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Q4018459 Educação Artística
No ensino de Arte, práticas como improvisação, composição, arranjo, elaboração de jingles e criação de trilhas sonoras constituem estratégias pedagógicas que favorecem a experimentação sonora e o desenvolvimento da escuta crítica. Essas práticas podem envolver o uso de vozes, sons corporais, instrumentos acústicos ou eletrônicos e objetos sonoros não convencionais, permitindo aos estudantes compreender processos de organização musical e criação coletiva. Considerando os fundamentos pedagógicos e musicais dessas práticas no contexto escolar, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4018458 Educação Artística
A análise das produções artísticas como fenômenos situados em processos históricos e simbólicos exige a compreensão de como se articulam os diferentes sistemas de pensamento e as identidades coletivas. Sob essa perspectiva teórica, no que se refere às matrizes estéticas e culturais, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4018457 Literatura
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece o componente curricular Arte como um campo de saber que articula dimensões sensíveis e epistemológicas, organizando-se em linguagens que devem ser exploradas em sua especificidade e em seus diálogos transversais. Conforme o texto que consta expressamente na BNCC, as linguagens artísticas que constituem e compõem o componente curricular de Arte são, EXCETO
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Q4018455 Educação Artística
No campo do ensino-aprendizagem em Arte, diferentes abordagens teórico-metodológicas orientam práticas pedagógicas que articulam produção, fruição e contextualização, reconhecendo o estudante como sujeito ativo e situado culturalmente. Considerando esses fundamentos, assinale a alternativa INCORRETA
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Q4018454 Artes Visuais
Sobre a dinâmica dos elementos constitutivos das artes visuais e sua organização sintática na composição, analise as sentenças a seguir e identifique as corretas:
I.O ponto, enquanto unidade mínima da comunicação visual, exerce uma força de atração sobre o olho humano, atuando como foco visual absoluto ou criando a ilusão de textura e tom quando agrupado em variações de densidade.
II.A direção visual é intrínseca às formas e pode evocar estados psicológicos distintos: a horizontalidade frequentemente remete à estabilidade e ao repouso, enquanto a diagonalidade introduz tensão, instabilidade e movimento.
III.O tom (ou valor tonal) refere-se às variações de luminosidade independentes da cor, sendo um elemento essencial para a percepção da profundidade, do volume e da tridimensionalidade em suportes estritamente bidimensionais.
É correto o que se afirma em: 
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Q4018453 Educação Artística
Um projeto escolar de Artes Integradas investiga as tensões territoriais locais por meio de intervenções que articulam performance, artes visuais e sonoridades urbanas. Ao vincular o fazer artístico às esferas ética e política, a prática busca converter o espaço pedagógico em um campo de diálogo crítico com a realidade. Sobre a natureza das Artes Integradas e suas relações com as dimensões da vida social, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4018452 Artes Cênicas
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os elementos constitutivos da cena às suas respectivas funções na construção da dramaturgia visual e sensorial do espetáculo de dança:
PRIMEIRA COLUNA: (1)Cenário. (2)Figurino. (3)Trilha sonora.
SEGUNDA COLUNA: (__)Opera na dimensão audível para estruturar a temporalidade da ação, estabelecendo dinâmicas rítmicas e intensidades afetivas que dialogam com a pulsação e a respiração do corpo em movimento.
(__)Define a espacialidade física e a volumetria da performance, podendo atuar como um elemento estático de ambientação ou como um agente dinâmico que interfere diretamente na biomecânica do movimento.
(__)Funciona como uma extensão da corporeidade do intérprete, devendo conciliar a identidade estética do personagem com as necessidades de ergonomia e funcionalidade exigidas pela fluidez da ação.
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA associação entre as colunas, de cima para baixo:
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Q4018450 Educação Artística
A identificação de estilos musicais constitui procedimento recorrente na musicologia e na educação musical, pois permite reconhecer padrões de organização sonora associados a contextos históricos e práticas culturais específicas. No ensino de Arte, essa abordagem favorece a compreensão das diferenças estruturais entre estilos, considerando elementos como instrumentação predominante, organização rítmica e práticas interpretativas. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona estilos musicais e características estruturais predominantes em suas práticas sonoras.
PRIMEIRA COLUNA: (1)Jazz. (2)Rock. (3)Samba. (4)Blues.
SEGUNDA COLUNA: (__)Estilo caracterizado pelo uso recorrente de improvisação, acordes estendidos e interação dinâmica entre instrumentos em performances coletivas.
(__)Linguagem musical estruturada frequentemente a partir de progressões harmônicas em doze compassos, com forte expressividade melódica e origem em tradições afro-americanas.
(__)Estilo associado à centralidade da guitarra elétrica amplificada, presença de bateria e baixo elétrico e estruturas rítmicas marcadas por pulsação constante.
(__)Gênero marcado por síncopes características e forte presença de instrumentos de percussão, associado a matrizes afro-brasileiras.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA entre as colunas:
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Q4018449 Artes Cênicas
Considere as afirmativas relacionadas aos fatores de movimento na dança, conforme estudos sobre análise do movimento aplicados à compreensão das qualidades expressivas do corpo em ação. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O fator tempo refere-se à maneira como a ação corporal se organiza em relação à duração e à velocidade do movimento, podendo manifestar-se em variações como aceleração, desaceleração ou suspensão rítmica.
(__)O fator peso relaciona-se à intensidade da força empregada pelo corpo na execução do movimento, podendo gerar qualidades contrastantes, como ações leves e delicadas ou movimentos firmes e vigorosos.
(__)O fator fluência corresponde à trajetória geométrica percorrida pelo corpo no ambiente cênico, definindo direções e níveis espaciais do deslocamento.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
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Q4018447 Artes Visuais
O sistema das artes visuais é constituído por uma rede complexa de agentes e instituições que operam de forma interdependente para conferir estatuto artístico, valor simbólico e visibilidade às produções. Sobre as categorias e funções que compõem esse sistema, assinale a alternativa CORRETA
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Q4018445 Educação Artística
No ensino de Arte, projetos temáticos articulam produção, fruição e contextualização, possibilitando a compreensão das obras em suas dimensões históricas, sociais e políticas. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4018444 Artes Cênicas
Considere as afirmativas relacionadas à gestualidade e às construções corporais e vocais na improvisação teatral e nos jogos cênicos contemporâneos, compreendidos como práticas que articulam presença, escuta e produção de sentido em tempo real. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Na improvisação teatral, a gestualidade e a vocalidade são previamente fixadas por partituras rígidas, de modo que a ação do ator não se altera em função das interações estabelecidas em cena.
(__)Os jogos cênicos prescindem de regras estruturantes, sendo incompatíveis com qualquer tipo de delimitação formal que organize a criação coletiva no processo improvisacional.
(__)A construção corporal e vocal do ator em práticas de improvisação independe de treinamento técnico, uma vez que a expressividade emerge exclusivamente de impulsos espontâneos não sistematizados.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
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Q4018443 Artes Cênicas
A encenação moderna consolidou diferentes estéticas que redefiniram a relação entre o ator, a personagem e o público. Entre esses estilos, destaca-se uma modalidade cênica que recusa a ilusão mimética e a catarse emocional aristotélica, utilizando recursos como a narração, a exposição dos aparelhos técnicos e o gesto social (gestus) para estimular a reflexão crítica do espectador sobre a realidade histórica. Considerando as características estruturais dos estilos cênicos e as teorias da encenação, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018442 Artes Cênicas
A visualidade na encenação contemporânea é resultado da integração de linguagens técnicas que estruturam uma narrativa não verbal. A articulação entre signos espaciais, visuais e auditivos garante a unidade do espetáculo, exigindo o domínio de terminologias específicas para a organização dos componentes físicos e sensoriais no espaço cênico. Sobre a função e a inter-relação dos elementos que constituem a plástica teatral, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4018441 Educação Artística
No ensino de Artes Visuais, a abordagem pedagógica contemporânea reconhece que as produções artísticas não se restringem a técnicas ou suportes tradicionais, incorporando também práticas híbridas, experimentais e conceituais que dialogam com contextos culturais, sociais e tecnológicos. Nesse cenário, a compreensão das diferenças e aproximações entre manifestações visuais tradicionais e contemporâneas é fundamental para a organização de propostas educativas coerentes com as orientações curriculares atuais. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa INCORRETA.
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Q4018439 Pedagogia
No ensino de Arte, o estudo de obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas contribui para ampliar a compreensão dos estudantes sobre a diversidade estética e cultural. De acordo com as competências específicas e as dimensões do conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a abordagem das linguagens artísticas deve: 
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Q4018438 Educação Artística
No ensino de Arte, projetos temáticos com Artes Integradas favorecem o diálogo entre linguagens e a construção de sentidos no contexto sociocultural. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4018432 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
Alternativas
Q4018431 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma reflexão sobre as reações humanas diante de opiniões divergentes, relacionando aspectos do funcionamento cerebral, processos cognitivos e comportamentos observados em situações de discordância.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018430 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma explicação sobre reações humanas diante de opiniões divergentes, articulando conceitos e exemplos por meio de retomadas referenciais e conexões entre frases que garantem a continuidade temática.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
621: A
622: D
623: C
624: D
625: C
626: C
627: A
628: A
629: C
630: A
631: D
632: C
633: B
634: A
635: A
636: A
637: C
638: C
639: B
640: A