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CASTRO, Chico. A Coluna Prestes no Piauí: a república do vintém. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2008. p.225
Com base nesse episódio sobre a Coluna Prestes, é CORRETO afirmar que:
ORSO, Paulino José. Liberalismo, neoliberalismo e crise estrutural do capital. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 1–12, 2021.
Com base na citação, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da crise do liberalismo:
ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Com base nessa problemática, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido do conceito:
Sinopse: Rio de Janeiro, início dos anos 1970. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Os Paiva — Rubens, Eunice e seus cinco filhos — vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice, cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseado no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva.
Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega À capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.
A leitura do Brasil republicano, articulada às mensagens das produções fílmicas, compreendidas como construções narrativas, estéticas e políticas sobre um passado autoritário mobilizado a partir das disputas do presente, permite compreender o cinema como:
TRAVERSO, Enzo. A história como campo de batalha. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
Em "A história como campo de batalha" (2016), Enzo Traverso problematiza o conceito de totalitarismo, destacando que sua formulação e seus usos não podem ser dissociados das disputas políticas, intelectuais e culturais do século XX, particularmente no contexto do pós-guerra e da Guerra Fria.
Com base no texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. O conceito de totalitarismo deve ser compreendido como construção histórica, marcada por usos políticos e disputas ideológicas.
II. A categoria de totalitarismo possui caráter universal e descritivo, aplicável de forma neutra a diferentes regimes políticos.
III. As disputas em torno do conceito de totalitarismo revelam conflitos de memória e projetos políticos no século XX.
IV. A crítica de Traverso implica a rejeição do conceito de totalitarismo pela historiografia contemporânea.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia a letra da Cantiga Popular:
Autoria: Autor desconheido Domínio Público / Cultura Popular
Na cultura sertaneja nordestina, especialmente nas regiões marcadas historicamente pela pecuária extensiva, o boi assume centralidade não apenas econômica, mas também simbólica. O verso popular “O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí”, quando interpretado à luz da formação histórica e cultural do Piauí, expressa principalmente:
REBOUÇAS, André. Cartas da África – Registro de correspondência, 1891–1893. Org. Hebe Mattos. São Paulo: Chão Editora, 2022. ; GHESTI, Letícia Geraldi. Os Ilustres Irmãos Rebouças. Curitiba: Solar do Rosário, 2022.
À luz da trajetória intelectual e política de André Rebouças e da historiografia sobre o abolicionismo e a crise do Império, sua posição diante da Monarquia e da República pode ser interpretada, de forma historicamente consistente, como:
MORI, Robert. Mundos em transformação: guerras e alianças entre os Jê e os luso-brasileiros nos sertões da América portuguesa – século XVIII. 2020. 247 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.
Considerando essa dinâmica histórica, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação historiográfica contemporânea sobre a presença indígena no Piauí colonial:
Foto: Rede Pense Piauí. “Expedição visita patrimônio colonial e natural do Piauí”. Portal Cidade Verde. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/300490/expedicao-visita-patrimonio-colonial-e-natural-do-piaui. Acesso em: 01 fev. 2026.
Dentre os diversos debates que marcam a construção historiográfica do Piauí, destacam-se as teses relativas ao processo de ocupação e colonização do território no período colonial. Tradicionalmente, a interpretação consolidada defende que a colonização teria se iniciado a partir do sul do atual estado, por meio da expansão dos currais de gado, tendo Oeiras como núcleo organizador e símbolo da centralização administrativa.
Em contraposição, outra vertente historiográfica sustenta a chamada “tese do Norte”, que enfatiza a ocupação por meio das zonas litorâneas e dos espaços ligados às atividades costeiras, atribuindo aos grupos parnaibanos papel fundamental nesse processo. Essa perspectiva desloca o foco da colonização para áreas tradicionalmente consideradas periféricas pela narrativa oficial.
Dessa forma, o uso do sítio histórico de Frecheiras, no debate historiográfico sobre a colonização do Piauí:
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografi a. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.
A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.
GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 2022, p.70-71.
A respeito do tráfico transatlântico de africanos, assinale a alternativa CORRETA:
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.83.
Considerando o trabalho sistemático em torno da exploração do açúcar, é CORRETO afirmar que:
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.143-144
Considerando esse processo histórico, a expansão territorial da pecuária na Colônia Portuguesa caracterizou-se principalmente por:
“Sob seus diversos nomes e com suas aparências multiformes, o Diabo – Satã e seus demônios – é seguramente uma das fi guras mais importantes do universo do ocidente medieval: encarnação do mal, oponente das forças celestes, tentador dos justos, inspirador dos ímpios e dos pecadores, verdugo dos condenados, ele é onipresente e seu terrível poder se faz sentir em todos os aspectos da vida e das representações mentais medievais.”
GOFF, Jacques Le; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente Medieval. São Paulo: Unesp, 2017. 748 p. 2 v.
Sobre a sociedade medieval e o domínio do pensamento cristão, é CORRETO afirmar que:
“Quando o Egito se encontrava sob a dominação cuxita, a função de grande sacerdotisa (Dewat Neter) do deus Âmon em Tebas era exercida pela filha do rei, o que lhe conferia grande influência econômica e polí tica. Mesmo após a extinçã o do cargo, em consequência da perda do Egito, as mulheres da família real continuaram a ocupar altas posições e a exercer um poder considerável sobre o clero do templo de Âmon em Napata e em outros lugares.(...) A iconografia confirma o elevado status das rainhas-mães. Nas cenas religiosas representadas nas paredes dos templos elas ocupam posições proeminentes, subordinadas apenas ao próprio rei, enquanto nas cenas que ornam as capelas das pirâmides a rainha aparece, por trás do rei falecido, como a principal portadora de oferendas.”
MOKHTAR, Gamal (ed.). História Geral da África: África antiga. 2. ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. 1008 (p.304- 305).
A Núbia constituiu-se como um importante elo entre a África Central e o Mediterrâneo. Nesse território, formou-se o Reino de Kush, no qual se destacou o papel feminino na sociedade e na política. Sobre o Reino de Kush, é CORRETO afirmar que:
BLOCH, Marc. Apologia da História ou oficio do historiador. São Paulo: Zahar, 1989.
A reflexão de Marc Bloch evidencia o caráter relacional do conhecimento histórico, que articula passado e presente por meio da análise crítica das fontes e das interpretações. Considerando a construção do conhecimento histórico e as habilidades desenvolvidas pela disciplina de História, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre os diferentes conflitos em torno do manuseio e do entendimento acerca da noção de memória no campo historiográfico, é CORRETO afirmar que:
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. “Por uma história prazerosa e consequente”. In: KARNAL, Leandro (org.) História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2013, p. 17-36.
Considerando o papel do professor de História em sala de aula, especialmente no contexto da formação crítica e cidadã e das formas de interpretação do passado, assinale a alternativa CORRETA:
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 23 fev. 2026.
“Os reflexos da proposta formativa da Base para o Ensino Médio afetam mais diretamente a esfera pública, sobre a qual os reformadores empresariais (Freitas, 2014) têm claro interesse de atuação. Sem dúvidas, o esgotamento da parte tecnológica criada por grandes organizações de ensino superior para atender a alta demanda por educação a distância na primeira década do século XXI, com a chegada ao limite da sua capacidade de geração de lucros, faz com que os seus empresários visem à sua inserção em outra esfera educacional. O foco é evidente no segmento Ensino Médio e na formação de professores (de acordo com a Base).“
CASTRO, Débora Quezia Brito da Cunha; AZEVEDO, Crislane Barbosa de. A Base Nacional Comum Curricular e as mudanças para o ensino de História no Ensino Médio . Ensino em Re-Vista, [S. l.], v. 29, n. Contínua, p. e038, 2022. DOI: 10.14393/ER-v29a2022-38. Disponível em: https:// seer.ufu.br/index.php/emrevista/article/view/62388. Acesso em: 23 fev. 2026.
À luz desse debate, assinale a alternativa CORRETA acerca dos impactos da BNCC para o ensino de História no Ensino Médio.