Questões de Concurso Comentadas para fuvest

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Q3964197 Medicina
Adolescente, 15 anos de idade, com diagnóstico de miastenia gravis generalizada anti-AChR positiva, em uso regular de piridostigmina e prednisona em baixa dose, é admitida na UTI pediátrica após quadro de infecção respiratória há cinco dias. Nas últimas 24 horas, apresenta piora progressiva da fraqueza muscular, disfagia, voz anasalada, dificuldade para manter a cabeça ereta e dispneia aos mínimos esforços. Ao exame físico, observa-se FR de 34 irpm, SpO2 de 89% em ar ambiente, uso de musculatura acessória, incapacidade de contar até 10 em uma única expiração, fraqueza importante de flexores cervicais e tosse ineficaz. A gasometria arterial demonstra pH de 7,31, PaCO2 de 52 mmHg e PaO2 de 65 mmHg. Diante desse quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial mais apropriada. 
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Q3964194 Medicina
Lactente, 8 meses de idade cronológica, nascido prematuro de 32 semanas, atualmente com idade corrigida de 6 meses, é admitido na UTI pediátrica após parada cardiorrespiratória prolongada por provável síndrome da morte súbita do lactente. Após 24 horas de estabilização clínica, apresenta Glasgow 3, ausência de resposta supraespinal a estímulos dolorosos, pupilas fixas e dilatadas bilateralmente (5 mm), ausência de reflexo fotomotor, ausência de reflexo córneo-palpebral, ausência de reflexo óculocefálico, sem movimentos respiratórios espontâneos em ventilação assistida. Parâmetros atuais com temperatura central de 36,5 °C.PAM adequada para idade. PaCO2 basal de 40 mmHg. PaO2 de 120 mmHg, sem uso de sedativos nas últimas 24 horas e sem distúrbios metabólicos ou eletrolíticos. EEG realizado demonstra silêncio elétrico. De acordo com a Resolução CFM nº 2173/2017 e os critérios específicos para lactentes, qual o próximo passo adequado?
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Q3964193 Medicina
Paciente de 10 anos de idade, previamente hígido, internado por peritonite secundária a apendicite perfurada. Evoluiu com sepse e insuficiência respiratória aguda. Encontra-se em ventilação mecânica invasiva há 24 horas. Apesar de ajustes progressivos, mantém hipoxemia refratária, definida por PaO2 de 55 mmHg, FiO2 de 0,8 e relação P/F ≈ 68. 

• Modo Pressão Controlada (PCV):
Pressão inspiratória acima da PEEP: 25 cmH2O
PEEP: 8 cmH2O
FR: 22 irpm
Tempo inspiratório: 0,8 s
FiO2: 0,8

• Parâmetros observados:
Pressão de pico: 33 cmH2O
Volume corrente resultante: 9 mL/kg
Complacência dinâmica reduzida
Driving pressure estimada: 25 cmH2O

• Gasometria arterial:
pH 7,28
PaCO2 50 mmHg

Paciente hemodinamicamente estável, sem uso de altas doses de vasopressores. Qual o melhor ajuste ventilatório neste momento com base em ventilação protetora baseada em evidências?
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Q3964192 Noções de Informática
Em um relatório técnico elaborado no Microsoft Word 365, versão em português, diversas figuras foram inseridas ao longo do documento, cada uma acompanhada de legenda automática (por exemplo: “Figura 1”, “Figura 2”, etc.). No corpo do texto, deseja-se fazer menção a uma dessas figuras de modo que, caso a numeração das figuras seja alterada automaticamente (por inserção, exclusão ou reorganização de elementos), a referência no texto também seja atualizada de forma automática, sem necessidade de edição manual. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o procedimento necessário para garantir esse comportamento dinâmico.
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Q3964189 Legislação Estadual
Considere o art. 212 do Regimento Geral da USP:

Artigo 212 - Aplicam-se nas eleições para a elaboração das listas tríplices, exceto a de chapas para escolha do(a) Reitor(a) e do(a) Vice-Reitor(a), os seguintes critérios:

I – a lista tríplice deverá ser composta com nomes escolhidos por maioria absoluta de votos;
II – se, em dois escrutínios, a maioria absoluta não for atingida, serão incluídos na lista os nomes que receberem maior número de sufrágios, na terceira votação;
III – em caso de empate, integrará a lista o nome do professor com maior tempo de serviço docente na USP.

Como o caput do artigo excepciona sua aplicação em caso de formação da lista tríplice para Reitor e Vice-Reitor, uma leitura sistemática do Regimento Geral permite afirmar que mencionado artigo 
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Q3964188 Legislação Estadual
A Congregação de uma certa Unidade da USP aprovou proposta de alteração de seu Regimento Interno para determinar a fusão da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) com seu Conselho Técnico-Administrativo (CTA), sob o argumento de que as ações da CCEx são efetivadas, em grande medida, por meio de convênios. Analisada a proposta pela Comissão de Legislação e Recursos do Conselho Universitário, foi a mesma rejeitada, porque o Estatuto da USP
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Q3964187 Ética na Administração Pública
Sobre os membros da Comissão de Ética da USP é correto afirmar:
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Q3964177 Inglês
Texto para questão


How do we measure attention?


    Attention, broadly defined, is the ability to direct the mind on a specific task, says Gloria Mark, author of Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity. There are two main types of attention, Mark explains. Involuntary attention is automatic—it’s what allows us to react to a loud noise or a jarringly bright light. Focalized attention, by contrast, is the ability to concentrate on a specific task. This latter type is what scientists measure when researching attention spans. 

    Since the early 2000s, Mark has tracked focalized attention by observing how long people remain on a task before switching to something else—such as checking email or opening a new browser tab. At first, Mark used in-person observations— researchers shadowed employees throughout the office. In recent years, she has tracked attention spans using software that monitors people’s computers.

    “Data from our first study, in 2003, revealed that people spent an average of 2.5 minutes on something before turning their attention to a different task,” she says, “Our most recent study done over the past five years shows that the figure has gone down to 40 seconds.” The measure doesn’t capture how long people can focus under ideal conditions, Mark notes, meaning shorter attention spans don’t reflect a permanent loss of attention capacity, but changes in how often people break their focus in daily life.


National Geographic. Jan 21, 2026. Adaptado.
Em relação ao contexto em que se insere, o termo “figure” (último parágrafo) pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original, por qual das palavras a seguir?
Alternativas
Q3964176 Inglês
Texto para questão


How do we measure attention?


    Attention, broadly defined, is the ability to direct the mind on a specific task, says Gloria Mark, author of Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity. There are two main types of attention, Mark explains. Involuntary attention is automatic—it’s what allows us to react to a loud noise or a jarringly bright light. Focalized attention, by contrast, is the ability to concentrate on a specific task. This latter type is what scientists measure when researching attention spans. 

    Since the early 2000s, Mark has tracked focalized attention by observing how long people remain on a task before switching to something else—such as checking email or opening a new browser tab. At first, Mark used in-person observations— researchers shadowed employees throughout the office. In recent years, she has tracked attention spans using software that monitors people’s computers.

    “Data from our first study, in 2003, revealed that people spent an average of 2.5 minutes on something before turning their attention to a different task,” she says, “Our most recent study done over the past five years shows that the figure has gone down to 40 seconds.” The measure doesn’t capture how long people can focus under ideal conditions, Mark notes, meaning shorter attention spans don’t reflect a permanent loss of attention capacity, but changes in how often people break their focus in daily life.


National Geographic. Jan 21, 2026. Adaptado.
Considere o excerto a seguir: “jarringly bright light.” O emprego do advérbio “jarringly”, no contexto, indica que a luz provoca uma reação por ser
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Q3964175 Inglês
Texto para questão


How do we measure attention?


    Attention, broadly defined, is the ability to direct the mind on a specific task, says Gloria Mark, author of Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity. There are two main types of attention, Mark explains. Involuntary attention is automatic—it’s what allows us to react to a loud noise or a jarringly bright light. Focalized attention, by contrast, is the ability to concentrate on a specific task. This latter type is what scientists measure when researching attention spans. 

    Since the early 2000s, Mark has tracked focalized attention by observing how long people remain on a task before switching to something else—such as checking email or opening a new browser tab. At first, Mark used in-person observations— researchers shadowed employees throughout the office. In recent years, she has tracked attention spans using software that monitors people’s computers.

    “Data from our first study, in 2003, revealed that people spent an average of 2.5 minutes on something before turning their attention to a different task,” she says, “Our most recent study done over the past five years shows that the figure has gone down to 40 seconds.” The measure doesn’t capture how long people can focus under ideal conditions, Mark notes, meaning shorter attention spans don’t reflect a permanent loss of attention capacity, but changes in how often people break their focus in daily life.


National Geographic. Jan 21, 2026. Adaptado.
No que se refere aos procedimentos de mensuração do tempo de atenção, infere-se que, na atualidade, 
Alternativas
Q3964174 Inglês
Texto para questão


How do we measure attention?


    Attention, broadly defined, is the ability to direct the mind on a specific task, says Gloria Mark, author of Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity. There are two main types of attention, Mark explains. Involuntary attention is automatic—it’s what allows us to react to a loud noise or a jarringly bright light. Focalized attention, by contrast, is the ability to concentrate on a specific task. This latter type is what scientists measure when researching attention spans. 

    Since the early 2000s, Mark has tracked focalized attention by observing how long people remain on a task before switching to something else—such as checking email or opening a new browser tab. At first, Mark used in-person observations— researchers shadowed employees throughout the office. In recent years, she has tracked attention spans using software that monitors people’s computers.

    “Data from our first study, in 2003, revealed that people spent an average of 2.5 minutes on something before turning their attention to a different task,” she says, “Our most recent study done over the past five years shows that the figure has gone down to 40 seconds.” The measure doesn’t capture how long people can focus under ideal conditions, Mark notes, meaning shorter attention spans don’t reflect a permanent loss of attention capacity, but changes in how often people break their focus in daily life.


National Geographic. Jan 21, 2026. Adaptado.
Considere a oração “This latter type is what scientists measure when researching attention spans.” Pode-se concluir que, ao pesquisar o tempo de atenção, os cientistas mensuram
Alternativas
Q3964173 Inglês
Texto para questão


How do we measure attention?


    Attention, broadly defined, is the ability to direct the mind on a specific task, says Gloria Mark, author of Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity. There are two main types of attention, Mark explains. Involuntary attention is automatic—it’s what allows us to react to a loud noise or a jarringly bright light. Focalized attention, by contrast, is the ability to concentrate on a specific task. This latter type is what scientists measure when researching attention spans. 

    Since the early 2000s, Mark has tracked focalized attention by observing how long people remain on a task before switching to something else—such as checking email or opening a new browser tab. At first, Mark used in-person observations— researchers shadowed employees throughout the office. In recent years, she has tracked attention spans using software that monitors people’s computers.

    “Data from our first study, in 2003, revealed that people spent an average of 2.5 minutes on something before turning their attention to a different task,” she says, “Our most recent study done over the past five years shows that the figure has gone down to 40 seconds.” The measure doesn’t capture how long people can focus under ideal conditions, Mark notes, meaning shorter attention spans don’t reflect a permanent loss of attention capacity, but changes in how often people break their focus in daily life.


National Geographic. Jan 21, 2026. Adaptado.
Considere o trecho a seguir: “Mark has tracked focalized attention.” Assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta na voz passiva, mantendo integralmente o aspecto verbal e a relação semântica.
Alternativas
Q3964172 Inglês
Texto para questão


How do we measure attention?


    Attention, broadly defined, is the ability to direct the mind on a specific task, says Gloria Mark, author of Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity. There are two main types of attention, Mark explains. Involuntary attention is automatic—it’s what allows us to react to a loud noise or a jarringly bright light. Focalized attention, by contrast, is the ability to concentrate on a specific task. This latter type is what scientists measure when researching attention spans. 

    Since the early 2000s, Mark has tracked focalized attention by observing how long people remain on a task before switching to something else—such as checking email or opening a new browser tab. At first, Mark used in-person observations— researchers shadowed employees throughout the office. In recent years, she has tracked attention spans using software that monitors people’s computers.

    “Data from our first study, in 2003, revealed that people spent an average of 2.5 minutes on something before turning their attention to a different task,” she says, “Our most recent study done over the past five years shows that the figure has gone down to 40 seconds.” The measure doesn’t capture how long people can focus under ideal conditions, Mark notes, meaning shorter attention spans don’t reflect a permanent loss of attention capacity, but changes in how often people break their focus in daily life.


National Geographic. Jan 21, 2026. Adaptado.
Em uma análise global do texto apresentado, é possível afirmar que o tom discursivo é, predominantemente,
Alternativas
Q3964170 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Trecho para a questão

“Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.”

Em relação ao trecho apresentado, a conjunção, “mas” estabelece, no contexto, uma relação de: 
Alternativas
Q3964169 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Trecho para a questão

“Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.”

Considerando o trecho apresentado, assinale a alternativa em que a reescrita mantém o sentido original do excerto.
Alternativas
Q3964168 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
No trecho final do texto, o autor afirma que “vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.” Considerando o valor simbólico da imagem construída, pode-se inferir que a expressão “árvore que já não está mais lá” contribui para
Alternativas
Q3964167 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Considere o trecho “− ao contrário, era um voluntário da pátria.” O uso do travessão tem como principal função:
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Q3964166 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Em relação ao texto apresentado, ao afirmar que Tom era “um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria”, o autor sugere que o músico
Alternativas
Q3964165 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
No trecho “incontornável paixão por classificar tudo”, a palavra “incontornável” expressa ideia de algo 
Alternativas
Q3964164 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Considerando o texto, pode-se afirmar que o autor constrói sua homenagem a Tom Jobim principalmente por meio de:
Alternativas
Respostas
481: A
482: B
483: B
484: D
485: C
486: C
487: D
488: D
489: C
490: B
491: A
492: C
493: B
494: C
495: B
496: C
497: A
498: D
499: E
500: B