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Q3866136 Noções de Informática
No Windows 10 e 11, o Gerenciador de Tarefas permite ao usuário acompanhar o desempenho geral do sistema. Qual ação pode ser realizada por esse recurso?
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Q3866135 Sociologia
Leia o texto a seguir.
O Índice de Desenvolvimento Humano de Gameleira de Goiás, que leva em consideração indicadores de escolaridade, renda e longevidade, apresentou valor de 0,446 para o ano de 2000, valor categorizado como “Baixo” mediante os parâmetros estabelecidos internacionalmente. Já para o ano de 2010 o valor obtido pelo índice alcançou 0,659 ponto, sendo considerado um valor “Médio”. O Índice de Vulnerabilidade Social, que mede a vulnerabilidade de grupos frente a fatores socioeconômicos, mostrou valor de 0,426 em 2000, sendo considerado “Alto”, passando para 0,225, o que configura um valor “Baixo”.
SCALIZE, Paulo Sérgio. Diagnóstico dos municípios que integram o Projeto SanRural: Gameleira de Goiás, Goiás. Goiânia: Cegraf UFG, 2022, p. 23. [Adaptado].


Conforme os dados, de 2000 para 2010, o município de Gameleira de Goiás conseguiu 
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Q3866134 Português
Leia o texto a seguir.

Deslocamentos caracterizam os ímpetos da concepção urbana de Anápolis, com os tropeiros que ali passavam, instalavam-se nessas localidades e, consequentemente, geravam trocas de mercadorias favoráveis ao comércio. Outro fator relevante foi a construção da Capela em honra a Sant’Ana, por Gomes de Sousa Ramos, em 1871. Isso potencializa o adensamento populacional na região de Anápolis, já que em 1871 existiam apenas sete casas, no ano seguinte esse número foi para 20 moradias, com uma população estimada em 120 pessoas só no povoado.
Amaral, L. F.; Lopes Filho, J. J. Estranhar e reconhecer: um processo de descontinuidades na paisagem urbana de Anápolis-GO (1870-2022). Paranoá, v. 17, e45325, 2024, p. 6. [Adaptado].

O crescimento populacional se associa com qual característica da população mencionada?
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Q3866133 Português
Leia o texto a seguir.
O Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas, de Goiânia, foi o grande vencedor da etapa Centro-Oeste do Prêmio Finep de Inovação, na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis, com o projeto Soluções Tecnológicas para o Aproveitamento Integral do Babaçu e Pequi. [...] A Coordenadora de Projetos do Instituto, Nathália Garcia, destacou o impacto social gerado pelo projeto: “É muito gratificante ver a inovação chegando na ponta, transformando a vida de mais de 7 mil famílias de agroextrativistas e agricultores familiares. Por meio desse projeto, conseguimos desenvolver cinco novos ingredientes a partir do aproveitamento integral do pequi e do babaçu – utilizando casca, polpa e semente. O que antes era considerado resíduo agora se transforma em produtos de alto valor agregado”.
BOLETIM SEMANAL DE NOTÍCIAS DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE GOIÁS. Senai conquista Prêmio Finep de Inovação ao transformar frutos do Cerrado em soluções sustentáveis. Ano 7, nº 261, Goiânia, 10 de outubro de 2025, p. 2 e 3. [Adaptado].


De que forma o projeto contribuiu com as famílias mencionadas? 
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Q3866132 Atualidades
Em 2025, o Brasil sediou a 30ª Conferência das Partes (COP30), em Belém, no Pará. A Conferência das Partes (COP) é o maior evento das Nações Unidas global para discussão e negociações sobre as mudanças do clima. Qual foi um dos desafios encontrados pelo evento para alcançar seus objetivos?
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Q3866131 Português
Leia o texto a seguir.

No componente materno-infantil, a Taxa de Mortalidade Infantil, medida em óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos, alcançou média municipal de 16,87. Trata-se de uma média entre municípios e não da taxa estadual. Observou-se que cerca de 20% dos municípios não registraram óbitos infantis, enquanto 80% apresentaram taxas inferiores a 29,47, havendo casos extremos com 96,77 óbitos por mil nascidos vivos. A elevada variabilidade do indicador sugere que ganhos adicionais dependem de cobertura contínua e de cuidados oportunos. Nessa direção, o Acompanhamento Pré-Natal, aferido pelo percentual de gestantes com sete ou mais consultas, registrou média de 81,02%, com mínimo de 42,31% e 80% dos municípios abaixo de 88,64%, o que revela espaço para ampliar o acesso e a regularidade do cuidado durante a gestação.
Lima, J. K. E.; Matos, P. D. S.; Siqueira, R. V. Índice de Desempenho dos Municípios (IDM). Goiânia-GO: Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica– IMB, 2025, p. 18. [Adaptado].


A elevada variabilidade desse indicador evidencia qual característica do Estado de Goiás? 
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Q3866130 Estatística
Em uma determinada turma, a média das notas do exame final foi 4,5, enquanto a mediana foi 7,5. Sabendo que a nota mínima para aprovação é 5,0, a média ou a mediana informadas indicam que 
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Q3866126 Raciocínio Lógico

Considere as proposições compostas:


• (P ∧ Q) → (P ∨ Q).

• (P ∨ Q) → (P ∧ Q).


Essas proposições são, respectivamente, exemplos de 

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Q3866125 Português
Texto 3

Anteontem

Antonio Prata


No meio da frase, ao escrever "anteontem", empaquei. "Anteontem" existe? Não tô falando de anteontem, o dia antes de ontem. O dia, tenho certeza, existiu. Estive lá e tenho inclusive testemunhas, um link do "meets" e recibos do cartão de crédito.

Voltando ao assunto, escrevi "anteontem" e senti como se tivesse escrito "memo", "tamo", "somo". Dei um google rápido e, sim, surgiram várias frases com "anteontem". Poxa, que interessante. Por que será que "antes de ontem" conseguiu dicionarizar sua versão coloquial e, por exemplo, "memo", "tamo" e "somo", não?

[...]

Li, ano passado, o belíssimo "Latim em Pó", de Caetano Galindo. O livro traça os caminhos do português, desde a cópula milenar do galego com o latim até os dias de hoje. Termina assim: "Eu aqui me despeço e te digo em bom latim clássico (saluare) mastigado pela plebe do Império Romano (salvare), estropiado pelos celtiberos, desentendido pelos germânicos, tingido pelos árabes (salvar), imposto aos indígenas da América (sarvá) e finalmente alterado pelos padrões silábicos dos idiomas negros africanos: Saravá.

Seja bem-vinda."

Ao dar um último google atrás da citação do Galindo, me deparei com uma descrição mais precisa do "anteontem". Não nasceu de uma corruptela de "antes de ontem". É filha de uma linhagem mais nobre, irmã de "antebraço", "anteparo", "antecipar’, "antessala", "anteceder". O que me traz certa culpa por não ter, ao pesquisar melhor, "antecipado". Não importa. Sigo defendendo a mesma posição. De que a língua escrita se dobre à falada. Saravá.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2025/07/anteontempagarai.shtml. Acesso em: 18 nov. 2025. [Adaptado].
O Texto 3 apresenta o seguinte trecho: “Ao dar um último google atrás da citação do Galindo, me deparei com uma descrição mais precisa do ‘anteontem’. Não nasceu de uma corruptela de ‘antes de ontem’”. Nesse trecho, o cronista, ao usar a expressão “descrição mais precisa”, mitiga a inconsistência de uma informação que já havia dado, usando como recurso de linguagem
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Q3866124 Português
Texto 3

Anteontem

Antonio Prata


No meio da frase, ao escrever "anteontem", empaquei. "Anteontem" existe? Não tô falando de anteontem, o dia antes de ontem. O dia, tenho certeza, existiu. Estive lá e tenho inclusive testemunhas, um link do "meets" e recibos do cartão de crédito.

Voltando ao assunto, escrevi "anteontem" e senti como se tivesse escrito "memo", "tamo", "somo". Dei um google rápido e, sim, surgiram várias frases com "anteontem". Poxa, que interessante. Por que será que "antes de ontem" conseguiu dicionarizar sua versão coloquial e, por exemplo, "memo", "tamo" e "somo", não?

[...]

Li, ano passado, o belíssimo "Latim em Pó", de Caetano Galindo. O livro traça os caminhos do português, desde a cópula milenar do galego com o latim até os dias de hoje. Termina assim: "Eu aqui me despeço e te digo em bom latim clássico (saluare) mastigado pela plebe do Império Romano (salvare), estropiado pelos celtiberos, desentendido pelos germânicos, tingido pelos árabes (salvar), imposto aos indígenas da América (sarvá) e finalmente alterado pelos padrões silábicos dos idiomas negros africanos: Saravá.

Seja bem-vinda."

Ao dar um último google atrás da citação do Galindo, me deparei com uma descrição mais precisa do "anteontem". Não nasceu de uma corruptela de "antes de ontem". É filha de uma linhagem mais nobre, irmã de "antebraço", "anteparo", "antecipar’, "antessala", "anteceder". O que me traz certa culpa por não ter, ao pesquisar melhor, "antecipado". Não importa. Sigo defendendo a mesma posição. De que a língua escrita se dobre à falada. Saravá.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2025/07/anteontempagarai.shtml. Acesso em: 18 nov. 2025. [Adaptado].
A abertura da crônica “Anteontem” é construída a partir de um jogo de linguagem que se baseia na
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Q3866123 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
No período “Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga”, a oração “que não é inimiga” exerce a função morfossintática de um
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Q3866122 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
A interrogação “Então, o futuro também é ancestral?” apresenta de forma implícita, considerando-se o fluxo da interação discursiva, o pressuposto de que
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Q3866121 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
O sentido de “cidade-esponja” é construído a partir de um procedimento de linguagem figurativa que toma como base uma
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Q3866120 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
Considerando-se o modo de estruturação e funcionamento do gênero entrevista, verifica-se que o parágrafo de abertura do Texto 2 constitui uma unidade paratextual. Esse tipo de unidade, a exemplo do que ocorre no Texto 2, tem como função
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Q3866119 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
No trecho “Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor”, o sinal de dois pontos introduz uma
Alternativas
Q3866118 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
O procedimento argumentativo usado no terceiro parágrafo do Texto 1 é baseado na
Alternativas
Q3866117 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
Considerando-se suas características internas (estruturação léxico-gramatical e textual) e externas (funcionamento social e a mídia de circulação), classifica-se o Texto 1 como um exemplar do gênero
Alternativas
Respostas
2781: A
2782: D
2783: D
2784: A
2785: D
2786: C
2787: B
2788: B
2789: A
2790: C
2791: D
2792: B
2793: C
2794: A
2795: D
2796: A
2797: B
2798: C
2799: A
2800: D