Questões de Concurso
Para copeve-ufal
Foram encontradas 9.387 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
E agora apago-me de novo e volto para essas duas pessoas que por força das circunstâncias eram seres meio abstratos.
LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Romance. São Paulo: 1977, p. 23.
No fragmento dessa narrativa, nota-se uma peculiaridade a respeito da morfossintaxe dos pronomes pessoais, comumente empregada até mesmo em textos literários ou por falantes cultos brasileiros.
Assinale a alternativa que apresenta esse traço semântico.
KENEDY, E. Gerativismo In: MARTELOTTA, Mário Eduardo Toscano. (Org.). Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008, v. 1, p. 127-140.
Sabendo que as principais correntes da linguística moderna estudam a língua sob perspectivas distintas, assinale a alternativa cuja informação acerca da corrente linguística gerativista está correta.
Disponível em: https://www.topleituras.com/livros/casa-quer-casa-proverbio-1-ato-ec9c. Acesso em: 10 fev. 2026.
Observe os sentidos da palavra “casa” nesse título de livro e assinale a alternativa correta.
Lupicínio Rodrigues
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer?
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do meu pode ser?
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sinto é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/lupcinio-rodrigues/127284/. Acesso em: 9 fev. 2026.
A título de informação, a “Geração de 45” no Brasil, inserida na terceira fase do modernismo pós-Segunda Guerra Mundial, caracteriza-se por um retorno ao formalismo, à sondagem psicológica, à angústia existencial e, paradoxalmente, a um certo lirismo contido, distanciando-se do caráter mais agressivo da fase de 1922.
A letra da composição “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues (composta nos anos 1940, popularizada no pós-guerra), assemelha-se à temática da geração 45, podendo assim representar essa geração porque
ELIAS, Norbert. A sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. (Fragmento).
Ao discorrer sobre a conversa como processo de convivência humana, o autor recorre à referenciação e à exemplificação.
Nesse sentido, o que define o contexto dos exemplos apresentados?
Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos. Acesso em: 23 fev. 2026.
A expressão verbal na imagem denuncia a propaganda enganosa (ref. CDC-Código de Defesa do Consumidor) porque
BNCC, Língua Portuguesa no Ensino Médio, p. 509. Disponível em: https:Documents/COP_doc/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026.
Texto 2: Eu fiz assim :) Gravei e revisei as atividades
[…] Uma das atividades que realizamos foi a produção de poemas. Durante um mês, dei aulas sobre esse gênero e depois eles escreveram os próprios textos no Word. Após a correção ortográfica, publicamos as produções no blog. É ótimo porque, caso eles queiram, podem até aprimorar o que já foi publicado. Para conseguir realizar essas atividades com o uso da tecnologia, temos um professor responsável por essa área.
Depoimento da profa. de EJA Débora Niklaus. Nova Escola – Guia de Tecnologia na Educação, 2012, p. 72.
De acordo com a habilidade da BNCC apresentada no Texto 1, as atividades desenvolvidas pela professora da EJA em seu relato atendem à seguinte ordem de etapas:
Disponível em: https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/28688/11989. Acesso em: 9 fev. 2026.
De acordo com os operadores argumentativos destacados nesse fragmento textual, verifica-se que
O pássaro preso na gaiola é um geógrafo quase alheio:
Prefere, do mundo que o cerca, não as arestas: o meio.
É isso que o diferencia dos outros pássaros: ser duro.
Habita cada momento que existe dentro do cubo.
Ao pássaro preso se nega a condição acabado.
Não é um pássaro que voa: É um pássaro incubado.
Falta a ele: não espaços nem horizontes nem casas:
Sobra-lhe uma roupa enjeitada que lhe decepa as asas.
O pássaro preso é um pássaro recortado em seu domínio:
Não é dono de onde mora, nem mora onde é inquilino.
Disponível em: https://ermiracultura.com.br/2019/05/24/cinco-poemas-de-cacaso/. Acesso em: 31 jan. 2026.
À guisa de informação, a poesia marginal (também conhecida como Geração Mimeógrafo) está intimamente ligada ao modernismo brasileiro, sendo frequentemente considerada uma extensão ou uma pós-vanguarda modernista que surgiu no contexto conturbado dos anos 1960 e 1970, durante a ditadura militar.
A poesia O pássaro incubado, de Cacaso, sintetiza
Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/88735055145139345/. Acesso em: 31 jan. 2026.
Tendo em vista a organização ou esquematização típica do gênero anúncio, bem como as informações específicas resultantes desse tipo de texto, dadas as afirmativas,
I. De maneira análoga, o gênero artigo científico seguirá uma espécie de roteiro que deve desenvolver um conjunto de esquemas e de configurações bastantes nítidas.
II. Discursivamente, as informações específicas do gênero anúncio resultam num texto com uma dada configuração, cuja função é persuadir os fregueses.
III. A fim de atingir um objetivo específico, a própria seleção da linguagem segue a decisão do gênero anúncio e seu funcionamento discursivo no contexto pretendido.
IV. O gênero em questão, ao contrário da produção de um cardápio, exige um tipo de configuração, ações discursivas e seleção de toda ordem bastante limitadas.
verifica-se que está/ão correta/s
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eyYb962kBXQ. Acesso em: 24 fev. 2026.
Pela estrutura linguística, contexto verbal e suporte, a imagem pode ser definida como um texto:
[…] Os livros são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir e para as fazer brincar. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. Os livros querem sempre ver e estão sempre a contar.
MÃE, Valter Hugo. Bibliotecas. Na Ponta do Lápis, ano XIV, nº 31, p. 20.
No texto, um dos recursos utilizados na referenciação ao sintagma “Os livros” é a prosopopeia.
Assinale a alternativa que contém exemplo desse recurso.
Mas é claro que não aguentaria duas semanas como inglês sem começar a maldizer a humidade e a sonhar com o sol. Mas não sou uma pessoa tropical. A minha terra preferida é o Outono em qualquer lugar. No Outono, as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza, etc. (O Verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no Outono.)
Sempre digo que a praia seria um lugar óptimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo? Via-se o fundo.
Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d'água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro de água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, para se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas. [...]
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
Considerando-se suas características formais, sua função e seu uso, é correto afirmar que o texto pertence ao gênero
PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
Com base nos aspectos morfossintáticos da língua portuguesa, examine todas as ocorrências sintagmáticas da expressão em destaque no fragmento textual dado.
Assinale a alternativa que estabelece corretamente a constituição dessa expressão.
Disponível em: https://conversadeportugues.com.br/2013/03/leitura/. Acesso em: 8 fev. 2026.
Sabendo-se que o sentido de um texto é construído com base em elementos linguísticos, em sua organização e no conjunto de saberes que o leitor já tem, dadas as afirmativas,
I. Se observarmos a linguagem e a construção do texto de Bob Thaves, veremos que o foco da leitura considera a interação autor-texto-leitor. O texto é visto como um “espaço” de interação e de diálogo entre os interlocutores.
II. A fim de que se reconheça o sentido da tira, cabe ao leitor desvendar o texto como representação mental, além das intenções psicológicas do autor.
III. Na tira, não há evidências de interação entre o autor e o leitor, uma vez que não há sinalização de conhecimento de mundo do leitor para interpretar a mensagem do chargista.
IV. A compreensão do texto exige mais do que conhecimentos linguísticos: o leitor deve reparar que houve, na tira de Bob Thaves, o emprego de duas metáforas.
verifica-se que está/ão correta/s
TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo, Cia das Letras, 2020. (Fragmento).
A forma verbal indicativa de discurso direto: “disse” tem como resposta ao interlocutor:
RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 2015, p. 14.
Observando a configuração do período destacado no fragmento de texto, é correto afirmar que a fluidez na leitura se justifica porque
Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/lingua-portuguesa-efeitos-visuaisem-textos/. Acesso em: 9 fev. 2026.
A título informativo, esse texto visual é resultante de uma proposta de atividade de língua portuguesa integrada com arte (Trabalhando com efeitos visuais em textos), destinada aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Nesse contexto, a modalidade EJA apresenta especificidades e metodologias próprias visibilizadas, com o propósito de
[…] Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciões do povo Lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Un Manee, também conhecido como Vernon Foster. (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: “Quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Cia das Letras, 2020. (Fragmento).
A citação presente no texto remete ao intertexto, quando
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, eu quero chegar antes
Pra sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus
Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/. Acesso em: 19 fev. 2026.
Em se tratando dos aspectos que envolvem o emprego dos pronomes relativos, dadas as afirmativas,
I. No que diz respeito a verbos seguidos de preposição, a construção dos versos “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” é aceita pela tradição gramatical no processo de relativização.
II. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” encontra-se em desacordo com as gramáticas normativas. Deveria ser substituída por “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome delas”, forma chamada pelos linguistas de “relativa copiadora”.
III. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, procedimento rejeitado pela gramática normativa, é chamada pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o verbo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.
IV. Em: “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, há um procedimento rejeitado pela gramática normativa, chamado pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o substantivo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.
verifica-se que está/ão correta/s apenas