Questões de Concurso Para funiversa

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Q2881457 Engenharia Civil

Quando se realizam escavações para construção de subsolos, é necessário construir estruturas para a contenção do terreno. Como exemplo dessas estruturas, citam-se as cortinas, elementos estruturais destinados a resistir às tensões laterais provocadas pelo empuxo de solo. São elementos flexíveis e têm peso próprio desprezível, em face das demais forças atuantes. As cortinas podem apresentar um elemento chamado ficha, que é

Alternativas
Q2881411 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Com base no texto II, é correto interpretar que a executiva não demonstrou sentir

Alternativas
Q2881410 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Ainda com relação a aspectos gramaticais do texto II, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2881409 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Acerca de fatos gramaticais presentes no texto II, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2881408 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Com base em aspectos linguísticos do texto II, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2881407 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Assinale a alternativa correta com relação ao texto II.

Alternativas
Q2881406 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Assinale a alternativa que interpreta corretamente ideias do texto II.

Alternativas
Q2881403 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


A semana


1 Para um preso, menos 7 dias

Para um doente, mais 7 dias

Para os felizes, 7 motivos

4 Para os tristes, 7 remédios

Para os ricos, 7 jantares

Para os pobres, 7 fomes

7 Para a esperança, 7 novas manhãs

Para a insônia, 7 longas noites

Para os sozinhos, 7 chances

10 Para os ausentes, 7 culpas

Para um cachorro, 49 dias

Para uma mosca, 7 gerações

13 Para os empresários, 25% do mês

Para os economistas, 0,019 do ano

Para o pessimista, 7 riscos

16 Para o otimista, 7 oportunidades

Para a Terra, 7 voltas

Para o pescador, 7 partidas

19 Para cumprir o prazo, pouco

Para criar o mundo, o suficiente

Para uma gripe, a cura

22 Para uma rosa, a morte

Para a história, nada


Para Época, tudo

Internet: <http://epoca.globo.com> (com adaptações).

Acesso em 7/9/2010.

Com base em conhecimentos relativos à linguagem e no texto I, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2881402 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


A semana


1 Para um preso, menos 7 dias

Para um doente, mais 7 dias

Para os felizes, 7 motivos

4 Para os tristes, 7 remédios

Para os ricos, 7 jantares

Para os pobres, 7 fomes

7 Para a esperança, 7 novas manhãs

Para a insônia, 7 longas noites

Para os sozinhos, 7 chances

10 Para os ausentes, 7 culpas

Para um cachorro, 49 dias

Para uma mosca, 7 gerações

13 Para os empresários, 25% do mês

Para os economistas, 0,019 do ano

Para o pessimista, 7 riscos

16 Para o otimista, 7 oportunidades

Para a Terra, 7 voltas

Para o pescador, 7 partidas

19 Para cumprir o prazo, pouco

Para criar o mundo, o suficiente

Para uma gripe, a cura

22 Para uma rosa, a morte

Para a história, nada


Para Época, tudo

Internet: <http://epoca.globo.com> (com adaptações).

Acesso em 7/9/2010.

Assinale a alternativa correta com relação à estrutura do texto I.

Alternativas
Q2880587 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.

1 A aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da

Educação (LDB) propiciou grande avanço no sistema de

educação de nosso país, com a meta de que a escola se

4 torne um espaço de participação social, valorizando a

democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do

cidadão, dando mais vida e significado aos estudantes.

7 O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

surgiu com várias intenções; uma delas foi a inclusão das

metas de qualidade para a educação básica, contribuindo

10 para que escolas e secretarias de educação se organizem no

atendimento aos alunos e, consequentemente, criem uma

base sobre a qual as famílias possam se apoiar para exigir

13 uma educação de maior qualidade.

O plano ainda prevê acompanhamento e assessoria

aos municípios com baixos indicadores de ensino, em busca

16 de melhorar a educação no país.

Vale ressaltar que a evolução da educação no país

requer a participação intensiva da sociedade e um plano de

19 desenvolvimento para educação que deve ser mais que um

projeto de governo, mas de todos os cidadãos que fazem

parte da nação.

22 Educação é direito de todos, e lutar por ela deve ser

uma obrigação de todos os cidadãos. Um país precisa do seu

povo como companheiro fiel na luta por melhores

25 oportunidades e condições de vida, principalmente em busca

da redução da taxa de analfabetismo. Segundo pesquisas, a

taxa de analfabetismo tem apresentado uma queda

28 constante; porém, o número de analfabetos ainda é grande

em diversas regiões do país.

Internet: <www.brasilescola.com> (com adaptações).

A seguir, são apresentadas possibilidades de reescritura de trechos do texto I. Assinale a alternativa em que a reescritura apresenta mudança de sentido com relação ao texto original.

Alternativas
Q2880586 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


A semana


1 Para um preso, menos 7 dias

Para um doente, mais 7 dias

Para os felizes, 7 motivos

4 Para os tristes, 7 remédios

Para os ricos, 7 jantares

Para os pobres, 7 fomes

7 Para a esperança, 7 novas manhãs

Para a insônia, 7 longas noites

Para os sozinhos, 7 chances

10 Para os ausentes, 7 culpas

Para um cachorro, 49 dias

Para uma mosca, 7 gerações

13 Para os empresários, 25% do mês

Para os economistas, 0,019 do ano

Para o pessimista, 7 riscos

16 Para o otimista, 7 oportunidades

Para a Terra, 7 voltas

Para o pescador, 7 partidas

19 Para cumprir o prazo, pouco

Para criar o mundo, o suficiente

Para uma gripe, a cura

22 Para uma rosa, a morte

Para a história, nada


Para Época, tudo

Internet: <http://epoca.globo.com> (com adaptações).

Acesso em 7/9/2010.

A semana, filme publicitário exibido na televisão e no cinema, foi criado pela agência W/Brasil, para a Editora Globo, e recebeu vários prêmios; entre os quais, o Grand Clio 2001. O texto I é o constituinte verbal que é projetado como parte da imagem do referido filme. Assinale a alternativa que interpreta corretamente informações do texto I.

Alternativas
Q2880203 Raciocínio Lógico

Julgue os itens a seguir.

I Uma cidade possui 1.000 habitantes. Um estatístico, necessitando fazer uma determinada pesquisa, entrevistou 200 pessoas. É correto dizer que, nesse exemplo específico, de uma amostra de 1.000 pessoas, o estatístico entrevistou uma população de 200 indivíduos.

II Um estudante tinha 1 moeda, 1 folha de papel em branco e 1 caneta e, com esse material, resolveu fazer uma experiência. Arremessou uma moeda 20 vezes seguidas. Em cada uma das vezes, ele verificava se a face sorteada era “cara” ou “coroa”. Caso fosse “cara”, ele escrevia o número 1 no papel. Caso fosse “coroa”, ele escrevia o número 2 no mesmo papel. No final da experiência, o estudante obteve 7 “coroas” e somou todos os números existentes no papel. Esse resultado foi atribuído a uma variável X. Com isso, o resultado encontrado para X foi 27.

III Uma fábrica produz 100.000 lâmpadas por mês. São sorteadas 100 lâmpadas, e essas são mantidas acesas até queimarem, com o objetivo de calcular a vida média desse tipo de lâmpada. A experiência, que utiliza um subconjunto de um grupo para calcular determinado parâmetro e admite que esse parâmetro é válido para todo o grupo, é um problema estudado pela estatística inferencial.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2880202 Estatística

A tabela a seguir representa o quadro dos sete funcionários de uma empresa com suas respectivas idades.

Imagem associada para resolução da questão

Assinale a alternativa que apresenta o valor correto da moda das idades desses funcionários.

Alternativas
Q2880201 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Representa as células elementares de informação e análise para o zoneamento ecológico-econômico. Contém atributos ambientais que permitem diferenciá-la de suas vizinhas, ao mesmo tempo que possui vínculos dinâmicos que a articulam a uma complexa rede integrada por outras. De acordo com Becker e Egler (1996), o texto trata do conceito de Unidade
Alternativas
Q2880200 Direito Urbanístico
Entre os instrumentos da Política Urbana previstos no Estatuto das Cidades, está o Plano Diretor. De acordo com tal estatuto, o Plano Diretor é obrigatório para cidades
Alternativas
Q2880199 Direito Administrativo
Ainda no que pertine à Lei Geral de Licitações e Contratações da Administração Pública, assinale a alternativa correta quanto à fase da execução contratual.
Alternativas
Q2880198 Direito Administrativo
O ato administrativo é a principal forma de a administração pública se expressar. Regidos pelo direito público, com tratamento diferenciado em relação aos atos de direito privado, o ato administrativo submete-se à disciplina constitucional e à legal próprias. Acerca de seu regramento, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2880197 Direito Administrativo
As normas gerais sobre licitações e contratações da administração pública, nesta incluídos os órgãos públicos e as entidades, quer regidas pelo direito público quer pelo direito privado, são de competência da União quanto à sua edição. Mediante a Lei n.º 8.666/1993, concretizando o inciso XXI do art. 37 da Constituição Federal, a União disciplinou a matéria. Acerca dos dispositivos envolvendo os aspectos gerais e as licitações na referida Lei, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2880196 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A respeito da viabilidade de melhoramento das condições agrícolas das terras, de acordo com o sistema brasileiro de avaliação da aptidão agrícola das terras, é correto afirmar que
Alternativas
Q2880195 Engenharia Agronômica (Agronomia)
No sistema brasileiro de avaliação da aptidão agrícola das terras, são apresentadas as seguintes classes de terras
Alternativas
Respostas
6141: E
6142: C
6143: E
6144: D
6145: A
6146: D
6147: A
6148: C
6149: B
6150: C
6151: E
6152: D
6153: B
6154: B
6155: C
6156: A
6157: B
6158: C
6159: C
6160: A