Questões de Concurso
Comentadas para iv - ufg
Foram encontradas 25.819 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Leia o texto a seguir.
A galinha reivindicativa
Em certo dia de data incerta, um galo velho e uma galinha nova encontraram-se no fundo de um quintal e, entre bicada e outra, trocaram impressões sobre como o mundo estava mudado. O galo, porém, fez questão de frisar que sempre vivera bem, tivera muitas galinhas em sua vida sentimental e agora, velho e cansado, esperava calmamente o fim de seus dias.
FERNANDES, Millôr. A Galinha reivindicativa. In: FERNANDES, Millôr. Fábulas Fabulosas. 9. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1985.
No texto, a articulação entre as informações é estabelecida por diversos recursos. Com destaque para o emprego do conectivo “porém”, no contexto em que está inserido, esse elemento cumpre a função de
Leia o texto a seguir.
Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.
— Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim senhor; não é outra coisa um filho que me faz isto...
Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. — Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
No trecho “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos”, o sentido produzido pelo enunciado resulta, sobretudo, de um mecanismo discursivo que permite ao leitor compreender que o amor está sendo tratado sob um efeito de sentido caracterizado pela
Leia o texto a seguir.
No terceiro dia de julgamento, seguiram-se novos depoimentos e finalmente fizeram-se as acareações. E o que facilitou grandemente a tarefa da acusação foi que, na esperança de melhorarem sua posição pessoal, os réus se puseram a acusar uns aos outros. Fez-se publicamente o exame dos prontuários tirados da parte dos arquivos da Polícia Central que Zabala não tivera tempo de destruir. Por meio desses documentos, ficou provado que mais de duzentas pessoas, entre as quais algumas dúzias de estudantes, haviam morrido de doenças e maus tratos nas diversas prisões de Cerro Hermoso e arredores, e seus corpos enterrados numa vala comum, sem que seus parentes tivessem sido sequer notificados da “ocorrência”. Quando o promotor público terminou a acusação, o Presidente do Tribunal deu a palavra ao advogado profissional que o Comitê Central Revolucionário designara para defender os réus. O homem ergueu-se e declarou que, diante de todas aquelas provas, ele não só recusava fazer a defesa de seus constituintes como também não pedia sequer para eles a clemência dos jurados. E sentou-se. Sua “defesa” – que provocou aplausos – durou menos de um minuto.
VERISSIMO, Erico. O Senhor Embaixador. Porto Alegre: Globo, 1981. [Adaptado].
O texto é parte de um romance cujo enredo se passa na América Latina. Quanto à organização das ideias, o trecho lido caracteriza-se, considerando seu propósito comunicativo central, por
Humanoide perde a vez entre robôs
Discretamente, o Google está reformulando seu ambicioso programa de robótica. Lançado em 2013, o projeto incluía duas equipes especializadas em máquinas que pareciam e se moviam como seres humanos. No entanto, pouco sobrou desse projeto. A proposta agora é de usar robôs mais simples, que possam aprender por si mesmos certas habilidades.
“O New York Times” foi o primeiro jornal a conhecer parte da tecnologia na qual a companhia vem trabalhando. Embora as máquinas não sejam tão atraentes visualmente quanto os robôs humanoides, os pesquisadores acreditam que a tecnologia sutilmente mais avançada no interior delas tem mais potencial no mundo real. Os robôs aprendem sozinhos habilidades como organizar um conjunto de objetos não familiares ou locomoverse no meio de obstáculos inesperados.
Muitos acreditam que o aprendizado de máquinas – e não a criação de novos equipamentos extravagantes – será a chave para o desenvolvimento da robótica voltada para manufatura, automação de depósitos de materiais, transporte e outras atividades.
Numa tarde no novo laboratório, um braço robótico pairava sobre uma lata cheia de bolas de pingue-pongue, cubos de madeira, bananas de plástico e outros objetos escolhidos ao acaso. Em meio a essa confusão, o braço robótico pegou com dois dedos uma banana de plástico e, com um suave movimento de punho, jogou-a numa lata menor que estava a vários centímetros de distância. Foi um feito admirável. Na primeira vez que viu os objetos, o braço não sabia como pegar uma única peça. Porém, equipado com uma câmera que “olhava” dentro da lata, o sistema aprendeu depois de 14 horas de tentativa e erro.
O braço mais tarde aprendeu a jogar itens nas latas certas, com 85% de acerto. Quando os pesquisadores tentaram executar a mesma tarefa, a média foi de 80%. Parece uma tarefa muito simples, todavia criar um código de computador para dizer a uma máquina como fazer isso é algo extremamente difícil. O braço que joga objetos numa lata não é uma máquina desenhada pelos pesquisadores. Fabricado pela Universal Robots, ele é comumente usado em manufatura e outras atividades. O que o Google está fazendo é treiná-lo para que faça coisas que, de outro modo, ele não faria. “O aprendizado está nos ajudando a superar o desafio de construir robôs de baixo custo”, diz Vikash Kumar, supervisor do projeto.
METZ, Cade. Humanoide perde a vez entre robôs. O Estado de São Paulo, [s. l.], 14 abr. 2019. Tradução de Roberto Muniz. Disponível em: https://www.estadao.com.br/link/humanidade-perde-a-vez-entre-robos-dogoogle/?srsltid=AfmBOorbyyGe2GSSC38O5PLt0Pa40gmIn2BcSjgM0qUAlF MDi8qTdM_G. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].
Humanoide perde a vez entre robôs
Discretamente, o Google está reformulando seu ambicioso programa de robótica. Lançado em 2013, o projeto incluía duas equipes especializadas em máquinas que pareciam e se moviam como seres humanos. No entanto, pouco sobrou desse projeto. A proposta agora é de usar robôs mais simples, que possam aprender por si mesmos certas habilidades.
“O New York Times” foi o primeiro jornal a conhecer parte da tecnologia na qual a companhia vem trabalhando. Embora as máquinas não sejam tão atraentes visualmente quanto os robôs humanoides, os pesquisadores acreditam que a tecnologia sutilmente mais avançada no interior delas tem mais potencial no mundo real. Os robôs aprendem sozinhos habilidades como organizar um conjunto de objetos não familiares ou locomoverse no meio de obstáculos inesperados.
Muitos acreditam que o aprendizado de máquinas – e não a criação de novos equipamentos extravagantes – será a chave para o desenvolvimento da robótica voltada para manufatura, automação de depósitos de materiais, transporte e outras atividades.
Numa tarde no novo laboratório, um braço robótico pairava sobre uma lata cheia de bolas de pingue-pongue, cubos de madeira, bananas de plástico e outros objetos escolhidos ao acaso. Em meio a essa confusão, o braço robótico pegou com dois dedos uma banana de plástico e, com um suave movimento de punho, jogou-a numa lata menor que estava a vários centímetros de distância. Foi um feito admirável. Na primeira vez que viu os objetos, o braço não sabia como pegar uma única peça. Porém, equipado com uma câmera que “olhava” dentro da lata, o sistema aprendeu depois de 14 horas de tentativa e erro.
O braço mais tarde aprendeu a jogar itens nas latas certas, com 85% de acerto. Quando os pesquisadores tentaram executar a mesma tarefa, a média foi de 80%. Parece uma tarefa muito simples, todavia criar um código de computador para dizer a uma máquina como fazer isso é algo extremamente difícil. O braço que joga objetos numa lata não é uma máquina desenhada pelos pesquisadores. Fabricado pela Universal Robots, ele é comumente usado em manufatura e outras atividades. O que o Google está fazendo é treiná-lo para que faça coisas que, de outro modo, ele não faria. “O aprendizado está nos ajudando a superar o desafio de construir robôs de baixo custo”, diz Vikash Kumar, supervisor do projeto.
METZ, Cade. Humanoide perde a vez entre robôs. O Estado de São Paulo, [s. l.], 14 abr. 2019. Tradução de Roberto Muniz. Disponível em: https://www.estadao.com.br/link/humanidade-perde-a-vez-entre-robos-dogoogle/?srsltid=AfmBOorbyyGe2GSSC38O5PLt0Pa40gmIn2BcSjgM0qUAlF MDi8qTdM_G. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].
Texto 1
O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa. A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.
“Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindose a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas. Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho. Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”.
NEIVA, Leonardo. A inteligência artificial vai roubar os empregos das mulheres? Gama Revista, UOL, [s. l.], 3 mar. 2024. Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/semana/por-que-as-mulheres-trabalhamtanto/a-inteligencia-artificial-vai-roubar-os-empregos-das-mulheres/ Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].
Texto 1
O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa. A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.
“Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindose a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas. Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho. Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”.
NEIVA, Leonardo. A inteligência artificial vai roubar os empregos das mulheres? Gama Revista, UOL, [s. l.], 3 mar. 2024. Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/semana/por-que-as-mulheres-trabalhamtanto/a-inteligencia-artificial-vai-roubar-os-empregos-das-mulheres/ Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].
Leia o caso a seguir.
Durante a avaliação psicológica em um setor de quimioterapia, a psicóloga residente realiza atendimento a S.B.O., 20 anos. Em meio a discussão de caso junto à preceptora, relata que, embora a paciente apresente irritabilidade e queixas sobre sua rede de apoio, demonstra plena consciência de sua identidade, informando com clareza seu nome, idade, profissão e composição familiar.
De acordo com a semiologia psicopatológica, a capacidade do indivíduo de orientar-se em relação a si mesmo, mantendo a consciência de sua própria história e dados pessoais, denomina-se orientação