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Como duas mulheres venceram uma batalha contra o governo da África do Sul
Uma chuva leve e fina caía nas ruas da Cidade do Cabo, África do Sul, quando as ativistas ambientais Makoma Lekalakala e Liz McDaid saíram do Supremo Tribunal Ocidental. Do alto dos degraus do tribunal elas receberam os aplausos dos apoiadores que as aguardavam.
“Vitória do povo!”, declarou triunfante Liz, de 55 anos, com Makoma, de 52, em pé a seu lado. “Como resultado da ação judicial, o povo da África do Sul terá de ser consultado”.
Era 26 de abril de 2017. As duas mulheres tinham acabado de liderar uma coalizão de organizações populares de toda a África do Sul em uma longa batalha judicial ao estilo de Davi versus Golias. Elas haviam processado os mais altos poderes do país a fim de invalidar um acordo de energia nuclear secreto, celebrado entre o governo e a Rússia, que custaria 76 bilhões de dólares. As duas argumentaram que o governo não podia fazer acordos de energia sem consulta pública e debate democrático.
E elas venceram!
MULLENS, Anne. O poder da atitude. Seleções. Rio de Janeiro, Rhada Brasil Edições, p. 38, fev/2019. [Fragmento].
No texto, a referência à história de Davi e Golias, em que Davi, de forma muito improvável, vence Golias, é uma forma de
SANDES, Noé Freire. A invenção da Nação: entre a Monarquia e a República. Goiânia: Editora UFG, 2000. p. 81. [Fragmento adaptado].
Os termos negritados promovem, no texto, EXCETO, o efeito de
Um livro existe sem leitor? Ele pode existir como objeto, mas, sem leitor, o texto do qual ele é portador é apenas virtual. Será que o mundo do texto existe quando não há ninguém para dele se apossar, para dele fazer uso, para inscrevê-lo na memória ou para transformá-lo em experiência? Paul Ricoeur lembrou muitas vezes o fato de que um mundo de textos que não é conquistado, apropriado por um mundo de leitores, não é senão um mundo de textos possíveis, inertes, sem existência verdadeira.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Editora da UNESP, 1998. p. 154. [Fragmento adaptado].
É correto afirmar que a pergunta “Um livro existe sem leitor?” cumpre, no texto, a função de
Fragmento 1
Desde o início da história da música no Brasil é possível observar a circularidade entre as culturas erudita e popular. O historiador Carlo Ginzburg pensa a relação entre o erudito e o popular e fala da circularidade entre as culturas das classes dominantes e as das classes subalternas. É um relacionamento feito de influências recíprocas, que se move de baixo para cima e de cima para baixo. A música brasileira foi gestada por meio desse relacionamento circular feito de influências recíprocas, com circulação de elementos de vários povos. ALFONSO, Sandra Mara. O violão: da marginalidade à Academia. Uberlândia: EDUFU, 2009. p. 26. [Fragmento adaptado].
Fragmento 2
O violão, presente no cotidiano dos brasileiros, seja nas ruas, nos morros, nas salas de concertos ou nas escolas de música, viveu entre o preconceito da popularidade e o prestígio da erudição no início da sua história no Brasil, quando era considerado vulgar e sem valor artístico. Sobre esta história ainda há muito a escrever: uma história rica, que envolve encontro de etnias, de sons e de ritmos que chegaram ao país. A presença de personagens que marcaram fatos e a trajetória do instrumento nos mostram e nos levam a compreender uma realidade social e as características da cultura no nosso país.
ALFONSO, Sandra Mara. O violão: da marginalidade à Academia. Uberlândia: EDUFU, 2009. p. 19. [Fragmento adaptado].
Considerando os fragmentos recortados do livro de Alfonso (2009), assinale a alternativa que apresenta a asserção INCORRETA a respeito da relação entre os dois fragmentos.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.
Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.
PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragmento].
Conforme Koch (2002, p. 40), “a coesão sequencial diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos e sequências textuais), diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas, à medida que se faz o texto progredir”. Essa progressão textual pode se dar por meio da sequenciação frástica e/ou da sequenciação parafrástica.
Com base nessa informação, assinale a alternativa INCORRETA sobre a relação entre o recurso de sequenciação e sua respectiva designação.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.
Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.
PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragmento].
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.
Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.
PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragmento].
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A promoção da educação literária exige do mediador de leitura – docente, bibliotecário escolar, família – um amor incondicional à literatura, porque o fomento de uma educação literária só é efetivo com a aproximação e com a apropriação do texto literário. E este texto literário vale por si, não necessitando para o seu conhecimento ou apreciação de uma panóplia de exercícios e de atividades que o limitam, o desmembram, o desvirtuam, ou o reduzem àquilo que ele nunca foi nem nunca será.
O trabalho com o livro de literatura é a primeira condição para a promoção de uma educação literária. Em literatura nada se desperdiça e tudo pode ser portador de sentido. Deste modo, só o livro permite uma relação eficaz e frutífera entre o texto e os seus múltiplos paratextos, para que a comunicação literária de fato se estabeleça. Comunicar literariamente é permitir aos leitores que se relacionem com o texto literário e conduzam essa relação como desejarem.
Educar literariamente é permitir aos jovens que leiam ou não leiam um texto literário; que gostem dele ou o detestem; que com ele construam os seus sentidos, as suas interpretações, as suas representações. Educar literariamente é possibilitar aos jovens uma reação individual, única, perante o texto literário, estabelecendo com ele uma relação de diálogo que consentirá uma relação marcada pelo prazer, pela emoção e pelo afeto.
AZEVEDO, Fernando; BALÇA, Ângela (Org). Leitura e educação literária. Lisboa: PACTOR, 2016. p. XIII. [Fragmento adaptado].
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A promoção da educação literária exige do mediador de leitura – docente, bibliotecário escolar, família – um amor incondicional à literatura, porque o fomento de uma educação literária só é efetivo com a aproximação e com a apropriação do texto literário. E este texto literário vale por si, não necessitando para o seu conhecimento ou apreciação de uma panóplia de exercícios e de atividades que o limitam, o desmembram, o desvirtuam, ou o reduzem àquilo que ele nunca foi nem nunca será.
O trabalho com o livro de literatura é a primeira condição para a promoção de uma educação literária. Em literatura nada se desperdiça e tudo pode ser portador de sentido. Deste modo, só o livro permite uma relação eficaz e frutífera entre o texto e os seus múltiplos paratextos, para que a comunicação literária de fato se estabeleça. Comunicar literariamente é permitir aos leitores que se relacionem com o texto literário e conduzam essa relação como desejarem.
Educar literariamente é permitir aos jovens que leiam ou não leiam um texto literário; que gostem dele ou o detestem; que com ele construam os seus sentidos, as suas interpretações, as suas representações. Educar literariamente é possibilitar aos jovens uma reação individual, única, perante o texto literário, estabelecendo com ele uma relação de diálogo que consentirá uma relação marcada pelo prazer, pela emoção e pelo afeto.
AZEVEDO, Fernando; BALÇA, Ângela (Org). Leitura e educação literária. Lisboa: PACTOR, 2016. p. XIII. [Fragmento adaptado].
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A promoção da educação literária exige do mediador de leitura – docente, bibliotecário escolar, família – um amor incondicional à literatura, porque o fomento de uma educação literária só é efetivo com a aproximação e com a apropriação do texto literário. E este texto literário vale por si, não necessitando para o seu conhecimento ou apreciação de uma panóplia de exercícios e de atividades que o limitam, o desmembram, o desvirtuam, ou o reduzem àquilo que ele nunca foi nem nunca será.
O trabalho com o livro de literatura é a primeira condição para a promoção de uma educação literária. Em literatura nada se desperdiça e tudo pode ser portador de sentido. Deste modo, só o livro permite uma relação eficaz e frutífera entre o texto e os seus múltiplos paratextos, para que a comunicação literária de fato se estabeleça. Comunicar literariamente é permitir aos leitores que se relacionem com o texto literário e conduzam essa relação como desejarem.
Educar literariamente é permitir aos jovens que leiam ou não leiam um texto literário; que gostem dele ou o detestem; que com ele construam os seus sentidos, as suas interpretações, as suas representações. Educar literariamente é possibilitar aos jovens uma reação individual, única, perante o texto literário, estabelecendo com ele uma relação de diálogo que consentirá uma relação marcada pelo prazer, pela emoção e pelo afeto.
AZEVEDO, Fernando; BALÇA, Ângela (Org). Leitura e educação literária. Lisboa: PACTOR, 2016. p. XIII. [Fragmento adaptado].
( ) A prevenção quaternária tem entre seus objetivos prevenir a hipermedicalização do cuidado e evitar intervenções desnecessárias, reduzindo danos, por meio de técnicas e práticas qualificadas e personalizadas de cuidado.
( ) A prevenção quaternária consiste na identificação de pessoas em risco de medicalização excessiva e sua proteção contra novas intervenções desnecessárias, evitando danos iatrogênicos. Assim, proteger indivíduos de intervenções mais danosas que benéficas.
( ) A prevenção quaternária nasce de uma ampliação e flexibilização dos conceitos de saúde-doença, que se deslocam da nosologia biomédica (sem ignorá-la ou subvalorizá-la) direcionando-se para uma atitude de diálogo e construção consensual com os usuários sobre o que é saúde e doença.
( ) A prevenção quaternária tem interfaces importantes tanto com a qualificação técnica quanto com a humanização do cuidado.
A sequência correta, de cima para baixo, de classificação das asserções como verdadeiras (V) ou falsas (F) é