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Q3588834 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
Texto é uma forma de expressão da linguagem, uma mensagem transmitida de um autor para um leitor. Sua essência reside na capacidade de comunicar ideias de forma clara, envolvente e eficaz, utilizando a linguagem para moldar a realidade em palavras. Dessa forma, o texto “Caso de canário” tem como principal objetivo: 
Alternativas
Q3588833 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
Assinale, a seguir, a transcrição textual constituída por período composto.
Alternativas
Q3588832 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
No trecho “Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.” (2º§), o termo destacado se refere ao:
Alternativas
Q3588831 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)

É possível perceber que o jovem marido, ao longo do texto, demonstra um sentimento de:

Alternativas
Q3588830 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
Considerando a estrutura e o conteúdo textual evidenciados, é possível inferir que a crônica é um exemplo de:
Alternativas
Q3588829 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
Em “É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.” (7º§), a expressão “estar na última lona” significa:
Alternativas
Q3588828 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
Em relação ao texto lido, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3588827 Odontologia
Durante o atendimento de um paciente com 35 anos de idade, o cirurgião-dentista solicitou ao auxiliar de saúde bucal a manipulação do material Óxido de Zinco e Eugenol (OZE). Prontamente, ele entendeu que o material amplamente utilizado na odontologia seria indicado para: 
Alternativas
Q3588826 Odontologia
Em um atendimento odontológico infantil, o auxiliar de saúde bucal estava presente para auxiliar o cirurgião-dentista, a fim de promover um atendimento mais efetivo. Baseando-se na conduta com crianças, é necessário:
Alternativas
Q3588825 Odontologia
Após um atendimento clínico no consultório odontológico, o auxiliar de saúde bucal deverá realizar alguns descartes do material utilizado. Nesse sentido, os materiais perfurocortantes deverão ser descartados em:
Alternativas
Q3588824 Odontologia
Considerando que o flúor é um elemento importante na prevenção da cárie dentária, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3588823 Odontologia
Durante um atendimento odontológico, o cirurgião-dentista solicita que o auxiliar de saúde bucal organize os instrumentais necessários para exodontia de um dente 46 (primeiro molar permanente inferior direito). No entanto, durante o procedimento, o profissional decide extrair também o dente 32 (incisivo lateral permanente inferior esquerdo). Com base no caso hipotético, deverão ser utilizados os seguintes fórceps, respectivamente: 
Alternativas
Q3588822 Odontologia
A cárie dentária é uma doença multifatorial que resulta na destruição dos tecidos dentários pela ação dos ácidos produzidos pelas bactérias presentes na placa bacteriana (biofilme dentário). Sobre a cárie, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3588821 Odontologia
Na prática diária da odontologia, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são importantes para:
Alternativas
Q3588820 Odontologia
Após o término do atendimento Odontológico, o auxiliar de saúde bucal deverá seguir os protocolos de biossegurança para os instrumentais e incluir: 
Alternativas
Q3588819 Odontologia
Durante uma ação coletiva em saúde bucal, com alunos de uma escola pública, os profissionais orientaram as crianças sobre os cuidados com a saúde. Em relação aos cuidados bucais, a associação mais importante na prevenção da cárie dentária é:
Alternativas
Q3588818 Odontologia
É importante conhecer as competências que o auxiliar de saúde bucal deve seguir para garantir um atendimento seguro, ético e eficiente no consultório odontológico. Assim, pode-se afirmar que uma das funções desse profissional é:
Alternativas
Q3588767 Português
BRICS aprova plano de ação climática com foco em prevenção de desastres
Ministros reunidos no Itamaraty firmam compromisso por adaptação climática e desenvolvimento sustentável até 2029
Em reunião realizada nesta sexta-feira (9), no Palácio Itamaraty, em Brasília, os países-membros do BRICS aprovaram uma Declaração Conjunta e um Plano de Trabalho com diretrizes voltadas à prevenção de desastres naturais, adaptação às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável com justiça social.
(Disponível em: https://www.brasil247.com/brasil/brics. Acesso em: maio de 2025.)
O BRICS é um bloco econômico que desenvolve ações de cooperação internacional entre os países-membros, com foco em acordos que visam benefícios compartilhados. Com base no plano de ação contra a crise climática com foco em desastres, pode-se entender como contribuições a nível internacional:
Alternativas
Q3588766 Português
IA do Instagram vai identificar contas usadas por adolescentes para aumentar a segurança
Menores de 18 anos têm limitações no uso da rede social; uso de IA ajuda a identificar aqueles que colocam idade errada para driblar restrições
O Instagram vai ampliar o uso de inteligência artificial para detectar uso indevido da plataforma por adolescentes. A ideia é identificar usuários que estão abaixo da idade mínima da rede social e bloquear o acesso. Desde 2024, o Instagram implementou uma ferramenta que usa IA para identificar adolescentes na plataforma. Para menores de idade, o uso da plataforma é feito com limitações. Mas muitos desses usuários colocam uma data de nascimento diferente da real para driblar essas restrições.
(Disponível em: https://olhardigital.com.br/.internet-e-redes-sociais/. Acesso em: maio de 2025.)
As redes sociais são espaço de expressão, conectividade e estreitamento de laços. Porém, diante da série de informações e novos perfis que surgem diariamente, tornam-se espaços em que é preciso adotar algumas precauções. Tendo em vista o público que ainda não atingiu a maioridade, apresenta-se como desafio:
Alternativas
Q3588765 Português
As pessoas que se recusam a usar IA
Preocupadas com impacto ambiental e a perda de habilidades, algumas pessoas ainda resistem à “invasão” das ferramentas de inteligência artificial
Nada convence Sabine Zetteler que existe valor em usar inteligência artificial. “Recentemente, li uma frase ótima que dizia algo como: ‘por que eu me daria ao trabalho de ler algo que alguém não se deu ao trabalho de escrever?’, e isso reflete exatamente o que eu penso sobre esse assunto”. Zetteler tem uma agência de comunicação em Londres, com cerca de 10 funcionários, alguns em tempo integral e outros em meio período. E questiona: “Qual o sentido de enviar algo que você não escreveu, ler um jornal escrito por robôs, ouvir uma música criada por IA, ou ganhar um pouco mais de dinheiro substituindo um funcionário que tem quatro filhos pela tecnologia?”.
(Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/. Acesso em: maio de 2025.)
O uso de inteligência artificial para tarefas rotineiras tem se tornado cada vez mais comum; sobretudo, com o acesso mais democrático às ferramentas de múltiplas funções. Todavia, é possível questionar o impacto de sua utilização pois:
Alternativas
Respostas
3221: B
3222: D
3223: C
3224: A
3225: A
3226: A
3227: D
3228: B
3229: D
3230: C
3231: B
3232: B
3233: D
3234: D
3235: A
3236: C
3237: D
3238: B
3239: A
3240: D