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Q3440364 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Considerando o excerto “Perdia-o, porém, quando saía porta afora.” (5º§), assinale, a seguir, o valor semântico atribuído ao vocábulo em destaque, tendo em vista o contexto no qual está inserido. 
Alternativas
Q3440363 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Assinale, a seguir, a correlação estabelecida entre o título do texto de Marina Colasanti – “Uma vida ao lado” – com o conteúdo textual apresentado.
Alternativas
Q3440362 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Tendo em vista o emprego da expressão destacada, assinale a alternativa em que a sua substituição provoca alteração do sentido evidenciado originalmente no texto.
Alternativas
Q3440361 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Em Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos.” (4º§), a locução adverbial destacada denota: 
Alternativas
Q3440360 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Marina Colasanti converge no conto “Uma vida ao lado” ideias de diferentes categorias para formar o texto. Relativo a tais ideias, é possível inferir que o tema central do texto é: 
Alternativas
Q3440359 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Considerando suas características textuais e semânticas, sobre o texto de Marina Colasanti, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3440358 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Sobre a relação do narrador com o vizinho, é possível inferir que: 
Alternativas
Q3439982 Serviço Social
Sobre a atuação do assistente social em diferentes segmentos, analise as afirmativas a seguir.

I. A seguridade social é destinada a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos.

II. Ações afirmativas são os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.

III. Cumpre à União, aos Estados e aos Municípios, bem como aos órgãos das respectivas administrações indiretas, nos limites de sua competência, para a proteção das comunidades indígenas e a preservação dos seus direitos: estender aos índios os benefícios da legislação comum, sempre que possível a sua aplicação.


Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3439981 Serviço Social
A atuação profissional do assistente social nas políticas setoriais requer necessariamente o entendimento, no contexto da formação e do exercício profissional, dos fundamentos históricos e teórico-metodológicos. Sobre os conteúdos e temas concernentes à formação profissional, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3439980 Serviço Social
Os processos de trabalho do assistente social na previdência social permeiam, entre outras questões, as discussões acerca dos benefícios previdenciários. Levando esse debate em consideração, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Aposentadoria, pensão, BPC e PBF são os benefícios que a previdência social oferece aos segurados e seus familiares como proteção da renda salarial em caso de doença, acidente de trabalho, velhice, maternidade, morte ou reclusão.

( ) São segurados obrigatórios da previdência social pessoas físicas e jurídicas, como o empregado que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração e/ou voluntariado.

( ) A previdência social tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involuntário, encargos de família e reclusão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q3439979 Serviço Social
No que diz respeito à prática profissional do assistente social na política de previdência social, diferentes instrumentos de trabalho são utilizados. O instrumento que 1) promove espaços coletivos, através de encontros grupais, que tem como objetivo estabelecer alguma espécie de reflexão sobre determinado tema e a tomada de uma decisão sobre algum assunto e 2) o instrumento considerado como um processo de comunicação direta entre o assistente social e um usuário da política, que possibilita a tomada de consciência pelos assistentes sociais das relações e interações que se estabelecem entre a realidade e os sujeitos, são respectivamente:
Alternativas
Q3439978 Serviço Social
Sabe-se que há fortes impactos do neoliberalismo sobre o projeto ético-político do serviço social, especialmente a partir dos anos 1970 no cenário mundial e 1990 no contexto brasileiro. Sobre o tema em questão, analise as afirmativas a seguir.

I. O neoliberalismo foi uma nova forma do capital frente a um contexto de crise para continuar a sua hegemonia, criando uma nova conformação da classe dominante.

II. A expansão neoliberal pressupõe que a liberdade individual se concretiza com a existência de um mercado econômico eficiente, promovendo ideia de liberdade através do potencial empreendedor, da propriedade privada e da livre concorrência.

III. A lógica de mercado, que caracteriza o neoliberalismo, permeia a prestação de serviços sociais, submetendo-os a critérios da supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica.


Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3439977 Serviço Social
As Nações Unidas definem a violência contra as mulheres como “qualquer ato de violência de gênero que resulte ou possa resultar em danos ou sofrimentos físicos, sexuais ou mentais para as mulheres, inclusive ameaças de tais atos, coação ou privação arbitrária de liberdade, seja em vida pública ou privada”. No Brasil, considerando os mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3439976 Serviço Social
A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade. A seguridade social obedecerá a alguns dos seguintes princípios e diretrizes, entre eles:
Alternativas
Q3439975 Serviço Social
A luta em defesa do serviço social na previdência social representa a busca pela garantia de um espaço de trabalho profissional comprometido com a defesa dos direitos sociais, com a efetivação da seguridade social pública e de qualidade, consonante com a direção do projeto ético-político do serviço social brasileiro.
(Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, 2015, p. 5.)
Acerca do serviço social brasileiro e a sua presença política de previdência social, analise as afirmativas a seguir.

I. O serviço social, na previdência social brasileira, foi instituído durante o período Estado-Novista do governo de Getúlio Vargas.

II. A adoção, por parte do Governo Federal, do chamado “Projeto INSS Digital”, ainda, em 2017, contribuiu para aprofundar o ideário neoliberal de Estado no Brasil, particularmente em relação à previdência social.

III. As profundas e constantes mudanças institucionais, bem como aquelas ocorridas na própria legislação previdenciária nacional, vêm alterando expressivamente os processos de trabalho do conjunto de servidores públicos do INSS e, particularmente, dos assistentes sociais que atuam nesse órgão governamental.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3439974 Serviço Social
Tendo em vista que o profissional assistente social atua em diferentes processos de trabalho, torna-se necessário ter conhecimento sobre políticas sociais setoriais. No que diz respeito à educação, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3439973 Serviço Social
Ao se pensar o conjunto de políticas públicas destinadas a garantir proteção social da população que compreende a seguridade social, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é política de seguridade social não contributiva.
( ) A seguridade social obedece à irredutibilidade do valor dos benefícios.
( ) A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3439972 Serviço Social
O assistente social em determinado centro de pesquisa vinculado à seguridade social está elaborando um projeto para investigar os efeitos da suspensão temporária do Benefício de Prestação Continuada (BPC) sobre a vida cotidiana das pessoas idosas em uma cidade de médio porte. Diante da complexidade do tema e da diversidade de situações vivenciadas por esse grupo, o comitê científico solicita que sua equipe explicite claramente o tipo de objeto de pesquisa construído, bem como a abordagem metodológica e os compromissos epistemológicos assumidos. Na primeira versão do projeto, um dos membros da equipe sugere formular o problema com base nas experiências relatadas por técnicos do INSS sobre os impactos administrativos da suspensão. Outro pesquisador propõe centrar o estudo nas narrativas dos próprios beneficiários, buscando compreender o significado dessa experiência em suas vidas. A coordenação precisa deliberar sobre como estruturar o objeto e qual a perspectiva metodológica será adotada para orientar o percurso investigativo. Considerando os fundamentos teórico-metodológicos sobre pesquisa social, assinale a alternativa que evidencia corretamente os critérios para a definição do objeto e o método mais apropriado à abordagem proposta.
Alternativas
Q3439971 Serviço Social
A partir da década de 1960, o serviço social brasileiro passou por um processo de renovação impulsionado por diferentes concepções teóricas e exigências do contexto político-social. Entre as perspectivas desenvolvidas, destacam-se a modernização conservadora, a reatualização do conservadorismo e a intenção de ruptura. Essas direções expressam formas distintas de entender o papel da profissão frente às transformações sociais e à dominação capitalista. Com base no processo de renovação da profissão, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3439970 Serviço Social
A bibliografia do serviço social brasileiro sobre assessoria/consultoria é recente e marcada, na sua maioria, por reflexões sobre experiências de assessoria. Essas reflexões, geralmente ricas, são marcadas por uma imprecisão sobre o tema e pela ausência de referência teórica sobre o assunto.

(MATOS, Maurílio Castro. Assessoria e consultoria: reflexões para o Serviço Social. In: BRAVO, Maria Inês Souza; MATOS, Maurílio Castro (Orgs.). Assessoria, consultoria e Serviço Social. Rio de Janeiro: 7 Letras; FAPERJ, 2006.)

A partir dessa premissa, considere o seguinte estudo de caso: a equipe de serviço social de um hospital universitário solicita apoio a um grupo de docentes dessa área para lidar com impasses na organização de seus fluxos de trabalho. Em resposta, os docentes propõem um processo de assessoria coletiva. Durante as primeiras reuniões, no entanto, os profissionais da equipe esperam que os docentes acompanhem diretamente os atendimentos, realizem pareceres sociais e supervisionem tecnicamente as intervenções junto aos pacientes. Com base no caso apresentado e nas concepções teóricas sobre assessoria, consultoria e supervisão, assinale a alternativa que distingue adequadamente o processo de assessoria/consultoria das demais formas de atuação profissional no serviço social. 
Alternativas
Respostas
3901: B
3902: D
3903: B
3904: C
3905: A
3906: D
3907: C
3908: D
3909: C
3910: D
3911: A
3912: B
3913: A
3914: B
3915: A
3916: D
3917: A
3918: D
3919: C
3920: D