Questões de Concurso
Para cespe / cebraspe
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Considera-se concluída a etapa de planejamento no processo de enfermagem quando as intervenções a serem feitas estiverem devidamente descritas, sendo opcional a definição de resultados esperados e dos critérios de avaliação.
O dimensionamento e a distribuição de pessoal devem considerar a complexidade dos pacientes e o perfil assistencial da unidade.
A criação de conselhos locais de saúde, dentro de cada unidade básica, fortalece a governança e aproxima a gestão das demandas específicas de cada microterritório.
O matriciamento, estratégia de coordenação técnica entre especialistas e equipes de referência, funciona como uma ferramenta de articulação entre diferentes níveis de atenção.
Lideranças comunitárias devem ser vistas pelo gestor de saúde como receptores passivos de informações, devendo ser consultadas somente após a implementação de uma nova unidade de saúde.
Nas relações institucionais, a autonomia municipal no SUS é absoluta.
O Ministério da Saúde exerce um papel de coordenação normativa e financiamento indutor: o repasse de recursos funciona como ferramenta de adesão dos municípios às políticas nacionais.
Na organização logística de capacitação, deve-se considerar carga horária compatível com a rotina de trabalho dos participantes, com vistas à redução de ausências, saídas antecipadas ou baixa adesão.
Em oficinas técnicas, deve-se priorizar a transmissão unilateral de conteúdo para evitar a dispersão de discussões.
A definição de objetivos educacionais mensuráveis permite que se avalie o impacto da capacitação sobre as práticas profissionais.
O planejamento educativo pode ser realizado sem participação da equipe multiprofissional, visto que a transmissão de informação é uma atividade individual.
A linguagem técnica deve ser priorizada, independentemente do perfil sociocultural do público, de forma a garantir a fidelidade conceitual do conteúdo transmitido.
A promoção da saúde em áreas vulneráveis inclui ações coletivas como educação em saúde em escolas, espaços comunitários e associações locais.
É desnecessária a adaptação dos protocolos clínicos padrão a contextos socioambientais, pois a uniformidade é garantia de equidade.
Na formulação de estratégias de atenção primária, devem ser consideradas a mobilidade social e a informalidade laboral, adaptando-se horários e formatos de atendimento às rotinas da população.
A vigilância em saúde interligada à atenção primária permite a identificação precoce de mudanças no perfil epidemiológico e a reorganização das intervenções locais.
A integralidade na atenção primária envolve articulação entre ações individuais, coletivas, preventivas, promocionais e assistenciais, considerados o contexto territorial e as necessidades da população local.
A equidade na atenção especializada dispensa integração com a atenção primária, pois cada nível de atenção à saúde possui responsabilidades independentes.
A priorização de casos graves na fila de espera por serviços de saúde configura privilégio indevido e fere o princípio da equidade.
A incorporação de práticas tradicionais em políticas públicas de saúde requer mediação intercultural, de forma a se evitar a descaracterização dos sentidos originais dessas práticas.