Questões de Concurso
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Em 1929 evidenciou-se uma grande crise econômica nos países capitalistas, que simbolicamente iniciou a partir da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque. As consequências desta crise foram mundiais e sentidas por toda a década de 1930, arrasando economias de países periféricos, colocando em dúvida as qualidades do suposto liberalismo econômico em que viviam os países de economia capitalista desenvolvida e tendo relação direta com os eventos que levaram à construção de uma Segunda Guerra Mundial. Assinale qual das afirmativas a seguir está INCORRETA ao se relacionar com a crise de 1929:
Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas no Brasil, foi fundada a Aliança Nacional Libertadora (ANL), em 1935. Reunia setores de esquerda, tenentistas, socialistas, operários, intelectuais, liberais progressistas e os comunistas. As principais bandeiras eram a luta contra o imperialismo, o fascismo e o latifúndio, e seu principal lema era “Pão, terra e liberdade”. Luís Carlos Prestes foi eleito presidente da Aliança. Entre os conteúdos programáticos citados a seguir, qual NÃO era defendido pela ANL?
Segundo os historiadores Enrique Serra Padrós e Fábio Azambuja Marçal: “[...] a Revolução Cubana recolocou o temor da lógica da Guerra Fria no continente americano. Tal situação exigiu uma reavaliação do papel das fronteiras nacionais, por parte da Doutrina de Segurança Nacional, gerando uma importante inversão: diante da ameaça interna, as fronteiras políticas, nacionais e territoriais deviam subordinar-se ao princípio das 'fronteiras ideológicas'; quer dizer, aquelas que deviam registrar a separação entre territórios ameaçados pela contaminação 'subversiva' e comunista. Ou seja, diante da ameaça subversiva, as fronteiras de outros países não podiam funcionar como barreira de proteção para uma oposição organizada a partir do exílio.” PADRÓS, Enrique Serra; MARÇAL, Fábio Azambuja. O Rio Grande do Sul no cenário da coordenação repressiva da segurança nacional. In: PADRÓS, Enrique Serra; BARBOSA, Vânia M.; LOPEZ, Vanessa A.; FERNANDES, Ananda S. (Org). A ditadura de segurança nacional no Rio Grande do Sul (1964 – 1985): história e memória. (volume 3.) Porto Alegre: Corag, 2009. p. 36-37.
Qual das ações repressivas mencionadas a seguir foi baseada pelas ideias expostas anteriormente?
Nas décadas de 1960 e 1970 uma série de golpes instauraram ditaduras civis-militares em vários países da América do Sul, como, por exemplo, no Brasil (1964), Argentina (1966), Bolívia (1966 e 1971), Uruguai e Chile (1973) e Argentina (novamente em 1976). Levando-se em conta que estas ditaduras eram baseadas na Doutrina de Segurança Nacional, assinale qual das afirmações a seguir é considerada INCORRETA como característica destes governos autoritários:
Verifique as seguintes afirmativas sobre as populações denominadas pré-colombianas e o processo de conquista da América pelos europeus no século XVI. Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
I. Tenochtitlán era uma grande cidade Asteca e estima-se que possuía aproximadamente 1 milhão de habitantes em 1521, quando foi destruída pelos invasores espanhóis.
II. Tenochtitlán era uma cidade Asteca que foi utilizada como sede do governo colonial espanhol, que apesar de pequena na época da descoberta, veio a tornar-se a atual Cidade do México.
III. O Império Maia estava em franca expansão na América Central, quando da chegada dos espanhóis, o que motivou uma guerra de conquista que dizimou a civilização Maia.
IV. O Império Inca era vasto geograficamente, ocupando uma parte considerável da região andina que vai do norte, onde hoje fica o Equador, até o sul, onde hoje fica Santiago do Chile.
V. O Império Inca possuía considerável estrutura estatal de burocracia administrativa e divisão político-administrativa em quatro regiões distintas.
A história do Brasil é marcada por um longo período de escravização, principalmente de pessoas aprisionadas em diversas regiões do continente africano e seus descendentes, regime que durou oficialmente até 1888, embora se encontre registros de escravos em períodos posteriores.
A respeito da escravização de africanos e seus descendentes no Rio Grande do Sul, é CORRETO afirmar que:
A respeito da denominada “Guerra dos Farrapos” analise as afirmativas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir as CORRETAS, na sequência de cima para baixo:
( ) O principal grupo social que seria beneficiado em caso de vitória e interessado na revolta contra o Império era formado por grandes estancieiros e proprietários de charqueadas.
( ) A abolição da escravidão era um dos objetivos que unificava a causa farroupilha. Motivo que mobilizou grande fúria do Império resultando na chamada “traição de Porongos”.
( ) O dia 20 de setembro de 1835 marca a proclamação da República Riograndense, por Antônio de Souza Neto, após a vitória farroupilha na batalha do passo do Seival entre Bagé e Pelotas.
( ) A Guerra dos Farrapos acabou mediante rendição farroupilha, firmada no “tratado de Ponche Verde” e indenizações pagas pelo governo imperial às lideranças farroupilhas.
( ) Os Lanceiros Negros formavam parte considerável da infantaria do exército farroupilha, na maioria recrutados a força entre os trabalhadores negros escravizados e foram traídos ao final da guerra pelos próprios farroupilhas, sendo quase totalmente mortos na batalha do Cerro de Porongos em novembro de 1844.
Considerando o verbete “Sistema Único de Saúde”, da autora Lígia Bahia, publicado no Dicionário da Educação Profissional em Saúde (PEREIRA & LIMA, 2008), assinale a alternativa INCORRETA:
Eduardo Navarro Stotz, no verbete “Participação Social”, publicado no Dicionário da Educação Profissional em Saúde (PEREIRA & LIMA, 2008), dispõe sobre a participação social em saúde no Brasil. Fundamentado nesta elaboração, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Segundo o verbete “Trabalho em Equipe”, de Mariana Peduzzi, publicado no Dicionário da Educação Profissional em Saúde (PEREIRA & LIMA, 2008), assinale a alternativa INCORRETA:
No livro Correndo o risco: uma introdução aos riscos em saúde (2010), os autores Luis David Castiel, Maria Cristina Rodrigues Guilam e Marcos Santos Ferreira desenvolvem uma análise da relação visceral entre a noção de risco e a promoção da saúde, viabilizada pelos estudos epidemiológicos e traduzida na abordagem comportamentalista da mudança dos estilos de vida. Considerando ainda a diferença de realidades socioeconômicas entre os países desenvolvidos, nos quais surgem as propostas internacionais de promoção da saúde, e os países periféricos, os autores tecem uma consideração importante em relação à epidemiologia.
Assinale a alternativa abaixo que representa CORRETAMENTE esta consideração elaborada pelos autores e direcionada à epidemiologia.
Yara Maria de Carvalho e Ricardo Burg Ceccim escrevem o capítulo “Formação e educação em saúde: aprendizados com a Saúde Coletiva”, presente no livro Tratado de Saúde Coletiva (CAMPOS et al., 2006). Neste texto, os autores discutem uma importante dimensão da educação em saúde: a formação em saúde e, mais especificamente, o âmbito da graduação nas profissões da área. Carvalho & Ceccim resgatam importantes movimentos de mudança na graduação na direção de uma formação que sofreria forte influência do campo da Saúde Coletiva. Neste sentido, os autores listam um conjunto de marcos conceituais que deveriam caracterizar a educação dos profissionais da saúde. Alguns destes marcos são:
Seguindo a formulação dos autores, assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem CORRETAMENTE as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.
Luis David Castiel e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva são os autores do livro Precariedades do excesso: informação e comunicação em saúde coletiva (2006). No capítulo 3 deste livro, desenvolvem uma reflexão bastante atual sobre alguns desafios presentes na educação em saúde, ainda ligada a uma lógica de ortopedia moral da época da República Velha brasileira, em tempos de alto grau de individualismo acoplado a sofisticados sistemas computacionais de informação em saúde.
Das alternativas abaixo, qual NÃO corresponde aos elementos indicados pelos autores como presentes tanto no sanitarismo moral dos anos 1920, quanto na educação transmissional da internet?
No livro Construção social da demanda (PINHEIRO & MATTOS, 2005), Emerson Elias Merhy escreve o capítulo “Engravidando palavras: o caso da integralidade”. Neste texto, Merhy usa como recurso linguístico a ideia de engravidar palavras – no caso, engravidar o termo integralidade –, para problematizar práticas e encontros de saúde configurados e controlados pelas referências dos territórios nucleares das profissões da saúde.
Fundamentado nas considerações de Merhy, analise as afirmativas abaixo, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS. A seguir, assinale a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) O sentido do termo integralidade é recheado de valores estabelecidos pelos referenciais da Saúde Coletiva, sem a presença de posições ideológicas.
( ) Engravidar a palavra integralidade é fortalecer os verdadeiros ideais da reforma sanitária.
( ) As palavras em si não portam sentidos, são os sujeitos que recheiam as palavras de sentidos.
( ) Não basta utilizar a palavra integralidade em nosso vocabulário para, automaticamente, sermos profundamente inovadores nos serviços de saúde.
( ) Na saúde, o conjunto de práticas centradas em procedimentos profissionais capturou sentidos e significados; engravidou a integralidade de um paradigma já dado: a perspectiva biologicista da medicina hegemônica
O capítulo “Um ensaio sobre a (In)Definição de Integralidade” é escrito por Kenneth Rochel de Camargo Jr. e está presente no livro Construção da integralidade: cotidiano, saberes e práticas em saúde (PINHEIRO & MATTOS, 2003). Neste texto, Camargo Jr. problematiza um dos sentidos hegemônicos do termo integralidade, ligado à noção de totalidade, alertando para um dos perigos às práticas de saúde. Qual das alternativas abaixo representa CORRETAMENTE este risco apontado pelo autor?
Um dos textos que compõem o livro Construção da integralidade: cotidiano, saberes e práticas em saúde (PINHEIRO & MATTOS, 2003) é escrito por Ruben Araujo de Mattos e intitulado “Integralidade e a formulação de políticas específicas de saúde”. Neste texto, Mattos busca produzir sentidos sobre a presença, ou não, da perspectiva da integralidade na formulação de políticas de saúde no Brasil. Nesta direção, ele argumenta que a ideia de integralidade convida os formuladores das políticas de enfrentamento de certas doenças ao desafio de compatibilizar a perspectiva do controle da doença em determinada região e a perspectiva do direito aos serviços assistenciais, às ações preventivas e, principalmente, à oferta de respostas ao sofrimento experimentado pelas pessoas em decorrência do adoecimento. Qual das alternativas abaixo representa CORRETAMENTE a advertência apontada pelo autor em relação aos elementos que devem subsidiar as políticas de saúde, na perspectiva da integralidade?
Traçar um percurso relativo aos encontros e desencontros entre o campo da Saúde Coletiva no Brasil e a formulação canadense da Promoção da Saúde pode ser considerada a elaboração presente no livro Saúde Coletiva e Promoção da Saúde: sujeito e mudança, de autoria de Sérgio Resende Carvalho (2010). Inspirado pelo ideário da Nova Promoção da Saúde, da Vigilância da Saúde e da corrente Em defesa da Vida, Carvalho estabelece seu conceito de saúde.
Assinale a alternativa abaixo que ilustra CORRETAMENTE este conceito de saúde estabelecido por este autor.
No texto intitulado “Clínica e Saúde Coletiva compartilhadas: teoria Paidéia e reformulação ampliada do trabalho em saúde”, presente no livro Tratado de Saúde Coletiva (CAMPOS et al., 2006), Gastão Wagner de Sousa Campos aborda várias dimensões que interagem na co-produção da saúde e dos modos de intervenção em saúde. O autor propõe que o produto do trabalho em saúde poderia ser avaliado segundo quatro planos: 1) aquele que indica a capacidade do trabalho em saúde produzir saúde e bem-estar; 2) capacidade de expressar desejos e interesses e compor contratos ou redes com outros; 3) capacidade de provocar o mínimo de efeito colateral ou iatrogênico possível; 4) capacidade de ser executado com menor custo possível. Qual das alternativas abaixo corresponde – NA MESMA ORDEM em que aparecem no texto – às nomenclaturas utilizadas pelo autor para representar estes quatro planos?
No capítulo “Saúde coletiva: uma história recente de um passado remoto”, do Tratado de Saúde Coletiva (CAMPOS et al., 2006), Everardo Duarte Nunes reconhece o campo da Saúde Coletiva como extenso e diversificado, reflexo da própria concepção ampliada de saúde e suas inerentes interfaces. Qual das alternativas abaixo agrupa CORRETAMENTE os três grandes espaços e formações disciplinares citados pelo autor, por entender que historicamente estes espaços-formações se estabeleceram como parte do processo de constituição deste campo?
No texto “Saúde coletiva: uma história recente de um passado remoto”, de Everardo Duarte Nunes, presente no livro Tratado de Saúde Coletiva (CAMPOS et al., 2006), o autor trabalha a história e as principais dimensões conceituais da Saúde Coletiva como um campo de conhecimentos e práticas. Ao resgatar os antecedentes históricos do surgimento deste campo, ele destaca o período da metade do século XIX e as condições de emergência da medicina social. Na sequência, Everardo aponta que data desta época a fixação de alguns princípios básicos que se tornariam parte integrante do discurso sanitarista.
Fundamentado nas considerações de Everardo Duarte Nunes, analise as afirmativas abaixo, identificando com “V” aquelas que correspondem aos princípios básicos que se tornariam parte integrante do discurso sanitarista e com “F” aquelas que NÃO correspondem. A seguir, assinale a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) A saúde das pessoas como um assunto de interesse societário e a obrigação da sociedade de proteger e assegurar a saúde dos seus membros.
( ) Com o objetivo de proteger a saúde geral, torna-se um dever universal aos Estados corrigir os comportamentos individuais identificados epidemiologicamente como uma ameaça ao viver bem.
( ) As condições sociais e econômicas têm um impacto crucial sobre a saúde e a doença e estas devem ser estudadas cientificamente.
( ) As medidas a serem tomadas para a proteção da saúde são tanto sociais como médicas.
( ) Os saberes e as práticas médicas precisam estar em permanente renovação científica, visando ofertar à sociedade a verdadeira resposta sanitária emancipada das diferenças regionais e históricas.