Questões de Concurso Comentadas para brb

Foram encontradas 1.759 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2274852 Educação Física
O procedimento de registro junto ao Sistema CONFEF/CREFs será feito mediante requerimento, em formulário próprio, devidamente preenchido, datado e assinado pelo interessado e acompanhado, dentre outros, do seguinte documento:
Alternativas
Q2274851 Educação Física
Compete ao Profissional de Educação Física especialista em Educação Física na área Cardiovascular estar apto para:
I. Avaliar, planejar, prescrever, ensinar, aplicar, orientar, controlar, supervisionar, coordenar, e dirigir atividades físicas/exercícios físicos para indivíduos com hipertensão arterial, isquemia cardíaca, infarto agudo do miocárdio, marcapasso cardíaco, insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, entre outros agravos cardiovasculares. II. Prestar serviços de consultoria, assessoria e auditoria na sua especialidade profissional. III. Desenvolver pesquisa, investigação científica e tecnológica na sua especialidade IV. Elaborar manuais técnicos, laudos, resoluções e normas de orientação na sua especialidade profissional.
Estão corretas:
Alternativas
Q2274850 Atualidades
Sobre a proposta de criação de uma moeda comum entre Brasil e Argentina, extensiva ao Mercosul, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2274849 Atualidades
Leia o trecho da matéria a seguir:
“Hoje, são cerca de 240 mil os que conseguiram o visto de residência ou de estudante. De acordo com a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência do país, só no ano letivo 2022-2023, são quase 19 mil estudantes brasileiros. Mas o aumento da presença brasileira em _________ acabou despertando uma onda crescente de xenofobia [...]”
Com base em seus conhecimentos sobre atualidades, de qual país a matéria trata: 
Alternativas
Q2274848 Educação Física
Assinale a alternativa que traz a descrição sumária das tarefas do Agente de Orientação e Fiscalização, com base no Plano de Cargos e Salários do Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região – CREF13/BA:
Alternativas
Q2274847 Educação Física
De acordo com o Plano de Cargos e Salários do Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região – CREF13/BA, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q2274846 Educação Física
Aos Presidentes dos Órgãos de Assessoramento competem, exceto: 
Alternativas
Q2274845 Educação Física
A estrutura do CREF13/BA compreende em: Plenário, Diretoria, Presidência e Órgãos de Assessoramento. Com base nisso, o Plenário exerce a competência legal discriminada no Estatuto e tem a seguinte competência regimental: 
Alternativas
Q2274844 Educação Física
Segundo o Regimento Interno do Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região – CREF13/BA, são órgãos de Assessoramento em caráter permanente, exceto: 
Alternativas
Q2274843 Educação Física
O CREF13/BA tem por finalidade fiscalizar o exercício profissional em sua área de abrangência, adotando providências indispensáveis à realização dos objetivos institucionais, e:
Alternativas
Q2274842 Educação Física

Serão inscrito no Sistema CONFEF/CREFs e registrados no CREF13/BA os seguintes Profissionais:


I. Os possuidores de diploma obtido em curso de Educação Física, oficialmente autorizado ou reconhecido pelo Ministério da Educação.

II. Os possuidores de diploma em Educação Física expedido por instituição de ensino superior estrangeira, convalidado ou não na forma da legislação em vigor.

III. Os que, até o dia 1º de setembro de 1999, tenham comprovadamente exercido atividades próprias dos Profissionais de Educação Física, nos termos estabelecidos, através de Resolução, pelo Conselho Federal de Educação Física e demais normas institucionais aplicáveis.

IV. Outros que venham a ser reconhecidos pelo CONFEF ou expressamente determinados por lei.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2274841 Educação Física
Com base no Estatuto do Conselho Regional de Educação Física do CREF13/BA, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q2274839 Matemática
Dois quintos da aposentadoria de uma professora são reservados para o aluguel e a metade é gasta com a alimentação, sobrando ainda R$ 200,00 para outros gastos. O valor gasto com aluguel corresponde a:
Alternativas
Q2274835 Noções de Informática
São tipos de computação em nuvem, exceto:
Alternativas
Q2274833 Noções de Informática
Analise as assertivas abaixo e assinale V para as que considerar verdadeiras e F para as falsas:
I. As teclas de atalhos Ctrl + X e depois Ctrl + V movem um arquivo entre partições diferentes. II. As bordas da janela determinam o limite onde o conteúdo do programa é exibido. O tamanho delas pode ser ajustado conforme necessário. III. O atalho SHIFT + DELETE envia o arquivo ou pasta selecionado para a Lixeira. IV. Um arquivo com a extensão .ods corresponde a um documento do Microsoft PowerPoint. V. Ao clicar com o botão direito do mouse na área de trabalho, escolher a opção “Novo” e depois escolher a opção “Atalho” e em seguida a opção “Pasta”, criará uma nova Pasta.
A sequência correta é: 
Alternativas
Q2274832 Noções de Informática
____________é o núcleo do sistema operacional. Ele representa a camada mais baixa de interface com o Hardware, sendo responsável por gerenciar os recursos do sistema computacional em sua totalidade. ____________é responsável por iniciar o sistema de operacional e as tarefas mais importante de um computador, a partir do momento em que ele é ligado. Respectivamente, as lacunas se referem a: 
Alternativas
Q2274831 Noções de Informática
Considerando um texto no LibreOffice Write 7.4, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de atalhos para realizar os seguintes passos, consecutivamente: Centralizar o texto - Deixar em itálico - Salvar – Imprimir: 
Alternativas
Q2274828 Português
Seguindo as regras gramaticais da língua portuguesa, na frase: “Arruma o quê?”. A palavra quê está acentuada porque: 
Alternativas
Q2274825 Português
CIAO

Carlos Drummond de Andrade

        Há 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia a cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. O homem olhou-o, cético, e perguntou:
          - Sobre o que pretende escrever?
          - Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.

        O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
      Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciaoadeus sem melancolia, mas oportuno.
        Creio que ele pode gabar-se de possuir um título não disputado por ninguém: o de mais velho cronista brasileiro. Assistiu, sentado e escrevendo, ao desfile de 11 presidentes da República, mais ou menos eleitos (sendo um bisado), sem contar as altas patentes militares que se atribuíram esse título. Viu de longe, mas de coração arfante, a Segunda Guerra Mundial, acompanhou a industrialização do Brasil, os movimentos populares frustrados mas renascidos, os ismos de vanguarda que ambicionavam reformular para sempre o conceito universal de poesia; anotou as catástrofes, a Lua visitada, as mulheres lutando a braço para serem entendidas pelos homens; as pequenas alegrias do cotidiano, abertas a qualquer um, que são certamente as melhores.
        Viu tudo isso, ora sorrindo ora zangado, pois a zanga tem seu lugar mesmo nos temperamentos mais aguados. Procurou extrair de cada coisa não uma lição, mas um traço que comovesse ou distraísse o leitor, fazendo-o sorrir, se não do acontecimento, pelo menos do próprio cronista, que às vezes se torna cronista do seu umbigo, ironizando-se a si mesmo antes que outros o façam.
       Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico etc., mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou comentários precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isso seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.
        Com esse espírito, a tarefa do croniqueiro estreado no tempo de Epitácio Pessoa (algum de vocês já teria nascido nos anos a.C. de 1920? duvido) não foi penosa e valeu-lhe algumas doçuras. Uma delas ter aliviado a amargura de mãe que perdera a filha jovem. Em compensação alguns anônimos e inominados o desancaram, como a lhe dizerem: “É para você não ficar metido a besta, julgando que seus comentários passarão à História”. Ele sabe que não passarão. E daí? Melhor aceitar as louvações e esquecer as descalçadeiras.
       Foi o que esse outrora-rapaz fez ou tentou fazer em mais de seis décadas. Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal, leitor implacável de jornais, interessado em seguir não apenas o desdobrar das notícias como as diferentes maneiras de apresentá-las ao público. Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional. A duas grandes casas do jornalismo brasileiro ele se orgulha de ter pertencido ― o extinto Correio da Manhã, de valente memória, e o Jornal do Brasil, por seu conceito humanístico da função da Imprensa no mundo. Quinze anos de atividade no primeiro e mais 15, atuais, no segundo, alimentarão as melhores lembranças do velho jornalista.
        E é por admitir esta noção de velho, consciente e alegremente, que ele hoje se despede da crônica, sem se despedir do gosto de manejar a palavra escrita, sob outras modalidades, pois escrever é sua doença vital, já agora sem periodicidade e com suave preguiça. Ceda espaço aos mais novos e vá cultivar o seu jardim, pelo menos imaginário.
           Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo.


Fonte: https://www.culturagenial.com/cronicas-famosas-comentadas/
Como o autor encerra a crônica: 
Alternativas
Q2274824 Português
CIAO

Carlos Drummond de Andrade

        Há 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia a cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. O homem olhou-o, cético, e perguntou:
          - Sobre o que pretende escrever?
          - Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.

        O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
      Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciaoadeus sem melancolia, mas oportuno.
        Creio que ele pode gabar-se de possuir um título não disputado por ninguém: o de mais velho cronista brasileiro. Assistiu, sentado e escrevendo, ao desfile de 11 presidentes da República, mais ou menos eleitos (sendo um bisado), sem contar as altas patentes militares que se atribuíram esse título. Viu de longe, mas de coração arfante, a Segunda Guerra Mundial, acompanhou a industrialização do Brasil, os movimentos populares frustrados mas renascidos, os ismos de vanguarda que ambicionavam reformular para sempre o conceito universal de poesia; anotou as catástrofes, a Lua visitada, as mulheres lutando a braço para serem entendidas pelos homens; as pequenas alegrias do cotidiano, abertas a qualquer um, que são certamente as melhores.
        Viu tudo isso, ora sorrindo ora zangado, pois a zanga tem seu lugar mesmo nos temperamentos mais aguados. Procurou extrair de cada coisa não uma lição, mas um traço que comovesse ou distraísse o leitor, fazendo-o sorrir, se não do acontecimento, pelo menos do próprio cronista, que às vezes se torna cronista do seu umbigo, ironizando-se a si mesmo antes que outros o façam.
       Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico etc., mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou comentários precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isso seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.
        Com esse espírito, a tarefa do croniqueiro estreado no tempo de Epitácio Pessoa (algum de vocês já teria nascido nos anos a.C. de 1920? duvido) não foi penosa e valeu-lhe algumas doçuras. Uma delas ter aliviado a amargura de mãe que perdera a filha jovem. Em compensação alguns anônimos e inominados o desancaram, como a lhe dizerem: “É para você não ficar metido a besta, julgando que seus comentários passarão à História”. Ele sabe que não passarão. E daí? Melhor aceitar as louvações e esquecer as descalçadeiras.
       Foi o que esse outrora-rapaz fez ou tentou fazer em mais de seis décadas. Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal, leitor implacável de jornais, interessado em seguir não apenas o desdobrar das notícias como as diferentes maneiras de apresentá-las ao público. Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional. A duas grandes casas do jornalismo brasileiro ele se orgulha de ter pertencido ― o extinto Correio da Manhã, de valente memória, e o Jornal do Brasil, por seu conceito humanístico da função da Imprensa no mundo. Quinze anos de atividade no primeiro e mais 15, atuais, no segundo, alimentarão as melhores lembranças do velho jornalista.
        E é por admitir esta noção de velho, consciente e alegremente, que ele hoje se despede da crônica, sem se despedir do gosto de manejar a palavra escrita, sob outras modalidades, pois escrever é sua doença vital, já agora sem periodicidade e com suave preguiça. Ceda espaço aos mais novos e vá cultivar o seu jardim, pelo menos imaginário.
           Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo.


Fonte: https://www.culturagenial.com/cronicas-famosas-comentadas/
Na frase: “Com esse espírito, a tarefa do croniqueiro...”. A palavra croniqueiro se refere: 
Alternativas
Respostas
621: C
622: A
623: A
624: B
625: D
626: E
627: D
628: D
629: C
630: D
631: D
632: C
633: B
634: E
635: B
636: C
637: A
638: D
639: B
640: C