Questões de Concurso Para idecan

Foram encontradas 28.530 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4426522 Jornalismo

A adoção de ferramentas baseadas em inteligência artificial generativa em órgãos públicos e em redações jornalísticas tem ampliado a necessidade de elaboração de instruções claras e estruturadas para obtenção de resultados consistentes. 



Fonte (ABNT): OPENAI. Prompt engineering. San Francisco: OpenAI, 2024. Disponível em: https://platform.openai.com/docs/guides/prompt-engineering. Acesso em: 12 jul. 2026.



Considerando a utilização de inteligência artificial generativa para apoiar a elaboração de conteúdos jornalísticos em um órgão público, selecione o procedimento mais compatível com técnicas de prompts capazes de aumentar a previsibilidade e a consistência da resposta produzida.

Alternativas
Q4426521 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha [...]”.



A oração destacada é tipificada como:

Alternativas
Q4426520 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí”.



O período antecedente pode ser reescrito, em norma-padrão da língua portuguesa, conforme a alternativa:

Alternativas
Q4426519 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“[...] hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata.”



O termo demarcado se trata de um:

Alternativas
Q4426518 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso ‘ih, carta pro Gesiel, de novo...’ e digo a mim mesmo: de hoje não passa!”


Acerca da regência do verbo dizer, no período anterior, é verdadeiro afirmar que é:

Alternativas
Q4426517 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

Dentre os itens a seguir, há um vocábulo destacado cujo processo de formação se deu por deverbalização em:
Alternativas
Q4426516 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

Sobre a coesão proporcionada pelo advérbio aí, no excerto a seguir, é correto afirmar que: 


"Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. ‘Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!’.” 

Alternativas
Q4426515 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal.” 



O trecho destacado desempenha, no contexto em que se insere, função sintática de: 

Alternativas
Q4426514 Linguística

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Sei que talvez cause algum transtorno...”


O trecho realçado, no período em evidência, indica uma modalização discursiva do tipo:

Alternativas
Q4424837 Medicina
Um homem de 65 anos, hipertenso e diabético, é levado à Unidade de Saúde da Família com início súbito de fraqueza no lado direito do corpo e dificuldade para falar há cerca de 1 hora. Ao exame, apresenta hemiparesia direita e disartria, estando consciente. Considerando o manejo do acidente vascular cerebral (AVC) na Atenção Primária à Saúde, a conduta adequada é:
Alternativas
Q4424836 Medicina
Um homem de 58 anos, hipertenso e tabagista, procura a Unidade de Saúde da Família com dor torácica em aperto há 40 minutos, irradiando para o braço esquerdo, associada a sudorese e náuseas. Ao exame, encontra-se ansioso, com pressão arterial de 150/90 mmHg e frequência cardíaca de 96 bpm. Considerando o manejo da dor torácica na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que a conduta adequada é: 
Alternativas
Q4424835 Noções de Primeiros Socorros
Uma criança de 4 anos é levada à Unidade de Saúde da Família em crise convulsiva tônico-clônica generalizada há cerca de 3 minutos. Não há história prévia de epilepsia. Ao exame, encontra-se inconsciente, com movimentos convulsivos ativos, sem acesso venoso imediato. Considerando o manejo das convulsões na Atenção Primária à Saúde, a conduta adequada é:
Alternativas
Q4424834 Noções de Primeiros Socorros
Um homem de 60 anos, diabético em uso de insulina, é levado à Unidade de Saúde da Família com sudorese, tremores, confusão mental e glicemia capilar de 48 mg/dL. Encontra-se consciente, porém desorientado e com dificuldade para ingerir alimentos. Considerando o manejo da hipoglicemia na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que a conduta adequada é: 
Alternativas
Q4424833 Medicina
Uma mulher de 35 anos, sem comorbidades conhecidas, desenvolve quadro súbito de dispneia, urticária difusa, edema de lábios e hipotensão logo após uso de medicamento em uma Unidade de Saúde da Família. Ao exame, apresenta sinais de comprometimento respiratório e instabilidade hemodinâmica. Considerando o manejo da anafilaxia na Atenção Primária à Saúde, a conduta imediata adequada é:
Alternativas
Q4424832 Medicina
Uma mulher de 30 anos procura a Unidade de Saúde da Família relatando o surgimento de uma úlcera genital única, indolor, com bordas endurecidas, há cerca de 10 dias. Refere relação sexual desprotegida recente. Ao exame, observa-se lesão ulcerada limpa, sem secreção purulenta. Considerando o manejo do caso na Atenção Primária à Saúde, a conduta adequada é:
Alternativas
Q4424831 Medicina
 Uma mulher de 38 anos procura a Unidade de Saúde da Família com queixa de uma mancha clara no antebraço há alguns meses, associada à diminuição da sensibilidade ao calor e à dor no local. Ao exame físico, observa-se lesão hipocrômica com limites imprecisos e redução da sensibilidade térmica e dolorosa. Considerando o manejo dessa condição na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4424830 Medicina
Um homem de 25 anos procura a Unidade de Saúde da Família com queixa de corrimento uretral purulento e disúria há três dias. Refere relação sexual desprotegida recente. Ao exame físico, observa-se secreção uretral abundante, sem outras alterações. Considerando o manejo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que a conduta adequada é:
Alternativas
Q4424829 Medicina
Uma mulher de 28 anos procura a Unidade de Saúde da Família com história de febre, exantema maculopapular, prurido leve e artralgia há três dias. Relata que há circulação de arboviroses na região. Ao exame, encontra-se em bom estado geral, sem sinais de alarme. Considerando o diagnóstico diferencial entre as principais arboviroses e o manejo na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4424828 Medicina
Uma mulher de 60 anos procura a Unidade de Saúde da Família com queixa de dor lombar persistente há mais de seis meses, de intensidade moderada, sem sinais de alarme. Refere impacto no sono e nas atividades diárias. Já utilizou analgésicos simples com melhora parcial. Ao exame físico, não há déficits neurológicos. Considerando o manejo da dor crônica na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que a conduta adequada é:
Alternativas
Q4424827 Medicina
Um homem de 70 anos, com história de hipertensão arterial e infarto prévio, procura a Unidade de Saúde da Família com queixa de dispneia aos esforços, ortopneia e edema em membros inferiores há algumas semanas. Ao exame físico, apresenta turgência jugular, estertores crepitantes em bases pulmonares e edema de membros inferiores. Considerando o manejo do caso na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que a conduta adequada é:
Alternativas
Respostas
301: B
302: A
303: A
304: D
305: D
306: C
307: B
308: B
309: C
310: E
311: B
312: D
313: C
314: A
315: B
316: E
317: C
318: D
319: A
320: A