Questões de Concurso
Para cespe / cebraspe
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Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.
Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.
Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).
A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.
Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.
Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.
Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).
A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.
Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.
Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.
Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).
A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.
Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.
Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.
Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).
A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.
Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.
Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.
Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).
A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.
A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.
David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.
Tradução de José Oscar de Almeida Marques.
São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.
A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.
David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.
Tradução de José Oscar de Almeida Marques.
São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.
A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.
David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.
Tradução de José Oscar de Almeida Marques.
São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.
A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.
David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.
Tradução de José Oscar de Almeida Marques.
São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.
Sendo a lógica a área da filosofia cujo objeto próprio de investigação é justamente a argumentação, entende-se que o estudo de determinados conceitos lógicos pode ser de grande valia — desde que, obviamente, apresentados sob uma orientação prática. De fato, a contextualização do arcabouço conceitual lógico (e filosófico) em situações concretas (textos jornalísticos, discursos, quadrinhos, campanhas publicitárias etc.) torna-o não apenas mais sedutor, mas, primordialmente, didático, fecundo — conferindo-lhe sentido.
Patricia Velasco. Educando para a argumentação — contribuições do ensino da lógica. 2010, p.151.
A partir do texto apresentado, julgue o item que se segue, relativo a estratégias didáticas, seleção de conteúdo e aspectos da BNCC para o componente curricular de filosofia.