões relacionadas às alterações climáticas, leia as alternativas a seguir e assinale a CORRETA.
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Q1005250 Atualidades

A maior tragédia ambiental registrada no Brasil, até então, ocorreu quando uma barragem operada pela Samarco Mineração S.A. se rompeu, despejando 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Além de matar 19 pessoas, a onda de lama devastou localidades e percorreu mais de 600 km pelo Rio Doce até chegar ao Oceano Atlântico, devastando a fauna e a vegetação em seu caminho.

(Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 20/08/2018).


O texto acima refere-se ao desastre ambiental ocorrido

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Q1005249 Atualidades

A catástrofe do incêndio que transformou em cinzas o maior, mais completo e vistoso Museu Nacional, abrigado no Palácio da Quinta da Boa Vista, que serviu de residência à família imperial, é fruto do descaso e desinteresse do País para com a sua memória. Mais que isso, transformou-se numa parábola dramática da atual crise moral, política, econômica e social do Brasil. Uma destruição repleta de simbolismos que empurra o sentimento da população a níveis insuportáveis de indignação. Como foi possível isso tudo acontecer?

FONTE: ISTOÉ


De acordo com o texto, marque a opção INCORRETA.

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Q1005248 Conhecimentos Gerais
A Venezuela é um país que passa por uma crise social e faz fronteira com o Brasil. Sobre a Venezuela, assinale a opção INCORRETA.
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Q1005245 Matemática
Carlos quer comprar um multiprocessador que custa R$ 298,30, à vista, ou em três parcelas iguais de R$ 108,30, sendo a primeira na hora da compra, e as outras duas em 30 e 60 dias da data da compra. Considerando-se o valor financiado, a taxa mensal de juro simples que Carlos vai pagar se comprar parcelado é de
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Q1005237 Matemática
Em uma corrida de bicicleta, Jonas dá uma volta completa na pista de corrida em 28 segundos, enquanto Ricardo leva 32 segundos para completar uma volta. Quando Jonas completar a volta número 40, Ricardo estará completando a volta número
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Q1005233 Português
Quanto ao uso dos pronomes, marque a opção INCORRETA.
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Q1005232 Português
Marque a opção cuja oração tem predicado verbo-nominal.
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Q1005231 Português
Marque a opção em que o verbo foi classificado CORRETAMENTE.
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Q1005230 Português
Em qual das alternativas o adjetivo é biforme?
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Q1005228 Português
Marque a opção em que NÃO há a correta correspondência de gênero dos substantivos.
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Q1005227 Português
Qual das palavras a seguir deve receber acento?
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Q1005226 Português
Em relação ao uso dos porquês, analise as afirmativas a seguir e assinale a opção INCORRETA.
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Q1005225 Português
Marque a opção INCORRETA quanto às formas variantes.
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Q1005224 Português

                                     Iracema

                                                                                                 José de Alencar


      Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o filho.

      A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.

      A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:

      - Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com brandura. O guerreiro anuviou-se:

      - Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a tristeza que a enche.

      - Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa e geraram por sua vez numerosa prole; filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho Pajé, para suster seu corpo vergado e guiar seu passo trêmulo.

      - Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema. - Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles não se turvem com tua vista.

      - Teu irmão parte para te fazer a vontade; mas ele voltará todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de teu ventre.

      Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança, e ambos, mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois Caubi passou a porta e sumiu-se entre as árvores.

      Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou, quando o grito de jandaia, de envolta com o choro infantil, a chamou à cabana, a areia fria, onde esteve sentada, guardou o segredo do pranto que embebera.

      A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.

      O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes que não lhe estancavam nos olhos; pouco chegava aos seios, onde se forma o primeiro licor da vida.

      Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata, levando ao colo a criança adormecida.

      Na espessura do bosque estava o leito da irara ausente; os tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa tabajara aproxima-se de manso.

      Prepara para o filho um berço da macia rama do maracujá e senta-se perto.

      Põe no regaço um por um os filhos da irara e lhes abandona os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungia do mel da abelha. Os cachorrinhos famintos sugam os peitos avaros de leite.

      Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem a vida; mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda rubro do sangue de que se formou, esguicha.

      A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e, cheia de júbilo, mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e também nutrido.

      A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se estancavam; e, contudo, o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia restaurar-lhe as forças.

      O gemido e o suspiro tinham crestado o sorriso e o sabor em sua boca formosa.

Iracema curte dor. Sobre a análise sintática desse período, marque a opção CORRETA.
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Q1005223 Português

                                     Iracema

                                                                                                 José de Alencar


      Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o filho.

      A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.

      A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:

      - Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com brandura. O guerreiro anuviou-se:

      - Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a tristeza que a enche.

      - Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa e geraram por sua vez numerosa prole; filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho Pajé, para suster seu corpo vergado e guiar seu passo trêmulo.

      - Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema. - Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles não se turvem com tua vista.

      - Teu irmão parte para te fazer a vontade; mas ele voltará todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de teu ventre.

      Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança, e ambos, mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois Caubi passou a porta e sumiu-se entre as árvores.

      Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou, quando o grito de jandaia, de envolta com o choro infantil, a chamou à cabana, a areia fria, onde esteve sentada, guardou o segredo do pranto que embebera.

      A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.

      O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes que não lhe estancavam nos olhos; pouco chegava aos seios, onde se forma o primeiro licor da vida.

      Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata, levando ao colo a criança adormecida.

      Na espessura do bosque estava o leito da irara ausente; os tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa tabajara aproxima-se de manso.

      Prepara para o filho um berço da macia rama do maracujá e senta-se perto.

      Põe no regaço um por um os filhos da irara e lhes abandona os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungia do mel da abelha. Os cachorrinhos famintos sugam os peitos avaros de leite.

      Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem a vida; mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda rubro do sangue de que se formou, esguicha.

      A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e, cheia de júbilo, mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e também nutrido.

      A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se estancavam; e, contudo, o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia restaurar-lhe as forças.

      O gemido e o suspiro tinham crestado o sorriso e o sabor em sua boca formosa.

Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Esse período expressa circunstância de
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Q1005222 Português

                                     Iracema

                                                                                                 José de Alencar


      Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o filho.

      A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.

      A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:

      - Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com brandura. O guerreiro anuviou-se:

      - Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a tristeza que a enche.

      - Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa e geraram por sua vez numerosa prole; filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho Pajé, para suster seu corpo vergado e guiar seu passo trêmulo.

      - Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema. - Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles não se turvem com tua vista.

      - Teu irmão parte para te fazer a vontade; mas ele voltará todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de teu ventre.

      Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança, e ambos, mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois Caubi passou a porta e sumiu-se entre as árvores.

      Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou, quando o grito de jandaia, de envolta com o choro infantil, a chamou à cabana, a areia fria, onde esteve sentada, guardou o segredo do pranto que embebera.

      A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.

      O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes que não lhe estancavam nos olhos; pouco chegava aos seios, onde se forma o primeiro licor da vida.

      Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata, levando ao colo a criança adormecida.

      Na espessura do bosque estava o leito da irara ausente; os tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa tabajara aproxima-se de manso.

      Prepara para o filho um berço da macia rama do maracujá e senta-se perto.

      Põe no regaço um por um os filhos da irara e lhes abandona os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungia do mel da abelha. Os cachorrinhos famintos sugam os peitos avaros de leite.

      Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem a vida; mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda rubro do sangue de que se formou, esguicha.

      A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e, cheia de júbilo, mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e também nutrido.

      A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se estancavam; e, contudo, o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia restaurar-lhe as forças.

      O gemido e o suspiro tinham crestado o sorriso e o sabor em sua boca formosa.

Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema. A figura de linguagem presente nesse período é
Alternativas
Q1005221 Português

                                     Iracema

                                                                                                 José de Alencar


      Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o filho.

      A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.

      A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:

      - Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com brandura. O guerreiro anuviou-se:

      - Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a tristeza que a enche.

      - Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa e geraram por sua vez numerosa prole; filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho Pajé, para suster seu corpo vergado e guiar seu passo trêmulo.

      - Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema. - Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles não se turvem com tua vista.

      - Teu irmão parte para te fazer a vontade; mas ele voltará todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de teu ventre.

      Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança, e ambos, mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois Caubi passou a porta e sumiu-se entre as árvores.

      Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou, quando o grito de jandaia, de envolta com o choro infantil, a chamou à cabana, a areia fria, onde esteve sentada, guardou o segredo do pranto que embebera.

      A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.

      O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes que não lhe estancavam nos olhos; pouco chegava aos seios, onde se forma o primeiro licor da vida.

      Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata, levando ao colo a criança adormecida.

      Na espessura do bosque estava o leito da irara ausente; os tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa tabajara aproxima-se de manso.

      Prepara para o filho um berço da macia rama do maracujá e senta-se perto.

      Põe no regaço um por um os filhos da irara e lhes abandona os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungia do mel da abelha. Os cachorrinhos famintos sugam os peitos avaros de leite.

      Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem a vida; mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda rubro do sangue de que se formou, esguicha.

      A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e, cheia de júbilo, mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e também nutrido.

      A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se estancavam; e, contudo, o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia restaurar-lhe as forças.

      O gemido e o suspiro tinham crestado o sorriso e o sabor em sua boca formosa.

Pode-se dizer que Iracema era uma mãe
Alternativas
Respostas
5641: E
5642: E
5643: C
5644: C
5645: E
5646: D
5647: C
5648: A
5649: A
5650: C
5651: B
5652: C
5653: E
5654: B
5655: D
5656: A
5657: E
5658: B
5659: E
5660: C