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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.
O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.
Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.
A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.
A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.
Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.
https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento
(__)A inserção sistemática de atividades artísticas no currículo escolar poderia reduzir casos de evasão escolar, uma vez que tais atividades seriam suficientes para suprimir dificuldades cognitivas mais complexas e garantir o pleno rendimento acadêmico dos alunos.
(__)A arte favorece o aprendizado porque aumenta a concentração, melhora o processamento das informações e fortalece a memória de longo prazo, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo.
(__)A capacidade de converter ideias em imagens ajuda o aluno a compreender melhor os conteúdos e contribui para o fortalecimento da aprendizagem significativa.
(__)O texto defende que o estímulo artístico facilita a aprendizagem e contribui para a redução da ansiedade, favorecendo o bem-estar e a maior segurança na realização de atividades escolares.
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a sequência dos itens acima.
I.Os metais alcalinos apresentam elevada reatividade química, especialmente com água, formando hidróxidos fortemente básicos e liberando hidrogênio gasoso.
II.Os halogênios tendem a formar íons monovalentes negativos em compostos iônicos, em razão de sua elevada afinidade eletrônica.
III.Os elementos do grupo dos gases nobres são quimicamente inertes e não formam compostos em nenhuma condição.
IV.A acidez dos óxidos dos elementos representativos tende a aumentar da esquerda para a direita em um mesmo período da Tabela Periódica.
Está CORRETO o que se afirma em:
A gestão adequada de resíduos sólidos é tema central da Química Ambiental e das políticas públicas ambientais no Brasil. A Lei Federal nº 12.305/2010 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecendo princípios, objetivos e instrumentos para o gerenciamento ambientalmente adequado desses resíduos.
Com base nessa Lei Federal, analise as afirmativas a seguir.
I.A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos envolve fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana.
II.A não geração, a redução, a reutilização e a reciclagem constituem prioridades na gestão e no gerenciamento de resíduos sólidos.
III.A disposição final ambientalmente adequada refere-se à simples deposição dos resíduos em lixões licenciados.
IV.A logística reversa é um instrumento previsto para viabilizar a coleta e a restituição de resíduos ao setor empresarial.
Está CORRETO o que se afirma em:
Em processos industriais e laboratoriais, compreender ligações químicas e conceitos de ácidos e bases é essencial para prever propriedades, reatividade e estabilidade de espécies inorgânicas e de coordenação. Considerando esses fundamentos, analise as afirmativas a seguir.
I.Compostos predominantemente iônicos, em geral, apresentam altos pontos de fusão devido à forte atração eletrostática na rede cristalina.
II.Uma base de Lewis é, necessariamente, um doador de prótons, pois sua basicidade depende da presença de hidrogênio ionizável.
III.O aumento do caráter s de um orbital híbrido tende a aumentar a eletronegatividade do átomo nesse orbital, influenciando polaridade e acidez de ligações.
IV.Em um complexo de coordenação, o ligante atua como doador de par de elétrons ao metal central, formando ligação coordenada.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__)A Lei Orgânica Municipal deve observar os princípios estabelecidos na Constituição Federal e na Constituição do respectivo Estado, não podendo contrariá-los.
(__)É comum que a Lei Orgânica Municipal atribua ao Município competências relacionadas à proteção do meio ambiente e ao controle da poluição em âmbito local.
(__)A gestão de resíduos sólidos urbanos pode ser disciplinada no âmbito municipal, em consonância com a Lei Federal nº 12.305/2010, considerando os impactos ambientais associados à disposição inadequada de resíduos.
(__)A Lei Orgânica Municipal pode autorizar a disposição final de resíduos sólidos em lixões, desde que haja estudo técnico comprovando viabilidade econômica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A estabilização alcalina prolongada (caleação) é um método eficaz que eleva o pH do lodo para eliminar microrganismos patogênicos e reduzir a atração de vetores.
(__)É permitida a aplicação de lodo de esgoto em áreas de pastagem e cultivo de hortaliças, tubérculos e raízes que sejam consumidos crus, desde que o lodo seja classe B.
(__)O teor de metais pesados, como cádmio, chumbo e mercúrio, deve ser monitorado e não pode exceder os limites máximos estabelecidos, sob pena de inviabilizar o uso agrícola do lote de lodo.
(__)A secagem térmica do lodo visa apenas a redução de volume para transporte, não sendo considerada um processo de higienização térmica capaz de produzir biossólidos classe A.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação adequada.
II.A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrange apenas os fabricantes e importadores, isentando os distribuidores, comerciantes e consumidores de qualquer obrigação no retorno dos produtos pós-consumo.
III.A disposição final ambientalmente adequada, em aterros sanitários, deve ser aplicada exclusivamente aos rejeitos, ou seja, àqueles resíduos que não possuem mais viabilidade técnica ou econômica de tratamento e recuperação.
Está correto o que se afirma em:
I.A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) representa a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica biodegradável por meio de bactérias aeróbias, servindo como principal indicador de carga orgânica.
II.Os Coliformes Termotolerantes (anteriormente fecais) são utilizados como indicadores de contaminação fecal e da possível presença de organismos patogênicos, sendo essenciais para avaliar o risco sanitário.
III.Os Sólidos Suspensos Totais (SST) correspondem exclusivamente à matéria inorgânica, como areia e silte, não possuindo fração orgânica volátil passível de biodegradação.
Está correto o que se afirma em:
(__)O sistema de impermeabilização de base deve ser composto por uma camada de argila compactada com baixa permeabilidade combinada com geomembrana sintética de Polietileno de Alta Densidade (PEAD).
(__)É permitido o lançamento de resíduos de serviços de saúde (RSS) sem tratamento prévio diretamente na frente de trabalho do aterro sanitário convencional, misturando-os aos resíduos sólidos urbanos.
(__)O sistema de drenagem de gases deve ser projetado para captar, tratar ou queimar o biogás gerado pela decomposição anaeróbia da matéria orgânica, visando reduzir o efeito estufa e o risco de explosões.
(__)A cobertura diária dos resíduos com solo ou material inerte é opcional, devendo ser realizada apenas quando houver previsão de chuvas intensas para evitar a geração excessiva de lixiviado.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.Carlos, professor do Ensino Médio, está doente.
II.Alan Turing, matemático britânico, era um gênio.
III.O homem, um turista inglês, entrou no banco.
IV.O homem, nervoso, entrou na pizzaria da minha mãe.
É correto afirmar que a vírgula serviu para separar aposto explicativo em:
Sua elaboração é conceitual, priorizando a clareza e a necessidade do leitor de entender o conteúdo apresentado.
Com base nos tipos textuais, preencha a lacuna com a classificação correta do texto em questão.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6743/ontem-hoje-amanha?utm_ source=chatgpt.com
O verbo "ir" rege preposição e, por isso, pode exigir o uso de crase, a depender do contexto de emprego.
Com base nisso, observe o uso desse sinal no enunciado acima e analise as afirmativas:
I.A crase antes de "Califórnia" ocorre devido a fusão da preposição exigida pelo verbo 'ir' com o artigo feminino que antecede o nome do lugar, que admite artigo.
II.O emprego da crase antes de "Oakland" é facultativo, o que justifica a sua ausência.
III.Houve falha na construção "a Oakland", pois a crase é obrigatória por se tratar de locução adverbial feminina.
IV.A crase ocorre obrigatoriamente antes de qualquer nome geográfico feminino, por isso houve falha na ausência da crase antes de "Oakland".
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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"Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles."
O vocábulo "puxa" está grafado corretamente com "x". Agora, analise as grafias dos vocábulos escritos com essa mesma letra nos enunciados a seguir:
I.O pescador organizou cada apetrexo antes de iniciar a jornada no rio.
II.Foi preciso atarraxar bem os parafusos para garantir a segurança da estrutura.
III.O repuxo da fonte chamou a atenção dos visitantes da praça.
IV.É crime pixar muros e prédios públicos, pois essa prática degrada o patrimônio urbano.
É correto afirmar que os vocábulos grafados corretamente com "x" encontram-se nos enunciados:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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Considerando a crônica de Otto Lara Resende, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)A narrativa é totalmente objetiva e factual.
(__)Apenas fatos científicos são importantes na narrativa.
(__)O progresso material e tecnológico não necessariamente aumenta o valor afetivo ou simbólico das coisas.
(__)O autor utiliza o humor para criar distanciamento crítico e destacar contradições da vida moderna.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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A partir do trecho e do texto-base, é CORRETO afirmar que: