Questões de Concurso Para cespe / cebraspe

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Q4443491 Português
    Conhecer o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve o despertar de uma consciência fonológica da linguagem. Ocorre que essas relações não são tão simples quanto as cartilhas as fazem parecer. Não há regularidades nessas relações, e elas são construídas por convenção. 

    De certa maneira, a história da escrita ilustra isso. Podemos datar as primeiras escritas da época das cavernas, quando os povos nômades deixavam pictogramas em suas paredes, que, enquanto desenhos, representavam, com suas propriedades concretas, animais, ações, perigos existentes no entorno. 

    Com o desenvolvimento do comércio, foi preciso simplificar esses desenhos. Mesmo ainda representando os objetos, esses pictogramas simplificados — os ideogramas, até hoje utilizados na escrita chinesa e japonesa, por exemplo — vão perdendo sua relação de representação icônica do objeto, tornando-se mais e mais convencionais.

    Por volta de 3.000 a. C., tanto pictogramas quanto ideogramas passaram a ser utilizados com valor fonético, cada signo representando uma sílaba. A passagem do signo-imagem ao signo-som (silabário) e o formato cuneiforme simplificado facilitaram sua expansão, e a escrita passou a cumprir funções mais ambiciosas.

    A humanidade levou milênios para inventar a relação entre um grafismo e um som, deslocando-se da representação do significado das palavras para o isolamento de um som do significante das mesmas. Também para a criança, esse não é um processo simples e breve de associação som-grafia. É um processo mais ou menos longo e bastante complexo de construção de conhecimento sobre essas convenções.  

Roxane Rojo. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 61-62 (com adaptações). 


Julgue o item seguinte, relativo a aspectos gramaticais do texto apresentado. 
No segundo parágrafo, a forma verbal "representavam" concorda com o termo "pictogramas". 
Alternativas
Q4443490 Português
    Conhecer o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve o despertar de uma consciência fonológica da linguagem. Ocorre que essas relações não são tão simples quanto as cartilhas as fazem parecer. Não há regularidades nessas relações, e elas são construídas por convenção. 

    De certa maneira, a história da escrita ilustra isso. Podemos datar as primeiras escritas da época das cavernas, quando os povos nômades deixavam pictogramas em suas paredes, que, enquanto desenhos, representavam, com suas propriedades concretas, animais, ações, perigos existentes no entorno. 

    Com o desenvolvimento do comércio, foi preciso simplificar esses desenhos. Mesmo ainda representando os objetos, esses pictogramas simplificados — os ideogramas, até hoje utilizados na escrita chinesa e japonesa, por exemplo — vão perdendo sua relação de representação icônica do objeto, tornando-se mais e mais convencionais.

    Por volta de 3.000 a. C., tanto pictogramas quanto ideogramas passaram a ser utilizados com valor fonético, cada signo representando uma sílaba. A passagem do signo-imagem ao signo-som (silabário) e o formato cuneiforme simplificado facilitaram sua expansão, e a escrita passou a cumprir funções mais ambiciosas.

    A humanidade levou milênios para inventar a relação entre um grafismo e um som, deslocando-se da representação do significado das palavras para o isolamento de um som do significante das mesmas. Também para a criança, esse não é um processo simples e breve de associação som-grafia. É um processo mais ou menos longo e bastante complexo de construção de conhecimento sobre essas convenções.  

Roxane Rojo. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 61-62 (com adaptações). 


Julgue o item seguinte, relativo a aspectos gramaticais do texto apresentado. 
Na oração "quanto as cartilhas as fazem parecer" (primeiro parágrafo), o verbo "parecer" classifica-se como intransitivo. 
Alternativas
Q4443489 Português
    Conhecer o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve o despertar de uma consciência fonológica da linguagem. Ocorre que essas relações não são tão simples quanto as cartilhas as fazem parecer. Não há regularidades nessas relações, e elas são construídas por convenção. 

    De certa maneira, a história da escrita ilustra isso. Podemos datar as primeiras escritas da época das cavernas, quando os povos nômades deixavam pictogramas em suas paredes, que, enquanto desenhos, representavam, com suas propriedades concretas, animais, ações, perigos existentes no entorno. 

    Com o desenvolvimento do comércio, foi preciso simplificar esses desenhos. Mesmo ainda representando os objetos, esses pictogramas simplificados — os ideogramas, até hoje utilizados na escrita chinesa e japonesa, por exemplo — vão perdendo sua relação de representação icônica do objeto, tornando-se mais e mais convencionais.

    Por volta de 3.000 a. C., tanto pictogramas quanto ideogramas passaram a ser utilizados com valor fonético, cada signo representando uma sílaba. A passagem do signo-imagem ao signo-som (silabário) e o formato cuneiforme simplificado facilitaram sua expansão, e a escrita passou a cumprir funções mais ambiciosas.

    A humanidade levou milênios para inventar a relação entre um grafismo e um som, deslocando-se da representação do significado das palavras para o isolamento de um som do significante das mesmas. Também para a criança, esse não é um processo simples e breve de associação som-grafia. É um processo mais ou menos longo e bastante complexo de construção de conhecimento sobre essas convenções.  

Roxane Rojo. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 61-62 (com adaptações). 


Julgue o item seguinte, relativo a aspectos gramaticais do texto apresentado. 
No primeiro parágrafo, o vocábulo "simples" classifica-se sintaticamente como predicativo do sujeito. 
Alternativas
Q4443488 Português
    Conhecer o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve o despertar de uma consciência fonológica da linguagem. Ocorre que essas relações não são tão simples quanto as cartilhas as fazem parecer. Não há regularidades nessas relações, e elas são construídas por convenção. 

    De certa maneira, a história da escrita ilustra isso. Podemos datar as primeiras escritas da época das cavernas, quando os povos nômades deixavam pictogramas em suas paredes, que, enquanto desenhos, representavam, com suas propriedades concretas, animais, ações, perigos existentes no entorno. 

    Com o desenvolvimento do comércio, foi preciso simplificar esses desenhos. Mesmo ainda representando os objetos, esses pictogramas simplificados — os ideogramas, até hoje utilizados na escrita chinesa e japonesa, por exemplo — vão perdendo sua relação de representação icônica do objeto, tornando-se mais e mais convencionais.

    Por volta de 3.000 a. C., tanto pictogramas quanto ideogramas passaram a ser utilizados com valor fonético, cada signo representando uma sílaba. A passagem do signo-imagem ao signo-som (silabário) e o formato cuneiforme simplificado facilitaram sua expansão, e a escrita passou a cumprir funções mais ambiciosas.

    A humanidade levou milênios para inventar a relação entre um grafismo e um som, deslocando-se da representação do significado das palavras para o isolamento de um som do significante das mesmas. Também para a criança, esse não é um processo simples e breve de associação som-grafia. É um processo mais ou menos longo e bastante complexo de construção de conhecimento sobre essas convenções.  

Roxane Rojo. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 61-62 (com adaptações). 


Julgue o item seguinte, relativo a aspectos gramaticais do texto apresentado. 
No primeiro período do texto, as orações introduzidas pelos verbos "Conhecer" e "perceber" são subordinadas substantivas. 
Alternativas
Q4443487 Português
    Conhecer o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve o despertar de uma consciência fonológica da linguagem. Ocorre que essas relações não são tão simples quanto as cartilhas as fazem parecer. Não há regularidades nessas relações, e elas são construídas por convenção. 

    De certa maneira, a história da escrita ilustra isso. Podemos datar as primeiras escritas da época das cavernas, quando os povos nômades deixavam pictogramas em suas paredes, que, enquanto desenhos, representavam, com suas propriedades concretas, animais, ações, perigos existentes no entorno. 

    Com o desenvolvimento do comércio, foi preciso simplificar esses desenhos. Mesmo ainda representando os objetos, esses pictogramas simplificados — os ideogramas, até hoje utilizados na escrita chinesa e japonesa, por exemplo — vão perdendo sua relação de representação icônica do objeto, tornando-se mais e mais convencionais.

    Por volta de 3.000 a. C., tanto pictogramas quanto ideogramas passaram a ser utilizados com valor fonético, cada signo representando uma sílaba. A passagem do signo-imagem ao signo-som (silabário) e o formato cuneiforme simplificado facilitaram sua expansão, e a escrita passou a cumprir funções mais ambiciosas.

    A humanidade levou milênios para inventar a relação entre um grafismo e um som, deslocando-se da representação do significado das palavras para o isolamento de um som do significante das mesmas. Também para a criança, esse não é um processo simples e breve de associação som-grafia. É um processo mais ou menos longo e bastante complexo de construção de conhecimento sobre essas convenções.  

Roxane Rojo. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 61-62 (com adaptações). 


Julgue o item seguinte, relativo a aspectos gramaticais do texto apresentado. 
No último período do texto, os vocábulos "longo" e "complexo" classificam-se sintaticamente como adjuntos adnominais. 
Alternativas
Q4443486 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
Na oração "E assim reatamos o fio da aventura" (segundo parágrafo), o sujeito é classificado como oculto. 
Alternativas
Q4443485 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
Na oração "se houvesse separação" (primeiro parágrafo), o verbo concorda com o termo "separação". 
Alternativas
Q4443484 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
Na oração "apertando-nos com abraços" (primeiro parágrafo), o predicado expressa ação recíproca. 
Alternativas
Q4443483 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
A expressão "uma toalha elástica" (primeiro parágrafo) funciona sintaticamente como sujeito na estrutura da oração em que se insere. 
Alternativas
Q4443482 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
Na oração "a mesma coisa lhe aconteceu a ela" (primeiro parágrafo), os pronomes "lhe" e "ela" são referencialmente vinculados ao termo "Virgília". 
Alternativas
Q4443481 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
No período "Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também." (primeiro parágrafo), o segmento "com que" pode ser substituído por com o qual, sem prejuízo da correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q4443480 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
No primeiro período do texto, os termos "um perigo" e "a vida" exercem a mesma função sintática. 
Alternativas
Q4443479 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
O primeiro período do texto é composto por subordinação. 
Alternativas
Q4443478 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se reescrevesse a expressão "semelhantes às crianças" (primeiro parágrafo) como semelhantes à crianças.
Alternativas
Q4443477 Português
    Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando - nos com abraços. (...)

    E assim reatamos o fio da aventura. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde, por algum tempo, divisamos os vales de leste e de oeste e, por cima de nós, o céu tranquilo e azul. Repousando esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer... 

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
São Paulo: Globo, 2008, p. 181-182 (com adaptações). 


No que se refere a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
No segundo parágrafo, as expressões "os vales de leste e de oeste" e "o céu tranquilo e azul" classificam-se sintaticamente como adjunto adverbial de lugar.
Alternativas
Q4443476 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
O termo "peça-chave" é um substantivo composto que, no plural, pode ser grafado de duas formas: peças-chaves ou peças-chave.  
Alternativas
Q4443475 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
No trecho "uma dada língua" (primeiro parágrafo), o vocábulo "dada", originariamente forma nominal de particípio do verbo "dar", exerce, no contexto, função adjetiva, equivalendo a determinada ou específica.
Alternativas
Q4443474 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
No trecho "da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras" (último parágrafo), a partícula "se" é classificada, em ambas as ocorrências, como índice de indeterminação do sujeito.
Alternativas
Q4443473 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
Na hipótese de divisão silábica para fins de translineação do vocábulo "ascensão", as consoantes que formam o encontro consonantal "sc" devem permanecer na mesma sílaba, logo, para tal finalidade, só se deve dividir a palavra em duas sílabas. 
Alternativas
Q4443472 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
No segmento "Pretende-se afirmar, com isso, que" (segundo parágrafo), as vírgulas que isolam o elemento "com isso" poderiam ser suprimidas simultaneamente, sem prejuízo para a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Respostas
41: C
42: E
43: C
44: C
45: C
46: C
47: E
48: C
49: C
50: C
51: E
52: E
53: C
54: E
55: E
56: C
57: C
58: E
59: E
60: C