🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas para cev-urca

Questões Discursivas

Foram encontradas 5.154 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3749750 Português

O fim do mundo - Cecília Meireles



A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.


Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.



Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.



Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?



Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.



Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.



O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.



Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.



Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.



Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.



Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




(Quatro vozes, 1998) 

Levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela. O termo em destaque pode ser substituído, sem alterar o sentido, por:
Alternativas
Q3749749 Português

O fim do mundo - Cecília Meireles



A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.


Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.



Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.



Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?



Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.



Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.



O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.



Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.



Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.



Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.



Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




(Quatro vozes, 1998) 

Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas? Tal excerto pode ser compreendido como:
Alternativas
Q3749748 Português

O fim do mundo - Cecília Meireles



A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.


Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.



Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.



Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?



Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.



Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.



O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.



Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.



Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.



Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.



Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




(Quatro vozes, 1998) 

Dadas às proposições, indique a que não corresponde às ideias do texto:
Alternativas
Q3749747 Psiquiatria
Leia o caso a seguir e responda a próxima questão tendo ele como base. 


Paciente de 32 anos, sexo masculino, solteiro, procura atendimento devido a um quadro de tristeza persistente, desânimo e perda de interesse nas atividades cotidianas. Refere que o quadro iniciou há cerca de 2 meses. Relata que, após problemas no trabalho, começou a se sentir extremamente desmotivado, com dificuldade para se levantar da cama pela manhã e para se concentrar no trabalho. Além disso, refere que tem tido dificuldades para dormir, com episódios de insônia, e sente uma falta de apetite. Ele nega pensamentos suicidas, mas sente-se "sem propósito" e "como se nada fosse valer a pena".
O paciente iniciou o antidepressivo e retornou para consulta após 1 mês queixando-se de que está se sentindo agitado, com a autoestima inflada, pensamento muito acelerado, mais impulsivo que o habitual, inquieto e insone. Sobre esta mudança podemos afirmar: 
Alternativas
Q3749746 Odontologia
Leia o caso a seguir e responda a próxima questão tendo ele como base. 


Paciente de 32 anos, sexo masculino, solteiro, procura atendimento devido a um quadro de tristeza persistente, desânimo e perda de interesse nas atividades cotidianas. Refere que o quadro iniciou há cerca de 2 meses. Relata que, após problemas no trabalho, começou a se sentir extremamente desmotivado, com dificuldade para se levantar da cama pela manhã e para se concentrar no trabalho. Além disso, refere que tem tido dificuldades para dormir, com episódios de insônia, e sente uma falta de apetite. Ele nega pensamentos suicidas, mas sente-se "sem propósito" e "como se nada fosse valer a pena".
Qual das seguintes alternativas tem maior evidência para o caso:
Alternativas
Q3749744 Odontologia
Leia o caso abaixo:

Paciente do sexo masculino, 28 anos, solteiro, trabalha como freelancer e tem histórico de isolamento social. Diz que percebe "mensagens ocultas" em conversas alheias, frequentemente é desconfiado, considera ser uma pessoa mística e tem sensibilidade para perceber as "energias" dos outros. Tem uma forma peculiar de se vestir e falar, muitas vezes cheio de referências simbólicas e discurso metafórico. Não consegue ter relações além daquelas dos parentes de primeiro grau. A família lhe descreve como "uma pessoa excêntrica desde sempre".

Com os dados apresentados, qual a melhor hipótese diagnóstica para o caso?
Alternativas
Q3749743 Odontologia
Sobre a terapia cognitivo comportamental (TCC) no transtorno depressivo maior é incorreto afirmar: 
Alternativas
Q3749742 Odontologia
Sobre o transtorno de personalidade borderline, marque a incorreta:
Alternativas
Q3749739 Psiquiatria
Baseado nos princípios dos erros cognitivos da teoria cognitiva qual o erro melhor descreve a seguinte premissa: "Os únicos eventos que importam são fracassos, privações, etc. Devo medir o self por erros, fraquezas, etc.":
Alternativas
Q3749738 Odontologia
Baseado nos conceitos da psicanálise, qual mecanismo de defesa melhor descreve a seguinte explicação: Perceber e reagir a impulsos internos inaceitáveis e a seus derivados como se eles estivessem fora do self. Em um nível psicótico, isso assume a forma de delírios francos sobre a realidade externa, em geral persecutórios; inclui tanto a percepção dos próprios sentimentos como os do outro com subsequente atuação da percepção (delírios paranoides psicóticos).
Alternativas
Q3749733 Odontologia
Não é considerado um fator de risco para suicídio: 
Alternativas
Q3749730 Psiquiatria
Qual das vias dopaminérgicas abaixo é mais relacionada com os sintomas positivos da esquizofrenia: 
Alternativas
Q3749728 Psiquiatria
No tratamento dos transtornos mentais, assinale qual dos fármacos abaixo tem efeito multimodal, atuando como inibidor pré-sináptico da recaptação de serotonina (5-HT), agonista do receptor 5-HT1A e antagonista do receptor 5-HT3 e apresentando meia-vida em torno de 66 horas:
Alternativas
Q3749727 Psiquiatria
No tratamento dos transtornos mentais, assinale qual dos fármacos abaixo apresenta ação noradrenérgica e serotonérgica sendo um antagonista dos autorreceptores 2-noradrenérgicos pré-sinápticos e dos a2-heterorreceptores serotonérgicos responsáveis pela regulação da liberação de noradrenalina e 5-HT na fenda sináptica. Também bloqueia os receptores 5-HT2 pós-sinápticos, produzindo menos efeitos colaterais sexuais e menos insônia, e os 5-HT3, causando menos efeitos gastrintestinais, como náuseas e vômitos. Também é um potente antagonista de receptores H1, tem pequena afinidade por receptores D1 е D2, moderada afinidade por receptores muscarínicos e colinérgicos:
Alternativas
Q3749726 Psiquiatria
No tratamento dos transtornos mentais, é um inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina pré-sináptica, sendo um inibidor potente e seletivo do transportador de noradrenalina (NET) e, além disso, resulta em aumento das concentrações extracelulares de dopamina no córtex pré-frontal. Qual alternativa representa o fármaco que apresenta mecanismo de ação compatível com a descrição acima:
Alternativas
Q3749725 Psiquiatria
No tratamento dos transtornos mentais, qual dos fármacos abaixo é um antagonista não seletivo dos receptores de glutamato NMDA:
Alternativas
Q3749724 Psiquiatria
No tratamento dos transtornosmentais, é um antagonista do receptor opioide mu queatua bloqueando sua ligação aos opioides endógenos.Também atua como antagonista fraco dos receptoresopioides k е Δ. Qual alternativa representa o fármacoque apresenta mecanismo de ação compatível com adescrição acima: 
Alternativas
Q3749723 Psiquiatria
A clozapina é uma medicação muito importante no tratamento da esquizofrenia, especialmente em casos refratários, qual abaixo representa melhor a melhor alternativa sobre a taxa de ocupação dos receptores D2 da clozapina em doses terapêuticas? 
Alternativas
Q3749722 Veterinária
No contexto da higiene e proteção dos alimentos, assinale a alternativa correta sobre métodos de controle: 
Alternativas
Q3749721 Veterinária
Sobre o uso de vacinas em animais domésticos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1541: D
1542: B
1543: E
1544: E
1545: E
1546: D
1547: E
1548: C
1549: B
1550: E
1551: D
1552: D
1553: B
1554: E
1555: B
1556: D
1557: A
1558: C
1559: A
1560: E