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Q3813533 Sociologia
Para um grupo de pensadores e intelectuais, desde o final do século XX, tem persistido um colonialismo, demonstrado em efeitos práticos, materiais e simbólicos, que precisa ser combatido e superado, mesmo após o fim das colonizações formais ao redor do mundo. Esses intelectuais representam o pensamento decolonial que se opõe à hegemonia do pensamento ocidental e eurocêntrico que ressignifica ainda opressões com base em argumentos como “progresso” e “avanço civilizacional”. “O pensamento decolonial rejeita a análise dominante de que os europeus produziram conhecimentos pretensamente universais que foram espalhados pelo mundo, reconhecendo a diversidade de perspectivas e saberes produzidos por grupos historicamente silenciados”.

MODERNA PLUS – Sociologia em Movimento. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2024.

Acerca do pensamento decolonial, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813532 Sociologia
“Enquanto as gangues e quadrilhas de traficantes se moviam em territórios estáticos, e enquanto cada grupo dominava seu pedaço, matando sem mexer no pedaço do outro, as facções invadem, matam, ocupam e expulsam moradores de suas casas. Os líderes de gangues e os traficantes locais sempre tiveram um peso dentro da comunidade, mas sua capacidade de agência era limitada, e as negociações com eles eram consideradas como algo “tranquilo”. Em muitas comunidades, prevaleciam apenas os acordos tácitos de não delação dos esquemas ilegais. Desde as facções, esse equilíbrio foi quebrado, e os moradores relatam que as pessoas que fazem o crime querem “botar moral” e determinar o que pode e não pode ser feito na comunidade. [...]. É possível hoje falar de uma socialização pela violência que, desde os tempos das gangues, perdura como meio de fazer o crime e, consequentemente, fazer a própria vida nas periferias de Fortaleza. Obviamente, existem muitas outras coisas que compõem as periferias da cidade. Isso não impede de observar, entretanto, que o homicídio não é um elemento estranho a pessoas que sofrem e praticam crimes cruéis contra a própria população com a qual compartilham as dores e os sofrimentos sociais. [...]. Por isso, acredito que existe algo de insurgente no fenômeno das facções, mas também profundas conexões com as modalidades de dominação que impõem o governo dos mais pobres para geração de variadas maneiras de cooperação, atualizando discriminações, desigualdades e injustiças em larga escala.”

PAIVA, Luíz Fábio S. “Aqui não tem gangue, tem facção”: as transformações sociais do crime em Fortaleza. Cadernos CRH, Salvador, v. 32, nº 85, p. 165-184, jan/abr 2019.

Considerando esse enunciado, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813531 Sociologia
“A comunicação de massa se modela mediante a autocomunicação de massa através da Internet [...]. A dinâmica de construção de uma mensagem simples e facilmente debatível em um universo multiforme conduz à personalização da política. É em torno da liderança possível de alguém que se constrói a confiança na bondade de um projeto. Assim, a forma de luta política mais eficaz é a destruição dessa confiança através da destruição moral e da imagem de quem se postula como líder. As mensagens negativas são cinco vezes mais eficazes em sua influência do que as positivas. [...]. Daí a prática de operadores políticos profissionais no sentido de buscar materiais prejudiciais para determinados líderes políticos, manipulando-os e até fabricando-os para aumentar o efeito destrutivo. [...]. Tal prática gera um efeito secundário devastador: o de inspirar o sentimento de desconfiança e reprovação moral sobre o conjunto dos políticos e da política, contribuindo assim para a crise da legitimidade.”

CASTELLS, Manuel. Ruptura: a crise da democracia liberal. Rio de Janeiro: Zahar, 2018. 

Assim, pensando com Castells (2018), é correto afirmar que essa crise na legitimidade da política é, também, uma crise
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Q3813530 Sociologia
Conforme Giiddens (2012), uma distinção importante entre as diferentes perspectivas teóricas da Sociologia envolve o nível de análise a que cada uma é direcionada. Este autor trata da distinção entre o que denomina de microssociologia e de macrossociologia. Em resumo, a análise micro, nos estudos sociológicos, foca no comportamento cotidiano das pessoas em situações de interação social e a análise macro concentra-se, de outro modo, nos sistemas sociais de grande escala como as relações socioeconômicas e as estruturas institucionais e políticas de uma sociedade. Apesar de serem distintos, Giddens afirma que esses dois níveis estão intimamente conectados em qualquer realidade social estudada.

GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.

No que diz respeito a esses níveis de análise sociológica, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813529 Sociologia
Nos últimos anos, uma onda cultural oriunda do Leste Asiático conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. Essa tendência se manifesta em diversas formas, mas uma das mais marcantes e populares é o dorama. A palavra, originada do inglês “drama”, refere-se a séries televisivas ou web-séries produzidas principalmente na Coreia do Sul, Japão, China e Taiwan. Estas narrativas têm como característica principal explorar temas humanos universais, como amor, amizade, conflitos familiares e superação, além de tratarem temas como o bullying escolar e a violência doméstica. [...]. Os doramas não são apenas entretenimento; eles são uma janela para culturas distintas e uma maneira de entender as complexidades sociais e emocionais que transcendem fronteiras geográficas. Sua popularidade crescente reflete uma mudança no consumo de conteúdo global fazendo frente à hegemonia das grandes indústrias ocidentais, como a dos EUA e Europa. [...]. Entender o que é dorama vai além de analisar suas características técnicas e narrativas; é necessário considerar seu impacto cultural e social tanto nas regiões de origem quanto em escala global. Essas produções têm se tornado verdadeiros fenômenos culturais, influenciando comportamentos, modas e até mesmo políticas públicas.

SILVA, Roniel Sampaio. O que é Dorama? Entenda esse fenômeno cultural. Blog Café com Sociologia, Campo Maior-Pi, s/d. Disponível em: https://cafecomsociologia.com/o-que-e-dorama-entenda-essefenomeno-cultural/ acesso em:09/10/2025. Adaptado.

De acordo com o trecho apresentado, é correto depreender-se que
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Q3813528 Sociologia
Uma das conquistas mais importantes para a cidadania no Brasil após a promulgação da Constituição Federal de 1988 foi a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é uma conquista da luta por direitos empreendida por variados setores da sociedade civil brasileira desde, pelo menos, os anos 1970, mas teve a decisiva contribuição da 8ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu na cidade de Brasília em março de 1986 com mais de 4 mil participantes e 135 grupos de trabalho. Dentre as conclusões e os direcionamentos desta Conferência estavam as seguintes: a criação de um sistema que universalizasse o atendimento em saúde de forma gratuita; que não focasse apenas na assistência, mas na promoção da saúde da população de modo amplo; e que fosse descentralizada a administração desse serviço para todos os entes governamentais da Federação (União, estados e munícipios). Antes do SUS, praticamente, apenas quem possuía carteira de trabalho assinada e aqueles que podiam contribuir com entidades privadas tinham como cuidar da saúde; já a grande massa da população pobre dependia da filantropia e da caridade.

Partindo do exposto, avalie as seguintes afirmações:

I. O SUS foi criado com a Constituição Federal de 1988, em artigo que busca garantir o direito civil de escolha entre saúde pública e privada.
II. Dentre os amplos serviços do SUS hoje, estão assistência, vacinação, exames preventivos e educação permanente em saúde.
III. Com o SUS, a organização e a gerência dos serviços públicos de saúde são responsabilidade de todas as três esferas de governo no Brasil.
IV. Os serviços filantrópicos de saúde, como os das Santas Casas de Misericórdia no Brasil, foram excluídos para os pobres com a criação do SUS.

É correto o que se afirma em
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Q3813527 Sociologia
“O que desgarra e separa os brasileiros em componentes opostos é a estratificação de classes. Mas é ela que, do lado de baixo, unifica e articula, como brasileiros, as imensas massas predominantemente escuras, [...]. O ruim aqui, e efetivo fator causal do atraso, é o modo de ordenação da sociedade, estruturada contra os interesses da população, desde sempre sangrada para servir a desígnios alheios e opostos aos seus. Não há, nunca houve, aqui um povo livre, regendo seu destino na busca de sua própria prosperidade. O que houve e o que há é uma massa de trabalhadores explorada, humilhada e ofendida por uma minoria dominante, espantosamente eficaz na formulação e manutenção de seu próprio projeto de prosperidade, sempre pronta a esmagar qualquer ameaça de reforma da ordem social vigente.”

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Partindo do que Darcy Ribeiro demonstra, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) O povo brasileiro, mestiçado de matrizes africanas, europeias e indígenas, mesmo dividido em classes dominantes, convive em todas esses estratos sociais com mais homogeneidade racial.
( ) Os brasileiros, forjados no quadro de dominação social de classes e da mestiçagem, formam um povo que ainda se depara com o desafio de realizar uma emancipação social abrangente.
( ) O povo brasileiro, mestiço na carne e no espírito, é um povo novo e motivado a realizar uma missão civilizatória, sem impedimentos para cumprir seu destino de ordem e progresso.

A sequência correta, de cima para baixo, é:
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Q3813526 Sociologia
O surgimento da Sociologia está ligado a um duplo processo que envolveu variantes epistemológicas e sóciohistóricas (Sell, 2015). Por variantes epistemológicas, entenda-se as transformações que ocorreram com as maneiras de pensar e abordar as realidades humana e natural com o advento das ciências na Europa da época moderna. Já as variantes sóciohistóricas dizem respeito às mudanças nas estruturas sociais e político-econômicas das sociedades europeias, principalmente durante o século XIX, período de emergência da ciência sociológica.

SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber. 7ª ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2015.

No que concerne ao surgimento da Sociologia, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3813525 Sociologia
Existe, neste mundo contemporâneo afetado pelas tecnologias de comunicação e informação, com a popularização do uso da Internet e do uso massivo das chamadas “redes sociais” (Facebook, Instagram, TikTok), uma “espetacularização do eu”. A intimidade e a vida privada hoje se tornam um show, um espetáculo, como comprovam as milhões de selfies (autorretratos) tiradas cotidianamente por milhões de pessoas e postadas nos seus perfis virtuais. Mas não só de imagens se faz esse show, pois as opiniões, as preferências políticas e os gostos artísticos e gastronômicos de cada pessoa são parte, também, importante desse espetáculo. O essencial é que imagens, gostos e opiniões pessoais sejam publicizados para que todos possam ver, curtir e compartilhar. O show, afinal, sou “eu” e este é um fenômeno socioantropológico desses tempos de muita conexão sociodigital.

SIBILIA, Paula. O Show do Eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

Considerando essa “espetacularização do eu” como fenômeno socioantropológico, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813524 História
Portugueses e espanhóis quando colonizaram as Américas enxergavam os povos nativos como “bichos selvagens”, rejeitando mesmo a humanidade deles. Em outras ocasiões, conforme os relatos históricos, os povos indígenas das Américas eram retratados por esses colonizadores como animais, demônios e idolatras de “deuses pagãos” (Vainfas, 1995). Os espanhóis, diferentes dos portugueses, se depararam com populações detentoras de arrojadas estruturas religiosas com templos, cultos e rituais complexos, hierarquias e imagens. Os portugueses, de outro modo, não consideravam que os indígenas que encontraram tinham religião, pois eram “selvagens sem fé”. Em comum, ambos os povos colonizadores, no início da colonização, se dedicaram à tarefa de trazer a religião católica cristã para aqueles nativos na intenção de salvar, segundo eles, as almas daquelas gentes, que estavam perdidas da “verdadeira e única” fé religiosa.

VAINFAS, Ronaldo. A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Considerando o enunciado, é correto concluir-se que
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Q3813523 Sociologia
O riso e o humor são fenômenos socioculturais e isto significa afirmar que são particulares as razões pelas quais as pessoas riem e fazem rir, em cada cultura e lugar sócio-histórico. [...]. Pode-se argumentar, contudo, que há certa constância nos motivos para se rir, mesmo sob a diversidade cultural. É plausível sentenciar que, em todos os tempos e lugares, o inusitado, o “anormal” e o esquisito podem chocar ou surpreender e tudo que possa quebrar algum ritmo corriqueiro ou ordinário da vida pode se constituir como mote para fazer rir. Porém, é evidente que tudo isso vai depender de certos parâmetros de percepção que apenas a cultura de cada grupo ou sociedade pode dar para o que é considerado inusitado, “anormal” ou esquisito. [...]. Por fim, o riso e o humor são inerentes ao ser humano, pois são fenômenos comuns a todas as sociedades e fortemente condicionados pelas culturas.

SILVA NETO, Fco. Secundo da. Rir e fazer rir – alguns apontamentos teóricos. Revista Espaço Acadêmico, n° 111, Maringá-PR, agosto 2010. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/ 10754/5858 acesso em: 10/10/2025. Adaptado.

Considerando os fenômenos do riso e do humor, é sociologicamente correto afirmar que
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Q3813522 Filosofia
Han (2022) denomina de “regime de informação” a forma de dominação em que as informações e seus processamentos por algoritmos e inteligência artificial determinam decisivamente processos sociais, econômicos e políticos no mundo contemporâneo afetado pelas tecnologias digitais. Hoje, como sugere Han, se exploram informações e dados dos usuários das redes sociais digitais e da Internet, de modo geral, não sendo mais a posse dos meios de produção o que é importante para o ganho de poder. O funcionamento desse novo regime de dominação se embasa no acesso a dados livremente informados e utilizados para vigilância, controle e prognóstico de comportamentos. Para este autor, o regime de informação estaria acoplado a um “capitalismo da vigilância” e “degrada os seres humanos em gado, em animais de consumo de dados”.

HAN, Byung-Chul. Infocracia: digitalização e a crise da democracia. Petrópolis: Editora Vozes, 2022.

No que diz respeito ao regime de informação, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813521 Direito Constitucional
A liberdade de expressão é um direito civil importante nas democracias contemporâneas que garante a livre manifestação de pensamento e de opinião. A Constituição Federal brasileira, no seu Art. 5º, ordena que é livre a manifestação do pensamento, sendo vetado o anonimato e assegura, como invioláveis, a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. No caso de ocorrerem violações, isto significa crime e as pessoas vitimadas possuem o direito de indenização por dano moral ou material, segundo a Constituição. Mas, diante do fenômeno atual das redes sociais virtuais, da Internet, de forma geral, no Brasil, essas violações têm sido frequentes através de discursos de ódio, bullying digital, calúnia e difamação. Em 2022, foram registradas mais de 74 mil denúncias desses crimes pela Internet no Brasil, segundo informou a SaferNet, organização que defende os direitos humanos no ambiente digital. E isto significou um aumento dessas denúncias de 67,7% em relação ao ano de 2021. Considerando o exposto, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813520 Sociologia
Para Bauman (2010), nas sociedades capitalistas e consumistas contemporâneas, viver a crédito cria tanta dependência como um vício em drogas. Atualmente, no mundo povoado por múltiplas telas e estímulos, existe todo tipo de influência mercadológica e de acesso a crédito facilitado, devido, principalmente, ao advento das Fintechs, que estimulam o consumo compulsivo, provocando o endividamento ou superendividamento das pessoas. Para este autor, na verdade, ingressar hoje nessa condição de consumidor endividado está mais fácil do que nunca antes na história da humanidade, mas escapar dessa condição jamais foi tão difícil. Para ele, ainda, todos os que podiam se transformar em devedores e milhões de outros que não podiam e não deviam ser induzidos a pedir empréstimo ou comprar a crédito já foram fisgados e seduzidos para fazer dívidas.

BAUMAN, Zigmunt. Capitalismo Parasitário. Capitalismo Parasitário – e outros temas contemporâneos. RJ: Zahar, 2010.

Partindo do exposto, é correto afirmar que
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Q3813519 Sociologia
O uso de smartphones nas sociedades contemporâneas é generalizado; essa ferramenta, largamente utilizada pela grande maioria das pessoas, é exterior aos indivíduos, se tomados de forma isolada, uma vez que este uso independe da vontade de um ou outro indivíduo na sociedade, e é imperativo, pois as pessoas hoje são, de alguma forma, compelidas a usar esses aparelhos, pois eles se tornaram uma obrigação social para as atividades diárias.
O enunciado acima descreve o uso de smartphones como um(a)
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Q3813518 Filosofia
“A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades até então reputadas como dignas e encaradas com piedoso respeito. Fez do médico, do jurista, do sacerdote, do poeta, do sábio seus servidores assalariados. A burguesia não pode existir sem revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais. E isto se refere tanto à produção material como à produção intelectual.”

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. Trad. Manifesto Álvaro Pina e Ivana Jinkings. São Paulo: Boitempo, 2010., p. 42s (Adaptado).

A compreensão da produção intelectual é parte considerável da teoria marxista da reprodução social, sendo inalienável da reflexão da Teoria Crítica. A produção artística, nesse sentido, não passa despercebida. Diante disso, é correto afirmar que
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Q3813517 Filosofia
“O panteísmo grego, representado pela Escola Eleática, explica, em virtude da doutrina adotada por esta, uma das fases mais progressistas, senão a mais progressista, do pensamento helênico. Seu aspecto crítico à orientação que seguia, até então, a filosofia pré-socrática, traduz o início da resistência objetiva ao caráter mítico-religioso que inspirava as ideias da época, apesar de algumas transformações já havidas.”

NOGUEIRA, Alcantara. Ideias vivas e ideias mortas. Rio de Janeiro: Simões Editora, 1957. p. 88. (Adaptado).

A Escola Eleática, representada por Parmênides, Zenão e Melisso, se notabiliza por uma doutrina que separa o saber da verdade (alétheia) do saber da opinião (dóxa). O saber da verdade é aquele que busca aquilo que é, ou seja, o Ser, que é uno, imutável, eterno e incorruptível. A opinião se sustenta no conhecimento sensível e na concepção de mudança e movimento das coisas. Portanto, a crítica ganha um caráter central na doutrina dos eleatas. Isso posto, na perspectiva de Nogueira,
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Q3813516 Filosofia
“A referência à arte pode, então, ser estrategicamente utilizada tanto como exemplo de um ato de resistência contra os dispositivos de poder em ação, isto é, acentuando a dimensão crítica do gesto criador, seja como observação, em contraposição, daquilo em que se concentrou e se tornou tangível, a episteme de uma época.”

RAVEL, Judith. Dicionário Foucault. Trad. Anderson Alexandre da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011., p. 14. (Adaptado).

A arte é um tema recorrente da primeira fase do pensamento de Foucault, sendo inseparável de sua teoria da disciplina. Diante disso, a arte é entendida como
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Q3813515 Filosofia
“Corre à boca pequena que Lilith, após assaltar o paraíso, vive em todos os lugares, em todos os espíritos livres e em todos os sonhos de liberdade. Lilith é a festa que não dorme nos céus, na terra e nos infernos, o que seria alegria de viver o que é DEUS.”

BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).

Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813514 Sociologia
“Ora, na medida em que nós negros estamos na lata de lixo da sociedade brasileira, pois assim o determina a lógica da dominação, caberia uma indagação: por que o negro é isso que a lógica da dominação tenta (e consegue muitas vezes, nós o sabemos) domesticar? E o risco que assumimos aqui é o ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados, que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa.”

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Lélia Gonzalez. Primavera para as rosas negras: Lélia Gonzalez em primeira pessoa. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018., p. 193. (Adaptado).

Lélia Gonzalez (1935-1994) propõe, no trecho acima, uma contranarrativa sobre a emancipação dos negros no Brasil, com a compreensão de que
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Respostas
481: D
482: B
483: A
484: B
485: C
486: C
487: D
488: B
489: D
490: D
491: A
492: C
493: A
494: D
495: A
496: D
497: A
498: A
499: A
500: C