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Q4443471 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
Identifica-se dígrafo consonantal na segunda sílaba dos vocábulos "linguístico" e "pesquisadores". 
Alternativas
Q4443470 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
Os vocábulos "construídos" e "domínio", ambos paroxítonos, são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Alternativas
Q4443469 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
No trecho "Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões" (terceiro parágrafo), o emprego de vírgula após o vocábulo "faminta" justifica-se por separar orações coordenadas. 
Alternativas
Q4443468 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
O vocábulo "submarino" constitui exemplo de palavra formada pelo processo de derivação parassintética, sendo constituído pelo acréscimo simultâneo do prefixo "sub-" e do sufixo "-ino" ao radical "mar". 
Alternativas
Q4443467 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
No último período do texto — "Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. " —, o verbo bastar é empregado no presente do subjuntivo, com valor optativo nas três ocorrências, denotando desejo, aspiração.
Alternativas
Q4443466 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
No trecho "Seria um absurdo mitológico" (segundo parágrafo), o vocábulo "absurdo" classifica-se como substantivo, o que se evidencia pela presença do artigo indefinido "um", que o determina, e do adjetivo "mitológico", que o caracteriza. 
Alternativas
Q4443465 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
No trecho "a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida" (segundo parágrafo), o vocábulo "que" classifica-se gramaticalmente como conjunção integrante, cuja função é introduzir uma oração substantiva. 
Alternativas
Q4443464 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
As palavras "guichês" e "destruísse" possuem número de fonemas inferior ao número de letras que apresentam.
Alternativas
Q4443463 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
No segmento "a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida" (segundo parágrafo), a palavra "pouco" classifica-se morfologicamente como advérbio. 
Alternativas
Q4443462 Português
    O sol funciona esplêndido em cima da praia. Abre-se o espaço largamente. Custa admitir que a vida se cava em escritórios tristonhos, nas jaulas dos guichês, repartições, filas, cemitérios do homem. 

    Amo esta distância verde, este cheiro de sal, esta paz. Seria um absurdo mitológico se um submarino atômico surgisse à tona e nos destruísse, a nós que apenas pedimos um pouco mais de intimidade com a vida. 

    Dispomos aqui dos instrumentos essenciais a um momento de equilíbrio: a persistência do coração, o trabalho do fígado e dos rins, eliminando os venenos, a persistência do ar iodado, a água salgada, elementos suficientes ao mistério linear de viver e sentir. Não fosse uma gaivota faminta, nem perceberíamos este espinho interior a denunciar as vastas solidões que dominamos, sofrimento, pressentimento, aniquilamento. 

    Há pequenos vermes ocultos na areia para que a nossa tranquilidade não seja alarmante. Obrigações a cumprir, amores a sonhar, coisas a fazer formam figuras abstratas que se misturam, se deformam e se quebram. Baste o sol, baste o céu azul, baste a escura arraia da vida dormindo maldormida em nossas profundezas submarinas. 

Paulo Mendes Campos. Dois pensamentos na praia. 30 de maio de 1959 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.  
No segmento "figuras abstratas que se misturam" (quarto parágrafo), a colocação proclítica do pronome "se" é motivada pela natureza desenvolvida da oração subordinada na qual ele se insere. 
Alternativas
Q4443461 Filosofia

     Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.

Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.

Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).



A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.

O pensamento é concebido como heterogênese, porque cada elemento criado em um plano pode apelar a elementos heterogêneos que ainda estão por ser criados em outros planos. 
Alternativas
Q4443460 Filosofia

     Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.

Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.

Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).



A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.

Embora a relação entre filosofia, arte e ciência caracterize-se por uma dependência hierárquica, cada uma dessas formas de pensamento fornece os elementos fundamentais para a constituição das demais. 
Alternativas
Q4443459 Filosofia

     Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.

Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.

Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).



A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.

A heterogeneidade intrínseca à filosofia, à arte e à ciência impede que seus elementos se articulem, pois cada uma dessas formas de pensamento opera exclusivamente no interior de seu próprio domínio. 
Alternativas
Q4443458 Filosofia

     Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.

Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.

Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).



A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.

De acordo com Deleuze e Guattari, a recondução à opinião original e a precipitação no devir caótico constituem o resultado necessário da relação entre filosofia, arte e ciência. 
Alternativas
Q4443457 Filosofia

     Os três pensamentos cruzam-se, entrelaçam-se, mas sem síntese nem identificação. A filosofia faz surgir acontecimentos com seus conceitos, a arte ergue monumentos com suas sensações, a ciência constrói estados de coisas com suas funções. Um rico tecido de correspondências pode estabelecer-se entre os planos. Mas a rede tem seus pontos culminantes, onde a sensação se torna ela própria sensação de conceito, ou de função; o conceito, conceito de função ou de sensação; a função, função de sensação ou de conceito. E um dos elementos não aparece, sem que o outro possa estar ainda por vir, ainda indeterminado ou desconhecido. Cada elemento criado sobre um plano apela a outros elementos heterogêneos, que restam por criar sobre outros planos: o pensamento como heterogênese. É verdade que estes pontos culminantes comportam dois perigos extremos: ou reconduzir-nos à opinião da qual queríamos sair, ou nos precipitar no caos que queríamos enfrentar.

Deleuze e Guatari. O que é filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz.

Rio de Janeiro: Editora 34, 1992, p. 254-255 (com adaptações).



A partir do texto apresentado, julgue o item a seguir, considerando as relações entre filosofia, arte e ciência.

A possibilidade de um conceito tornar-se conceito de uma sensação ou de uma função exemplifica pontos culminantes em uma rede, sem que isso implique a identificação entre filosofia, arte e ciência. 
Alternativas
Q4443456 Filosofia

    A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.


David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.

Tradução de José Oscar de Almeida Marques.

São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).



Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.

O pensamento cotidiano é constituído por hábitos, crenças, costumes e opiniões presentes na vida comum, cabendo à filosofia examinar sua legitimidade, sistematizando-as ou corrigindo-as, se necessário.
Alternativas
Q4443455 Filosofia

    A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.


David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.

Tradução de José Oscar de Almeida Marques.

São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).



Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.

Filosofia e senso comum são formas de pensamento incompatíveis, de modo que a reflexão filosófica deve prescindir dos conhecimentos da vida ordinária.
Alternativas
Q4443454 Filosofia

    A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.


David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.

Tradução de José Oscar de Almeida Marques.

São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).



Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.

O ceticismo de Hume envolve uma crítica à pretensão de que a razão e a experiência possam fundamentar certas inferências que ultrapassam aquilo que é imediatamente observado. 
Alternativas
Q4443453 Filosofia

    A imaginação do homem é naturalmente atraída para o sublime, deleita-se com tudo o que é remoto e extraordinário, e irrompe impetuosamente nas mais distantes partes do espaço e do tempo para fugir dos objetos que o hábito lhe tornou demasiado familiares. Um correto julgamento segue o método contrário e, evitando todas as indagações remotas e elevadas, restringe-se à vida comum e aos objetos que se apresentam à prática e à experiência cotidianas, deixando os tópicos mais sublimes aos floreios de poetas e oradores, ou aos artifícios de sacerdotes e políticos. Nada pode ser mais útil para conduzir-nos a essa salutar determinação do que nos deixar convencer plenamente, de uma vez por todas, da força da dúvida pirrônica, e da impossibilidade de que qualquer coisa, exceto o forte poder do instinto natural, possa livrar-nos dela. Aqueles que têm propensão para a filosofia prosseguirão em suas pesquisas, porque ponderam que, em adição ao prazer imediato que acompanha essa ocupação, as decisões filosóficas nada mais são que as reflexões da vida ordinária (common life), sistematizadas e corrigidas.


David Hume. Uma investigação sobre o entendimento humano.

Tradução de José Oscar de Almeida Marques.

São Paulo: Editora UNESP, 2004, p. 218-219 (com adaptações).



Considerando o texto apresentado e as relações entre a filosofia e a vida cotidiana, julgue o item a seguir.

Para Hume, a filosofia deve, necessariamente, elevar-se em relação ao senso comum por meio de indagações remotas, a fim de reconduzir corretamente o julgamento.
Alternativas
Q4443452 Pedagogia

    Sendo a lógica a área da filosofia cujo objeto próprio de investigação é justamente a argumentação, entende-se que o estudo de determinados conceitos lógicos pode ser de grande valia — desde que, obviamente, apresentados sob uma orientação prática. De fato, a contextualização do arcabouço conceitual lógico (e filosófico) em situações concretas (textos jornalísticos, discursos, quadrinhos, campanhas publicitárias etc.) torna-o não apenas mais sedutor, mas, primordialmente, didático, fecundo — conferindo-lhe sentido.

Patricia Velasco. Educando para a argumentação — contribuições do ensino da lógica. 2010, p.151.



A partir do texto apresentado, julgue o item que se segue, relativo a estratégias didáticas, seleção de conteúdo e aspectos da BNCC para o componente curricular de filosofia.

Uma opção metodológica adequada para o ensino de filosofia consiste em elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos epistemológicos, com base na sistematização de dados.
Alternativas
Respostas
61: E
62: E
63: E
64: E
65: C
66: C
67: E
68: C
69: E
70: C
71: C
72: E
73: E
74: E
75: C
76: C
77: E
78: C
79: E
80: C