Questões de Concurso Para copeve-ufal

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Q3957947 Português
    (Mas e eu? E eu que estou contando esta história que nunca me aconteceu e nem a ninguém que eu conheça? Fico abismado por saber tanto a verdade. Será que o meu ofício doloroso é o de adivinhar na carne a verdade que ninguém quer enxergar? Se sei quase tudo de Macabéa é que já peguei uma vez de relance o olhar de uma nordestina amarelada. Esse relance me deu ela de corpo inteiro. Quanto ao paraibano, na certa devo ter-lhe fotografado mentalmente a cara – e quando se presta atenção espontânea e virgem de imposições, quando se presta atenção a cara diz quase tudo).
    E agora apago-me de novo e volto para essas duas pessoas que por força das circunstâncias eram seres meio abstratos.

LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Romance. São Paulo: 1977, p. 23.

No fragmento dessa narrativa, nota-se uma peculiaridade a respeito da morfossintaxe dos pronomes pessoais, comumente empregada até mesmo em textos literários ou por falantes cultos brasileiros.

Assinale a alternativa que apresenta esse traço semântico.
Alternativas
Q3957946 Linguística
    Entramos no conceito de gramática modular, que é algo primordial para os estudos dos gerativistas, podendo ser definida como a viabilidade de analisar isoladamente a sintaxe em relação aos demais elementos da gramática, como léxico, fonologia, morfologia e semântica. Para Chomsky, a análise da gramática e de seus componentes pressupõe a abordagem de módulos autônomos, operando independentemente uns dos outros. Isso implica que cada componente é regido por suas próprias regras, sem sofrer influência direta dos demais módulos. Existem alguns pontos de encontro entre esses módulos da gramática, porque a sintaxe produz sintagmas e sentenças através das palavras do léxico. O item final da sintaxe (que é a sentença), portanto, precisa obter uma leitura fonológica e uma interpretação semântica, o que o gerativismo batizou de Forma Lógica. [...]

KENEDY, E. Gerativismo In: MARTELOTTA, Mário Eduardo Toscano. (Org.). Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008, v. 1, p. 127-140.

Sabendo que as principais correntes da linguística moderna estudam a língua sob perspectivas distintas, assinale a alternativa cuja informação acerca da corrente linguística gerativista está correta.
Alternativas
Q3957945 Português
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Disponível em: https://www.topleituras.com/livros/casa-quer-casa-proverbio-1-ato-ec9c. Acesso em: 10 fev. 2026.

Observe os sentidos da palavra “casa” nesse título de livro e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3957944 Português
Nervos de Aço
Lupicínio Rodrigues

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer?

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do meu pode ser?

Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação

Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sinto é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
[...]

Disponível em: https://www.letras.mus.br/lupcinio-rodrigues/127284/. Acesso em: 9 fev. 2026.

A título de informação, a “Geração de 45” no Brasil, inserida na terceira fase do modernismo pós-Segunda Guerra Mundial, caracteriza-se por um retorno ao formalismo, à sondagem psicológica, à angústia existencial e, paradoxalmente, a um certo lirismo contido, distanciando-se do caráter mais agressivo da fase de 1922.

A letra da composição “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues (composta nos anos 1940, popularizada no pós-guerra), assemelha-se à temática da geração 45, podendo assim representar essa geração porque 
Alternativas
Q3957943 Português
    Uma forma relativamente simples da relação humana é a conversa. Um fala, o outro replica. O primeiro responde, o segundo retruca. E assim as ideias de cada um podem ir mudando… É possível, por exemplo, que se chegue a um certo acordo durante a conversa. Talvez um convença o outro de um ou outro ponto. Nesse caso, alguma coisa passa de um para outro, é assimilada em suas ideias, é capaz de produzir mudanças e de ser também modificada. O mesmo acontece quando há uma discordância. Nesse caso, as ideias de um penetram no diálogo interno do outro como se fossem um adversário, impulsionando seus pensamentos. A característica especial desse tipo de processo é que cada um dos interlocutores forma ideias que não existiam até então ou leva adiante ideias que já existiam de algum modo. Mas a direção e a ordem seguidas, por essa formação e transformação das ideias não são explicáveis unicamente pelo que apresenta um ou outro parceiro, e sim pela relação entre os dois. É justamente essa possibilidade de as pessoas irem mudando em relação umas às outras e através de sua relação mútua, de irem se reconfigurando em relação umas às outras, que torna a conversa um processo potente e necessário na convivência humana.

ELIAS, Norbert. A sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. (Fragmento).

Ao discorrer sobre a conversa como processo de convivência humana, o autor recorre à referenciação e à exemplificação.
Nesse sentido, o que define o contexto dos exemplos apresentados?
Alternativas
Q3957942 Direito do Consumidor
Captura_de tela 2026-03-30 174158.png (437×299)

Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos. Acesso em: 23 fev. 2026.

A expressão verbal na imagem denuncia a propaganda enganosa (ref. CDC-Código de Defesa do Consumidor) porque
Alternativas
Q3957941 Português
    Texto 1: (EM13LP15) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.

BNCC, Língua Portuguesa no Ensino Médio, p. 509. Disponível em: https:Documents/COP_doc/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026.

    Texto 2: Eu fiz assim :) Gravei e revisei as atividades
     […] Uma das atividades que realizamos foi a produção de poemas. Durante um mês, dei aulas sobre esse gênero e depois eles escreveram os próprios textos no Word. Após a correção ortográfica, publicamos as produções no blog. É ótimo porque, caso eles queiram, podem até aprimorar o que já foi publicado. Para conseguir realizar essas atividades com o uso da tecnologia, temos um professor responsável por essa área.

Depoimento da profa. de EJA Débora Niklaus. Nova Escola – Guia de Tecnologia na Educação, 2012, p. 72.

De acordo com a habilidade da BNCC apresentada no Texto 1, as atividades desenvolvidas pela professora da EJA em seu relato atendem à seguinte ordem de etapas:
Alternativas
Q3957940 Português
    As vivências das ressonâncias afetivas estão mais ligadas com a forma de se enxergar o coral e de como acontece a percepção dessas interações. Ademais, a valorização das pequenas trocas e ajudas do grupo, nos diálogos espontâneos, são exemplos de que as ressonâncias afetivas estão no cotidiano do coral. Por isso, as ressonâncias vocais-afetivas adentram esse espaço, queiramos ou não, sendo que o diferencial está em como as percebemos e trabalhamos suas potencialidades formativas. Um dos exemplos das interações que favorecem as ressonâncias afetivas é quando os cantores se dispõem a estar num coral em que seus integrantes são voluntários, e que dentro desse espaço nunca teriam coragem de cantar sozinhos, o que em nada diminui a importância da participação dessas pessoas para o coral (Lakschevitz, 2017). Essa situação mostra que a insegurança de cantar sozinho é diminuída quando se canta junto, quando se conta com os outros coralistas e o regente. Ou seja, são as trocas das ressonâncias vocais-afetivas que fazem com que esses coralistas tenham apoio para superar suas dificuldades. É através dessa confiança que talvez, no futuro, possam até mesmo cantar sozinhos (executar “solos” musicais) no coral. Ademais, essas reflexões sobre o coral “para além” dos fragmentos e em constante diálogo com a educação como um todo contribuem de alguma forma para explorar brechas que possam surgir. Queiroz (2017, p. 176) é elucidativo sobre isso, afirmando que diante de “saberes e estratégias de formação ‘prontas’, dadas pelo determinismo social e cultural, é preciso ter a convicção de que há nesses aspectos ‘brechas’ para o preenchimento de novos conhecimentos, novas conjecturas, novas relações”.

Disponível em: https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/28688/11989. Acesso em: 9 fev. 2026.

De acordo com os operadores argumentativos destacados nesse fragmento textual, verifica-se que
Alternativas
Q3957939 Português
O pássaro incubado

O pássaro preso na gaiola é um geógrafo quase alheio:
Prefere, do mundo que o cerca, não as arestas: o meio.

É isso que o diferencia dos outros pássaros: ser duro.
Habita cada momento que existe dentro do cubo.

Ao pássaro preso se nega a condição acabado.
Não é um pássaro que voa: É um pássaro incubado.

Falta a ele: não espaços nem horizontes nem casas:
Sobra-lhe uma roupa enjeitada que lhe decepa as asas.

O pássaro preso é um pássaro recortado em seu domínio:
Não é dono de onde mora, nem mora onde é inquilino.

Disponível em: https://ermiracultura.com.br/2019/05/24/cinco-poemas-de-cacaso/. Acesso em: 31 jan. 2026.

À guisa de informação, a poesia marginal (também conhecida como Geração Mimeógrafo) está intimamente ligada ao modernismo brasileiro, sendo frequentemente considerada uma extensão ou uma pós-vanguarda modernista que surgiu no contexto conturbado dos anos 1960 e 1970, durante a ditadura militar.

A poesia O pássaro incubado, de Cacaso, sintetiza
Alternativas
Q3957938 Português
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Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/88735055145139345/. Acesso em: 31 jan. 2026.

Tendo em vista a organização ou esquematização típica do gênero anúncio, bem como as informações específicas resultantes desse tipo de texto, dadas as afirmativas,

I. De maneira análoga, o gênero artigo científico seguirá uma espécie de roteiro que deve desenvolver um conjunto de esquemas e de configurações bastantes nítidas.
II. Discursivamente, as informações específicas do gênero anúncio resultam num texto com uma dada configuração, cuja função é persuadir os fregueses.
III. A fim de atingir um objetivo específico, a própria seleção da linguagem segue a decisão do gênero anúncio e seu funcionamento discursivo no contexto pretendido.
IV. O gênero em questão, ao contrário da produção de um cardápio, exige um tipo de configuração, ações discursivas e seleção de toda ordem bastante limitadas.

verifica-se que está/ão correta/s
Alternativas
Q3957937 Português
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Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eyYb962kBXQ. Acesso em: 24 fev. 2026.

Pela estrutura linguística, contexto verbal e suporte, a imagem pode ser definida como um texto:
Alternativas
Q3957936 Português
Bibliotecas
    […] Os livros são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir e para as fazer brincar. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. Os livros querem sempre ver e estão sempre a contar.

MÃE, Valter Hugo. Bibliotecas. Na Ponta do Lápis, ano XIV, nº 31, p. 20.

No texto, um dos recursos utilizados na referenciação ao sintagma “Os livros” é a prosopopeia.

Assinale a alternativa que contém exemplo desse recurso.
Alternativas
Q3957935 Português
    O Outono é a única estação civilizada. A Primavera é um descontrole glandular da Natureza. O Inverno é o preço que a gente paga para ter o Outono, e por isso está perdoado. O Verão é uma indignidade. Eu deveria ser um par de garras serrilhadas escapulindo pelo chão de mares silenciosos, ou pelo menos um falso inglês como o Eliot. Clássicos ao pé do fogo, um vago cachorro e sherry seco contra o catarro. Um gentleman não deve suar, meu caro. As frutas têm suco, não um inglês. Nas colónias, os nativos suavam por nós, e ... é sempre assim. Quando chega o Verão começo a me imaginar em Londres, estocando meus tintos para o Inverno.
    Mas é claro que não aguentaria duas semanas como inglês sem começar a maldizer a humidade e a sonhar com o sol. Mas não sou uma pessoa tropical. A minha terra preferida é o Outono em qualquer lugar. No Outono, as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza, etc. (O Verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no Outono.)
    Sempre digo que a praia seria um lugar óptimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo? Via-se o fundo.
    Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d'água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro de água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, para se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas. [...]

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

Considerando-se suas características formais, sua função e seu uso, é correto afirmar que o texto pertence ao gênero
Alternativas
Q3957934 Português
    “... a inexistência de uma política específica para os cursos noturnos caminhou ao lado da escassez de pesquisas sobre o tema. Ausentes das políticas educacionais do Estado, o curso noturno também não se constituiu num tema de pesquisas em educação, deixando assim de contribuir para a superação de alguns dos seus impasses”.

PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

Com base nos aspectos morfossintáticos da língua portuguesa, examine todas as ocorrências sintagmáticas da expressão em destaque no fragmento textual dado.
Assinale a alternativa que estabelece corretamente a constituição dessa expressão.
Alternativas
Q3957933 Português
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Disponível em: https://conversadeportugues.com.br/2013/03/leitura/. Acesso em: 8 fev. 2026.

Sabendo-se que o sentido de um texto é construído com base em elementos linguísticos, em sua organização e no conjunto de saberes que o leitor já tem, dadas as afirmativas,

I. Se observarmos a linguagem e a construção do texto de Bob Thaves, veremos que o foco da leitura considera a interação autor-texto-leitor. O texto é visto como um “espaço” de interação e de diálogo entre os interlocutores.
II. A fim de que se reconheça o sentido da tira, cabe ao leitor desvendar o texto como representação mental, além das intenções psicológicas do autor.
III. Na tira, não há evidências de interação entre o autor e o leitor, uma vez que não há sinalização de conhecimento de mundo do leitor para interpretar a mensagem do chargista.
IV. A compreensão do texto exige mais do que conhecimentos linguísticos: o leitor deve reparar que houve, na tira de Bob Thaves, o emprego de duas metáforas.

verifica-se que está/ão correta/s 
Alternativas
Q3957932 Português
    […] Um dia fomos almoçar num restaurante. E fiquei observando como as pessoas sempre olhavam para ela. Era como se sua cor retinta, os cabelos crespos e o corpo acima do peso fizessem dela sempre uma intrusa. Uma indesejada. […] Olhei para minha própria pele. E era mais clara que a de meu pai e minha mãe. E talvez por isso eu tivesse sido parado pela polícia duas vezes até ali. E fiquei pensando na crueldade de tudo aquilo. E tive vontade de chorar e já não sabia qual era o real motivo, se era por causa de sua morte, se era pelos olhares daquelas pessoas para minha tia, se era pela descoberta de que as mulheres mais pretas tinham de lidar com outras situações. […] Minha tia Luara pediu o cardápio e, enquanto esperávamos a comida, eu perguntei como ela suportava tudo aquilo. Tudo o quê?, ela perguntou. Tudo isso, de ser sempre julgada pela cor da pele. Minha tia me olhou com tristeza e disse que a gente se acostuma. A gente se acostuma com tudo. A gente se acostuma quando você caminha na rua e as pessoas recolhem as bolsas e mochilas, a gente se acostuma quando os próprios homens preferem as negras mais claras, a gente se acostuma a ser só. A gente se acostuma a chegar numa entrevista de emprego e fingir que não percebeu a cara desapontada do entrevistador. Mas não estou reclamando, porque com o passar dos anos eu aprendi a me defender bem. Aprendi a inventar estratégias de sobrevivência. […]

TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo, Cia das Letras, 2020. (Fragmento).

A forma verbal indicativa de discurso direto: “disse” tem como resposta ao interlocutor:
Alternativas
Q3957931 Português
    “Em conversa ouvida na rua, a ausência de algumas sílabas me levou a conclusão falsa – e involuntariamente criei um boato. Estarei mentindo? Julgo que não. Enquanto não se reconstituírem as sílabas perdidas, o meu boato, se não for absurdo, permanece, e é possível que esses sons tenham sido eliminados por brigarem com o resto do discurso. Quem sabe se eles aí não se encaixaram com intuito de logro?”.

RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 2015, p. 14.

Observando a configuração do período destacado no fragmento de texto, é correto afirmar que a fluidez na leitura se justifica porque
Alternativas
Q3957930 Português
Captura_de tela 2026-03-26 174555.png (452×361)

Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/lingua-portuguesa-efeitos-visuaisem-textos/. Acesso em: 9 fev. 2026.

A título informativo, esse texto visual é resultante de uma proposta de atividade de língua portuguesa integrada com arte (Trabalhando com efeitos visuais em textos), destinada aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Nesse contexto, a modalidade EJA apresenta especificidades e metodologias próprias visibilizadas, com o propósito de 
Alternativas
Q3957929 Português
Não se come dinheiro
    […] Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciões do povo Lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Un Manee, também conhecido como Vernon Foster. (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: “Quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Cia das Letras, 2020. (Fragmento).

A citação presente no texto remete ao intertexto, quando
Alternativas
Q3957928 Português
Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, eu quero chegar antes
Pra sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/. Acesso em: 19 fev. 2026.

Em se tratando dos aspectos que envolvem o emprego dos pronomes relativos, dadas as afirmativas,

I. No que diz respeito a verbos seguidos de preposição, a construção dos versos “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” é aceita pela tradição gramatical no processo de relativização.
II. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” encontra-se em desacordo com as gramáticas normativas. Deveria ser substituída por “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome delas”, forma chamada pelos linguistas de “relativa copiadora”.
III. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, procedimento rejeitado pela gramática normativa, é chamada pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o verbo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.
IV. Em: “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, há um procedimento rejeitado pela gramática normativa, chamado pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o substantivo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.

verifica-se que está/ão correta/s apenas
Alternativas
Respostas
101: E
102: D
103: A
104: C
105: E
106: B
107: C
108: C
109: A
110: B
111: A
112: A
113: E
114: A
115: D
116: E
117: C
118: A
119: E
120: C