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A respeito do paradigma do cliente na gestão pública, é correto afirmar:
Sobre a organização do Estado brasileiro, é correto afirmar que
A figura mostra o conjunto de três tabelas de um banco de dados criado no Microsoft Access 2007. As tabelas estão em sua forma estrutural e as mesmas tabelas com registros.
Sobre essa figura, é correto afirmar:
Essa figura mostra relacionamentos entre três tabelas estabelecidas em um banco de dados criado no Microsoft Access 2007.
Sobre os relacionamentos entre as tabelas, mostrados na figura, é correto afirmar:
Sobre periféricos de um computador, é correto afirmar:
Essa imagem mostra que o teclado, no Windows 7, está configurado para o idioma "PT português (Brasil)".
Se a configuração for alterada para "EN Inglês (Estados Unidos)", o efeito causado com essa mudança será
Na literatura de segurança, o termo malware é conhecido por “software malicioso”. Esse termo abrange todos os tipos de programa especificamente desenvolvidos para executar ações maliciosas em um computador.
A alternativa que apresenta dois malwares é a
Considerando-se a imagem apresentada do Microsoft Excel 2007, em português do Brasil, o resultado da célula 9A será
O teclado é um dos principais periféricos de entrada de dados.
Considerando-se os teclados do padrão ABNT2, a tecla "Print Screen" do teclado, no sistema operacional Windows 7, Quando acionada,
As teclas de atalho são facilitadores utilizados para acelerar a execução de tarefas. O Microsoft Word, por exemplo, disponibiliza muitas combinações de teclas que auxiliam o usuário.
No Microsoft Word 2007, em Português do Brasil, quando se pressiona a combinação de teclas CTRL+S,
O Ms paint é um aplicativo utilizado para criação e edição de imagens do Microsoft Windows.
Nessa imagem, se o usuário clicar no botão "Girar", opção "Inverter horizontalmente”, a alternativa que apresenta a imagem que aparecerá no monitor é a
Utilizando-se o browser (navegador internet) Chrome, versão "28.0.1500.95 m", ao pressionar e manter
pressionado o botão voltar
Leia com atenção o texto a seguir para responder à questões de 16 a 18.
TEXTO:
Quando se trata de ética, não dá para ter dois pesos e duas medidas. A ética é uma só, na
política e fora dela. Só vou deixar de fazer muxoxo para o engajamento de artistas em protestos contra
a classe política no dia em que eu vir algum deles encampando, por exemplo, a defesa 5 do projeto de
lei que circula na Câmara dos Deputados restringindo a propaganda de bebidas no país. A mesma que
5 rende ao mercado publicitário mais de um bilhão de reais por ano, parte deles embolsado pelas
celebridades que protagonizam as campanhas. Ou quando vir famosos dizendo que se recusam a
participar do anúncio de alguns produtos. Até lá, para mim, eles serão tão demagogos quanto os
políticos que acusam.
MENEZES, Cynara. Não só os políticos precisam de aulas de ética. Disponível em: < http://socialistamorena.cartacapital.com.br /nao-sao-soos- politicos-que-precisam-de-aulas-de-etica/>. Acesso em: 20 ago. 2013.
Quanto aos efeitos de sentido dos elementos coesivos que garantem a progressão do texto, é correto afirmar:
Leia com atenção o texto a seguir para responder à questões de 16 a 18.
TEXTO:
Quando se trata de ética, não dá para ter dois pesos e duas medidas. A ética é uma só, na
política e fora dela. Só vou deixar de fazer muxoxo para o engajamento de artistas em protestos contra
a classe política no dia em que eu vir algum deles encampando, por exemplo, a defesa 5 do projeto de
lei que circula na Câmara dos Deputados restringindo a propaganda de bebidas no país. A mesma que
5 rende ao mercado publicitário mais de um bilhão de reais por ano, parte deles embolsado pelas
celebridades que protagonizam as campanhas. Ou quando vir famosos dizendo que se recusam a
participar do anúncio de alguns produtos. Até lá, para mim, eles serão tão demagogos quanto os
políticos que acusam.
MENEZES, Cynara. Não só os políticos precisam de aulas de ética. Disponível em: < http://socialistamorena.cartacapital.com.br /nao-sao-soos- politicos-que-precisam-de-aulas-de-etica/>. Acesso em: 20 ago. 2013.
No texto, a palavra “muxoxo” (linha 2) sugere
Leia com atenção o texto a seguir para responder à questões de 16 a 18.
TEXTO:
Quando se trata de ética, não dá para ter dois pesos e duas medidas. A ética é uma só, na
política e fora dela. Só vou deixar de fazer muxoxo para o engajamento de artistas em protestos contra
a classe política no dia em que eu vir algum deles encampando, por exemplo, a defesa 5 do projeto de
lei que circula na Câmara dos Deputados restringindo a propaganda de bebidas no país. A mesma que
5 rende ao mercado publicitário mais de um bilhão de reais por ano, parte deles embolsado pelas
celebridades que protagonizam as campanhas. Ou quando vir famosos dizendo que se recusam a
participar do anúncio de alguns produtos. Até lá, para mim, eles serão tão demagogos quanto os
políticos que acusam.
MENEZES, Cynara. Não só os políticos precisam de aulas de ética. Disponível em: < http://socialistamorena.cartacapital.com.br /nao-sao-soos- politicos-que-precisam-de-aulas-de-etica/>. Acesso em: 20 ago. 2013.
De acordo com a leitura do texto, pressupõe-se que a ética
Leia com atenção o texto a seguir para responder às questões de 10 a 14.
TEXTO:
O empréstimo
Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto
das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa chira, das belas damas, dos tapetes finos, dos móveis
raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a vila Torloni ou a galeria Hamilton.
Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava
5 viver. [Decidiu, portanto, pedir dinheiro emprestado 5 ao tabelião]:
– O negócio é excelente, note-se bem; um negócio magnífico. Nem eu me metia a incomodar
os outros sem certeza do resultado. A coisa está pronta; foram já encomendas para a Inglaterra; e é
provável que dentro de dois meses esteja tudo montado, é uma indústria nova. Somos três sócios,
a minha parte são cinco contos. Venho pedir-lhe esta quantia, a seis meses, ou a três, com juro
10 módico...
– Mas, Sr. Custódio, não disponho de tão grande quantia. Os negócios andam mal; e ainda que
andassem muito bem, não poderia dispor de tanto. Quem é que pode esperar cinco contos de um
modesto tabelião de notas?
Nem vinte mil-réis! Era impossível que não levasse ali vinte mil-réis, pensava ele; não diria
15 duzentos, mas vinte, dez que fossem. . .
– Pronto! disse-lhe Vaz Nunes, com o chapéu na cabeça.
Era o fatal instante. Nenhuma palavra do tabelião, um convite ao menos, para jantar; nada;
findara tudo. Mas os momentos supremos pedem energias supremas. Custódio sentiu toda a força
deste lugar-comum, e, súbito, como um tiro, perguntou ao tabelião se não lhe podia dar ao menos dez
20 mil-réis.
– Quer ver?
E o tabelião desabotoou o paletó, tirou a carteira, abriu-a, e mostrou-lhe duas notas de cinco
mil-réis.
– Não tenho mais, disse ele; o que posso fazer é reparti-los com o senhor; dou-lhe uma de cinco,
25 e fico com a outra; serve-lhe?
Custódio aceitou os cinco mil-réis, não triste, ou de má cara, mas risonho, palpitante, como se
viesse de conquistar a Ásia Menor. Era o jantar certo. Estendeu a mão ao outro, agradeceu-lhe o
obséquio, despediu-se até breve, um até breve cheio de afirmações implícitas. Depois saiu; o pedinte
esvaiu-se à porta do cartório; o general é que foi por ali abaixo, pisando rijo, encarando fraternalmente
30 os ingleses do comércio que subiam a rua para se transportarem aos arrabaldes. Nunca o céu lhe
pareceu tão azul, nem a tarde tão límpida; todos os homens traziam na retina a alma da hospitalidade.
Com a mão esquerda no bolso das calças, ele apertava amorosamente os cinco mil-réis, resíduo de
uma grande ambição, que ainda há pouco saíra contra o sol, num ímpeto de águia, e ora habita
modestamente as asas de frango rasteiro.
ASSIS, Machado de. O empréstimo. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. V. II. Disponível em: <www.bibvirt.futuro.usp.br>.
Acesso em: 17 ago. 2013. Adaptado.
Quanto aos aspectos verbais presentes no texto, é correto afirmar:
Leia com atenção o texto a seguir para responder às questões de 10 a 14.
TEXTO:
O empréstimo
Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto
das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa chira, das belas damas, dos tapetes finos, dos móveis
raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a vila Torloni ou a galeria Hamilton.
Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava
5 viver. [Decidiu, portanto, pedir dinheiro emprestado 5 ao tabelião]:
– O negócio é excelente, note-se bem; um negócio magnífico. Nem eu me metia a incomodar
os outros sem certeza do resultado. A coisa está pronta; foram já encomendas para a Inglaterra; e é
provável que dentro de dois meses esteja tudo montado, é uma indústria nova. Somos três sócios,
a minha parte são cinco contos. Venho pedir-lhe esta quantia, a seis meses, ou a três, com juro
10 módico...
– Mas, Sr. Custódio, não disponho de tão grande quantia. Os negócios andam mal; e ainda que
andassem muito bem, não poderia dispor de tanto. Quem é que pode esperar cinco contos de um
modesto tabelião de notas?
Nem vinte mil-réis! Era impossível que não levasse ali vinte mil-réis, pensava ele; não diria
15 duzentos, mas vinte, dez que fossem. . .
– Pronto! disse-lhe Vaz Nunes, com o chapéu na cabeça.
Era o fatal instante. Nenhuma palavra do tabelião, um convite ao menos, para jantar; nada;
findara tudo. Mas os momentos supremos pedem energias supremas. Custódio sentiu toda a força
deste lugar-comum, e, súbito, como um tiro, perguntou ao tabelião se não lhe podia dar ao menos dez
20 mil-réis.
– Quer ver?
E o tabelião desabotoou o paletó, tirou a carteira, abriu-a, e mostrou-lhe duas notas de cinco
mil-réis.
– Não tenho mais, disse ele; o que posso fazer é reparti-los com o senhor; dou-lhe uma de cinco,
25 e fico com a outra; serve-lhe?
Custódio aceitou os cinco mil-réis, não triste, ou de má cara, mas risonho, palpitante, como se
viesse de conquistar a Ásia Menor. Era o jantar certo. Estendeu a mão ao outro, agradeceu-lhe o
obséquio, despediu-se até breve, um até breve cheio de afirmações implícitas. Depois saiu; o pedinte
esvaiu-se à porta do cartório; o general é que foi por ali abaixo, pisando rijo, encarando fraternalmente
30 os ingleses do comércio que subiam a rua para se transportarem aos arrabaldes. Nunca o céu lhe
pareceu tão azul, nem a tarde tão límpida; todos os homens traziam na retina a alma da hospitalidade.
Com a mão esquerda no bolso das calças, ele apertava amorosamente os cinco mil-réis, resíduo de
uma grande ambição, que ainda há pouco saíra contra o sol, num ímpeto de águia, e ora habita
modestamente as asas de frango rasteiro.
ASSIS, Machado de. O empréstimo. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. V. II. Disponível em: <www.bibvirt.futuro.usp.br>.
Acesso em: 17 ago. 2013. Adaptado.
No texto, a linguagem conotativa se explicita no fragmento transcrito em
Leia com atenção o texto a seguir para responder às questões de 10 a 14.
TEXTO:
O empréstimo
Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto
das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa chira, das belas damas, dos tapetes finos, dos móveis
raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a vila Torloni ou a galeria Hamilton.
Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava
5 viver. [Decidiu, portanto, pedir dinheiro emprestado 5 ao tabelião]:
– O negócio é excelente, note-se bem; um negócio magnífico. Nem eu me metia a incomodar
os outros sem certeza do resultado. A coisa está pronta; foram já encomendas para a Inglaterra; e é
provável que dentro de dois meses esteja tudo montado, é uma indústria nova. Somos três sócios,
a minha parte são cinco contos. Venho pedir-lhe esta quantia, a seis meses, ou a três, com juro
10 módico...
– Mas, Sr. Custódio, não disponho de tão grande quantia. Os negócios andam mal; e ainda que
andassem muito bem, não poderia dispor de tanto. Quem é que pode esperar cinco contos de um
modesto tabelião de notas?
Nem vinte mil-réis! Era impossível que não levasse ali vinte mil-réis, pensava ele; não diria
15 duzentos, mas vinte, dez que fossem. . .
– Pronto! disse-lhe Vaz Nunes, com o chapéu na cabeça.
Era o fatal instante. Nenhuma palavra do tabelião, um convite ao menos, para jantar; nada;
findara tudo. Mas os momentos supremos pedem energias supremas. Custódio sentiu toda a força
deste lugar-comum, e, súbito, como um tiro, perguntou ao tabelião se não lhe podia dar ao menos dez
20 mil-réis.
– Quer ver?
E o tabelião desabotoou o paletó, tirou a carteira, abriu-a, e mostrou-lhe duas notas de cinco
mil-réis.
– Não tenho mais, disse ele; o que posso fazer é reparti-los com o senhor; dou-lhe uma de cinco,
25 e fico com a outra; serve-lhe?
Custódio aceitou os cinco mil-réis, não triste, ou de má cara, mas risonho, palpitante, como se
viesse de conquistar a Ásia Menor. Era o jantar certo. Estendeu a mão ao outro, agradeceu-lhe o
obséquio, despediu-se até breve, um até breve cheio de afirmações implícitas. Depois saiu; o pedinte
esvaiu-se à porta do cartório; o general é que foi por ali abaixo, pisando rijo, encarando fraternalmente
30 os ingleses do comércio que subiam a rua para se transportarem aos arrabaldes. Nunca o céu lhe
pareceu tão azul, nem a tarde tão límpida; todos os homens traziam na retina a alma da hospitalidade.
Com a mão esquerda no bolso das calças, ele apertava amorosamente os cinco mil-réis, resíduo de
uma grande ambição, que ainda há pouco saíra contra o sol, num ímpeto de águia, e ora habita
modestamente as asas de frango rasteiro.
ASSIS, Machado de. O empréstimo. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. V. II. Disponível em: <www.bibvirt.futuro.usp.br>.
Acesso em: 17 ago. 2013. Adaptado.
Evidencia uma metonímia a expressão presente em
Leia com atenção o texto a seguir para responder às questões de 10 a 14.
TEXTO:
O empréstimo
Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto
das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa chira, das belas damas, dos tapetes finos, dos móveis
raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a vila Torloni ou a galeria Hamilton.
Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava
5 viver. [Decidiu, portanto, pedir dinheiro emprestado 5 ao tabelião]:
– O negócio é excelente, note-se bem; um negócio magnífico. Nem eu me metia a incomodar
os outros sem certeza do resultado. A coisa está pronta; foram já encomendas para a Inglaterra; e é
provável que dentro de dois meses esteja tudo montado, é uma indústria nova. Somos três sócios,
a minha parte são cinco contos. Venho pedir-lhe esta quantia, a seis meses, ou a três, com juro
10 módico...
– Mas, Sr. Custódio, não disponho de tão grande quantia. Os negócios andam mal; e ainda que
andassem muito bem, não poderia dispor de tanto. Quem é que pode esperar cinco contos de um
modesto tabelião de notas?
Nem vinte mil-réis! Era impossível que não levasse ali vinte mil-réis, pensava ele; não diria
15 duzentos, mas vinte, dez que fossem. . .
– Pronto! disse-lhe Vaz Nunes, com o chapéu na cabeça.
Era o fatal instante. Nenhuma palavra do tabelião, um convite ao menos, para jantar; nada;
findara tudo. Mas os momentos supremos pedem energias supremas. Custódio sentiu toda a força
deste lugar-comum, e, súbito, como um tiro, perguntou ao tabelião se não lhe podia dar ao menos dez
20 mil-réis.
– Quer ver?
E o tabelião desabotoou o paletó, tirou a carteira, abriu-a, e mostrou-lhe duas notas de cinco
mil-réis.
– Não tenho mais, disse ele; o que posso fazer é reparti-los com o senhor; dou-lhe uma de cinco,
25 e fico com a outra; serve-lhe?
Custódio aceitou os cinco mil-réis, não triste, ou de má cara, mas risonho, palpitante, como se
viesse de conquistar a Ásia Menor. Era o jantar certo. Estendeu a mão ao outro, agradeceu-lhe o
obséquio, despediu-se até breve, um até breve cheio de afirmações implícitas. Depois saiu; o pedinte
esvaiu-se à porta do cartório; o general é que foi por ali abaixo, pisando rijo, encarando fraternalmente
30 os ingleses do comércio que subiam a rua para se transportarem aos arrabaldes. Nunca o céu lhe
pareceu tão azul, nem a tarde tão límpida; todos os homens traziam na retina a alma da hospitalidade.
Com a mão esquerda no bolso das calças, ele apertava amorosamente os cinco mil-réis, resíduo de
uma grande ambição, que ainda há pouco saíra contra o sol, num ímpeto de águia, e ora habita
modestamente as asas de frango rasteiro.
ASSIS, Machado de. O empréstimo. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. V. II. Disponível em: <www.bibvirt.futuro.usp.br>.
Acesso em: 17 ago. 2013. Adaptado.
A alternativa em que a informação dada corresponde ao real sentido da expressão, no contexto em que se encontra, é a
Leia com atenção o texto a seguir para responder às questões de 10 a 14.
TEXTO:
O empréstimo
Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto
das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa chira, das belas damas, dos tapetes finos, dos móveis
raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a vila Torloni ou a galeria Hamilton.
Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava
5 viver. [Decidiu, portanto, pedir dinheiro emprestado 5 ao tabelião]:
– O negócio é excelente, note-se bem; um negócio magnífico. Nem eu me metia a incomodar
os outros sem certeza do resultado. A coisa está pronta; foram já encomendas para a Inglaterra; e é
provável que dentro de dois meses esteja tudo montado, é uma indústria nova. Somos três sócios,
a minha parte são cinco contos. Venho pedir-lhe esta quantia, a seis meses, ou a três, com juro
10 módico...
– Mas, Sr. Custódio, não disponho de tão grande quantia. Os negócios andam mal; e ainda que
andassem muito bem, não poderia dispor de tanto. Quem é que pode esperar cinco contos de um
modesto tabelião de notas?
Nem vinte mil-réis! Era impossível que não levasse ali vinte mil-réis, pensava ele; não diria
15 duzentos, mas vinte, dez que fossem. . .
– Pronto! disse-lhe Vaz Nunes, com o chapéu na cabeça.
Era o fatal instante. Nenhuma palavra do tabelião, um convite ao menos, para jantar; nada;
findara tudo. Mas os momentos supremos pedem energias supremas. Custódio sentiu toda a força
deste lugar-comum, e, súbito, como um tiro, perguntou ao tabelião se não lhe podia dar ao menos dez
20 mil-réis.
– Quer ver?
E o tabelião desabotoou o paletó, tirou a carteira, abriu-a, e mostrou-lhe duas notas de cinco
mil-réis.
– Não tenho mais, disse ele; o que posso fazer é reparti-los com o senhor; dou-lhe uma de cinco,
25 e fico com a outra; serve-lhe?
Custódio aceitou os cinco mil-réis, não triste, ou de má cara, mas risonho, palpitante, como se
viesse de conquistar a Ásia Menor. Era o jantar certo. Estendeu a mão ao outro, agradeceu-lhe o
obséquio, despediu-se até breve, um até breve cheio de afirmações implícitas. Depois saiu; o pedinte
esvaiu-se à porta do cartório; o general é que foi por ali abaixo, pisando rijo, encarando fraternalmente
30 os ingleses do comércio que subiam a rua para se transportarem aos arrabaldes. Nunca o céu lhe
pareceu tão azul, nem a tarde tão límpida; todos os homens traziam na retina a alma da hospitalidade.
Com a mão esquerda no bolso das calças, ele apertava amorosamente os cinco mil-réis, resíduo de
uma grande ambição, que ainda há pouco saíra contra o sol, num ímpeto de águia, e ora habita
modestamente as asas de frango rasteiro.
ASSIS, Machado de. O empréstimo. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. V. II. Disponível em: <www.bibvirt.futuro.usp.br>.
Acesso em: 17 ago. 2013. Adaptado.
Uma leitura crítica do fragmento retirado do conto Empréstimo, de Machado de Assis, expõe o comportamento ético das duas personagens, sugerindo que