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“Quem trabalha muito não tem tempo de brincar, nem de arranjar amigos; quando vai dormir para descansar vai e sonha um cadinho, mas um sonho rápido. Direito de brincar, direito de poder sonhar, também sonhar com todos, direito de querer alguma coisa e direito de estudar! Esses são direitos das crianças.”
(Depoimento de Genivaldo, 14 anos, cortador de cana, filme da OIT, Brasil, 1994.)
Segundo Lourenço (2014, p. 295), refletir a respeito do trabalho precoce na atual fase do capitalismo brasileiro implica
algumas considerações. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A necessidade material e o discurso ideológico, que, ao longo dos tempos, vem desconstruindo a naturalização do trabalho precoce e caminham par e passo das características imanentes ao sistema capitalista.
( ) A (in)efetividade das políticas sociais públicas, as quais se encontram pressionadas pelos “novos” componentes administrativos, quer reproduzem intensamente o discurso e a gestão empresarial privada no âmbito dos serviços públicos, reduzindo sensivelmente o acesso aos direitos sociais duramente conquistados pela classe trabalhadora.
( ) A totalidade das mudanças no mundo do trabalho, cujas definições, em âmbito mundial, apontam para “[...] a subproletarização intensificada, presente na expansão do trabalho parcial, temporário, precário, sobcontratado, terceirizado, que marca a sociedade capitalista avançada”.
A sequência está correta em
“(...) a atuação dos psicólogos no SUAS deve estar fundamentada na compreensão da dimensão subjetiva dos
fenômenos sociais e coletivos, sob diferentes enfoques teóricos e metodológicos, com o objetivo de problematizar e
propor ações no âmbito social. O psicólogo, nesse campo, pode desenvolver diferentes atividades em espaços
institucionais e comunitários. Seu trabalho envolve proposições de políticas e ações relacionadas à comunidade em
geral e aos movimentos sociais de grupos étnico-raciais, religiosos, de gênero, geracionais, de orientação sexual, de
classes sociais e de outros segmentos socioculturais, com vistas à realização de projetos da área social e/ou definição de
políticas públicas.”
Considerando o fragmento anterior é possível constatar a necessidade de continuidade na formação do profissional de psicologia para tal prática permanecer abrangente e capaz de assegurar todas as referidas dimensões. É(São), portanto, competência(s) e habilidade(s) geral(is) do psicólogo junto ao SUAS:
As intervenções psicossociais na comunidade foram destaque das análises teórico-práticas propostas por Lane (1993) no que tange à psicologia social. A respeito de tais experiências, a autora menciona, inclusive no âmbito da saúde mental da população, que “são feitas por equipes multidisciplinares e têm oscilado entre um atendimento convencional a indivíduos com queixas de teor emocional e trabalhos educativos sobre saúde mental junto a pais, famílias, escolas e associações locais de moradores” (p. 211). Contudo, mais recentemente, muitas dessas experiências já romperam plenamente com a convencionalidade devido à influência significativa de uma perspectiva sócio-histórica nos segmentos da psicologia social e da saúde. Tendo em vista a referida influência, analise as proposições acerca da articulação entre psicologia social e saúde.
I. As crises pessoais, familiares e profissionais, propiciadas por ansiedade, angústia e medo exigem reflexão e revisão de saberes e práticas, principalmente no que se refere ao sigilo, à biotecnologia e à intervenção de alto risco na assistência à saúde. II. A interpretação e a problematização dos significados de valores morais acerca de ansiedades, angústias e medos exigem do psicólogo uma atuação secundária em saúde, visto que as crises pessoais, familiares e profissionais destituem-se de intervenção nesse setor. III. O posicionamento ético do profissional da psicologia na assistência à saúde, mesmo que não seja implicado por necessidade de revisão de normas de conduta profissional, sofre influência e levam-no a reflexão e até conflitos mediante as problemáticas pessoais, familiares e profissionais desencadeadas por ansiedade, medo e angústia dos sujeitos assistidos. IV. O profissional da psicologia presente nas instituições de saúde tem a sua prática atravessada por vivências de grande significado na vida das pessoas, muito além de demandas comportamentais; e mesmo que o psiquismo seja uma expressão subjetiva da realidade, a saúde, nessa concepção, consiste em um processo dinâmico, ativo e de busca de equilíbrio tais que inviabiliza o entendimento de uma saúde plena.Estão corretas apenas as afirmativas
A interseção da psicologia social com a saúde coletiva, a educação, o trabalho e os direitos humanos exige do psicólogo a compreensão das dimensões e peculiaridades institucionalizantes desses setores, com suas respectivas representatividades, seja em segmento público ou privado. Tendo isso em vista, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A análise institucional permite ao psicólogo estabelecer contato direto com a clientela; e a compreensão das relações interpessoais com características tanto de simbiose, quanto de ambiguidade nos vínculos em diferentes tipos de instituições. ( ) No âmbito da saúde, a operação do trabalho em grupos viabiliza a compreensão das particularidades das relações interpessoais, e dos indicadores de complexidade da prevenção e promoção da assistência em saúde, traduzindo o princípio da integralidade. ( ) A instituição pode ser concebida como um agregado de definições de um contexto social e de condutas aos quais classifica e segrega, atribui valores e decisões indicadoras, proibidas ou até indiferentes, principalmente no que concerne aos hábitos não explicitados. ( ) No campo educacional, o psicólogo direciona sua atuação para as ações voltadas para a cidadania, no contexto que caracteriza a própria escola, nas propostas de ensino e aprendizagem, mas destitui-se de ações cujo objetivo seja romper com as dicotomias intrínsecas a essa instituição, tais como planejamento/execução e aluno/professor.A sequência está correta em
“Quando se começa a refletir sobre o que seja ética, e sobre os fundamentos de ética, damo-nos conta que quão
complexa é a questão. Mas ao mesmo tempo vemos que todos nós, de um modo ou de outro, temos nossas convicções
‘éticas’, possuímos nossa ‘ética’. Para termos tal ‘ética’, temos de nos basear em algum fundamento, algum pressuposto
filosófico e valorativo. Mas, é curioso notar que a maioria das pessoas, apesar de possuírem esses fundamentos e
pressupostos, poucas vezes pararam para refletir e tomar consciência de quais seriam esses pressupostos.”
De acordo com o fragmento de texto, os fundamentos e pressupostos de um compromisso ético-político no âmbito da psicologia social, pautam-se, portanto: