Questões de Concurso Comentadas para nucepe

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Q1735427 História
Procurando determinar os contrastes entre o comércio de africanos e o comércio de índios, examino o contexto ligado às práticas comutativas por meio das quais o escravo é obtido por métodos convencionados e transações preestabelecidas. Leis sucessivamente editadas permitiam três modos de apropriação de indígenas: os resgates, os cativeiros e os descimentos. (ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.119).
O autor cita os três principais modos de aquisição de mão de obra indígena para o trabalho compulsório, no Brasil colonial. Em relação a esses modos de aquisição, justifica-se considerar que
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Q1735426 História
O Renascimento, ou os renascimentos, essa prodigiosa riqueza de manifestações variadas e divergentes, presta-se de maneira excepcional, neste caso, como uma lição sobre a vitalidade incontrolável da cultura humana, quando atravessada por um sopro ou um anseio geral de liberdade. Se a complexidade que o movimento renascentista representou deve ser vista como a raiz de nossa consciência moderna, então não se deve ressaltar apenas a dimensão metódica e harmoniosa em torno de um só eixo dessa consciência. (SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 17 ed. São Paulo: Atual, 1994. p. 85. Coleção Discutindo a história).
O texto faz referência à “racionalização crescente e avassaladora da experiência humana”. Esse importante processo
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Q1735425 História
O destino da Europa foi comandado, de ponta a ponta, pelo desenvolvimento obstinado de liberdades particulares, de franquias, que constituem privilégios reservados a determinados grupos, uns estreitos, outros amplos. Tais liberdades se opõem com frequência e até se excluem mutuamente. Claro, tais liberdades só puderam vir à luz, quando a Europa Ocidental se constituiu enquanto espaço homogêneo, enquanto casa abrigada. Sem casa defendida, não há liberdades possíveis. Os dois problemas são um só. (BRAUDEL, Fernand. Gramática das civilizações. São Paulo: Martins Fontes,2004, p.287)
A liberdade, uma das grandes questões da história do homem, tem sido demandada em diversas modalidades e formas durante toda a trajetória da humanidade: pensamento, expressão, ação, organização, movimento, entre outras. Por seu caráter histórico, em cada experiência assume um propósito e uma feição própria. Com base no texto, a noção de liberdade (libertates), experimentada pelos europeus entre os séculos XI e XVIII, é identificada
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Q1735424 História
A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza. (LE GOFF, Jacques. Cidade. IN: LE GOFF, Jacques e SCHIMIDIT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru, SP: EDUSC; São Paulo, SP: IMPRENSA Oficial do Estado, 2002, p.223, v.I)
O desenvolvimento das cidades na Europa, durante a Segunda Idade Média, deve-se
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Q1735423 História
Ao longo do século III a. C., a costa da Itália tornou-se uma potência marítima e enfrentou, com sucesso, o domínio da marinha cartaginesa (também chamada de púnica) no mar ocidental, em duas sangrentas guerras. A segunda guerra púnica foi particularmente violenta. Os cartagineses, que haviam sido expulsos do mar, voltaram sua atenção para a península ibérica e suas ricas fontes de metais. De lá lançaram um ataque por terra à própria Itália, comandados por Aníbal. O general cartaginês permaneceu 15 anos em terras italianas, sem conseguir romper a aliança romana. (GUARINELLO, Norberto Luiz.História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013, p.128)
As Guerras Púnicas foram enfrentamentos entre Roma e Cartago, nos anos de 264 a.C. a 146 a.C. Essas guerras foram marcadas
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Q1735422 História
TEXTO EGÍPICIO
Limpe-se antes dos seus (próprios) olhos, Para que outro não o limpe. Tome uma esposa saudável, um filho vai nascer você. É para o filho que você constrói uma casa, Quando você faz um lugar para você. Faça sua morada no cemitério, Faça digna sua estação no oeste. Dado que a morte nos humilha, Dado que a vida nos exalta, A casa da morte é para a vida. Procure por você mesmo campos bem regados. (Lichtheim 2006, 58).
Para as pesquisadoras Gabriela Cruz Vásquez e Adriana Pastorello Buim Arena, em “As contribuições da civilização egípcia na literatura e na educação: primeiras relações históricas entre texto verbal e texto não verbal” (2017), o Antigo Egito exerce fascínio às civilizações modernas pela magia da sua cultura, sua arte, sua religião e sua literatura. Para as autoras, dois elementos foram superiores a qualquer relíquia, aos saques e, inclusive, ao tempo. Tais elementos pareciam profetizar o futuro do Egito e os perigos aos quais sua cultura estaria exposta na época atual. Estes elementos são tesouros inestimáveis, que nos permitem compreender esse passado. Referimo-nos à escrita e à pintura, pois
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Q1735421 História
Esperemos da história uma certa objetividade, a objetividade que lhe convém: a maneira pela qual a história nasce e renasce nô-lo atesta; procede ela sempre da retificação da arrumação oficial e pragmática feita pelas sociedades tradicionais com relação ao seu passado. Tal retificação não é de espírito diferente da retificação operada pelas ciências físicas em relação ao primeiro arranjo das aparências na percepção e nas cosmologias que lhe são tributárias. (RICOEUR, Paul. História e verdade. São Paulo: Forense, 1968, p. 24-25).
No texto acima, Paul Ricoeur serve-se da obra de Marc Bloch “Apologia da História”, para caracterizar a objetividade histórica, afirmando que tudo que o historiador necessita, para uma reflexão sobre essa objetividade incompleta, encontra nessa obra, pois, nela, o autor deixa evidente que
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Q1735320 História e Geografia de Estados e Municípios
Observe o gráfico:
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A cidade de Timon é atualmente a terceira do Maranhão em tamanho demográfico. Fica atrás somente de São Luís e de Imperatriz. Pela leitura do gráfico acima, por exemplo, observa-se um forte processo de urbanização desse município. O aumento da população urbana de Timon é uma consequência direta  
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Q1735319 História e Geografia de Estados e Municípios
A cidade de Imperatriz, ao longo de seus 159 anos, tem crescido de forma acelerada. É a segunda maior cidade do estado do Maranhão em contingente populacional e na participação na formação do PIB do estado. Considerada uma cidade com grandes possibilidades para se investir, conhecida como o portal da Amazônia e capital da energia, é polo de referência comercial para várias cidades do Maranhão, Pará e Tocantins que se encontram próximas, possui um comércio atacadista desenvolvido e sua economia concentra-se maior parte no setor terciário da economia. MARTINS, F.R.S; KAMIMURA, Q. P. Análise da ocupação do espaço territorial do município de Imperatriz-MA. In: The 4th InternationalCongressonUniversity-IndustryCooperation – Taubate, SP – Brazil – December 5th through 7th, 2012.
Entre outros aspectos, o mencionado núcleo urbano sobressai-se na produção de bens, de forma que o Arranjos Produtivos Locais de Imperatriz-MA se destacam predominantemente, pela produção de
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Q1735317 Geografia
Nos últimos anos têm se multiplicado as referências à existência de um processo de transformação no campo brasileiro que implica a constituição de um “novo mundo rural”. Isto pode ser observado, tanto em textos acadêmicos como em documentos governamentais e não governamentais. Entretanto, há muita controvérsia a respeito do real significado deste “novo rural”. ALENTEJANO, P. R. R. O que há de novo no rural brasileiro? Terra Livre. São Paulo, n.15, p.87- 112, 2000.
A complexidade atual do meio rural brasileiro é resultante de aspectos históricos, territoriais e econômicos, que concorrem para que a questão agrária neste país seja caracterizada pela
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Q1735313 Geografia
Observe o mapa abaixo:
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O mapa registra o número considerável de fábricas automobilísticas no Brasil. Essas fábricas se expandiram com significativo vigor, a partir da década de 1990, como resultado
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Q1735312 Geografia
Observe o mapa abaixo: 
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O Brasil possui uma complexa estrutura de exploração, produção de derivados, armazenamento e escoamento do petróleo, que  
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Q1735311 Geografia
O domínio dos cerrados é um espaço territorial marcadamente planáltico em sua área core. Paradoxalmente, é dotado de solos em geral pobres, porém em condições topográficas e climáticas bastante favoráveis [...]. a utilização imediata e pouco racional dos capões de mata “matos grassos” eliminou a cobertura vegetal e estragou os solos, de modo quase irreversível (caso dos capões de matas situados ao norte de Anápolis e do extenso mato grosso de Goiás, na região de Ceres). AB’SABER, A. N. Domínios da natureza do Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editora, 2003.
A pobreza dos solos dos cerrados referida no texto é explicada
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Q1735309 Geografia
No território brasileiro, as estruturas e as formações litológicas são antigas, mas as formas do relevo são recentes. Estas foram produzidas pelos desgastes erosivos que sempre ocorrem e continuam ocorrendo, e com isso, permanecem sendo reafeiçoadas. Desse modo, as formas grandes e pequenas do relevo brasileiro têm como mecanismo genético, de um lado, as formações litológicas e os arranjos estruturais antigos, de outro, os processos mais recentes associados à movimentação das placas tectônicas e ao desgaste erosivo de climas anteriores e atuais. ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2003.
Os cinturões orogênicos compõem importantes exemplos de formações litológicas antigas do território brasileiro. Esses macrocompartimentos do relevo brasileiro
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Q1735308 História e Geografia de Estados e Municípios
A Província Parnaíba consiste em quatro sítios deposicionais separados por discordâncias: Bacia do Parnaíba propriamente dita, Bacia das Alpercatas, Bacia do Grajaú e Bacia do Espigão-Mestre. Observe no mapa:
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A Bacia do Grajaú está localizada ao norte da Bacia das Alpercatas, separada da Bacia de São Luís pelo Arco Ferrer–Urbano Santos, sendo composta pelas formações geológicas  
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Q1735307 História e Geografia de Estados e Municípios
PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (PNLM) foi criado em junho de 1981. Sua área é de 155 mil hectares, dos quais 90 mil são constituídos de dunas livres e lagoas interdunares, e abrange três municípios maranhenses: Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz. O Parque está inserido em uma zona de transição dos biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia e é composto de áreas de restinga, campos de dunas livres e costa oceânica. Fonte: www.icmbio.gov.br, acesso em 02 jan. 2020.
Unidade de Conservação (UC) é a denominação atribuída pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) às áreas naturais passíveis de proteção por suas características especiais. De acordo com o SNUC, os Parques Nacionais
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Q1735306 Geografia
Desde que o capitalismo retomou sua expansão pelo mundo, em seguida à Segunda Grande Guerra Mundial, muitos começaram a reconhecer que o mundo estava se tornando o cenário de um vasto processo de internacionalização do capital. Algo jamais visto anteriormente em escala semelhante, por sua intensidade e generalidade. O capital perdia parcialmente sua característica nacional, tais como a inglesa, norte-americana, alemã, japonesa, francesa ou outra, e adquiria uma conotação internacional. Ao mesmo tempo em que começavam a predominar os movimentos e as formas de reprodução do capital em escala internacional, este capital alterava as condições dos movimentos e das formas de reprodução do capital em âmbito nacional. Aos poucos, as formas singulares e particulares do capital, âmbitos nacional e setorial, subordinaram-se às formas do capital em geral, conforme seus movimentos e suas formas de reprodução em âmbito internacional. IANNI, O. Teorias da Globalização. 9 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
O processo de que trata o texto está intimamente ligado à
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Q1735305 Geografia
Uma nova economia surgiu em escala global no último quartel do século XX. Chamo-a de informacional, global e em rede para identificar suas características fundamentais e diferenciadas e enfatizar sua interligação. É informacional porque a produtividade e a competitividade de unidades ou agentes nessa economia dependem basicamente de sua capacidade de gerar, processar e aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos. É global porque as principais atividades produtivas, o consumo e a circulação, assim como seus componentes, estão organizados em escala global. É rede porque, nas novas condições históricas, a produtividade é gerada, e a concorrência é feita em uma rede global de interação entre redes empresariais. CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. (Adaptado).
Conforme evidenciado no texto, o espaço econômico do final do século XX
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Q1735304 Geografia
As mídias nacionais se globalizam, não apenas pela chatice e mesmice das fotografias e dos títulos, mas pelos protagonistas mais presentes. Falsificam-se os eventos, já que não é propriamente o fato o que a mídia nos dá, mas uma interpretação, isto é, a notícia [...]. Numa sociedade complexa como a nossa, somente vamos saber o que houve na rua ao lado dois dias depois, mediante uma interpretação marcada pelos humores, visões, preconceitos e interesses das agências. O evento já é entregue maquiado ao leitor, ao ouvinte, ao telespectador, e é também por isso que se produzem no mundo de hoje, simultaneamente, fábulas e mitos. SANTOS, M. Por uma outra globalização. 13 ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2006
Depreende-se do texto que um dos traços marcantes do atual período histórico é, pois, o papel verdadeiramente despótico da informação, a qual
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Q1735303 Atualidades
O Oriente Médio apresenta um quadro extremamente rico de situações que merecem alguma reflexão[...]. São cotidianamente noticiadas crucificações, imolações, execuções em massa e degolas coletivas que nos demonstram que não estamos assistindo a um filme sobre a Idade Média, sobre a invasão dos bárbaros. O que vemos hoje, invasões, pilhagens, estupros, escravidão, não são resultantes de uma ficção. Fonte: Revista da EMERJ v. 18 - n. 68 – 2015. (Adaptado)
O texto faz referência a um grupo terrorista estabelecido em 2006. Pretendendo a criação de um novo Estado, baseado em princípios religiosos do Islã, com a instituição de um califado, esse grupo detém parte do território do Iraque e da Síria. O texto se reporta, então, ao grupo conhecido como
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Respostas
2481: B
2482: D
2483: A
2484: D
2485: A
2486: E
2487: C
2488: B
2489: C
2490: B
2491: A
2492: E
2493: D
2494: E
2495: E
2496: A
2497: C
2498: B
2499: A
2500: D