Foram encontradas 14.063 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2009 Banca: FUNCAB Órgão: SESAU-RO Prova: FUNCAB - 2009 - SESAU-RO - Enfermeiro |
Q141579 Português
Indique a opção INCORRETA com relação ao texto.

Alternativas
Q141578 Português

Ciência e moralidade


      A percepção pública da ciência é, com razão, repleta de conflitos. Alguns acreditam que a ciência seja a chave para a liberdade do homem, para a melhora das condições de vida de todos, para a cura dos tantos males que afligem pobres e ricos, desde a fome até as mais variadas doenças. Já outros veem a ciência com grande desconfiança e até com desprezo, como sendo a responsável pela criação de várias armas de destruição inventadas através da história, da espada à bomba atômica. Para esse grupo, os homens não são maduros o suficiente para lidar com o grande poder que resulta de nossas descobertas científicas.
      No início do século 21, a clonagem e a possibilidade de construirmos máquinas inteligentes prometem até mesmo uma redefinição do que significa ser humano. Na medida em que será possível desenhar geneticamente um indivíduo ou modificar a sua capacidade mental por meio de implantes eletrônicos, onde ficará a linha divisória entre homem e máquina, entre o vivo e o robotizado? Entre os vários cenários que vemos discutidos na mídia, o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos, uma vez que clones bioeletrônicos serão muito mais inteligentes e resistentes do que nós. Ou seja, quando (e se) essas tecnologias estiverem disponíveis, a ciência passará a controlar o processo evolutivo: a nossa missão final é criar seres “melhores” do que nós, tomando a seleção natural em nossas próprias mãos. O resultado, claro, é que terminaremos por causar a nossa própria extinção, sendo apenas mais um elo na longa cadeia evolutiva. O filme“Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, relata precisamente esse cenário lúgubre para o nosso futuro, a inventividade humana causando a sua destruição final.
      É difícil saber como lidar com essa possibilidade. Se tomarmos o caso da tecnologia nuclear como exemplo, vemos que a sua história começou com o assassinato de centenas de milhares de cidadãos japoneses, justamente pela potência que se rotula o “lado bom”. Esse rótulo, por mais ridículo que seja, é levado a sério por grande parte da população norte-americana. É o velho argumento maquiavélico de que os fins justificam os meios: “Se não jogássemos as bombas em Hiroshima e Nagasaki, os japoneses jamais teriam se rendido e muito mais gente teria morrido em uma invasão por terra”, dizem as autoridades militares e políticas norte-americanas. Isso não só não é verdade como mostra que são os fins político-econômicos que definem os usos e abusos da ciência: os americanos queriam manter o seu domínio no Pacífico, tentando amedrontar os soviéticos que desciam pela Manchúria. As bombas não só detiveram os soviéticos como redefiniram o equilíbrio de poder no mundo. Ao menos até os soviéticos desenvolverem a sua bomba, o que deu início à Guerra Fria.
      As consequências de um conflito nuclear global são tão horrendas que até mesmo os líderes das potências nucleares conseguiram resistir à tentação de abusar de seu poder: criamos uma guerra sem vencedores e, portanto, inútil. Porém, as tecnologias nucleares não são propriedade exclusiva das potências nucleares. A possibilidade de que um grupo terrorista obtenha ou construa uma pequena bomba é remota, mas não inexistente. Em casos de extremismo religioso, escolhas morais são redefinidas de acordo com os preceitos (distorcidos) da religião: isso foi verdade tanto nas Cruzadas como hoje, nas mãos de suicidas muçulmanos. Eles não hesitariam em usar uma arma atômica, caso ativessem. E sentiriam suas ações perfeitamente justificadas.
      Essa discussão mostra que a ciência não tem uma dimensão moral: somos nós os seres morais, os que optamos por usar as nossas invenções de modo criativo ou destrutivo. Somos nós que descobrimos curas para doenças e gases venenosos. Daí que o futuro da sociedade está em nossas mãos e será definido pelas escolhas que fizermos daqui para a frente. (...) Não é da ciência que devemos ter medo, mas de nós mesmos e da nossa imaturidade moral. 

(Marcelo Gleiser, in Folha de São Paulo, 7 de julho de 2002)

Em “...o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos...”, o pronome nós se refere:

Alternativas
Q141577 Português

Ciência e moralidade


      A percepção pública da ciência é, com razão, repleta de conflitos. Alguns acreditam que a ciência seja a chave para a liberdade do homem, para a melhora das condições de vida de todos, para a cura dos tantos males que afligem pobres e ricos, desde a fome até as mais variadas doenças. Já outros veem a ciência com grande desconfiança e até com desprezo, como sendo a responsável pela criação de várias armas de destruição inventadas através da história, da espada à bomba atômica. Para esse grupo, os homens não são maduros o suficiente para lidar com o grande poder que resulta de nossas descobertas científicas.
      No início do século 21, a clonagem e a possibilidade de construirmos máquinas inteligentes prometem até mesmo uma redefinição do que significa ser humano. Na medida em que será possível desenhar geneticamente um indivíduo ou modificar a sua capacidade mental por meio de implantes eletrônicos, onde ficará a linha divisória entre homem e máquina, entre o vivo e o robotizado? Entre os vários cenários que vemos discutidos na mídia, o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos, uma vez que clones bioeletrônicos serão muito mais inteligentes e resistentes do que nós. Ou seja, quando (e se) essas tecnologias estiverem disponíveis, a ciência passará a controlar o processo evolutivo: a nossa missão final é criar seres “melhores” do que nós, tomando a seleção natural em nossas próprias mãos. O resultado, claro, é que terminaremos por causar a nossa própria extinção, sendo apenas mais um elo na longa cadeia evolutiva. O filme“Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, relata precisamente esse cenário lúgubre para o nosso futuro, a inventividade humana causando a sua destruição final.
      É difícil saber como lidar com essa possibilidade. Se tomarmos o caso da tecnologia nuclear como exemplo, vemos que a sua história começou com o assassinato de centenas de milhares de cidadãos japoneses, justamente pela potência que se rotula o “lado bom”. Esse rótulo, por mais ridículo que seja, é levado a sério por grande parte da população norte-americana. É o velho argumento maquiavélico de que os fins justificam os meios: “Se não jogássemos as bombas em Hiroshima e Nagasaki, os japoneses jamais teriam se rendido e muito mais gente teria morrido em uma invasão por terra”, dizem as autoridades militares e políticas norte-americanas. Isso não só não é verdade como mostra que são os fins político-econômicos que definem os usos e abusos da ciência: os americanos queriam manter o seu domínio no Pacífico, tentando amedrontar os soviéticos que desciam pela Manchúria. As bombas não só detiveram os soviéticos como redefiniram o equilíbrio de poder no mundo. Ao menos até os soviéticos desenvolverem a sua bomba, o que deu início à Guerra Fria.
      As consequências de um conflito nuclear global são tão horrendas que até mesmo os líderes das potências nucleares conseguiram resistir à tentação de abusar de seu poder: criamos uma guerra sem vencedores e, portanto, inútil. Porém, as tecnologias nucleares não são propriedade exclusiva das potências nucleares. A possibilidade de que um grupo terrorista obtenha ou construa uma pequena bomba é remota, mas não inexistente. Em casos de extremismo religioso, escolhas morais são redefinidas de acordo com os preceitos (distorcidos) da religião: isso foi verdade tanto nas Cruzadas como hoje, nas mãos de suicidas muçulmanos. Eles não hesitariam em usar uma arma atômica, caso ativessem. E sentiriam suas ações perfeitamente justificadas.
      Essa discussão mostra que a ciência não tem uma dimensão moral: somos nós os seres morais, os que optamos por usar as nossas invenções de modo criativo ou destrutivo. Somos nós que descobrimos curas para doenças e gases venenosos. Daí que o futuro da sociedade está em nossas mãos e será definido pelas escolhas que fizermos daqui para a frente. (...) Não é da ciência que devemos ter medo, mas de nós mesmos e da nossa imaturidade moral. 

(Marcelo Gleiser, in Folha de São Paulo, 7 de julho de 2002)

Na introdução, o autor apresenta a tese que vai defender. Aponte-a.

Alternativas
Q141576 Português
Assinale a opção que apresenta os sinônimos das palavras grifadas nos trechos abaixo.
“O filme 'Inteligência Artificial' ...relata precisamente esse cenário lúgubre para o nosso futuro...”
“É o velho argumento maquiavélico de que os fins justificam os meios...”
“...nós nos tornaremos forçosamente obsoletos...”

Alternativas
Q141376 Administração de Recursos Materiais
Em relação à Movimentação dos Estoques, julgue os itens a seguir:
I. As movimentações mais frequentes ocorridas em almoxarifado referem-se às entradas e às saídas dos itens mantidos regularmente em estoque para atender às necessidades imediatas de consumo (próprio ou de venda).

II. A atividade ou função da Administração de Material responsável pela geração de dados e/ou de informações relativas ao fluxo contínuo das operações de entrada (em) e saídas (de) almoxarifado, define-se como movimentação de material

III. A centralização apresenta a vantagem de canalizar, para um único ponto convergente, as atividades de recebimento e fornecimento de material, independentemente de origem, natureza, finalidade, destino ou estado de conservação dos itens.
Dos itens acima mencionados:

Alternativas
Q141375 Arquivologia
Com relação à classificação dos documentos públicos, é correto afirmar que:

Alternativas
Q141374 Arquivologia
Quanto aos tipos de Sistemas de Arquivamento é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Q141373 Logística
Considere a afirmativa: “Há fatores que afetam os padrões de transporte e que os fornecedores têm pouco ou nenhum controle sobre eles”. O fator em que o fornecedor tem algum controle é:

Alternativas
Q141372 Administração de Recursos Materiais
O objetivo básico do controle de estoques é:

Alternativas
Q141371 Logística
A empresa X normalmente envia produtos para o cliente Y por via férrea a um custo de R$ 300,00 por carga. O tempo de trânsito é de 14 dias. Os produtos podem ser enviados por caminhão a um custo deR$ 500,00 por carga e com um tempo de trânsito de quatro dias. Se o estoque em trânsito tem um custo deR$ 25,00 por dia, utilizando a via férrea e o caminhão, o transporte custa, respectivamente:

Alternativas
Q141370 Noções de Informática
Sobre as funcionalidades de arquivo do Windows Explorer do Windows XP, qual das afirmativas é INCORRETA?

Alternativas
Q141369 Noções de Informática
Qual o nome do programa de computador que permite aos seus usuários navegarem pela internet?

Alternativas
Q141368 Noções de Informática
No Excel 2003, a fórmula SOMA(A1;A5) retorna o resultado da soma dos números contidos:

Alternativas
Q141367 Noções de Informática
Considere a seleção de endereços dos destinatários de uma mensagemde correio eletrônico sendo criada no Outlook Express. O campo “cc” foi preenchido com “Armando” e “Ricardo” e o campo “Cco” foi preenchido com“Henrique”. Isto significa que quando a mensagemfor enviada, Armando:

Alternativas
Q141366 Noções de Informática
No Word, você pode realizar rapidamente as tarefas executadas com frequência usando teclas de atalho. Qual a função executada ao se pressionar as teclas “CTRL” e “T” simultaneamente na versão em português do Microsoft Office Word 2003?

Alternativas
Q141365 Administração Financeira e Orçamentária
O repasse dos recursos do Fundo Nacional de Saúde para os Municípios, Estados e Distrito Federal se dá pormeio de:

Alternativas
Q141364 Saúde Pública
O Programa de Saúde da Família (PSF) é em uma estratégia para a reorientação da atenção:

Alternativas
Q141363 Direito Sanitário
O conceito de integralidade da assistência à saúde, previsto em lei, compreende:

Alternativas
Q141362 Direito Sanitário
O controle social, previsto na Lei nº 8.142/90, com representação de usuários está presente na seguinte instância:

Alternativas
Q141361 Saúde Pública
O Sistema Único de Saúde (SUS) é resultado do movimento da Reforma Sanitária cujo marco foi a VIII Conferência Nacional de Saúde (1986). Neste fórum, foram lançadas as bases para a formulação e a construção de uma nova política de saúde. Uma das referidas bases é a “universalização da saúde” que pode ser entendida como:

Alternativas
Respostas
13821: D
13822: D
13823: A
13824: E
13825: A
13826: C
13827: D
13828: D
13829: B
13830: E
13831: C
13832: A
13833: D
13834: A
13835: B
13836: C
13837: A
13838: D
13839: E
13840: D