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I. Angústia frente à possibilidade de cronicidade da doença ou pelo risco de morte.
II. Transtornos de humor.
III. Atritos familiares.
IV. Conflitos com a equipe de saúde que interferem no tratamento clínico.
A hospitalização, os procedimentos médicos realizados e a própria doença podem surgir, na percepção da criança, como punição, castigo ou algo estreitamente relacionado com culpa (1ª parte). No que se refere alterações comportamentais, as crianças hospitalizadas podem alterar a dinâmica de apego aos pais (mais apegadas ou agressivas), ter comportamentos regressivos (voltar a usar chupeta) e alterar o padrão de alimentação e sono (2ª parte). Transtornos de ansiedade, do humor, mentais e desadaptativos não influenciam na habilidade da criança para participar do controle do processo de sua doença (3ª parte) (BAPTISTA, 2021).
Quais partes estão CORRETAS?
I. A UTI caracteriza-se por ser um local de trabalho complexo e crítico, marcado pelo maior risco de morte iminente de pacientes, onde os profissionais psicólogos convivem diariamente com o sofrimento e a dor dos pacientes e dos respectivos familiares.
II. Na busca pela manutenção da vida, a internação hospitalar na UTI remete o paciente à vivência do desamparo, da vulnerabilidade física e psíquica e da dependência pelo recebimento de cuidado e suporte de outrem (equipe multiprofissional de saúde).
III. É fundamental que os profissionais de saúde (cuidadores) reconheçam os limites das próprias ações, resgatem sua condição humana e reconheçam em si mesmos os efeitos de estarem constantemente submetidos a situações de intensas demandas emocionais.
IV. As demandas de manutenção da vida do sujeito se intrincam à qualidade da realidade psíquica daqueles que cuidam.
I. Quanto a uma intervenção psicológica com a equipe, por meio de grupos, torna-se uma tarefa complexa para que a(o) profissional de psicologia hospitalar inserida(o) na equipe multiprofissional realize, considerando que esta(e) também é membro participante e compõe o modo de funcionamento do grupo.
II. O trabalho psicológico com a equipe multiprofissional deveria ser realizado pelo psicólogo clínico, com promoção de ações preventivas, analisando as configurações do trabalho, o ambiente físico em que a equipe está inserida, os relacionamentos interpessoais dos profissionais (relação chefia-subordinados), realizando assim diagnósticos institucionais.
III. No caso do paciente e da família, o psicólogo hospitalar irá realizar uma avaliação inicial para identificar as demandas a serem trabalhadas, focalizando os aspectos psicológicos decorrentes do adoecimento e os impactos gerados.
IV. Há uma dificuldade para o psicólogo hospitalar utilizar protocolos de saúde, pois a psicologia trabalha com a subjetividade do paciente/família. Dessa forma, não é possível medir e sistematizar os aspectos emocionais da subjetividade humana.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. previsão (baseando-se na literatura científica e em dados coletados in loco) de comportamentos incompatíveis com a boa evolução do quadro clínico no contexto hospitalar.
II. avaliação de comportamentos incompatíveis com a boa evolução do quadro clínico no cenário hospitalar.
III. proposição de instrumentos e procedimentos eficazes, capazes de identificar comportamentos incompatíveis com a boa evolução do quadro clínico no ambiente hospitalar.
IV. manutenção da parceria com a equipe multiprofissional de saúde, mantendo autonomia e poder de decisão ante os aspectos psicológicos e de saúde mental envolvidos em cada paciente.
Sobre gestão em saúde, analise as sentenças a seguir:
Para a(o) psicóloga(o) hospitalar, é preciso se adaptar à lógica de atendimentos em larga escala, que visa à quantidade de pacientes atendidos por setor, pois é uma demanda do hospital (1ª parte). A utilização de indicadores de qualidade num serviço de atendimento em Psicologia Hospitalar permite o controle de variáveis nos processos que podem interferir no desempenho dos mesmos, acarretando implicações importantes na qualidade da assistência (2ª parte). O importante no processo de gestão é encontrar meios de alinhar a atuação profissional, a relação com a equipe e as estratégias que beneficiem a pessoa assistida, enquadrando no plano de qualidade de atendimento da instituição, sendo reavaliado o desempenho para que aconteça as melhorias necessárias ao longo do processo (3ª parte) (CFP, 2019).
Quais partes estão CORRETAS?
I. refere-se a uma modalidade de avaliação psicológica para crianças, por meio de brinquedos.
II. é um recurso importante para construir vínculo e obter informações sobre a vivência da criança no período de hospitalização.
III. a(o) psicóloga(o) pode avaliar as representações simbólicas e conhecer a dinâmica dos processos psicológicos da criança, bem como o nível de tolerância à frustração e suas reações emocionais, o que permite explorar os significados daquela experiência para ela.
IV. o brinquedo pode ser considerado um “veículo” de acesso e de entendimento da expressão de fantasias, sentimentos e comportamentos da criança hospitalizada.
A equipe precisa considerar que a espiritualidade e a religiosidade são sinônimas, à medida que envolvem, dentro de uma coletividade, a expressão de tradições, rituais, crenças, práticas, normas e celebrações em comum que beneficiam as pessoas (1ª parte). Os pacientes com doença avançada desejam que suas necessidades espirituais sejam levadas em consideração pela equipe, pois desta forma sentem que suas crenças e desejos são respeitados e que podem ajudá-los no enfrentamento da situação (2 ªparte). Eventualmente, o paciente pode solicitar ao profissional para rezar com ele ou participar de algum ritual, sendo que, nesses casos, é indicado que o psicólogo reze com ele (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
Pelo fato de a maioria dos pacientes internados apresentar dificuldade de falar, o psicólogo pode criar novas formas de linguagem (1ª parte). É importante mencionar que o objetivo da comunicação nessas situações é menos passar informações e muito mais marcar presença, facilitar a expressão das emoções e diminuir a solidão (2ª parte). Para os pacientes internados na UTI que estão em coma, ainda está mantida alguma forma de comunicação. O psicólogo fala para ele e sobre ele, havendo ainda subjetividade nesses casos (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
I. O bebê imaginário é uma representação dos pais, relacionando-se ao narcisismo parental. É construído durante a gestação e diz respeito às projeções dos pais sobre o bebê, incluindo características imaginadas por eles (traços, personalidade, sexo etc.).
II. O bebê fantasmático refere-se à história infantil de cada um dos pais, refletindo suas fantasias inconscientes e a forma como se organizam edipicamente.
III. O bebê real é aquele que confronta os pais com sua alteridade e se apresenta de forma mais efetiva a partir do nascimento.
IV. Para que os pais e o bebê real possam estabelecer uma relação, os pais precisam iniciar um trabalho de luto pelo bebê fantasmático.
I. A equipe espera que o psicólogo seja capaz de esclarecer, desmistificar os possíveis mitos e crenças do paciente e da família acerca da intubação.
II. Os profissionais apontam um diferencial do psicólogo em saber intervir nas demandas emocionais que o processo de intubação exige. Descrevem como um “jeitinho especial” de lidar com essas demandas.
III. A condução do psicólogo na videochamada do paciente consciente com alguém que ele deseja falar possibilita um acolhimento dos sentimentos que permeiam a situação de intubação.
Assinale a alternativa CORRETA:
( ) A primeira conduta diante da solicitação de visita de irmãos é a orientações aos pais, a fim de estimular repertórios de manejos adaptativos à nova configuração familiar que está se constituindo, para que a ação impacte essa família no seu contexto privado.
( ) Comumente, a solicitação de visita do(s) irmão(s) é realizada pela mãe e/ou pai do RN, que amiúde relatam queixas sobre o surgimento de dificuldades relacionadas com rotinas diárias, escola, distúrbios alimentares, de sono, entre outros, a partir da internação do RN.
( ) Intervém-se junto à família, com a mediação da Enfermagem da unidade, que fotografa o RN com máquina fotográfica ou celular trazida pela família (responsabilizando a família pela imagem), para que a foto seja um primeiro recurso de aproximação do irmão em ambiente externo com o RN.
( ) Os irmãos visitantes com idade igual ou superior a 10 anos não participam do protocolo de visita de irmãos ao RN internado em UTI, pois têm a possibilidade de visitação no horário oferecido diariamente aos demais parentes e amigos da família, mediante agendamento prévio realizado pelos pais.
( ) Iniciar o mais precocemente possível o acompanhamento em cuidados paliativos junto a tratamentos modificadores da doença.
( ) Perceber o indivíduo em sua completude, incluindo aspectos psicossociais e espirituais no cuidado.
( ) Promover avaliação, reavaliação e alívio impecável da dor e de sintomas geradores de desconforto.
( ) Oferecer o melhor suporte ao paciente, focando na melhora da qualidade de vida e na cura.
I. A hospitalização, os procedimentos médicos realizados e a própria doença podem surgir, na percepção da criança, como punição, castigo ou algo estreitamente relacionado com culpa.
II. A sensação de estranhamento ao ambiente hospitalar (instalações, equipamentos, rotinas etc.), bem como a sensação de abandono (quando a função de cuidar não é desempenhada por quaisquer das pessoas que cercam a criança cotidianamente) podem contribuir para a emergência de comportamentos desadaptativos da criança no processo de hospitalização.
III. O hospital pode ser visto pela criança como um local de proibições que promove a infantilização, visto que as crianças grandes são colocadas em berços e alimentadas por mamadeiras.
IV. A vivência da doença e do processo de hospitalização repercute na manifestação de reações psicológicas, como regressão, passividade, estereotipia e tentativa de suicídio.
I. focalizar o sofrimento físico e psicológico da criança, a possível perda da identidade, a regressão aos estágios diacrônicos do desenvolvimento e a sensação de abandono e culpa.
II. acolher as reações da criança e de sua família no período de hospitalização.
III. através do brincar, fazer uma avaliação qualitativa dos comportamentos da criança, adaptando a entrevista lúdica ao contexto hospitalar.
IV. pospor o surgimento de quadros de ansiedade decorrentes do início da patologia, da separação da família e da entrada no ambiente hospitalar.
( ) Os familiares de pacientes que morreram em UTI são considerados vulneráveis às sequelas psicológicas, como ansiedade generalizada, depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), psicose e luto complicado.
( ) No caso de mortes esperadas resultantes de doenças graves, há um período prolongado de estresse, intensificando o esgotamento emocional e financeiro da família. Nessa situação, pode ser que a família deseje a morte, suscitando sentimentos ambivalentes de culpa.
( ) O luto antecipatório é um processo que o psicólogo pode incentivar para todos os familiares, pois a antecipação da perda envolve uma gama de respostas emocionais precoces que podem ser dissolvidas e elaboradas.
( ) É preciso considerar também o sofrimento experienciado pela equipe de saúde intensivista, que poderá vivenciar o luto não reconhecido, e refere-se às perdas que não podem ser abertamente apresentadas e socialmente validadas.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA: