Questões de Concurso Comentadas para ganzaroli

Foram encontradas 2.129 questões

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Q3374597 Regimento Interno
Segundo o Regimento Interno da Câmara Municipal de Araguapaz, Resolução nº. 1/2022, as comissões permanentes são constituídas para o mandato de 2 (dois) anos, na 1ª sessão ordinária correspondente ao período, e têm por objetivo estudar e emitir parecer sobre os assuntos submetidos a seu exame. Nesse sentido, compete à Comissão de Saúde e Assistência Social: 
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Q3374596 Controle Externo
O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCMGO) é um órgão de controle externo que fiscaliza e supervisiona a aplicação dos recursos públicos pelos Municípios goianos e suas entidades da administração direta e indireta. Nesse sentido, conforme a Lei nº. 15.958/2007, que dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCMGO), assinale a alternativa correta: 
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Q3374595 Direito Administrativo
A Lei nº. 12.527, também conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI), promulgada em 18 de novembro de 2011, regula o acesso a informações previsto na Constituição Federal de 1988. Considerando o disposto na Lei nº. 12.527, está incorreto o que se afirma em: 
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Q3374594 Direito Administrativo
Conforme disposto na Lei n°. 8.429/1992, perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado, trata-se corretamente de: 
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Q3374593 Direito Financeiro
De acordo com a Lei Complementar nº. 101, de 4 de maio de 2000, a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios, é considerada corretamente como:
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Q3374592 Direito Financeiro
A Lei nº. 4.320/1964, denominada Lei do Direito Financeiro, estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Considerando o disposto na Lei, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I- A Lei de Orçamento compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.
II- A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.
III- Tributo é a receita derivada instituída pelas entidades de direito público, compreendendo os impostos nos termos da Constituição e das leis vigentes em matéria financeira, destinando-se o seu produto ao custeio exclusivamente de atividades específicas exercidas por essas entidades.
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Q3374591 História
Em 15 de novembro de 1889, a Proclamação da República marcou o fim da monarquia e o início da Era Republicana no Brasil, estabelecendo o regime presidencialista. D. Pedro II foi deposto do trono e Marechal Deodoro da Fonseca assumiu como o primeiro presidente do Brasil. Quais foram os principais motivos que impulsionaram esse evento histórico?
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Q3374590 História e Geografia de Estados e Municípios
Os relatos de viagem produzidos pelos viajantes que estiveram em Goiás ao longo do século XIX tornam-se importantes instrumentos acerca desse período na região. Os viajantes foram uma série de estudiosos que estiveram na província ao longo daquele século, produzindo relatos ricos em detalhes sobre os costumes, as práticas religiosas, o espaço urbano, a geografia e as características da natureza da região, pela riqueza de suas descrições, se tornaram importantes documentos históricos para o conhecimento de Goiás naquele período, muito dos conhecimentos que temos sobre Goiás vem das informações dadas por estes cientistas, com destaque para o austríaco Pohl, e os franceses Castelnau e SaintHilaire, que exploraram a região principalmente na primeira metade do século XIX. Qual das seguintes afirmativas melhor representa a perspectiva dos viajantes estrangeiros em relação a Goiás durante o século XIX?
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Q3374588 História e Geografia de Estados e Municípios
Goiás conta com cinco cidades cujo conjunto urbano foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional): Corumbá de Goiás, Goiânia, Goiás, Pilar de Goiás e Pirenópolis. Entre as cidades tombadas apenas Goiânia não têm sua origem nos arraiais criados durante a exploração de ouro. Qual das afirmativas a seguir sobre a cidade de Goiânia não é correta? 
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Q3374587 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre o desenvolvimento histórico do Município de Araguapaz: Qual evento marcou significativamente o desenvolvimento da localidade que viria a se tornar o Município de Araguapaz a partir de 1970?
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Q3374581 Português

Leia o texto e responda a questão.


Em 2022, cabe-nos uma pergunta lúcida. Quais mitos oriundos dessa jornada campbeliana permanecem como contos significativos que orientam nosso espírito nacional e quais se tornaram distrações nocivas para problemas que, como uma bomba-relógio, ameaçam a cada tique-taque dinamitar o principal setor econômico brasileiro?

O primeiro desses mitos que persiste em nos retardar é que o mundo sempre dependerá do Brasil e de sua capacidade ímpar de alimentar a classe média crescente global. Esse é um caso típico de falácia em que parte dos dados é verídica, mas limitada para entender a complexidade do contexto emergente. É verdade que a classe média global está crescendo e que a demanda por proteína vai escalar a picos quase inatingíveis perante as capacidades produtivas globais.

Por sorte, o mundo tem o Brasil e suas vastas extensões territoriais com uma produção altamente tecnificada para suprir com grãos e carne uma população que continuará crescendo até 2050, não é mesmo? Esse mito de redentor da fome global obscurece, no entanto, que o consumo de proteínas não necessariamente se dará pelas fontes em que o Brasil se especializou: proteína animal mantida por uma conversão ineficiente de sacas de grãos em arrobas de carne. (...) O mundo aumentará seu consumo de proteína, mas não devemos apostar que a proteína será originalmente quadrúpede e ruminante. O custo ambiental é muito elevado e geopoliticamente o setor de proteína animal fragiliza as nações consumidoras não produtoras. A ascensão das proteínas alternativas, seja plant-based ou cell-based, vai mudar de forma definitiva a forma que pensamos proteínas.

Com a covid e a quebra das cadeias internacionais de suprimento, a autonomia alimentar se tornou imperiosa. Inclusive da China, próximo mito que trataremos: a dependência da China. Uma vez confrontados com a perda de mercados, recorremos sempre ao argumento que sempre teremos a China. Enquanto o primeiro mito da dependência global em relação ao Brasil se deteriorará aos poucos, esse segundo já não se sustenta para aqueles de olhos mais atentos. No ano passado, fomos surpreendidos com a interrupção inédita de compra de carne brasileira pelos chineses de 04 de setembro a 15 de dezembro.

Os grupos de WhatsApp falavam que aquela pirraça ia prejudicar mais a China que o Brasil. Passado o segundo mês, o luto passou da negação para barganha e aceitação. Aos que entendem as sutilezas do mercado internacional, ficou claro que não podemos depender de nossos primos ricos do oriente para sustentar a nossa resistência contra as mudanças geopolíticas globais que nos retiram a competitividade.

E vamos ao último e mais controverso dos mitos: o Código Florestal Brasileiro é o mais robusto do mundo, portanto qualquer questionamento à nossa política ambiental é uma conspiração. (...)Para começarmos a análise dessa falácia, vou tomar emprestada uma frase de uma objetividade nórdica cruel, pronunciada por um dos executivos da gigante norueguesa Storebrand: investidores e consumidores não querem saber da legalidade ou ilegalidade do desmatamento, mas sim da inexistência do desmatamento.

O debate internacional é na defesa da erradicação de qualquer tipo de subtração vegetal e biodiversidade nos biomas brasileiros. E estariam eles errados? Somos uma geração sortuda de brasileiros. Finalmente, conseguimos usar da nossa riqueza ambiental ímpar como lastro para o crescimento econômico e reconhecimento internacional como protagonistas globais da economia verde. No entanto, em mais um dos momentos de triste ironia que marcou o desenvolvimento econômico brasileiro, negamos o fato e achamos que venceremos pelas antigas regras ainda que as novas nos sejam infinitamente mais favoráveis.


[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>. 


Acesso em 20 nov. 2023 

A oração "O mundo aumentará seu consumo de proteína, mas não devemos apostar que a proteína será originalmente quadrúpede e ruminante." Apresenta um período por subordinação que pode ser classificado por: 
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Q3374580 Português

Leia o texto e responda a questão.


Em 2022, cabe-nos uma pergunta lúcida. Quais mitos oriundos dessa jornada campbeliana permanecem como contos significativos que orientam nosso espírito nacional e quais se tornaram distrações nocivas para problemas que, como uma bomba-relógio, ameaçam a cada tique-taque dinamitar o principal setor econômico brasileiro?

O primeiro desses mitos que persiste em nos retardar é que o mundo sempre dependerá do Brasil e de sua capacidade ímpar de alimentar a classe média crescente global. Esse é um caso típico de falácia em que parte dos dados é verídica, mas limitada para entender a complexidade do contexto emergente. É verdade que a classe média global está crescendo e que a demanda por proteína vai escalar a picos quase inatingíveis perante as capacidades produtivas globais.

Por sorte, o mundo tem o Brasil e suas vastas extensões territoriais com uma produção altamente tecnificada para suprir com grãos e carne uma população que continuará crescendo até 2050, não é mesmo? Esse mito de redentor da fome global obscurece, no entanto, que o consumo de proteínas não necessariamente se dará pelas fontes em que o Brasil se especializou: proteína animal mantida por uma conversão ineficiente de sacas de grãos em arrobas de carne. (...) O mundo aumentará seu consumo de proteína, mas não devemos apostar que a proteína será originalmente quadrúpede e ruminante. O custo ambiental é muito elevado e geopoliticamente o setor de proteína animal fragiliza as nações consumidoras não produtoras. A ascensão das proteínas alternativas, seja plant-based ou cell-based, vai mudar de forma definitiva a forma que pensamos proteínas.

Com a covid e a quebra das cadeias internacionais de suprimento, a autonomia alimentar se tornou imperiosa. Inclusive da China, próximo mito que trataremos: a dependência da China. Uma vez confrontados com a perda de mercados, recorremos sempre ao argumento que sempre teremos a China. Enquanto o primeiro mito da dependência global em relação ao Brasil se deteriorará aos poucos, esse segundo já não se sustenta para aqueles de olhos mais atentos. No ano passado, fomos surpreendidos com a interrupção inédita de compra de carne brasileira pelos chineses de 04 de setembro a 15 de dezembro.

Os grupos de WhatsApp falavam que aquela pirraça ia prejudicar mais a China que o Brasil. Passado o segundo mês, o luto passou da negação para barganha e aceitação. Aos que entendem as sutilezas do mercado internacional, ficou claro que não podemos depender de nossos primos ricos do oriente para sustentar a nossa resistência contra as mudanças geopolíticas globais que nos retiram a competitividade.

E vamos ao último e mais controverso dos mitos: o Código Florestal Brasileiro é o mais robusto do mundo, portanto qualquer questionamento à nossa política ambiental é uma conspiração. (...)Para começarmos a análise dessa falácia, vou tomar emprestada uma frase de uma objetividade nórdica cruel, pronunciada por um dos executivos da gigante norueguesa Storebrand: investidores e consumidores não querem saber da legalidade ou ilegalidade do desmatamento, mas sim da inexistência do desmatamento.

O debate internacional é na defesa da erradicação de qualquer tipo de subtração vegetal e biodiversidade nos biomas brasileiros. E estariam eles errados? Somos uma geração sortuda de brasileiros. Finalmente, conseguimos usar da nossa riqueza ambiental ímpar como lastro para o crescimento econômico e reconhecimento internacional como protagonistas globais da economia verde. No entanto, em mais um dos momentos de triste ironia que marcou o desenvolvimento econômico brasileiro, negamos o fato e achamos que venceremos pelas antigas regras ainda que as novas nos sejam infinitamente mais favoráveis.


[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>. 


Acesso em 20 nov. 2023 

Acerca dos recursos de linguagem utilizados pelo autor, observa-se, no último parágrafo, uma menção a ironia, um recurso estilístico pautado pela manifestação contrária em relação ao que o enunciador está pensando ou experienciando. Desse modo, qual é a ironia destacada no texto em relação ao desenvolvimento econômico brasileiro?
Alternativas
Q3374579 Português

Leia o texto e responda a questão.


Em 2022, cabe-nos uma pergunta lúcida. Quais mitos oriundos dessa jornada campbeliana permanecem como contos significativos que orientam nosso espírito nacional e quais se tornaram distrações nocivas para problemas que, como uma bomba-relógio, ameaçam a cada tique-taque dinamitar o principal setor econômico brasileiro?

O primeiro desses mitos que persiste em nos retardar é que o mundo sempre dependerá do Brasil e de sua capacidade ímpar de alimentar a classe média crescente global. Esse é um caso típico de falácia em que parte dos dados é verídica, mas limitada para entender a complexidade do contexto emergente. É verdade que a classe média global está crescendo e que a demanda por proteína vai escalar a picos quase inatingíveis perante as capacidades produtivas globais.

Por sorte, o mundo tem o Brasil e suas vastas extensões territoriais com uma produção altamente tecnificada para suprir com grãos e carne uma população que continuará crescendo até 2050, não é mesmo? Esse mito de redentor da fome global obscurece, no entanto, que o consumo de proteínas não necessariamente se dará pelas fontes em que o Brasil se especializou: proteína animal mantida por uma conversão ineficiente de sacas de grãos em arrobas de carne. (...) O mundo aumentará seu consumo de proteína, mas não devemos apostar que a proteína será originalmente quadrúpede e ruminante. O custo ambiental é muito elevado e geopoliticamente o setor de proteína animal fragiliza as nações consumidoras não produtoras. A ascensão das proteínas alternativas, seja plant-based ou cell-based, vai mudar de forma definitiva a forma que pensamos proteínas.

Com a covid e a quebra das cadeias internacionais de suprimento, a autonomia alimentar se tornou imperiosa. Inclusive da China, próximo mito que trataremos: a dependência da China. Uma vez confrontados com a perda de mercados, recorremos sempre ao argumento que sempre teremos a China. Enquanto o primeiro mito da dependência global em relação ao Brasil se deteriorará aos poucos, esse segundo já não se sustenta para aqueles de olhos mais atentos. No ano passado, fomos surpreendidos com a interrupção inédita de compra de carne brasileira pelos chineses de 04 de setembro a 15 de dezembro.

Os grupos de WhatsApp falavam que aquela pirraça ia prejudicar mais a China que o Brasil. Passado o segundo mês, o luto passou da negação para barganha e aceitação. Aos que entendem as sutilezas do mercado internacional, ficou claro que não podemos depender de nossos primos ricos do oriente para sustentar a nossa resistência contra as mudanças geopolíticas globais que nos retiram a competitividade.

E vamos ao último e mais controverso dos mitos: o Código Florestal Brasileiro é o mais robusto do mundo, portanto qualquer questionamento à nossa política ambiental é uma conspiração. (...)Para começarmos a análise dessa falácia, vou tomar emprestada uma frase de uma objetividade nórdica cruel, pronunciada por um dos executivos da gigante norueguesa Storebrand: investidores e consumidores não querem saber da legalidade ou ilegalidade do desmatamento, mas sim da inexistência do desmatamento.

O debate internacional é na defesa da erradicação de qualquer tipo de subtração vegetal e biodiversidade nos biomas brasileiros. E estariam eles errados? Somos uma geração sortuda de brasileiros. Finalmente, conseguimos usar da nossa riqueza ambiental ímpar como lastro para o crescimento econômico e reconhecimento internacional como protagonistas globais da economia verde. No entanto, em mais um dos momentos de triste ironia que marcou o desenvolvimento econômico brasileiro, negamos o fato e achamos que venceremos pelas antigas regras ainda que as novas nos sejam infinitamente mais favoráveis.


[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>. 


Acesso em 20 nov. 2023 

O artigo de opinião é construído por uma estrutura argumentativa que pode ser enriquecida por argumentos de autoridade. Nesse sentido, qual é a mensagem que o autor pretende transmitir ao citar a frase de um executivo norueguês sobre investidores e consumidores? 
Alternativas
Q3374578 Português

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Em 2022, cabe-nos uma pergunta lúcida. Quais mitos oriundos dessa jornada campbeliana permanecem como contos significativos que orientam nosso espírito nacional e quais se tornaram distrações nocivas para problemas que, como uma bomba-relógio, ameaçam a cada tique-taque dinamitar o principal setor econômico brasileiro?

O primeiro desses mitos que persiste em nos retardar é que o mundo sempre dependerá do Brasil e de sua capacidade ímpar de alimentar a classe média crescente global. Esse é um caso típico de falácia em que parte dos dados é verídica, mas limitada para entender a complexidade do contexto emergente. É verdade que a classe média global está crescendo e que a demanda por proteína vai escalar a picos quase inatingíveis perante as capacidades produtivas globais.

Por sorte, o mundo tem o Brasil e suas vastas extensões territoriais com uma produção altamente tecnificada para suprir com grãos e carne uma população que continuará crescendo até 2050, não é mesmo? Esse mito de redentor da fome global obscurece, no entanto, que o consumo de proteínas não necessariamente se dará pelas fontes em que o Brasil se especializou: proteína animal mantida por uma conversão ineficiente de sacas de grãos em arrobas de carne. (...) O mundo aumentará seu consumo de proteína, mas não devemos apostar que a proteína será originalmente quadrúpede e ruminante. O custo ambiental é muito elevado e geopoliticamente o setor de proteína animal fragiliza as nações consumidoras não produtoras. A ascensão das proteínas alternativas, seja plant-based ou cell-based, vai mudar de forma definitiva a forma que pensamos proteínas.

Com a covid e a quebra das cadeias internacionais de suprimento, a autonomia alimentar se tornou imperiosa. Inclusive da China, próximo mito que trataremos: a dependência da China. Uma vez confrontados com a perda de mercados, recorremos sempre ao argumento que sempre teremos a China. Enquanto o primeiro mito da dependência global em relação ao Brasil se deteriorará aos poucos, esse segundo já não se sustenta para aqueles de olhos mais atentos. No ano passado, fomos surpreendidos com a interrupção inédita de compra de carne brasileira pelos chineses de 04 de setembro a 15 de dezembro.

Os grupos de WhatsApp falavam que aquela pirraça ia prejudicar mais a China que o Brasil. Passado o segundo mês, o luto passou da negação para barganha e aceitação. Aos que entendem as sutilezas do mercado internacional, ficou claro que não podemos depender de nossos primos ricos do oriente para sustentar a nossa resistência contra as mudanças geopolíticas globais que nos retiram a competitividade.

E vamos ao último e mais controverso dos mitos: o Código Florestal Brasileiro é o mais robusto do mundo, portanto qualquer questionamento à nossa política ambiental é uma conspiração. (...)Para começarmos a análise dessa falácia, vou tomar emprestada uma frase de uma objetividade nórdica cruel, pronunciada por um dos executivos da gigante norueguesa Storebrand: investidores e consumidores não querem saber da legalidade ou ilegalidade do desmatamento, mas sim da inexistência do desmatamento.

O debate internacional é na defesa da erradicação de qualquer tipo de subtração vegetal e biodiversidade nos biomas brasileiros. E estariam eles errados? Somos uma geração sortuda de brasileiros. Finalmente, conseguimos usar da nossa riqueza ambiental ímpar como lastro para o crescimento econômico e reconhecimento internacional como protagonistas globais da economia verde. No entanto, em mais um dos momentos de triste ironia que marcou o desenvolvimento econômico brasileiro, negamos o fato e achamos que venceremos pelas antigas regras ainda que as novas nos sejam infinitamente mais favoráveis.


[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>. 


Acesso em 20 nov. 2023 

Um dos recursos de coesão é a retomada pronominal. No trecho "Os grupos de WhatsApp falavam que aquela pirraça ia prejudicar mais a China que o Brasil.", a expressão "aquela pirraça" retoma: 
Alternativas
Q3374577 Português

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Em 2022, cabe-nos uma pergunta lúcida. Quais mitos oriundos dessa jornada campbeliana permanecem como contos significativos que orientam nosso espírito nacional e quais se tornaram distrações nocivas para problemas que, como uma bomba-relógio, ameaçam a cada tique-taque dinamitar o principal setor econômico brasileiro?

O primeiro desses mitos que persiste em nos retardar é que o mundo sempre dependerá do Brasil e de sua capacidade ímpar de alimentar a classe média crescente global. Esse é um caso típico de falácia em que parte dos dados é verídica, mas limitada para entender a complexidade do contexto emergente. É verdade que a classe média global está crescendo e que a demanda por proteína vai escalar a picos quase inatingíveis perante as capacidades produtivas globais.

Por sorte, o mundo tem o Brasil e suas vastas extensões territoriais com uma produção altamente tecnificada para suprir com grãos e carne uma população que continuará crescendo até 2050, não é mesmo? Esse mito de redentor da fome global obscurece, no entanto, que o consumo de proteínas não necessariamente se dará pelas fontes em que o Brasil se especializou: proteína animal mantida por uma conversão ineficiente de sacas de grãos em arrobas de carne. (...) O mundo aumentará seu consumo de proteína, mas não devemos apostar que a proteína será originalmente quadrúpede e ruminante. O custo ambiental é muito elevado e geopoliticamente o setor de proteína animal fragiliza as nações consumidoras não produtoras. A ascensão das proteínas alternativas, seja plant-based ou cell-based, vai mudar de forma definitiva a forma que pensamos proteínas.

Com a covid e a quebra das cadeias internacionais de suprimento, a autonomia alimentar se tornou imperiosa. Inclusive da China, próximo mito que trataremos: a dependência da China. Uma vez confrontados com a perda de mercados, recorremos sempre ao argumento que sempre teremos a China. Enquanto o primeiro mito da dependência global em relação ao Brasil se deteriorará aos poucos, esse segundo já não se sustenta para aqueles de olhos mais atentos. No ano passado, fomos surpreendidos com a interrupção inédita de compra de carne brasileira pelos chineses de 04 de setembro a 15 de dezembro.

Os grupos de WhatsApp falavam que aquela pirraça ia prejudicar mais a China que o Brasil. Passado o segundo mês, o luto passou da negação para barganha e aceitação. Aos que entendem as sutilezas do mercado internacional, ficou claro que não podemos depender de nossos primos ricos do oriente para sustentar a nossa resistência contra as mudanças geopolíticas globais que nos retiram a competitividade.

E vamos ao último e mais controverso dos mitos: o Código Florestal Brasileiro é o mais robusto do mundo, portanto qualquer questionamento à nossa política ambiental é uma conspiração. (...)Para começarmos a análise dessa falácia, vou tomar emprestada uma frase de uma objetividade nórdica cruel, pronunciada por um dos executivos da gigante norueguesa Storebrand: investidores e consumidores não querem saber da legalidade ou ilegalidade do desmatamento, mas sim da inexistência do desmatamento.

O debate internacional é na defesa da erradicação de qualquer tipo de subtração vegetal e biodiversidade nos biomas brasileiros. E estariam eles errados? Somos uma geração sortuda de brasileiros. Finalmente, conseguimos usar da nossa riqueza ambiental ímpar como lastro para o crescimento econômico e reconhecimento internacional como protagonistas globais da economia verde. No entanto, em mais um dos momentos de triste ironia que marcou o desenvolvimento econômico brasileiro, negamos o fato e achamos que venceremos pelas antigas regras ainda que as novas nos sejam infinitamente mais favoráveis.


[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>. 


Acesso em 20 nov. 2023 

O texto apresenta três mitos em relação ao agronegócio brasileiro: 1) Mito da dependência global do Brasil, 2) Mito da dependência da China e 3) Mito do Código Florestal Brasileiro. Qual é a tese central defendida pelo autor no que diz respeito ao primeiro mito?
Alternativas
Q3374576 Português
Leia o texto e responda a questão.


Precisamos falar sobre o agro brasileiro

Em artigo exclusivo, José Pugas, da gestora JGP, discute os mitos que retardam o crescimento do agronegócio e colocam em risco o protagonismo do campo brasileiro em escala global
[José Pugas. Publicado em 10 de março de 2022 às, 12h00.]

Mitos são essenciais para a construção de nossas identidades individuais e de grupo. Joseph Campbell afirmava que os mitos tinham como função principal guiar o espírito humano e, por que não, nos conferir um propósito de existência. No entanto, mitos podem ser enganosos quando compreendidos literalmente e insensíveis às mudanças dos tempos. Mitos que se transformam em mentiras convenientes perdem suas funções de guiar o espírito humano à grandeza heroica e passam a ser evidências falsas para fantasias coletivas.
O agronegócio brasileiro tem todos os predicados míticos de uma história heroica. A partir de tecnologias disruptivas, conquistamos áreas até então impossíveis de produzir e saímos da desagradável condição de importadores de alimentos para uma potência agrícola em uma geração. Como Gilgamesh, domamos a natureza em nome da civilização.
Hoje, é impossível pensarmos qualquer outro setor brasileiro que tenha tamanho vigor e que deposite tanto a fé dos economistas e governantes como o agronegócio. De patinho feio e representante do atraso nacional, como as atividades primárias foram vistas por muitas décadas, o agro virou tech, o agro virou pop, o agro virou tudo.

[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>.
Acesso em 20 nov. 2023 
Analisando os aspectos morfológicos de formação das palavras, identifique a alternativa em que o radical destacado está correto.
Alternativas
Q3374575 Português
Leia o texto e responda a questão.


Precisamos falar sobre o agro brasileiro

Em artigo exclusivo, José Pugas, da gestora JGP, discute os mitos que retardam o crescimento do agronegócio e colocam em risco o protagonismo do campo brasileiro em escala global
[José Pugas. Publicado em 10 de março de 2022 às, 12h00.]

Mitos são essenciais para a construção de nossas identidades individuais e de grupo. Joseph Campbell afirmava que os mitos tinham como função principal guiar o espírito humano e, por que não, nos conferir um propósito de existência. No entanto, mitos podem ser enganosos quando compreendidos literalmente e insensíveis às mudanças dos tempos. Mitos que se transformam em mentiras convenientes perdem suas funções de guiar o espírito humano à grandeza heroica e passam a ser evidências falsas para fantasias coletivas.
O agronegócio brasileiro tem todos os predicados míticos de uma história heroica. A partir de tecnologias disruptivas, conquistamos áreas até então impossíveis de produzir e saímos da desagradável condição de importadores de alimentos para uma potência agrícola em uma geração. Como Gilgamesh, domamos a natureza em nome da civilização.
Hoje, é impossível pensarmos qualquer outro setor brasileiro que tenha tamanho vigor e que deposite tanto a fé dos economistas e governantes como o agronegócio. De patinho feio e representante do atraso nacional, como as atividades primárias foram vistas por muitas décadas, o agro virou tech, o agro virou pop, o agro virou tudo.

[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>.
Acesso em 20 nov. 2023 
A referenciação é um elemento importante para construção argumentativa. No texto, o autor utiliza a referência a Gilgamesh para ilustrar o papel do agronegócio brasileiro. Assinale a alternativa que melhor explicita essa informação.
Alternativas
Q3374574 Português
Leia o texto e responda a questão.


Precisamos falar sobre o agro brasileiro

Em artigo exclusivo, José Pugas, da gestora JGP, discute os mitos que retardam o crescimento do agronegócio e colocam em risco o protagonismo do campo brasileiro em escala global
[José Pugas. Publicado em 10 de março de 2022 às, 12h00.]

Mitos são essenciais para a construção de nossas identidades individuais e de grupo. Joseph Campbell afirmava que os mitos tinham como função principal guiar o espírito humano e, por que não, nos conferir um propósito de existência. No entanto, mitos podem ser enganosos quando compreendidos literalmente e insensíveis às mudanças dos tempos. Mitos que se transformam em mentiras convenientes perdem suas funções de guiar o espírito humano à grandeza heroica e passam a ser evidências falsas para fantasias coletivas.
O agronegócio brasileiro tem todos os predicados míticos de uma história heroica. A partir de tecnologias disruptivas, conquistamos áreas até então impossíveis de produzir e saímos da desagradável condição de importadores de alimentos para uma potência agrícola em uma geração. Como Gilgamesh, domamos a natureza em nome da civilização.
Hoje, é impossível pensarmos qualquer outro setor brasileiro que tenha tamanho vigor e que deposite tanto a fé dos economistas e governantes como o agronegócio. De patinho feio e representante do atraso nacional, como as atividades primárias foram vistas por muitas décadas, o agro virou tech, o agro virou pop, o agro virou tudo.

[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>.
Acesso em 20 nov. 2023 
De acordo com as ideias e informações apresentadas pelos elementos de sentido textual, é possível inferir na leitura do texto que o agronegócio brasileiro passou por transformações, ao longo do tempo, as quais podem ser caracterizadas de:
Alternativas
Q3374573 Português
Leia o texto e responda a questão.


Precisamos falar sobre o agro brasileiro

Em artigo exclusivo, José Pugas, da gestora JGP, discute os mitos que retardam o crescimento do agronegócio e colocam em risco o protagonismo do campo brasileiro em escala global
[José Pugas. Publicado em 10 de março de 2022 às, 12h00.]

Mitos são essenciais para a construção de nossas identidades individuais e de grupo. Joseph Campbell afirmava que os mitos tinham como função principal guiar o espírito humano e, por que não, nos conferir um propósito de existência. No entanto, mitos podem ser enganosos quando compreendidos literalmente e insensíveis às mudanças dos tempos. Mitos que se transformam em mentiras convenientes perdem suas funções de guiar o espírito humano à grandeza heroica e passam a ser evidências falsas para fantasias coletivas.
O agronegócio brasileiro tem todos os predicados míticos de uma história heroica. A partir de tecnologias disruptivas, conquistamos áreas até então impossíveis de produzir e saímos da desagradável condição de importadores de alimentos para uma potência agrícola em uma geração. Como Gilgamesh, domamos a natureza em nome da civilização.
Hoje, é impossível pensarmos qualquer outro setor brasileiro que tenha tamanho vigor e que deposite tanto a fé dos economistas e governantes como o agronegócio. De patinho feio e representante do atraso nacional, como as atividades primárias foram vistas por muitas décadas, o agro virou tech, o agro virou pop, o agro virou tudo.

[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>.
Acesso em 20 nov. 2023 
Para a progressão semântica do texto, o autor se vale da estratégia comparativa para trazer inferência sobre o sentido do agronegócio. Desse modo, a que o agronegócio brasileiro é comparado no texto? 
Alternativas
Q3374572 Português
Leia o texto e responda a questão.


Precisamos falar sobre o agro brasileiro

Em artigo exclusivo, José Pugas, da gestora JGP, discute os mitos que retardam o crescimento do agronegócio e colocam em risco o protagonismo do campo brasileiro em escala global
[José Pugas. Publicado em 10 de março de 2022 às, 12h00.]

Mitos são essenciais para a construção de nossas identidades individuais e de grupo. Joseph Campbell afirmava que os mitos tinham como função principal guiar o espírito humano e, por que não, nos conferir um propósito de existência. No entanto, mitos podem ser enganosos quando compreendidos literalmente e insensíveis às mudanças dos tempos. Mitos que se transformam em mentiras convenientes perdem suas funções de guiar o espírito humano à grandeza heroica e passam a ser evidências falsas para fantasias coletivas.
O agronegócio brasileiro tem todos os predicados míticos de uma história heroica. A partir de tecnologias disruptivas, conquistamos áreas até então impossíveis de produzir e saímos da desagradável condição de importadores de alimentos para uma potência agrícola em uma geração. Como Gilgamesh, domamos a natureza em nome da civilização.
Hoje, é impossível pensarmos qualquer outro setor brasileiro que tenha tamanho vigor e que deposite tanto a fé dos economistas e governantes como o agronegócio. De patinho feio e representante do atraso nacional, como as atividades primárias foram vistas por muitas décadas, o agro virou tech, o agro virou pop, o agro virou tudo.

[Adaptado]. PUGAS, José. Opinião: Precisamos falar sobre o agro brasileiro. Disponível em: <https://exame.com/agro/opiniao-precisamos-falar-sobre-o-agro-brasileiro/>.
Acesso em 20 nov. 2023 
O autor do texto estabelece uma relação contextual com Joseph Campbell para explicitar a noção de mito. Com base no primeiro parágrafo, que alternativa melhor expressa a funcionalidade social de criação dos mitos?
Alternativas
Respostas
541: C
542: B
543: A
544: B
545: A
546: C
547: B
548: D
549: D
550: B
551: B
552: D
553: B
554: D
555: C
556: A
557: C
558: B
559: C
560: D