Questões de Concurso
Para iv - ufg
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Os historiadores, na realidade, podem estar diante de uma mudança de paradigma fundamental, de uma cultura da escassez para uma da abundância. Não faz muito tempo, nossa preocupação era com o reduzido número de pessoas que podíamos alcançar, com as páginas de conteúdo acadêmico que éramos capazes de publicar, com as fontes primárias que podíamos apresentar aos nossos alunos e com os documentos que haviam sobrevivido do passado.
ROSENZWEIG, Roy. Clio conectada: o futuro do passado na era digital. Tradução de Luis Reyes Gil. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.
Diante da transição para uma "cultura da abundância”, quais são as novas habilidades indispensáveis para os historiadores e professores de história?
Essa discrepância gritante entre pensamento e prática marcou o período de transformação do capitalismo global [...] Seria de se esperar, obviamente, que qualquer pensador racional e ‘esclarecido’ pudesse percebê-la. Contudo, não foi o que aconteceu.
BUCK-MORSS, Susan. Hegel e o Haiti. Tradução de Sebastião Nascimento. Prefácio de Vladimir Safatle. São Paulo: n-1 edições, 2017, p. 13-14.
Segundo o texto, qual era a contradição fundamental do pensamento iluminista?
Nos últimos anos os estudos relativos ao fim do Mundo Antigo e à Antiguidade Tardia ganharam novas perspectivas. Tais estudos comportam um recorte temporal compreendido entre os séculos IV e VIII da era cristã no Ocidente e revelam preceitos distintos daquela já, felizmente, distante da ideia que colocava tal período histórico como época de “barbárie” e “trevas”.
GREIN, Everton. Translatio ad mundus: a transformação do mundo romano e a antiguidade tardia. Elementos teóricos para uma perspectiva historiográfica. História da Historiografia — International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 2, n. 3, p. 106–122, 2009.
De acordo com o texto, como a historiografia recente tem caracterizado o período histórico conhecido como Antiguidade Tardia?
A noção de região, por exemplo, tem origem militar, vem do latim regione, e nomeava originalmente uma área sob o comando, que vem da palavra latina regere, de uma dada força militar, de uma dada legião romana, de um regimento. Ela se confunde, muitas vezes, com a noção de província, que vem do latim vincere, ou seja, território vencido ou habitado por povos vencidos, submetidos ao domínio romano.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. O objeto em fuga: algumas reflexões em torno do conceito de região. Fronteiras: Revista de História, Dourados, MS, v. 10, n. 17, p. 56-57 (texto completo), jan./jun. 2008.
Ao investigar a arqueologia do conceito de “região”, o autor do texto aponta que sua origem remete diretamente
Os patrimônios difíceis – também conhecidos como patrimônios sombrios, dissonantes, marginais ou da dor – remetem a locais associados ao sofrimento, à exceção, encarceramento, segregação, punição e morte.
MENEGUELLO, Cristina; PISTORELLO, Daniela. Patrimônios difíceis e ensino de História: uma complexa interação. Revista História Hoje, v. 10, n. 196, jun. 2021.
No contexto de Goiás, de acordo com o texto, um patrimônio difícil é
O marco temporal realiza uma política anti-indígena ao exigir o critério da atualidade da ocupação para caracterizar o direito indígena, no sentido de que a presença indígena na área reivindicada deve estar dada como um fato atual no dia em que a Constituição foi promulgada.
Ramalho, Walderez. Marco temporal e políticas do tempo: raízes de um equívoco histórico. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 45, n. 98, p. 202.
A tese do “marco temporal” é considerada uma “política antiindígena”, porque
A instituição social (uma sociedade de estudos de...) permanece a condição de uma linguagem científica [...] A instituição não dá apenas estabilidade social a uma ‘doutrina’. Ela a torna possível e, sub-repticiamente, a determina.
CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da história. 2ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007, p. 70.
De acordo com o texto, a operação historiográfica está diretamente ligada