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I. Ariqueza da campanha de 2022 a que faz alusão o título diz respeito à abundância não só de temas que requerem discussão, como também de verbas provenientes do Fundo Eleitoral.
II. A pobreza da campanha de 2022 a que o título alude consiste no mau aproveitamento das verbas, pois não se investe na conscientização dos eleitores quanto ao voto, os debates não são de alto nível, recaindo o interesse apenas no destino dos candidatos.
III. O autor faz um alerta quanto à necessidade de o eleitor ser cauteloso ao escolher seus candidatos, não se deixando levar por discursos vazios, falsas promessas, ou seja, pelas aparências.
IV. O autor atribui a precária representatividade dos poderes à ignorância do eleitor brasileiro, que ainda não aprendeu a votar.
V. Conforme o texto, o voto motivado por excesso de paixão ou ódio exagerado é o fator determinante para a inclusão do Brasil entre os países em que há mais maldade nas campanhas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I. Elementos estruturais, a exemplo de: presença de subtítulo, suporte de publicação – jornal, narrativa de um fato, linguagem objetiva, caracterizam o texto como uma notícia.
II. Infere-se uma crítica à falta de capacidade de certos candidatos, cuja carreira política se justifica pelas vantagens pessoais que a posição oferece.
III. Implicitamente, fica um alerta para que os eleitores sejam criteriosos ao escolherem os dirigentes, não se deixando levar pelas aparências.
IV. Aescolha do título se justica pelo fato de um segundo personagem, o marqueteiro, ter um papel importante na narrativa.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
( ) “[...] novas tecnologias como a do hidrogênio verde prometem acelerar ainda mais a expansão dos combustíveis livres de carbono.” (Auxiliar modal - noção de desejo/compromisso).
( ) “Um bom exemplo de como esse apelo tem funcionado foi demonstrado na mais recente edição do Internationale AutomobilAusstellung (IAA) [...]” (Auxiliar aspectual - noção de tempo frequentativo).
( ) “Toda a mostra foi dedicada aos carros elétricos, em um reflexo de como a indústria automobilística tem se esforçado para se adequar aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”. (Auxiliar modal - noção de compromisso/esforço).
( ) “[...] a Volkswagen pretende fazer com que os elétricos representem 70% de suas vendas na Europa e 50% nos Estados Unidos e na China nos próximos anos”. (Auxiliar modal - noção de obrigação).
A sequência CORRETA é:
( ) A partir do uso do AINDA, na frase “[...] e novas tecnologias como a do hidrogênio verde prometem acelerar ainda mais a expansão dos combustíveis livres de carbono” identifica-se uma informação pressuposta – a de que o uso de combustíveis livres de carbono é intenso e acelerado.
( ) Uma das justificativas apresentadas para a dificuldade, no Brasil, quanto à transição para os carros totalmente elétricos é a de que a rede de pontos de abastecimento é ainda restrita. Logo, há uma informação implícita, a de que esses pontos poderão se expandir, atenuando essa dificuldade.
( ) A informação entre parênteses no período que inicia o 3º parágrafo do texto representa uma ressalva sobre o uso de carros híbridos. Significa dizer que, no Brasil, não se usam carros elétricos, não só aqueles que se valem das chamadas células de combustível, mas também aqueles pertencentes à primeira categoria, recarregáveis em tomadas especiais.
A sequência CORRETA é:
I. Mudança, no decorrer dos anos, quanto à motivação para o uso de carros elétricos, com tendência para o interesse pelas causas ambientais em detrimento das vontades individuais.
II. Disputa entre as empresas do setor automobilístico para estabelecer qual delas é mais eficiente e rápida em atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, com relação à redução da emissão de carbono.
III. Os carros elétricos à base das chamadas células de combústivel como um avanço no setor automobilístico por poderem vir a substituir os movidos à base de bateria recarregável já existentes.
IV. Preferência, no Brasil, pelos carros híbridos, motivada pelo alto custo dos carros totalmente elétricos e pela restrição dos pontos de abastecimento.
É CORRETO, em conformidade com texto, o que se afirma apenas em:
I. Como forma de demonstrar o compromisso com a conservação ambiental, a indústria automobilística fez alterações na fabricação de carros de luxo, incorporando materiais sustentáveis.
II. Além de mostrar a versatilidade da indústria automobilística, o uso de compostos verdes na fabricação de carros visa a promover uma melhor imagem do setor automobilístico, que é um dos maiores responsáveis pela emissão de poluentes.
III. As transformações no setor automotivo, com a adoção do uso de compostos verdes, devem-se ao temor de perder consumidores, cuja concepção de luxo vem sendo alterada no decorrer do tempo, resultando na competição entre as empresas.
De acordo com texto, é CORRETO o que se afirma apenas em:
Um componente relevante para o funcionamento de um sistema computacional é a memória. Sobre esse tipo de componente, considere as afirmações a seguir.
I- Uma Memória de Acesso Aleatório (do inglês, Random Access Memory - RAM), de Leitura e Escrita (do inglês, Read/Write - R/W), possui barramento de endereços e de dados compostos de 16 bits e 8 bits, respectivamente. Assim, a capacidade desta memória é de 64 Kbits.
II- A capacidade de armazenamento de um registrador é inferior à capacidade de armazenamento de uma memória cache.
III- Em uma memória volátil, as informações temporariamente armazenadas nesta memória são apagadas quando o computador é desligado.
Está CORRETO o que se afirma em:
Em sistemas de transmissão de dados, para minimizar falhas, ruídos, dentre outros, que podem alterar a informação transmitida, são utilizadas técnicas para detecção de erros e até mesmo mecanismos para correção de erros. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta técnicas que realizam APENAS a detecção de erros de transmissão:
O acesso dos usuários de um determinado sistema computacional é realizado a partir do fornecimento de uma senha composta de 5 dígitos. Cada dígito é convertido em um número binário de 4 bits, sem sinal, para que seja processado pelo sistema. Considerando que um usuário forneceu a senha 41578, qual alternativa representa esta senha em binário?
Um computador é composto por diversos dispositivos, que podem ser divididos em dispositivos de entrada e saída (periféricos), de processamento e de armazenamento. Com relação aos tipos de armazenamento, avalie as afirmações a seguir:
I- O HD (do inglês, Hard Disk/Disco Rígido) é um dispositivo de armazenamento secundário.
II- SSD (do inglês, Solid-State Drive) é um tipo de unidade de armazenamento, um dispositivo com a mesma função do HD; porém, não consegue tornar as funções de leituras e escritas mais velozes em relação ao HD.
III- A capacidade de armazenamento de uma memória é medida em bytes (ou bits).
IV- HD, SSD, pen drives e cartões de memória, se enquadram em dispositivos de armazenamentos não voláteis.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
O Texto 2 traz um trecho do diálogo entre o Jornalista e doutorando em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som, GG Albuquerque, e a cantora, compositora, atriz e, como a própria se define, agitadora cultural, Linn da Quebrada. O Texto 3, por sua vez, traz um trecho da definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Leia os textos para responder à questão.
TEXTO 2:
“[...] GG Albuquerque - Esse disco você fala de ancestralidade e resgata figuras como Xica Manicongo [considerada a primeira travesti do Brasil]. Mas a ancestralidade também tem sido essa cerca pela qual o mercado inclui e exclui artistas negros, limitando a obra deles. E na música “Dispara”, você canta: “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós — é ancestral”. Me parece uma crítica a esse ideal mercantilizado de ancestralidade.
Linn da Quebrada - Sabe o que me lembrou isso? O texto da Jota Mombaça, o “Plantação Cognitiva”. Eu até abri aqui [no computador]. Ela cita um verso do Baco Exu do Blues em que ele fala: “Meus ancestrais todos foram vendidos, deve ser por isso que meu som vende”. E deve ser por isso que o meu som vende também. Esse verso que você citou é um que eu gosto muito. “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós” Gosto muito da impossibilidade da linguagem traduzir isso. Porque eu quero realmente dizer que eu não sei se vende a mim, se vende eu, se é capaz de me vender e se é capaz de nos vender. Porque eu quero instaurar o terreno do mistério… Eu percebo que quando nos atribuem todas essas categorizações — negra, trans, travesti, marginal, periférica — o que está à venda não é a minha música. Quando eles falam de música LGBT, música trans, música negra, eles não estão falando da minha música. Qual é a característica dessa música que faz ela ser trans? Essa música fala da minha narrativa, assim como as músicas heteronormativas falam das narrativas deles. O que eles estão categorizando e marcando com ferro em brasa mais uma vez é o meu corpo: trans, travesti, marginal periférica. E mais uma vez então o que está à venda sou eu. Nessa espiral do tempo, nessa ancestralidade presente que se traduz em mim, é o meu corpo que segue à venda. E por isso, isso é tão cruel. Porque fica indissociável separar o meu corpo do meu trabalho. O meu corpo se torna um trabalho. É o meu corpo, a minha vida que se torna vendável, rentável e lucrativa. Assim como os corpos da população negra que estavam ali rendidos nesses campos escravistas de plantação de algodão, de cana e tudo mais, agora é o meu corpo vendido nesse terreno de uma plantação cognitiva. E por isso essa reencenação escravista. É isso que eu me nego. E é isso que eu tô dizendo quando canto que “nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós”, porque eu me recuso a ser vendida nesse lugar porque eu preciso viver! Eu amo o meu trabalho, mas eu não sou o meu trabalho. Eu não sou o meu trabalho. Eu tenho muitas outras frequências e possibilidades para além do meu trabalho. Eu não quero ser esgotada. Se os nossos ancestrais sonharam com esse lugar que estamos ocupando hoje, eu não vou me permitir ser vendida mais uma vez e ser a minha própria moeda de troca. Eu preciso que a minha obra seja a tradução da minha generosidade para o mundo. É a minha obra, que não sou eu. E acho que de alguma forma é isso que eu tento instaurar com esses versos. [...]”
Fonte: https://volumemorto.com.br/entrevista-linn-da-quebrada-trava-linguas/
TEXTO 3:
“[...] conversa entre pessoas em local combinado para obtenção de maiores informações, esclarecimentos, avaliações, opiniões, etc., sobre pessoas ou instituições [...]. No discurso jornalístico, coleta de declarações, informações, opiniões tomadas por jornalista(s) para divulgação através dos meios de comunicação (imprensa falada, escrita, televisiva, interétnica).”
Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
O Texto 2 traz um trecho do diálogo entre o Jornalista e doutorando em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som, GG Albuquerque, e a cantora, compositora, atriz e, como a própria se define, agitadora cultural, Linn da Quebrada. O Texto 3, por sua vez, traz um trecho da definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Leia os textos para responder à questão.
TEXTO 2:
“[...] GG Albuquerque - Esse disco você fala de ancestralidade e resgata figuras como Xica Manicongo [considerada a primeira travesti do Brasil]. Mas a ancestralidade também tem sido essa cerca pela qual o mercado inclui e exclui artistas negros, limitando a obra deles. E na música “Dispara”, você canta: “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós — é ancestral”. Me parece uma crítica a esse ideal mercantilizado de ancestralidade.
Linn da Quebrada - Sabe o que me lembrou isso? O texto da Jota Mombaça, o “Plantação Cognitiva”. Eu até abri aqui [no computador]. Ela cita um verso do Baco Exu do Blues em que ele fala: “Meus ancestrais todos foram vendidos, deve ser por isso que meu som vende”. E deve ser por isso que o meu som vende também. Esse verso que você citou é um que eu gosto muito. “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós” Gosto muito da impossibilidade da linguagem traduzir isso. Porque eu quero realmente dizer que eu não sei se vende a mim, se vende eu, se é capaz de me vender e se é capaz de nos vender. Porque eu quero instaurar o terreno do mistério… Eu percebo que quando nos atribuem todas essas categorizações — negra, trans, travesti, marginal, periférica — o que está à venda não é a minha música. Quando eles falam de música LGBT, música trans, música negra, eles não estão falando da minha música. Qual é a característica dessa música que faz ela ser trans? Essa música fala da minha narrativa, assim como as músicas heteronormativas falam das narrativas deles. O que eles estão categorizando e marcando com ferro em brasa mais uma vez é o meu corpo: trans, travesti, marginal periférica. E mais uma vez então o que está à venda sou eu. Nessa espiral do tempo, nessa ancestralidade presente que se traduz em mim, é o meu corpo que segue à venda. E por isso, isso é tão cruel. Porque fica indissociável separar o meu corpo do meu trabalho. O meu corpo se torna um trabalho. É o meu corpo, a minha vida que se torna vendável, rentável e lucrativa. Assim como os corpos da população negra que estavam ali rendidos nesses campos escravistas de plantação de algodão, de cana e tudo mais, agora é o meu corpo vendido nesse terreno de uma plantação cognitiva. E por isso essa reencenação escravista. É isso que eu me nego. E é isso que eu tô dizendo quando canto que “nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós”, porque eu me recuso a ser vendida nesse lugar porque eu preciso viver! Eu amo o meu trabalho, mas eu não sou o meu trabalho. Eu não sou o meu trabalho. Eu tenho muitas outras frequências e possibilidades para além do meu trabalho. Eu não quero ser esgotada. Se os nossos ancestrais sonharam com esse lugar que estamos ocupando hoje, eu não vou me permitir ser vendida mais uma vez e ser a minha própria moeda de troca. Eu preciso que a minha obra seja a tradução da minha generosidade para o mundo. É a minha obra, que não sou eu. E acho que de alguma forma é isso que eu tento instaurar com esses versos. [...]”
Fonte: https://volumemorto.com.br/entrevista-linn-da-quebrada-trava-linguas/
TEXTO 3:
“[...] conversa entre pessoas em local combinado para obtenção de maiores informações, esclarecimentos, avaliações, opiniões, etc., sobre pessoas ou instituições [...]. No discurso jornalístico, coleta de declarações, informações, opiniões tomadas por jornalista(s) para divulgação através dos meios de comunicação (imprensa falada, escrita, televisiva, interétnica).”
Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
O Texto 2 traz um trecho do diálogo entre o Jornalista e doutorando em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som, GG Albuquerque, e a cantora, compositora, atriz e, como a própria se define, agitadora cultural, Linn da Quebrada. O Texto 3, por sua vez, traz um trecho da definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Leia os textos para responder à questão.
TEXTO 2:
“[...] GG Albuquerque - Esse disco você fala de ancestralidade e resgata figuras como Xica Manicongo [considerada a primeira travesti do Brasil]. Mas a ancestralidade também tem sido essa cerca pela qual o mercado inclui e exclui artistas negros, limitando a obra deles. E na música “Dispara”, você canta: “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós — é ancestral”. Me parece uma crítica a esse ideal mercantilizado de ancestralidade.
Linn da Quebrada - Sabe o que me lembrou isso? O texto da Jota Mombaça, o “Plantação Cognitiva”. Eu até abri aqui [no computador]. Ela cita um verso do Baco Exu do Blues em que ele fala: “Meus ancestrais todos foram vendidos, deve ser por isso que meu som vende”. E deve ser por isso que o meu som vende também. Esse verso que você citou é um que eu gosto muito. “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós” Gosto muito da impossibilidade da linguagem traduzir isso. Porque eu quero realmente dizer que eu não sei se vende a mim, se vende eu, se é capaz de me vender e se é capaz de nos vender. Porque eu quero instaurar o terreno do mistério… Eu percebo que quando nos atribuem todas essas categorizações — negra, trans, travesti, marginal, periférica — o que está à venda não é a minha música. Quando eles falam de música LGBT, música trans, música negra, eles não estão falando da minha música. Qual é a característica dessa música que faz ela ser trans? Essa música fala da minha narrativa, assim como as músicas heteronormativas falam das narrativas deles. O que eles estão categorizando e marcando com ferro em brasa mais uma vez é o meu corpo: trans, travesti, marginal periférica. E mais uma vez então o que está à venda sou eu. Nessa espiral do tempo, nessa ancestralidade presente que se traduz em mim, é o meu corpo que segue à venda. E por isso, isso é tão cruel. Porque fica indissociável separar o meu corpo do meu trabalho. O meu corpo se torna um trabalho. É o meu corpo, a minha vida que se torna vendável, rentável e lucrativa. Assim como os corpos da população negra que estavam ali rendidos nesses campos escravistas de plantação de algodão, de cana e tudo mais, agora é o meu corpo vendido nesse terreno de uma plantação cognitiva. E por isso essa reencenação escravista. É isso que eu me nego. E é isso que eu tô dizendo quando canto que “nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós”, porque eu me recuso a ser vendida nesse lugar porque eu preciso viver! Eu amo o meu trabalho, mas eu não sou o meu trabalho. Eu não sou o meu trabalho. Eu tenho muitas outras frequências e possibilidades para além do meu trabalho. Eu não quero ser esgotada. Se os nossos ancestrais sonharam com esse lugar que estamos ocupando hoje, eu não vou me permitir ser vendida mais uma vez e ser a minha própria moeda de troca. Eu preciso que a minha obra seja a tradução da minha generosidade para o mundo. É a minha obra, que não sou eu. E acho que de alguma forma é isso que eu tento instaurar com esses versos. [...]”
Fonte: https://volumemorto.com.br/entrevista-linn-da-quebrada-trava-linguas/
TEXTO 3:
“[...] conversa entre pessoas em local combinado para obtenção de maiores informações, esclarecimentos, avaliações, opiniões, etc., sobre pessoas ou instituições [...]. No discurso jornalístico, coleta de declarações, informações, opiniões tomadas por jornalista(s) para divulgação através dos meios de comunicação (imprensa falada, escrita, televisiva, interétnica).”
Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
O Texto 2 traz um trecho do diálogo entre o Jornalista e doutorando em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som, GG Albuquerque, e a cantora, compositora, atriz e, como a própria se define, agitadora cultural, Linn da Quebrada. O Texto 3, por sua vez, traz um trecho da definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Leia os textos para responder à questão.
TEXTO 2:
“[...] GG Albuquerque - Esse disco você fala de ancestralidade e resgata figuras como Xica Manicongo [considerada a primeira travesti do Brasil]. Mas a ancestralidade também tem sido essa cerca pela qual o mercado inclui e exclui artistas negros, limitando a obra deles. E na música “Dispara”, você canta: “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós — é ancestral”. Me parece uma crítica a esse ideal mercantilizado de ancestralidade.
Linn da Quebrada - Sabe o que me lembrou isso? O texto da Jota Mombaça, o “Plantação Cognitiva”. Eu até abri aqui [no computador]. Ela cita um verso do Baco Exu do Blues em que ele fala: “Meus ancestrais todos foram vendidos, deve ser por isso que meu som vende”. E deve ser por isso que o meu som vende também. Esse verso que você citou é um que eu gosto muito. “Nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós” Gosto muito da impossibilidade da linguagem traduzir isso. Porque eu quero realmente dizer que eu não sei se vende a mim, se vende eu, se é capaz de me vender e se é capaz de nos vender. Porque eu quero instaurar o terreno do mistério… Eu percebo que quando nos atribuem todas essas categorizações — negra, trans, travesti, marginal, periférica — o que está à venda não é a minha música. Quando eles falam de música LGBT, música trans, música negra, eles não estão falando da minha música. Qual é a característica dessa música que faz ela ser trans? Essa música fala da minha narrativa, assim como as músicas heteronormativas falam das narrativas deles. O que eles estão categorizando e marcando com ferro em brasa mais uma vez é o meu corpo: trans, travesti, marginal periférica. E mais uma vez então o que está à venda sou eu. Nessa espiral do tempo, nessa ancestralidade presente que se traduz em mim, é o meu corpo que segue à venda. E por isso, isso é tão cruel. Porque fica indissociável separar o meu corpo do meu trabalho. O meu corpo se torna um trabalho. É o meu corpo, a minha vida que se torna vendável, rentável e lucrativa. Assim como os corpos da população negra que estavam ali rendidos nesses campos escravistas de plantação de algodão, de cana e tudo mais, agora é o meu corpo vendido nesse terreno de uma plantação cognitiva. E por isso essa reencenação escravista. É isso que eu me nego. E é isso que eu tô dizendo quando canto que “nem tudo que vende vem de mim ou vem de nós”, porque eu me recuso a ser vendida nesse lugar porque eu preciso viver! Eu amo o meu trabalho, mas eu não sou o meu trabalho. Eu não sou o meu trabalho. Eu tenho muitas outras frequências e possibilidades para além do meu trabalho. Eu não quero ser esgotada. Se os nossos ancestrais sonharam com esse lugar que estamos ocupando hoje, eu não vou me permitir ser vendida mais uma vez e ser a minha própria moeda de troca. Eu preciso que a minha obra seja a tradução da minha generosidade para o mundo. É a minha obra, que não sou eu. E acho que de alguma forma é isso que eu tento instaurar com esses versos. [...]”
Fonte: https://volumemorto.com.br/entrevista-linn-da-quebrada-trava-linguas/
TEXTO 3:
“[...] conversa entre pessoas em local combinado para obtenção de maiores informações, esclarecimentos, avaliações, opiniões, etc., sobre pessoas ou instituições [...]. No discurso jornalístico, coleta de declarações, informações, opiniões tomadas por jornalista(s) para divulgação através dos meios de comunicação (imprensa falada, escrita, televisiva, interétnica).”
Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.