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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533842 Noções de Primeiros Socorros
Durante o atendimento inicial em um acidente, a aferição dos sinais vitais é fundamental para avaliar o estado geral da vítima e repassar informações precisas ao serviço de emergência. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta os sinais que devem ser avaliados e a forma adequada de observá-los. 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533841 Noções de Primeiros Socorros
Durante seu turno de trabalho, um vigilante observa que uma pessoa apresenta sinais claros de um quadro de convulsão: queda repentina, movimentos corporais involuntários, rigidez muscular, salivação intensa e perda de consciência. Considerando os procedimentos de primeiros socorros, qual a conduta correta?
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533840 Noções de Primeiros Socorros
Um colaborador sofre uma queimadura ao ter contato direto com uma superfície extremamente aquecida durante uma atividade no ambiente de trabalho. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta de um primeiro socorrista no atendimento inicial da queimadura, de acordo com os protocolos de primeiros socorros.
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533839 Noções de Primeiros Socorros
Em meio a um evento universitário, um estudante começa a apresentar comportamentos alterados, como agitação extrema, fala desconexa, delírios de perseguição e tentativa de fuga sem motivo aparente. Ele não aceita ser tocado e acredita que todos estão envolvidos em uma conspiração contra ele. Um vigilante do campus é chamado para auxiliar na situação. Como primeiro socorrista e considerando um possível surto psicótico, qual é a conduta mais adequada ao prestar os primeiros socorros a essa vítima?
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533838 Noções de Primeiros Socorros
Uma pessoa colapsa, repentinamente, no decurso de uma caminhada em um parque. Ao se aproximar, você percebe que ela está consciente, porém apresenta pele, lábios e unhas azulados, além de dificuldade para respirar. Considerando os conhecimentos em primeiros socorros, a cianose (coloração azulada da pele e mucosas) é um sinal de
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533837 Direito Administrativo

Texto para a questão.



    “A teoria geral do direito deteve-se muitas vezes e com prazer na diferença entre a obediência a uma norma ou ao ordenamento em seu conjunto, que é uma atitude passiva (e pode ser também mecânica, puramente habitual, instintiva), e a aceitação de uma norma ou do ordenamento em seu conjunto, que é uma atitude ativa, que implica, se não um juízo de aprovação, pelo menos uma inclinação favorável a se servir da norma ou das normas para guiar a própria conduta e para condenar a conduta de quem não se conforma com ela ou elas.


    Enquanto contrária à obediência, a resistência compreende todo comportamento de ruptura contra a ordem constituída, que ponha em crise o sistema pelo simples fato de produzir-se, como ocorre num tumulto, num motim, numa rebelião, numa insurreição, até o caso limite da revolução; que ponha o sistema em crise, mas não necessariamente em questão. Enquanto contrária à aceitação, a contestação se refere, mais do que a um comportamento de ruptura, a uma atitude de crítica, que põe em questão a ordem constituída sem necessariamente pô-la em crise. E, com efeito, se a resistência culmina essencialmente num ato prático, numa ação ainda que apenas demonstrativa, a contestação, por seu turno, expressa-se através de um discurso crítico, num protesto verbal, na enunciação de um slogan. Decerto, na prática, a distinção não é assim tão nítida: numa situação concreta, é difícil estabelecer onde termina a contestação e onde começa a resistência. O importante é que se podem verificar os dois casos-limite, o de uma resistência sem contestação e o de uma contestação que não se faz acompanhar por ato subversivo que possa ser chamado de resistência. Enquanto a resistência, ainda que não necessariamente violenta, pode chegar até o uso da violência e, de qualquer modo, não é incompatível com o uso da violência, a violência do contestador, ao contrário, é sempre apenas ideológica”.



Norberto Bobbio. A era dos direitos, p. 144-145 (adaptado)

Na hipótese da questão anterior, caso o(a) Pró-Reitor(a) que preside a sessão demande a intervenção da guarda universitária por entender que as manifestações estão repetindo o mesmo argumento, é possível afirmar que a intervenção solicitada é
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533836 Conhecimentos Gerais

Texto para a questão.



    “A teoria geral do direito deteve-se muitas vezes e com prazer na diferença entre a obediência a uma norma ou ao ordenamento em seu conjunto, que é uma atitude passiva (e pode ser também mecânica, puramente habitual, instintiva), e a aceitação de uma norma ou do ordenamento em seu conjunto, que é uma atitude ativa, que implica, se não um juízo de aprovação, pelo menos uma inclinação favorável a se servir da norma ou das normas para guiar a própria conduta e para condenar a conduta de quem não se conforma com ela ou elas.


    Enquanto contrária à obediência, a resistência compreende todo comportamento de ruptura contra a ordem constituída, que ponha em crise o sistema pelo simples fato de produzir-se, como ocorre num tumulto, num motim, numa rebelião, numa insurreição, até o caso limite da revolução; que ponha o sistema em crise, mas não necessariamente em questão. Enquanto contrária à aceitação, a contestação se refere, mais do que a um comportamento de ruptura, a uma atitude de crítica, que põe em questão a ordem constituída sem necessariamente pô-la em crise. E, com efeito, se a resistência culmina essencialmente num ato prático, numa ação ainda que apenas demonstrativa, a contestação, por seu turno, expressa-se através de um discurso crítico, num protesto verbal, na enunciação de um slogan. Decerto, na prática, a distinção não é assim tão nítida: numa situação concreta, é difícil estabelecer onde termina a contestação e onde começa a resistência. O importante é que se podem verificar os dois casos-limite, o de uma resistência sem contestação e o de uma contestação que não se faz acompanhar por ato subversivo que possa ser chamado de resistência. Enquanto a resistência, ainda que não necessariamente violenta, pode chegar até o uso da violência e, de qualquer modo, não é incompatível com o uso da violência, a violência do contestador, ao contrário, é sempre apenas ideológica”.



Norberto Bobbio. A era dos direitos, p. 144-145 (adaptado)

Com base no texto, é possível afirmar que a ação coordenada por um grupo de alunos, durante uma sessão de um dos Conselhos Centrais da Universidade em que uma importante deliberação deverá ser feita e com a qual os alunos não concordam, de pleitearem a palavra e apresentarem suas reivindicações configura-se como
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533835 Legislação de Trânsito
Com relação às placas de trânsito, é correto afirmar que as placas de fundo
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533834 Legislação de Trânsito

Na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, no Butantã, em São Paulo, Capital, a entrada de veículos de transporte de carga é restrita durante uma parte do dia e da noite, em razão do intenso fluxo de alunos, professores e servidores. Assinale a alternativa que identifica corretamente a placa que deve estar afixada nos portões da Cidade Universitária, acompanhada do horário de restrição. 

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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533833 Português
Texto para a questão.


    “A violência, por princípio, decepa qualquer possibilidade de diálogo e, por ser desmedida, se contrapõe às regras do direito que pressupõem a igualdade perante a lei e a imparcialidade do julgamento. É por essa razão que a prática da violência fere a dignidade da pessoa humana e se opõe à democracia que postula a importância da comunicação e dos debates que fazem a mediação das diferenças na busca de um curso comum da ação.

    A violência não cria poder. Destrói poder. O poder resulta da capacidade humana de agir em conjunto e do concordar de muitos com um curso comum de ação, o que requer persuasão, palavra e debate e não a intransitividade despersonalizada da violência. O poder, nesse sentido, é um conceito horizontal sustentado pela liberdade de associação e manifestação, cujo potencial se amplia na era digital por meio das redes, e que enseja o empoderamento da cidadania. As instituições políticas são materializações do poder gerado pela ação conjunta que se deteriora quando perde o lastro do apoio popular. É por essa razão que a violência não só destrói o poder das instituições, quanto compromete a geração de poder, que é o que ocorre quando ela se insere na dinâmica das manifestações”.



Celso Lafer. Direitos Humanos: um percurso no Direito no Século XXI, p. 129-130 (adaptado)
Segundo o texto, a violência destrói o poder porque 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533832 Português
Texto para a questão.


    “A violência, por princípio, decepa qualquer possibilidade de diálogo e, por ser desmedida, se contrapõe às regras do direito que pressupõem a igualdade perante a lei e a imparcialidade do julgamento. É por essa razão que a prática da violência fere a dignidade da pessoa humana e se opõe à democracia que postula a importância da comunicação e dos debates que fazem a mediação das diferenças na busca de um curso comum da ação.

    A violência não cria poder. Destrói poder. O poder resulta da capacidade humana de agir em conjunto e do concordar de muitos com um curso comum de ação, o que requer persuasão, palavra e debate e não a intransitividade despersonalizada da violência. O poder, nesse sentido, é um conceito horizontal sustentado pela liberdade de associação e manifestação, cujo potencial se amplia na era digital por meio das redes, e que enseja o empoderamento da cidadania. As instituições políticas são materializações do poder gerado pela ação conjunta que se deteriora quando perde o lastro do apoio popular. É por essa razão que a violência não só destrói o poder das instituições, quanto compromete a geração de poder, que é o que ocorre quando ela se insere na dinâmica das manifestações”.



Celso Lafer. Direitos Humanos: um percurso no Direito no Século XXI, p. 129-130 (adaptado)
Por que, segundo o texto, a prática da violência fere a dignidade da pessoa humana? Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533831 Filosofia

Texto para a questão.



    “Na linguagem filosófica, o termo fundamento designa o que serve de base ao ser, ao conhecer, ou ao decidir. Fundamento é a causa ou razão de algo (ratioessendi, ratio cognoscendi, ratio decidendi). Justamente em se tratando da ratio decidendi, em matéria ética, é preciso saber distinguir entre a razão ou razões pelas quais uma norma de comportamento social é de fato obedecida – o costume, o temor da sanção, o desejo de agradar aos poderosos – e a razão última pela qual ela deve ser obedecida.


    No sistema filosófico kantiano, uma razão justificativa para a lei moral é semelhante à causalidade no campo da natureza. E esse fundamento último da moralidade, segundo Kant, só pode ser a liberdade.


    Ora, em matéria ética, o fundamento é um critério ou modelo de vida. Na língua grega, de onde nos veio o vocábulo, critério é um substantivo ligado ao verbo krinô, empregado em três acepções principais: 1ª) julgar, decidir, condenar; 2ª) estimar, crer; e 3ª) separar, escolher, comparar. Em latim, usava-se o verbo cerno, de onde proveio o nosso discernir. Ressalte-se, desde logo, que não pode servir de critério para o juízo do bem e do mal a opinião deste ou daquele indivíduo. Em matéria ética, o critério ou modelo de vida deve valer, no essencial, para todos os homens e todas as civilizações. Frise-se: no essencial, pois há valores secundários que variam enormemente, entre as diferentes culturas e civilizações. É preciso não confundir, por isso, desigualdades com diferenças: as primeiras representam a negação da dignidade intrínseca de todos os seres humanos, sem exceção alguma, ao passo que as diferenças fundadas na realidade biológica ou na capacidade de criação cultural constituem valores a serem sempre respeitados, sob pena, ainda aí, de negação da dignidade humana”.



Fabio Konder Comparato. Ética, p. 437-439 (adaptado)

No âmbito de um evento acadêmico sobre políticas de ações afirmativas voltadas a pessoas com deficiência visual, muito concorrido, os agentes de vigilância da USP, que estão controlando o acesso ao local, decidem restringir a entrada. Como restam cerca de 50 lugares no auditório, decidem usar um critério que consideram ser o mais adequado do ponto de vista ético. Assinale a alternativa que indica a solução que devem ter adotado sabendo que, na USP, 50% dos estudantes são cotistas.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533830 Português

Texto para a questão.



    “Na linguagem filosófica, o termo fundamento designa o que serve de base ao ser, ao conhecer, ou ao decidir. Fundamento é a causa ou razão de algo (ratioessendi, ratio cognoscendi, ratio decidendi). Justamente em se tratando da ratio decidendi, em matéria ética, é preciso saber distinguir entre a razão ou razões pelas quais uma norma de comportamento social é de fato obedecida – o costume, o temor da sanção, o desejo de agradar aos poderosos – e a razão última pela qual ela deve ser obedecida.


    No sistema filosófico kantiano, uma razão justificativa para a lei moral é semelhante à causalidade no campo da natureza. E esse fundamento último da moralidade, segundo Kant, só pode ser a liberdade.


    Ora, em matéria ética, o fundamento é um critério ou modelo de vida. Na língua grega, de onde nos veio o vocábulo, critério é um substantivo ligado ao verbo krinô, empregado em três acepções principais: 1ª) julgar, decidir, condenar; 2ª) estimar, crer; e 3ª) separar, escolher, comparar. Em latim, usava-se o verbo cerno, de onde proveio o nosso discernir. Ressalte-se, desde logo, que não pode servir de critério para o juízo do bem e do mal a opinião deste ou daquele indivíduo. Em matéria ética, o critério ou modelo de vida deve valer, no essencial, para todos os homens e todas as civilizações. Frise-se: no essencial, pois há valores secundários que variam enormemente, entre as diferentes culturas e civilizações. É preciso não confundir, por isso, desigualdades com diferenças: as primeiras representam a negação da dignidade intrínseca de todos os seres humanos, sem exceção alguma, ao passo que as diferenças fundadas na realidade biológica ou na capacidade de criação cultural constituem valores a serem sempre respeitados, sob pena, ainda aí, de negação da dignidade humana”.



Fabio Konder Comparato. Ética, p. 437-439 (adaptado)

Assinale a alternativa que melhor explica a relação entre desigualdade e diferença apresentada no texto. 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533829 Direito Constitucional

Texto para a questão.



    “Em Nova Orleans e cercanias, ninguém poderia se queixar de que o sistema de alarme precoce não funcionou ou da carência de verbas para a pesquisa científica. Todos sabiam que o Katrina estava se aproximando, e todos tiveram tempo bastante para buscar abrigo. Nem todos, porém, puderam agir de acordo com a informação e fazer bom uso do tempo de que dispunham para fugir.


    Entre as vítimas da catástrofe natural, quem mais sofreu foram as pessoas que, bem antes do Katrina, já eram os dejetos da ordem e o lixo da modernização; vítimas da manutenção da ordem e do progresso econômico, dois empreendimentos eminentemente humanos. Muito antes de se encontrarem no finalzinho da lista de preocupações prioritárias das autoridades responsáveis pela segurança dos cidadãos, tinham sido exiladas para as margens das preocupações (e da agenda política) de autoridades que declaravam que a busca da felicidade era um direito humano universal, e que a sobrevivência do mais apto era a principal maneira de implementá-lo.


    O governo federal ‘tinha cortado em 50% as verbas orçamentárias destinadas à manutenção das defesas contra inundações, de modo que pela primeira vez em 37 anos a cidade de Louisiana foi incapaz de oferecer a proteção que sabia ser necessária no caso de uma catástrofe’.


    De repente, os desastres naturais parecem comportar-se de uma forma que antes se julgava exclusiva das calamidades morais, produzidas pelo homem. Eles são altamente seletivos: ‘meticulosos’, diríamos, não fosse o receio de sermos acusados de incorrer numa falácia antropomórfica. Mas poderíamos dizê-lo e rejeitar a acusação, pois é igualmente gritante que a aparente seletividade dos desastres ‘naturais’ deriva de uma ação humana moralmente pregnante, ainda que não moralmente motivada.


    A proteção da humanidade contra os caprichos cegos da natureza foi parte integrante da promessa moderna. A moderna implementação desse projeto, contudo, não tornou a natureza menos cega e caprichosa, concentrando-se, em vez disso, a distribuição seletiva da imunidade a seus efeitos. A luta moderna para desabilitar as calamidades naturais segue o padrão dos processos da construção da ordem e do progresso econômico: seja por ação ou omissão, divide a humanidade entre as categorias dignas de atenção e as unwertes Leben – as vidas indignas de serem vividas. Em consequência, também é especializada na distribuição desigual dos medos – qualquer que seja a causa específica do medo em questão”.



Zygmunt Bauman. Medo líquido, p. 103-107 (adaptado)

No texto, unwertes Leben são as “vidas indignas de serem vividas” segundo critérios econômico-sociais bem delimitados pela crítica do autor. No entanto, ao longo da História, essa distinção foi realizada com base em outros critérios. Trata-se de uma hipótese de violação do direito à(ao) 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533828 Português

Texto para a questão.



    “Em Nova Orleans e cercanias, ninguém poderia se queixar de que o sistema de alarme precoce não funcionou ou da carência de verbas para a pesquisa científica. Todos sabiam que o Katrina estava se aproximando, e todos tiveram tempo bastante para buscar abrigo. Nem todos, porém, puderam agir de acordo com a informação e fazer bom uso do tempo de que dispunham para fugir.


    Entre as vítimas da catástrofe natural, quem mais sofreu foram as pessoas que, bem antes do Katrina, já eram os dejetos da ordem e o lixo da modernização; vítimas da manutenção da ordem e do progresso econômico, dois empreendimentos eminentemente humanos. Muito antes de se encontrarem no finalzinho da lista de preocupações prioritárias das autoridades responsáveis pela segurança dos cidadãos, tinham sido exiladas para as margens das preocupações (e da agenda política) de autoridades que declaravam que a busca da felicidade era um direito humano universal, e que a sobrevivência do mais apto era a principal maneira de implementá-lo.


    O governo federal ‘tinha cortado em 50% as verbas orçamentárias destinadas à manutenção das defesas contra inundações, de modo que pela primeira vez em 37 anos a cidade de Louisiana foi incapaz de oferecer a proteção que sabia ser necessária no caso de uma catástrofe’.


    De repente, os desastres naturais parecem comportar-se de uma forma que antes se julgava exclusiva das calamidades morais, produzidas pelo homem. Eles são altamente seletivos: ‘meticulosos’, diríamos, não fosse o receio de sermos acusados de incorrer numa falácia antropomórfica. Mas poderíamos dizê-lo e rejeitar a acusação, pois é igualmente gritante que a aparente seletividade dos desastres ‘naturais’ deriva de uma ação humana moralmente pregnante, ainda que não moralmente motivada.


    A proteção da humanidade contra os caprichos cegos da natureza foi parte integrante da promessa moderna. A moderna implementação desse projeto, contudo, não tornou a natureza menos cega e caprichosa, concentrando-se, em vez disso, a distribuição seletiva da imunidade a seus efeitos. A luta moderna para desabilitar as calamidades naturais segue o padrão dos processos da construção da ordem e do progresso econômico: seja por ação ou omissão, divide a humanidade entre as categorias dignas de atenção e as unwertes Leben – as vidas indignas de serem vividas. Em consequência, também é especializada na distribuição desigual dos medos – qualquer que seja a causa específica do medo em questão”.



Zygmunt Bauman. Medo líquido, p. 103-107 (adaptado)

No texto, “dejetos da ordem” e “lixo da modernização” são expressões usadas para se referir às vítimas mais expressivas do Katrina que são, também, vítimas
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533827 Direitos Humanos
Conforme a Portaria DG-PF nº 18.045/2023, é dever do vigilante
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533826 Segurança Pública
De acordo com a Lei nº 14.967/2024, para atuar na segurança pessoal, o vigilante deve
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533825 Administração Geral
Entre os elementos do planejamento estratégico estão 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533824 Administração Geral
O planejamento estratégico em segurança patrimonial visa 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533823 Administração Geral
Sobre os elementos da gestão de riscos em segurança patrimonial, é correto afirmar:
Alternativas
Respostas
681: D
682: E
683: B
684: D
685: B
686: D
687: D
688: A
689: C
690: B
691: A
692: E
693: A
694: B
695: C
696: B
697: E
698: A
699: D
700: A