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Q3583629 Português

Leia o Texto 4 

Considerando os recursos expressivos utilizados na construção do Texto 4 e o contexto envolvido, assinale a alternativa que explica CORRETAMENTE o efeito de humor empregado pelo autor.

Alternativas
Q3583628 Português
TEXTO 3

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
Avida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Certas Coisas. Disponível em  https://lyrics.lyricfind.com/. Acesso em 12 de jul de 2025.

Com base na análise fonológica e ortográfica das palavras destacadas na segunda estrofe da letra da canção, assinale a alternativa CORRETA.


Alternativas
Q3583627 Português
TEXTO 3

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
Avida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Certas Coisas. Disponível em  https://lyrics.lyricfind.com/. Acesso em 12 de jul de 2025.

Do ponto de vista semântico, a palavra destacada no último verso da letra da canção de Lulu Santos e Nelson Motta:
Alternativas
Q3583626 Português
TEXTO 3

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
Avida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Certas Coisas. Disponível em  https://lyrics.lyricfind.com/. Acesso em 12 de jul de 2025.

Na primeira estrofe do texto acima, sobre a relação entre as palavras “luz; escuridão”, “dia; noite” e “não; sim” é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3583625 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

Considerando os termos “rock” e “rap” que aparecem na tirinha, indique a alternativa que apresenta corretamente a classificação e flexões de gênero e número dessas palavras nas afirmações abaixo:
I- “Rock” é um substantivo masculino. II- “Rap” é um substantivo masculino. III- “Rock” pode ser flexionado para o feminino como “rockeira”. IV- “Rap” pode ser flexionado para o plural como “rapper”. V- “Rock” e “rap” são substantivos que não possuem formas femininas regulares. 
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583624 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

Considerando a tirinha protagonizada pelo Menino Maluquinho (Texto 2), qual é o tipo predominante de frase utilizado pelos personagens nos diálogos? 
Alternativas
Q3583623 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

O termo “marginal” atravessa tanto o Texto 1 quanto o Texto 2, seja em sua forma primitiva (marginal) ou por meio de derivações, a exemplo de “marginalizada”. Esse vocábulo, no entanto, pode exprimir mais de um sentido, logo, aparece nos textos, respectivamente, como sinônimo: 
Alternativas
Q3583622 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

No Texto 2 as falas das personagens são demarcadas pelos balões, visto que se trata de uma tirinha, logo, é parte da estrutura desse gênero textual. Já no Texto 1, qual recurso de pontuação a autora utiliza para demarcar a citação à fala de alguém?
Alternativas
Q3583621 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

Considerando tanto o Texto 1 quanto o Texto 2, é possível perceber que a visão preconceituosa do pai do Menino Maluquinho é sintomática sobre como o rap ainda é visto na sociedade, o que colabora com a abordagem apresentada na pesquisa de Híkaro Queiroz. Neste sentido, a importância da pesquisa de Queiroz revela-se justamente no fato de que ela: 
Alternativas
Q3583620 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

No Texto 2, a resposta provocativa do Menino Maluquinho ao comentário de seu pai, sobre o rap ser música de marginal, cria um contexto que aproxima o rock do rap. O seu questionamento revela:
Alternativas
Q3583619 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

Na tirinha de Ziraldo (Texto 2), lemos uma conversa entre o Menino Maluquinho e seu pai acerca dos seus gostos musicais. O que o diálogo entre os dois mostra? 
Alternativas
Q3583618 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

O estudioso Híkaro Queiroz, citado por Lívia Lemos no Texto 1, destaca em sua tese as contribuições do rap na formação sociocultural de jovens periféricos. Segundo o pesquisador, como o rap pode contribuir para a formação desses jovens?
Alternativas
Q3583617 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

Sobre o Texto 1, Lívia destaca a importância do rapper Mano Brown para a pesquisa realizada por Híkaro Queiroz. Conforme apresentado no texto, qual é o principal objetivo do estudo mencionado?
Alternativas
Q3583616 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

O Texto 1 é uma reportagem de Lívia Lemos, veiculada no Jornal da USP em 2023, que destaca uma pesquisa que discute acerca dos papéis desempenhados pelo gênero musical rap na sociedade contemporânea. Entre as alternativas abaixo, identifique uma das funções sociais destacadas para o rap conforme apresentado no texto.
Alternativas
Q3583615 Pedagogia
Formosinho-Oliveira e Pascal (2019) exploram a importância da documentação/registro do processo educativo na Educação Infantil, enfatizando que “um dos grandes valores atribuídos à documentação pedagógica é sua capacidade de tirar as práticas pedagógicas do anonimato, tornando-as visíveis” (p. 100).
Fonte: OLIVEIRA-FORMOSINHO, Júlia; PASCAL, Christine. Documentação pedagógica e avaliação na Educação Infantil: um caminho para a transformação. Porto Alegre: Penso, 2019.
Considerando outras possibilidades, usos e benefícios dos registros das vivências em sala de aula, analise as assertivas a seguir.

I- A documentação/registro pedagógico não tem o intuito de que a criança se veja aprendendo, acompanhando seu progresso e sua história de aprendizagens.

II- A documentação/registro pedagógico deve ser voltada exclusivamente para que docentes da turma registrem os progressos cognitivos de cada criança, de modo a nortear relatórios avaliativos classificatórios.

III- A documentação/registro pedagógico permite que educadores possam observar, escutar, compreender e interpretar a experiência vivida e narrar a aprendizagem também para se enxergarem no processo.


É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3583614 Pedagogia
Com vistas a trabalhar habilidades de leitura e escrita, podem ser planejadas e realizadas rodas de leitura com turmas da Educação Infantil. Para tanto, alguns cuidados devem ser considerados antes, durante e depois da leitura. Assinale a alternativa CORRETA que melhor descreve esses cuidados.
Alternativas
Q3583613 Pedagogia
Henri Wallon define cinco estágios de desenvolvimento, sendo que um dos estágios está mais relacionado à criança da Educação Infantil, porque engloba sua faixa etária. Assinale a alternativa CORRETA que define qual estágio é esse. 
Alternativas
Q3583612 Pedagogia
Nas práticas pedagógicas com a linguagem escrita na Educação Infantil, diversos mitos e problemas são comumente discutidos nas salas dos professores, debatidos em cursos de formação e explorados por uma variedade de estudos e teóricos. Sobre essas práticas, analise as assertivas a seguir.

I- É essencial no trabalho com leitura e escrita que as crianças sejam alfabetizadas desde o ingresso na Educação Infantil, com enfoque diretivo na mecânica e decodificação das letras, para que possam se inserir no Ensino Fundamental de forma adequada.

II- É recomendável separar as atividades de alfabetização (aprendizado das letras e sons) do letramento (uso social da leitura e escrita) na Educação Infantil por conta do nível de maturação cognitiva das crianças, que não têm ainda como lidar com a abstração e complexidade das diferentes funções da língua.

III- O ambiente de fato tem interferência para ofertar interações, vivências de práticas sociais de leitura e de escrita na Educação Infantil, sendo indicado que se promova a utilização da escrita e da leitura na organização do cotidiano, de modo significativo e próximo da criança.

IV- Outra problematização diz respeito a uma tradição pedagógica de que é necessário primeiro aprender a grafar corretamente as palavras para depois produzir um texto. Mas o educador pode ser o escriba, ocupando esse lugar de 'escrever' o texto criado e ditado pelas crianças, produzindo coletivamente um registro interativo e carregado de sentido.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583611 Pedagogia
A construção de aspectos da afetividade para o desenvolvimento infantil das crianças na Educação Infantil perpassa a atuação do educador. Sobre esta atuação, considere as assertivas a seguir.

I- Basta as crianças estarem em grupo para desenvolverem aspectos da afetividade, já que assim aprendem a conviver harmoniosamente em grupo, sem intervenção do educador.

II- É essencial uma atuação planejada e direcionada do educador, para que a afetividade seja explorada e consolidada no desenvolvimento da criança da Educação Infantil.

III- A atuação do educador não envolve o aspecto afetivo, pois essa é uma responsabilidade da família na construção dos vínculos de amor e empatia.

IV- A formação de grupos e a roda de conversa são elementos da construção dos vínculos afetivos entre as crianças e com o educador na Educação Infantil, que envolve o planejamento de atividades relacionadas a estes elementos.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583610 Pedagogia

Imagem associada para resolução da questão



Imagem: Vincent Van Gogh - Vaso com 12 girassóis (1888). Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vangogh.jpg 



Em uma turma com crianças de 5 anos, na escola de Educação Infantil, uma delas compartilhou na roda de conversa que era primavera e encontrou muitas flores no jardim da entrada. Foi um alvoroço agradável, pois cada criança queria falar sobre o tema. Percebendo o interesse coletivo e o contexto primaveril tão pertinente, a professora levou a turma para observar, desenhar, cantar músicas que conheciam sobre o tema e também pintarem da forma como desejassem o que sentiam, percebiam e viam. Então, depois de exporem suas obras no varal da sala, que foi muito além de flores, a professora em outro dia apresentou à turma uma das séries de sete obras na qual Van Gogh retratava diferentes girassóis (em cor, quantidade e forma), como na imagem da questão. Sobre essa sequência pedagógica, relacionada ao trabalho com artes na Educação Infantil, analise as assertivas a seguir.



I- Explorar obras consideradas complexas e tão variadas ao mesmo tempo não contribui para a expressividade e formação artística da criança na Educação Infantil, pois confunde sua percepção e a desconecta da imagem das flores reais do jardim da escola.


II- A continuidade da sequência didática deveria ser somente voltada para a pintura de girassóis impressos similares a uma das obras de Van Gogh, de modo a fazerem uma cópia do quadro do artista.


III- A criança é uma artista que pulsa criatividade e o trabalho com arte na Educação Infantil não pode se restringir a pinturas e atividades visuais para reprodução da realidade.


IV- O ideal para o trabalho com representação artística na Educação Infantil é só desenhos livres, sem uso de referências a artistas consagrados.


V- Toda expressão cultural, enquanto produção humana pode ser compartilhada com as crianças na Educação Infantil, mas de forma planejada, mesmo que surja a partir do interesse espontâneo de uma criança.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Respostas
5481: E
5482: B
5483: C
5484: B
5485: C
5486: E
5487: B
5488: D
5489: A
5490: C
5491: D
5492: B
5493: D
5494: C
5495: C
5496: B
5497: E
5498: E
5499: E
5500: B