Foram encontradas 138.689 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4396062 Filosofia
Na Primeira Meditação (2004), René Descartes aponta: “Com efeito, tudo o que admiti até agora como o que há de mais verdadeiro, eu o recebi dos sentidos ou pelos sentidos. Ora, notei que os sentidos às vezes enganam e é prudente nunca confiar completamente nos que, seja uma vez, nos enganaram” (p. 19).

Para Descartes, os erros decorrentes da confiança do sujeito nos sentidos podem ser combatidos por meio
Alternativas
Q4396061 Filosofia
No Livro VI de A República (2010), Platão apresenta a metáfora que aproxima a governança da polis à governança de um navio. Segundo essa metáfora, num navio cujo timoneiro está um pouco surdo e com dificuldades de visão, mas tem muita experiência e conhecimento de pilotagem, marinheiros despreparados disputam entre si o controle do leme do navio. Esses marinheiros acham-se à altura de pilotar o navio e consideram inútil o conhecimento do timoneiro, que leva em conta as estações do ano, as condições do tempo e o movimento dos astros para pilotar adequadamente a embarcação (488a - 489a).

A metáfora apresentada por Platão no Livro VI de A República diz respeito
Alternativas
Q4396060 Pedagogia
Para Cipriano C. Luckesi e Elizete Passos (Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2004), a noção de apropriação do conhecimento é central. Tal noção diz respeito ao “modo pelo qual é possível ao sujeito humano tomar posse de um entendimento da realidade. Apropriação não significa uma retenção de informações, mas sim a compreensão do mundo exterior, utilizando‑se das informações. Assim sendo, entendemos que o sujeito se apropria do conhecimento de duas maneiras: a direta e a indireta. Essas duas modalidades de apropriação na prática são inseparáveis, porém didaticamente distintas” (p. 29).

Segundo Luckesi e Passos, o modo direto de apropriação do conhecimento ocorre quando há
Alternativas
Q4396059 Filosofia
Segundo Marilena Chauí (Convite à Filosofia, 2019): “A ideia de razão que constitui o ideal de racionalidade criado pela sociedade europeia ocidental sofreu alguns abalos profundos desde o início do século XX. Um deles foi trazido com o desenvolvimento dos estudos da antropologia, que mostraram como outras culturas podem oferecer uma concepção muito diferente da que estamos acostumados sobre o pensamento e a realidade” (p. 74 – 75. Adaptado).

Para Marilena Chauí, a existência de concepções diferentes de racionalidade implica que
Alternativas
Q4396058 Filosofia
Na obra Convite à Filosofia (2019), Marilena Chauí aponta que uma tradição filosófica de inspiração grega concebe a verdade como aletheia, isto é, como algo não oculto ou não dissimulado. Nesse sentido: “a verdade está nas próprias coisas ou na própria realidade e o conhecimento verdadeiro é a percepção intelectual e racional dessa verdade. A marca do conhecimento verdadeiro é a evidência, isto é, a visão intelectual e racional da realidade tal como é em si mesma e alcançada pelas operações de nossa razão” (p. 124. Adaptado).

Segundo o excerto, tal concepção postula que a verdade deve
Alternativas
Q4396057 História
O suicídio de Getúlio exprimia desespero pessoal, mas tinha também um profundo significado político. O ato em si continha uma carga dramática capaz de eletrizar a grande massa. Além disso, o presidente deixava como legado uma mensagem aos brasileiros - a chamada carta-testamento - onde se apresentava como vítima e ao mesmo tempo acusador de inimigos impopulares.

(Boris Fausto, História do Brasil, 1995)

Na carta-testamento são apontados como responsáveis pelo ato do presidente Vargas 
Alternativas
Q4396056 História
O ano de 1850 não assinalou no Brasil apenas a metade do século. Foi o ano de várias medidas que tentavam mudar a fisionomia do país, encaminhando-o para o que então se considerava modernidade. Extinguiu-se o tráfico de escravos, promulgou-se a Lei de Terras, centralizou-se a Guarda Nacional e foi aprovado o primeiro Código Comercial. Este trazia inovações e ao mesmo tempo integrava os textos dispersos que vinham do período colonial. Entre outros pontos, definiu os tipos de companhias que poderiam ser organizadas no país e regulou suas operações. Assim como ocorreu com a Lei de Terras, tinha como ponto de referência a extinção do tráfico.

(Boris Fausto, História do Brasil, 1995. Adaptado)

A Lei de Terras, entre outros objetivos, visava 
Alternativas
Q4396055 História
Por que se optou preferencialmente, para a exploração da mão de obra escravizada, pelo negro e não pelo índio? Em primeiro lugar, lembremos que houve uma passagem da escravidão do índio para a do negro, que variou no tempo e no espaço.

(Boris Fausto, História do Brasil, 1995)

Em relação a essa “passagem que variou no tempo e no espaço”, é correto afirmar que ela 
Alternativas
Q4396054 História
Durante a existência do nazismo alemão, Marc Ferro, na obra A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação(1983), afirma que “a exaltação da raça e do povo alemão levava à subversão da vulgata histórica ao menos em três áreas.”

Assinale a alternativa que apresenta uma dessas áreas.
Alternativas
Q4396053 História
Eric Hobsbawm, em Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991, afirma que “não podemos comparar o mundo do final do Breve Século XX ao mundo de seu início, em termos da contabilidade histórica de ‘mais’ e ‘menos’. Tratava-se de um mundo qualitativamente diferente em pelo menos três aspectos.”

Assinale a alternativa que apresenta um desses aspectos. 
Alternativas
Q4396052 História
O tráfico transaariano de escravos para o Magrebe e depois para a Europa, permanente do século VIII ao XVI, sugere o tema da escravidão no continente africano. Mesmo com base em uma literatura ainda incipiente, vale registrar algumas análises que, recortando temas e aprofundando questões teóricas, lançam luz sobre sua natureza, suas formas, sua dinâmica e as mudanças sociais nas sociedades africanas. As pesquisas feitas por Ralph A. Austen, baseadas em uma rica e criteriosa documentação, permitiram-lhe identificar três grandes regiões de comércio de cativos no continente africano: a costa ocidental (do Senegal até Angola), as savanas do norte e o chifre da África (do Senegal até a Somália) e a costa oriental (do Quênia até Moçambique e Madagáscar).
Mas quais mecanismos levaram à escravidão nas sociedades africanas do século VII até o século XV?

(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea, 2005. Adaptado)

Assinale a alternativa que indica, segundo a obra referenciada, um desses mecanismos.
Alternativas
Q4396051 História

Analise a tabela a seguir:


44.png (420×302)


(UNITED NATIONS, Yearbook of International trade statistics, New York, 1954)


(Apud Rosamary Thorp, As economias latino-americanas, 1939-c. 1950. Em: Leslie Bethell (org.), História da América Latina: a América Latina após 1930: Economia e Sociedade. Vol. VI, 2005)



Ao comparar dados de exportação de 1938 e 1950, a tabela revela que as exportações da América Latina 

Alternativas
Q4396050 História
A primeira edição em inglês de Capitalismo e escravidão foi contemporânea ao aparecimento de uma obra canônica para a compreensão do passado brasileiro. Com efeito, apenas dois anos antes da publicação do livro de Eric Williams, veio a lume Formação do Brasil contemporâneo, de Caio Prado Jr. Não obstante suas diferenças, ambos os livros apresentavam vários pontos em comum.

(Rafael de Bivar Marquese. Capitalismo e escravidão e a historiografia sobre a escravidão negra nas Américas. Em: Eric Williams, Capitalismo e escravidão, 2012)

Entre esses pontos comuns, há 
Alternativas
Q4396049 História
Van Bath comenta: “No século XII explodiu um período de exuberante desenvolvimento no Sul e Oeste da Europa. Nos anos entre 1150 e 1300 atingiu-se um ponto alto nos campos cultural e material que jamais foi equiparado até muito tempo depois. Este avanço não aconteceu apenas na teologia, filosofia, arquitetura, escultura, nos trabalhos em vidro e na literatura, mas, também, houve uma prosperidade material”.
Nos cem anos seguintes uma crise geral maciça tomou conta de todo o continente. Veremos que é esta crise que tem aparecido, retrospectivamente, como a linha dividindo as águas dos destinos da Euroра. Suas causas ainda estão por ser sistematicamente estudadas e analisadas, embora hoje já se possa dizer que seus elementos fenomenológicos estejam bem esclarecidos.

(Perry Anderson, Passagens da antiguidade ao feudalismo, 1998. Adaptado)

Para Perry Anderson, a crise do século XIV 
Alternativas
Q4396048 Pedagogia
A realização de estudo do meio faz parte de uma “tradição escolar”, embora seus objetivos nem sempre sejam os mesmos para os educadores. Organizar saídas dos alunos da escola é, normalmente, algo bem-aceito e visto sempre de maneira positiva, quer pela motivação que provoca nos alunos, quer pelas oportunidades pedagógicas que pode oferecer. Muitas vezes, entretanto, o estudo do meio torna- -se sinônimo de excursão, de passeio, sem representar efetivamente um “estudo de campo”, um momento específico de aprendizagem mais dinâmica e significativa.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de história: fundamentos e métodos, 2004. Adaptado)

Circe Bittencourt considera que o estudo do meio 
Alternativas
Q4396047 Pedagogia
Esse método corresponde a um esforço para o progresso do conhecimento que surge no confronto de teses opostas: o pró e o contra, o sim e o não, a afirmação e a negação. O confronto das teses opostas possibilita a elaboração da crítica.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de história: fundamentos e métodos, 2004. Adaptado)

O excerto faz referências ao método 
Alternativas
Q4396046 Pedagogia
A história local (...) tem sido elaborada por historiadores de diferentes tipos. Políticos ou intelectuais de diversas proveniências têm-se dedicado a escrever histórias locais com objetivos distintos, e tais autores geralmente são criadores de memórias mais do que efetivamente de história.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de história: fundamentos e métodos, 2004)

Circe Bittencourt explicita que a memória difere da história e afirma que a história
Alternativas
Q4396045 História
A construção de conceitos é um processo cognitivo e articulado, já que os conceitos não são autônomos. Eles articulam-se, contrapõem-se e associam-se de forma solidária, pela acomodação e pela sua relação dialógica com um campo de conhecimento, uma relação com as representações já elaboradas pelos alunos, para modificá-las.

(Maria Auxiliadora Schimidt e Marlene Cainelli. Ensinar história, 2004. Adaptado)

Segundo a obra em referência, um dos principais problemas na lida com conceitos no ensino da História é o fato de que
Alternativas
Q4396044 Pedagogia
Joaquim Maria de Lacerda, em seu livro Pequena história do Brasil, cuja primeira edição é provavelmente do final de 1870, existem reproduções copiadas da obra de Jean de Léry, Viagem à terra do Brasil, provavelmente da edição de 1878 de Gaffarel e de Jean Baptiste Debret, Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, da edição francesa publicada entre 1834 a 1839. A partir de gravuras das obras assinaladas foram feitos desenhos, alguns deles assinados por Navellière, para os livros de Joaquim Maria de Lacerda, desenhos que se constituíram em veículos de divulgação da documentação iconográfica para jovens brasileiros desde o final do século XIX. Os grupos indígenas dessas primeiras obras didáticas eram representados como “selvagens”, e as cenas escolhidas eram, predominantemente, de guerra e rituais antropofágicos.

(Circe Bittencourt, Livros didáticos entre textos e imagens. Em: Circe Maria Fernandes Bittencourt. O saber histórico na sala de aula,1998. Adaptado)

A escolha das imagens colocadas nos livros de Joaquim Maria de Lacerda revela, para Circe Bittencourt,
Alternativas
Q4396043 Pedagogia
Como se dá o conhecimento em história, geografia e ciências. Serão essas áreas equivalentes em termos do cenário avaliativo a se constituir? Alguns alertas se tornam necessários em relação à avaliação de aprendizagens significativas no ensino fundamental e médio nas várias disciplinas do currículo, tais como ciências e história.

(Maria Teresa Esteban; Jussara Hoffmann; Felipe Silva Janssen (orgs.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo, 2013)

Segundo a obra em referência, trata-se de um desses alertas
Alternativas
Respostas
281: E
282: C
283: A
284: D
285: B
286: D
287: A
288: B
289: C
290: E
291: B
292: D
293: E
294: C
295: A
296: E
297: C
298: A
299: B
300: D