Questões de Concurso
Para cespe / cebraspe
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No que diz respeito aos conceitos e às práticas cotidianas aplicadas às técnicas de relações públicas e à assessoria de imprensa no ambiente institucional, julgue o item a seguir.
Na gestão moderna de assessoria de imprensa, o conceito de media training evoluiu para além do treinamento postural e de oratória diante das câmeras, incluindo a preparação do porta-voz para interações em ambientes hiperconectados, o domínio de narrativas baseadas em dados (data-driven storytelling) e a blindagem cognitiva contra táticas de desinformação programada.
No que diz respeito aos conceitos e às práticas cotidianas aplicadas às técnicas de relações públicas e à assessoria de imprensa no ambiente institucional, julgue o item a seguir.
No âmbito das técnicas de relações públicas aplicadas à comunicação governamental e institucional, o principal objetivo do relacionamento com a comunidade, no modelo simétrico de duas vias, é estabelecer canais bidirecionais de diálogo, visando mitigar conflitos e alinhar as expectativas institucionais ao interesse público local.
No que diz respeito aos conceitos e às práticas cotidianas aplicadas às técnicas de relações públicas e à assessoria de imprensa no ambiente institucional, julgue o item a seguir.
Com o advento do ecossistema digital e a proliferação das redes sociais, a assessoria de imprensa contemporânea abdicou de seu papel tradicional de gatekeeper secundário e de mediadora junto aos veículos comunicacionais da grande mídia, concentrando sua atuação na produção de conteúdo autônomo (brand channels) para os canais proprietários da instituição
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
A convergência midiática, fenômeno impulsionado pelas novas tecnologias de comunicação, consiste na unificação de suportes tecnológicos em um único dispositivo, o que ocorre de forma alheia a transformações nos processos de produção de conteúdo, nas práticas de consumo e nas relações entre meios de comunicação e audiências.
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
A comunicação online pressupõe necessariamente a sincronia entre os interlocutores, pois a ausência de mediação física exige que emissor e receptor estejam simultaneamente conectados para que a interação se efetive.
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
O jornalismo de dados é uma modalidade de prática jornalística que utiliza técnicas de coleta, tratamento, análise e visualização de grandes conjuntos de dados digitais para a produção de reportagens, sendo considerado uma das expressões mais significativas da transformação do jornalismo na era das mídias web e da comunicação online.
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
Blogs, podcasts e wikis são considerados formatos de mídias sociais, porque possibilitam a publicação, o compartilhamento e, em graus variados, a participação colaborativa de usuários na produção de conteúdo, diferenciando-se das redes sociais pelo foco predominante em conteúdo temático em vez de perfis relacionais.
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
As mídias web e digitais caracterizam-se por permitir a produção e a distribuição de conteúdo de forma não linear, possibilitando ao usuário interagir com a informação em diferentes momentos e por múltiplos dispositivos, o que as distingue estruturalmente das mídias tradicionais de massa.
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
Nas mídias sociais, o fenômeno das câmaras de eco ocorre quando os algoritmos de recomendação e o comportamento seletivo dos usuários criam ambientes informacionais nos quais os indivíduos são predominantemente expostos a conteúdos que confirmam suas crenças preexistentes, com redução do contato com perspectivas divergentes.
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
No ambiente das mídias sociais, a distinção entre os conceitos de disinformation e misinformation é operacionalmente relevante para o desenvolvimento de estratégias de verificação de fatos e de literacia midiática, e pode ser descrita do seguinte modo: a primeira refere-se à circulação de informação incorreta sem intenção consciente de dano, e a segunda designa conteúdo falso ou enganoso difundido com intenção deliberada de prejudicar ou manipular.
Considerando a teoria da argumentação e os vícios de raciocínio, julgue o item que se segue.
De acordo com a teoria da argumentação, o argumento a seguir é inválido.
"Todos os gatos são camelos."
"Nenhum camelo é um mamífero."
"Portanto, nenhum gato é um mamífero."
Considerando a teoria da argumentação e os vícios de raciocínio, julgue o item que se segue.
É de natureza indutiva o raciocínio exemplificado a seguir.
"Todas as pessoas afirmam que, na orla toda, há perigo de queimaduras por águas-vivas. Meu amigo X sempre toma banho na parte sul da orla e, nesse ponto, ele nunca foi atacado por águas-vivas. Minha amiga Y frequentou a parte sul da orla durante todos os dias da semana passada e, lá, ela também não foi atacada. Ontem, meu primo Z foi à parte sul da orla também e não foi atacado. Sendo assim, quando eu for tomar banho de mar, vou à parte sul da orla, pois lá não há ataques de águas-vivas."
Considerando a teoria da argumentação e os vícios de raciocínio, julgue o item que se segue.
No exemplo seguinte, identifica-se o vício de raciocínio denominado falácia do espantalho, uma vez que B refuta a primeira fala de A, ridicularizando o conhecimento de X.
A: "X afirmou na TV que esse surto de dor de cabeça pode estar se tornando uma epidemia."
B: "Não acredite nisso!"
A: "Por quê?" B: "Eu estudei com X e, na faculdade, X era uma pessoa fraca em infectologia."
Considerando a teoria da argumentação e os vícios de raciocínio, julgue o item que se segue.
"Y é jornalista, então ele domina as regras da língua portuguesa e escreve bem."
Considerando a teoria da argumentação e os vícios de raciocínio, julgue o item que se segue.
É correto afirmar que o seguinte texto se baseia em uma generalização apressada.
"Os aparelhos eletrônicos da marca W são de péssima qualidade. Comprei dois telefones celulares e uma televisão e os três apresentaram defeito ainda na garantia."
O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.
Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja
e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.
Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.
O autor do texto se vale de uma oposição para explicar a invenção dos livros.
O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.
Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja
e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.
Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.
A credibilidade de Vieira no texto deriva do pathos de um indivíduo religioso e culto, leitor de autores como Gilberto e S. Máximo e conhecedor da realidade de várias igrejas portuguesas.
O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.
Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja
e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.
Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.
No texto, Vieira associa o tempo a um tirano e o esquecimento dos homens a uma tirania, para mostrar a natureza desses dois elementos, que, agindo implacavelmente, apagam a memória das coisas passadas.
O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.
Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja
e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.
Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.
No trecho "Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam", é a relação de causa e efeito estabelecida que expressa a atemporalidade da natureza milagrosa da casa de Nossa Senhora de Penha de França, atemporalidade essa que tem como consequência o fato de os milagres operados nessa casa não passarem.
A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.
Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual
se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).
São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)
Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.
No segmento "A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão", é apresentada a tese do texto, a qual se refere às consequências da escrita no gênio de uma língua.